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O estado de São Paulo registrou aumento significativo nos casos de feminicídio no primeiro trimestre de 2026, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública. Foram 86 feminicídios no período, o maior número da série histórica para os primeiros meses do ano, com uma mulher morta a cada 25 horas. O crescimento representa alta de 41% em relação a 2025 e acompanha uma tendência nacional, mas em ritmo mais acelerado no estado.

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Transcrição
00:00E o estado de São Paulo registrou alta de 41% nos casos de feminicídio no primeiro trimestre deste ano.
00:06Esse é um levantamento do Instituto Sou da Paz.
00:09O David de Tarso, vamos falar um pouco desses números preocupantes e da necessidade de políticas públicas,
00:15mais políticas públicas voltadas a esse combate. Conta aí.
00:21Exatamente, porque a série histórica, desde quando esses dados começaram a ser computados,
00:25lá em 2018, pela Secretaria de Segurança Pública, demonstram essa evolução e agora esse aumento no primeiro trimestre deste ano
00:32em todo o estado de São Paulo, em relação ao mesmo período do ano passado.
00:35Foram 86 mulheres assassinadas pelos companheiros ou ex-companheiros no primeiro trimestre deste ano,
00:43então, representando essa alta histórica, um aumento de 41% no comparativo com o mesmo período do ano passado.
00:49O maior crescimento foi no interior paulista, com 60 mulheres que acabaram perdendo a vida
00:55por acreditar que o marido, às vezes o namorado, ou até mesmo por ele não aceitar bem o término do
01:03relacionamento,
01:04acabaram perdendo a vida com isso.
01:07E esse episódio, realmente, ele se repete, infelizmente.
01:11Eu já cobri diversos casos, né, em que as famílias orientavam, os amigos também falavam,
01:16olha, ele tem um comportamento agressivo, largue dele, procure as autoridades,
01:20faça o boletim de ocorrência, para que medidas restritivas também sejam impostas.
01:24Mas, muitas vezes, as mulheres acabam acreditando que o comportamento vai mudar,
01:28só que termina acontecendo o pior, como a gente tem visto toda essa alta.
01:33Até a gente falou aqui na Jovem Pan News sobre a nova comandante da Polícia Militar,
01:39a Glaucia Cavalli, coronel, que agora está empossada no cargo,
01:43e uma das grandes bandeiras, justamente pelo fato dela ser mulher,
01:47e justamente também pelo fato desse crescimento todo no estado de São Paulo,
01:51é atuar contra a violência doméstica e tentar conter esses números.
01:56A Secretaria de Segurança Pública também oferece as cabines Lilás,
01:59que tem esse atendimento mais específico às mulheres,
02:02aquelas que relatam ter sido vítimas de violência,
02:05eles fazem o monitoramento dos agressores,
02:07e caso a mulher esteja em risco, ela tem um aplicativo
02:11onde pode acionar imediatamente a polícia e evitar que o pior aconteça.
02:16Mas, são dados preocupantes em relação ao estado de São Paulo,
02:20o único percentual que teve uma queda de 10% foi na Grande São Paulo,
02:24os dados aqui na capital paulista, maior cidade do país,
02:27se mantiveram estáveis, mas o interior é o mais preocupante,
02:31a região, as regiões mais preocupantes,
02:33nos mais diferentes municípios que compõem o interior,
02:36porque houve todo esse crescimento de 60 mulheres
02:39que foram assassinadas no primeiro trimestre desse ano,
02:42de acordo com os dados que foram apurados
02:46junto à Secretaria de Segurança Pública pelo Instituto Sol da Paz.
02:49Então, medidas de políticas públicas precisam ser implementadas,
02:52mas as mulheres também precisam estar atentas
02:55aos comportamentos possessivos, agressivos,
02:59de relacionamentos que muitas vezes são tóxicos
03:01e que podem resultar na morte dela mesma.
03:04Eu volto com vocês aí no estúdio.
03:06Obrigada, David de Tarso.
03:08Eu só me pergunto por quê?
03:09Por que que ano após ano, levantamento após levantamento,
03:13a gente costuma e continua vendo esses índices crescendo?
03:17A preocupação que o David de Tarso trouxe é para todo o estado de São Paulo,
03:21mas com um foco, uma lupa de maior alerta para o interior.
03:25É por isso que agora a gente vai conversar ao vivo aqui com a nossa repórter de Presidente Prudente,
03:31trazendo as informações sobre violência aí na região.
03:34Bruna Bonfim, seja muito bem-vinda, bom começo de mês, boa segunda-feira,
03:38infelizmente com dados que a gente não comemora,
03:42mas que a gente traz justamente como sinal de alerta e de conscientização
03:46e cobrança também por parte de políticas públicas.
03:53Exatamente, Beatriz.
03:54Bom dia para você, primeiramente, para todos que nos assistem.
03:58Infelizmente, a gente tem que trazer essas notícias ainda, né?
04:01Casos muito tristes, como por exemplo, a da Luzia Aparecida Vicentini,
04:06de 58 anos, que morreu na última semana.
04:09O namorado dela é o principal suspeito de ter cometido o crime e segue foragido.
04:14Esse caso foi registrado aqui em Presidente Prudente como feminicídio
04:19no Conjunto Habitacional Ana Jacinta.
04:22Foi na casa dela que os policiais foram, depois de receber denúncias,
04:26dizendo que o namorado dela provavelmente teria agredido.
04:30Denúncias que provavelmente veio de um amigo que entrou em contato
04:33porque recebeu mensagens e áudios suspeito, né, em relação a todo esse caso.
04:39Então, a polícia foi até lá, encontrou primeiramente as luzes acesas,
04:43o portão encostado, tentou chamar essa mulher, mas ela não respondeu.
04:49Com a ajuda de um vizinho, eles entraram na casa e, infelizmente,
04:54encontraram ela sem vida já em cima da cama ali, com sinais no pescoço,
05:00sinais de enforcamento.
05:02Esse homem, então, segue foragido.
05:04Segundo informações, ele teria fugido logo depois do crime
05:07pela rodovia Raposo Tavares, aqui em Presidente Prudente.
05:11Até o momento, ele não foi encontrado.
05:13Exames necroscópicos foram solicitados para apurar todas as circunstâncias
05:18da morte dessa mulher.
05:19Então, claro, a polícia segue investigando tudo.
05:23Qualquer novidade, a gente volta a trazer aqui na Jovem Pan News.
05:26Realmente muito triste, né, Beatriz?
05:28Esse caso registrado e casos como este só acendem um alerta.
05:32Porque, segundo os familiares, eles já tinham passado ali informações
05:36de que a família solicitava para que ela separasse desse homem
05:41porque ela já havia sido agredida.
05:43Eles tinham discussões constantes, brigavam constantemente.
05:47Ela tentava dar mais uma chance, mas, infelizmente,
05:51essa chance, a agressão, em muitos casos, termina na morte da mulher.
05:55Volto com vocês aí no estúdio.
05:56Realmente, Bruna, a partir do primeiro momento, né,
05:59de qualquer tipo de violência, seja ela psicológica ou física,
06:01já é necessário o distanciamento, a separação e, principalmente,
06:06a busca por proteção e das autoridades.
06:08Obrigado, Bruna. Um abraço para você.
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