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O Brasil registrou em 2025 o maior número de feminicídios desde que o crime foi tipificado, em 2015. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) divulgados nesta quarta-feira (4), foram 1.568 mulheres mortas em razão do gênero no último ano, uma alta de 4,7% em relação a 2024.

O levantamento revela uma escalada persistente na última década: desde a sanção da lei, ao menos 13.703 brasileiras perderam a vida em contextos de violência doméstica ou menosprezo à condição de mulher.

Assista à íntegra:
https://youtube.com/live/TcUjh3k5Y6I

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Transcrição
00:00Pois é, Tiago, a gente fala tanto de celebrar o mês da mulher, mas quando a gente traz esses indicadores,
00:05que eu vou mostrar daqui a pouco,
00:06a gente vê que não tem muito o que celebrar, tem muito o que lutar para acabar com esses indicativos
00:12que não têm caído, eles têm aumentado.
00:15De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, houve um aumento de 4,7% entre 2024 e 2025
00:22nos casos de feminicídios no país.
00:26Então a gente está falando de 1.568 mulheres que morreram pelo simples fato de serem mulheres, que é isso
00:33que descreve o caso de feminicídio.
00:36A gente tem algumas artes aqui para mostrar esses indicadores do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
00:40Olha só, temos o perfil dessas mulheres, 62% são mulheres negras e a gente tem também a faixa etária
00:50dessas mulheres.
00:51Vou sair um pouquinho aqui do quadro, Tiago, mas para mostrar que em 28% dos casos a gente tem
00:57mulheres entre 30 e 39 anos de idade,
01:02que são as principais vítimas de feminicídios.
01:05Nós temos também uma outra arte para mostrar a relação dessas vítimas com os agressores.
01:11Olha só, em 59% dos casos, quase 60%, os agressores, os assassinos, os autores, são companheiros dessas vítimas.
01:22Em 21% dos casos, ex-companheiros.
01:26Em 10% a gente tem ali outros familiares.
01:29Aqui no nosso outro lado da arte, a gente tem quais os tipos de armas utilizadas por esses autores dos
01:38assassinatos.
01:39E em 48% dos casos, armas brancas.
01:43E em 25,2% armas de fogo que são utilizadas.
01:48Então, esse é o perfil da relação entre a vítima e o autor desses feminicídios.
01:55Nós temos também mais uma outra arte para ilustrar sobre esses dados com relação aos estados que têm os maiores
02:02indicadores.
02:03O Acre lidera, seguido de Rondônia e depois Mato Grosso do Sul.
02:09Mas, Tiago, é importante a gente fazer uma observação também com relação ao crescimento.
02:13Esses estados têm esses indicadores liderando, mas outras regiões, outros estados tiveram as maiores elevações.
02:22Olha só, Amapá, São Paulo e Rondônia lideraram esse percentual de crescimento.
02:29Lá no Amapá foram 120%.
02:32É um número muito elevado.
02:34E aqui no estado de São Paulo, a gente ficou com um índice de 96%.
02:38O levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública também, Tiago,
02:43ele disse que em 16 unidades da federação, elas registraram 1.127 feminicídios.
02:51E desse total, 13% das mulheres já tinham a medida protetiva de urgência.
02:57E, infelizmente, nesses casos, elas acabaram falecendo.
03:02Então, tinham a medida protetiva e acabaram falecendo.
03:06E, Tiago, sobre a elevação dos números aqui em São Paulo,
03:10porque a gente falou desse crescimento de 96%, isso nos últimos quatro anos,
03:15que é um volume muito expressivo, é um indicador muito grande,
03:19a Secretaria de Segurança Pública aqui do estado de São Paulo
03:22disse o seguinte, que o estado paulista, ele é pioneiro no uso da tornozeleira eletrônica
03:29para monitorar esses agressores, que desde 2023 foram implementados 712 equipamentos.
03:38E que do total, desse total de 712, 189 ainda estão ativos.
03:44E a SSP ainda completa dizendo que o uso da tornozeleira eletrônica,
03:51ela só pode acontecer diante da solicitação e autorização do Poder Judiciário
03:57na fase das audiências de custódia.
04:00Então, falando aí de um entrave até burocrático para fazer esse monitoramento.
04:05E dentro desse âmbito, Tiago, de como essa fiscalização,
04:08como esse monitoramento deve ser realizado,
04:11hoje a Maria da Penha, que é a mulher que inspirou a lei Maria da Penha,
04:16ela esteve lá no Senado Federal para falar um pouquinho do que precisa melhorar dentro dessa lei.
04:23A gente tem um trechinho da fala dela? Vamos acompanhar.
04:25Eu acho que a lei foi um divisor de águas.
04:30Entendeu? Só que ela paralisou.
04:33Ela não está avançando no combate à violência contra a mulher.
04:38Porque a gente está vendo crimes adiões.
04:41O problema que tem é exatamente a condenação de quem usa.
04:46Porque não adianta a mulher se defender, que ela vai continuar a ser desacreditada.
04:51Então, este homem tem que ser punido, porque está eliminando o nome dessa mulher.
04:57Pois é, Tiago. E a gente lembra que a lei Maria da Penha completa,
05:01esse ano vai completar, lá no mês de setembro, 20 anos.
05:05E como a gente vê, ainda tem muito o que avançar nesse sentido.
05:09Como esse monitoramento vai ser feito.
05:11A gente que tem noticiado tantos casos de abusos e de violências e de feminicídios contra as mulheres.
05:18Uma luta muito grande que a gente ainda tem para perseguir, né, Tiago?
05:21Pois é, e um grande problema que é a subnotificação.
05:23Tem muitos casos no Brasil, então precisa denunciar, as mulheres precisam falar.
05:28E os homens precisam tomar medidas, né, para que...
05:32Precisa ter consciência, né, Tiago?
05:34Eventualmente, é, claro, para que se conscientizem que isso é totalmente inaceitável.
05:39A Camila volta daqui a pouquinho.
05:41Olha aí, mais dois acusados pelo estupro de uma adolescente de 17 anos
05:45em um apartamento de Copacabana na zona sul do Rio de Janeiro
05:49se apresentaram e foram presos pela polícia nesta quarta-feira.
05:53Repórter Rodrigo Viga.
05:55Os quatro jovens adultos que participaram do estupro coletivo a uma adolescente de 17 anos de idade
06:01em janeiro, deixando em Copacabana, já estão presos.
06:05Os últimos dois foragidos se apresentaram à polícia.
06:07Um deles na delegacia de Belfort Rocha na Baixada Fluminense
06:11e outro na distrital de Copacabana responsável pelo caso.
06:16Esse que se apresentou em Copacabana é João Vitor Simonim.
06:19O pai dele foi exonerado esta semana da Subsecretaria de Governança do Estado
06:25após o estouro do escândalo.
06:28Os quatro estão à disposição do sistema carcerário Fluminense.
06:33Ficaram em silêncio quando se entregaram à polícia do Rio de Janeiro.
06:39As defesas tentam o relaxamento da prisão dos quatro jovens adultos
06:45que participaram do estupro coletivo a uma adolescente de 17 anos de idade
06:50em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, do dia 31 de dezembro,
06:55deixando de 2026.
06:57Já o menor de idade, que também participou do crime, vai permanecer solto.
07:01Polícia e Ministério Público entenderam que não há necessidade de apreensão
07:06e também internação desse menor de idade.
07:11A polícia fluminense segue tentando avançar nas investigações.
07:16Fez diligências nos últimos dias, endereços ligados aos jovens adultos
07:21que participaram do estupro coletivo, mas não encontrou nesses endereços
07:26aparelhos celulares, eletrônicos e computadores que possam ajudar nessas apurações.
07:33Mas a polícia ainda quer a quebra do sigilo telefônico
07:38desses quatro jovens adultos acusados do estupro coletivo.
07:43É que contra alguns deles recaem novas denúncias
07:48de outros casos de estupro que teriam acontecido nos anos de 2023 e 2024.
07:56Do Rio de Janeiro, Rodrigo Virga.
08:01Bom, sobre esse assunto, deixa eu chamar a Denise Campos de Toledo,
08:04que não fala agora como comentarista, mas sim como mulher.
08:07Esse caso, aliás, do Rio é um absurdo.
08:09Total.
08:10É um absurdo total e não é a primeira vez.
08:12Tem registro de um outro caso.
08:14Mas, ô Denise, a Camila falava, né?
08:16Esse é o mês da mulher.
08:17Tem muita gente que rejeita esse tipo de comemoração.
08:22Era uma comemoração que lá no passado era exaltada e agora não, Denise?
08:26É o tipo de comemoração que se tem, Tiago.
08:29E é em relação a isso que se deve falar.
08:31Dia 8 é o Dia da Mulher.
08:32E muita gente fica esperando flores, presentes, jantar romântico.
08:36E não se trata disso.
08:38Se trata exatamente de combater esse tipo de crime que nós vimos agora.
08:41A Camila Eunes apresenta nos dados sobre feminicídio.
08:45Tem as questões de violência, os casos sucessivos que viram manchetes aí no noticiário.
08:50E agora estupro coletivo.
08:51Tem estupro individual, a violência contra a mulher.
08:54Mulheres que apanham por falta de respeito à individualidade, à liberdade,
08:59à capacidade das mulheres de tomarem decisões que elas quiserem,
09:03inclusive de acabar com relacionamentos.
09:05A Camila mostrava há pouco que boa parte dos crimes envolve companheiros ou ex-companheiros.
09:11São aqueles que não aceitam o distanciamento ou tentam dominar mulheres.
09:15Isso acontece em todas as classes sociais.
09:17Claro que tem distinções dependendo da formação.
09:20Mas há casos, inclusive, recentes envolveram policiais.
09:24Casal em que os dois eram policiais.
09:26Então, em vez de comemorar de uma forma romântica o Dia da Mulher,
09:29eu acho que é o momento de reflexão e de ação para se tentar minimizar esses dados todos
09:35e dar a devida importância a essa data e prestar atenção mais nesses números
09:41para que o setor público, inclusive, dê uma resposta adequada
09:45e que as mães ensinem os filhos, assim como os pais, a não cometerem esse tipo de crime.
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