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Em evento na Flórida, o presidente Donald Trump elevou o tom e afirmou que os Estados Unidos podem assumir o controle de Cuba logo após o desfecho do conflito com o Irã. A declaração ocorre em um momento de baixa popularidade do líder norte-americano e gera debates sobre uma possível nova frente militar no Caribe. Os comentaristas Cristiano Vilela e Jesualdo Almeida repercutem o assunto.

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Transcrição
00:00Olha só, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país poderia assumir Cuba logo após o fim
00:06da guerra contra o Irã.
00:08Quem traz os detalhes pra gente ao vivo, o nosso correspondente internacional, Eliseu Caetano, diretamente do país americano, que eu
00:15desejo muito bom dia.
00:17E trazendo essa informação, então, Trump quer realmente dominar o mundo, Eliseu, pelo visto?
00:24Olha, eu, você e boa parte da nação global acredita que sim, viu?
00:30Muito bom dia, David, Bia e todos que nos acompanham nessa edição especialíssima do Jornal da Manhã, neste sábado.
00:36A gente fala ao vivo, direto dos Estados Unidos, nesse momento, 7 horas da manhã, com 5 minutos, aqui na
00:42costa leste americana.
00:43Temperatura de momento aqui no sul da Flórida, 24 graus Celsius.
00:46Quem nos acompanha através das plataformas digitais, pela televisão, consegue ver aqui no telão atrás de mim as imagens em
00:54tempo real do amanhecer hoje em Miami.
00:57Vai ser um dia lindíssimo, mas atenção, final de semana de Fórmula 1 aqui, previsão de muita chuva pra amanhã,
01:03que pode até cancelar esse campeonato, que é muito aguardado anualmente por aqui.
01:08Mas a notícia de agora não é sobre esporte, é sobre Donald Trump, que também está na Flórida.
01:14Pra quem não sabe, de quintas até aí segundas, todas as semanas, de quinta a segunda, Donald Trump vem de
01:19Washington DC, da capital dos Estados Unidos, pra cá, pro sul da Flórida.
01:23Ele tem uma casa em Mar-a-Lago, na cidade de West Palm Beach, e do lado dessa casa ele
01:29criou um anexo da Casa Branca, onde ele despacha.
01:32Inclusive, ele trabalha bastante todos os finais de semana, já já eu trago a agenda dele pra esse final de
01:36semana, que tá lotada, recheada.
01:38E ele chegou ontem aqui na Flórida, participou de uma série de eventos, foram três eventos ao longo do dia,
01:43e em um dos eventos foi um jantar de noite no The Village, que é uma espécie de bairro ou
01:50cidade, porque é bem grande, só de aposentados.
01:53É um lugar lindíssimo aqui no sul da Flórida, que concentra um alto número de aposentados americanos.
01:59É um lugar muito seguro, repito, muito bonito.
02:01E Donald Trump tá de olho nesse voto dos aposentados, tentando aumentar a popularidade dele, que anda em queda por
02:07aqui, que anda embaixo,
02:08como a gente tem acompanhado na programação da Jovem Pan.
02:11E daí, ele começou a falar, chegou o momento do speech do presidente dos Estados Unidos, e aí ele confirmou
02:19o seguinte,
02:20a guerra contra o Irã praticamente terminou.
02:24Segundo ele, já não há mais o que fazer, tudo que estava, abre aspas, previsto para ser feito, para ser
02:32executado, assim o foi.
02:34Fecha aspas. Obviamente, deixando todo mundo em dúvida com relação a o que era isso que deveria ser feito, o
02:42que foi feito,
02:43que nós não estamos sabendo, além dos bilhões de dólares que foram gastos nessa guerra,
02:49que aparentemente, e também segundo alguns especialistas, não serviu para absolutamente nada,
02:54além de bagunçar a geopolítica mais ainda, e bagunçar também os mercados financeiros globais,
03:01que sofreram e sofreram muito, principalmente por conta do Estreito de Hormuz, da alta do petróleo,
03:07que todo mundo, além de saber, está sentindo no bolso, não é verdade?
03:10E daí, ele falou, olha, tinha um convidado cubano e ele reconheceu essa pessoa.
03:16E ele falou, olha, esse rapaz que está aqui, ele vem de um lugar originalmente chamado Cuba,
03:21E tenho que dizer para vocês, especialmente para ele, nós vamos assumir, digo mais,
03:28quase que imediatamente a ilha de Fidel Castro.
03:33E completou.
03:34Em seguida, ali na volta do Irã, quem sabe, os Estados Unidos poderiam posicionar um dos portas aviões,
03:42como o USS Abraham Lincoln, esse é um dos maiores navios militares do mundo, tem cerca de 100 metros.
03:51E ele falou, a gente podia estacionar ele ali pertinho da costa cubana,
03:56e daí os cubanos vão dizer para a gente, muito obrigado, nós nos rendemos a vocês, americanos.
04:04Fecha aspas.
04:05A situação foi uma mistura de sentimentos ali para a plateia, viu?
04:11Muita gente aplaudiu, muita gente riu, não sei se a gente tem o trecho desse vídeo nesse momento,
04:17mas ele provocou muitos risos, muitos aplausos, e claro, muita gente também ficou atônita,
04:23sem saber se ele estava falando sério ou não, porque como é de praxe,
04:29a gente nunca consegue acompanhar exatamente os desejos de Donald Trump.
04:34Eu reforço aqui, e relembro a nossa audiência, que lá atrás, em janeiro deste ano,
04:41eu, Eliseu Caetano, daqui dos Estados Unidos, trouxe essa informação,
04:44antes inclusive da captura de Maduro, antes inclusive do Irã,
04:49que Cuba estava no radar de Donald Trump, que as nossas pontes,
04:53as pontes da Jovem Pan na capital americana, no Pentágono, no Departamento de Estado,
04:58confirmaram ali naquele momento, foi tema da minha coluna inclusive,
05:01de que Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, atual braço direito de Donald Trump,
05:06ele é cubano, para quem não sabe, a família dele toda é cubana,
05:09ele ainda tem familiares lá, e ele é muito ligado às causas da América Latina,
05:14da América Central, enfim, dos latinos, de uma maneira geral.
05:18E que ele tinha planos para a possível derrubada do regime de Fidel Castro,
05:25para o regime comunista de Cuba.
05:28Lá atrás, em janeiro, a gente já batia esse martelo de que Cuba era, sim,
05:32um alvo do governo dos Estados Unidos nesse ano de 2026.
05:37Acabou que a Venezuela veio na frente pela necessidade do petróleo,
05:40porque o Irã já era uma realidade, pelo menos dentro do circuito militar americano,
05:46ali nas altas patentes, para poder fechar lá o estreito de Hormuz,
05:51atacar o Irã, teriam que ter o petróleo da Venezuela.
05:54E isso não é apenas agora uma opinião minha,
05:57é uma opinião baseada nas estatísticas dos principais analistas políticos,
06:01jurídicos, militares e geopolíticos aqui dos Estados Unidos,
06:06que garantem que só foi possível ser feita essa operação lá no Irã,
06:09porque antes teve a operação na Venezuela.
06:12E agora Donald Trump, na noite dessa sexta-feira,
06:15vem com essa bomba, dizendo que, quem sabe, David,
06:20na volta do Irã os navios não parem ali pertinho da ilha de Cuba,
06:24só para o governo cubano dizer
06:27nós nos rendemos, muito obrigado, segundo as palavras de Donald Trump.
06:32A gente vai seguir daqui acompanhando essas e outras notícias,
06:35já já eu volto com uma outra repercussão,
06:36de uma outra fala dele nesse evento de ontem,
06:40com a agenda dele de hoje,
06:41e a gente vai ficar muito bem informado com todas as notícias internacionais.
06:44É com vocês aí no estúdio.
06:46Exatamente, Eliseu Caetano.
06:47Muitos títulos gerados pelo Donald Trump,
06:50e a gente segue acompanhando,
06:52e o Eliseu, então, vai trazer um outro destaque,
06:54mas ele fez assim, justamente, na Venezuela.
06:58Colocou os navios por lá,
06:59ficaram fazendo monitoramento,
07:01e, na sequência, capturou Nicolás Maduro.
07:04E agora pode fazer o mesmo com Cuba.
07:06Vamos analisar esse tema com os nossos comentaristas,
07:09Gisaldo Almeida, Cristiano Villela,
07:11começando pelo Villela agora.
07:13Villela, você acredita que realmente ele possa fazer isso?
07:16Parece que o Trump realmente lhe demonstra essas, faz essas falas, né?
07:21E, na sequência, ele tem cumprido, realmente, com aquilo que diz.
07:26Pois é, Donald Trump, ele é imprevisível.
07:28Quando a gente imagina que está tudo caminhando para um lado,
07:32ele vai, faz meia volta, vira para o outro lado,
07:35e já cria um outro factóide.
07:37Nós temos aí pouco mais de um ano,
07:39cerca de um ano e três meses,
07:41de mandato de Donald Trump,
07:43desse segundo mandato de Donald Trump,
07:45parece que faz uma eternidade,
07:47justamente porque a cada semana
07:48nós temos fatos novos que vão se sucedendo
07:51e vão sendo embaralhados.
07:53No que se relaciona a Cuba,
07:55me parece um caso clássico, específico,
07:58onde Donald Trump queira, deseje
08:01e vá tomar alguma medida mais restritiva.
08:04Primeiro, porque Cuba é um ícone
08:06do ponto de vista político,
08:08é um marco histórico, social,
08:10e pode catapultar ali o nome de Donald Trump
08:14como sendo realmente o pai da criança,
08:16aquele que resgatou, nos seus dizeres,
08:19Cuba, de momento de grave dificuldade econômica,
08:22do seu ostracismo político
08:24em relação a todos os países do globo.
08:27O outro aspecto importante é que,
08:30com isso, apesar de que,
08:31do ponto de vista econômico,
08:33Cuba não representa mais receio nenhum
08:36em relação aos Estados Unidos,
08:38mas existe, sim, o aspecto da marca pessoal
08:41de Donald Trump em ser realmente essa pessoa
08:44que se aproveitou ali de uma circunstância
08:46de fragilidade e conseguiu, com isso,
08:48cravar a bandeira americana em solo cubano.
08:52Então, por esses aspectos,
08:54me parece bastante palpável
08:58que, de fato, os Estados Unidos,
09:00após solucionar esse embrólio envolvendo o Irã,
09:04possa se voltar a Cuba
09:06e me parece também que não terá tanta resistência
09:09do ponto de vista armamentista
09:12em relação a essa possível tomada de poder.
09:15E não é a imprevisibilidade,
09:18Gesualdo Almeida,
09:19de uma criança correndo no parquinho.
09:21É do líder, do maior representante político-econômico
09:26nesse mundo globalizado em que nós estamos.
09:28E, apesar de Trump já ter recebido o apelido
09:31de always chickens out,
09:33de sempre recuar das apostas que faz,
09:36tem, de fato, cumprido com boa parte dessas ameaças.
09:39Agora, essa estratégia que pode ser adotada contra Cuba
09:43faz parte muito mais de um desvio de atenção
09:46do que está acontecendo no Irã
09:47ou realmente a importância de reativar
09:51um inimigo histórico dos Estados Unidos.
09:54É uma tentativa de Donald Trump
09:56de recuperar a popularidade dele
09:58com o norte-americano,
09:59mas que também pode resultar ainda mais
10:02isolamento diplomático, né?
10:05Sem dúvida, mas eu vejo muito mais
10:07nessa declaração dele
10:08um ato de verborragia mesmo,
10:10da imprevisibilidade dele,
10:12dessa volatilidade.
10:13Ele estava fazendo um comício,
10:15conversando com alguns apoiadores,
10:16falava pra gente que era da sua bolha
10:18e apareceu ali o nome de um cumbano
10:20e ele já fez o link.
10:21Ora, Cuba, nós retomaremos em breve
10:23ou tomaremos em breve.
10:25Cuba não tem a menor condição
10:26de oferecer nenhuma resistência,
10:28sequer assimétrica, aos Estados Unidos.
10:30Cuba também não representa mais
10:32nenhum risco aos Estados Unidos.
10:35Não tem o apoio da antiga União Soviética,
10:37não tem mais base de mísseis,
10:39não tem o apoio do petróleo venezuelano.
10:41A população está numa situação
10:43de altamente depoperação.
10:45É a população que sofre por esse embargo
10:47econômico imposto por Donald Trump
10:49e por sua volatilidade,
10:51por sua imprevisibilidade,
10:52que segundo alguns,
10:53já esbarra inclusive na falta de realismo,
10:56na falta de percepção
10:57de uma perfeita sanidade mental.
10:59Donald Trump com essas indas e vindas,
11:02com essa sua verborragia tresblocada,
11:05com essas acusações que faz inclusive
11:06contra os seus aliados,
11:08agora contra o primeiro-ministro alemão,
11:11contra o primeiro-ministro da Itália,
11:13contra o primeiro-ministro da Espanha,
11:14tudo isso leva não apenas
11:16a uma sensação de imprevisibilidade,
11:18mas sim de que o mundo hoje
11:20tem o seu principal player,
11:22alguém absolutamente histriônico
11:24e não preparado para o cargo
11:26do seu grupo.
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