Pular para o playerIr para o conteúdo principal
A juíza Eva do Amaral Coelho, do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO), causou controvérsia ao comparar as condições de trabalho e as cobranças por produtividade na magistratura a um "regime de escravidão".

A fala, registrada em vídeo durante um ato processual, gerou críticas imediatas por parte de juristas e movimentos sociais, que apontam uma desproporção ética e histórica na analogia. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deve analisar se a conduta da magistrada viola o Código de Ética da Magistratura e o dever de prudência e linguagem adequada ao cargo.

Assista à íntegra:
https://youtube.com/live/kiKAm6vkJLg
Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/

Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews

Siga o canal Jovem Pan News no WhatsApp: https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S

Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/

Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews

Siga no Twitter:
https://twitter.com/JovemPanNews

Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/

TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews

Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews

#JovemPan
#JornalJovemPan

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00As declarações de uma desembargadora do Tribunal de Justiça do Pará sobre os penduricalhos causam uma grande repercussão no país.
00:09Eva do Amaral Coelho afirmou durante uma sessão na Corte que a magistratura caminha para um regime de escravidão diante
00:17das restrições aos ganhos extras.
00:20A fala vem depois da decisão do Supremo Tribunal Federal de reduzir as verbas indenizatórias.
00:25Os valores estão limitados ao teto do funcionalismo de 40 mil reais.
00:30A magistrada do TJ do Pará recebeu 91 mil líquidos em março.
00:36No primeiro trimestre ela acumulou 216 mil reais em salários.
00:41Acompanhe a fala.
00:43Que hoje a gente vive uma tensão enorme porque não se vai ter daqui a algum tempo como pagar nossas
00:49contas.
00:51Colegas estão deixando de frequentar gabinete de médicos porque não vão poder pagar consulta.
00:57Outros estão deixando de tomar remédios, entendeu?
01:01Então a situação que a magistratura vive hoje é essa.
01:04Nós não temos direito a receber uma gratificação por direção de fórum.
01:10Vão ser cortadas, já cortaram.
01:12Enfim, daqui a pouco a gente vai estar no rol daqueles funcionários que trabalham em regime de escravidão.
01:21Deixa eu chamar os nossos comentaristas antes de voltar com o professor Adriano Serqueira.
01:26Ô Dora, essa fala dela é um prato cheio para a sociedade, para a opinião pública.
01:33Criticá-la em relação a esses valores.
01:36Ela fala em escravidão, fala que não vai conseguir pagar os médicos.
01:39Diga, Dora.
01:40Ô Tiago, tem gente que não cansa de passar vergonha, né?
01:44Lembra?
01:44Teve um advogado também que da tribuna do Supremo Tribunal Federal fez uma coisa semelhante,
01:51uma reclamação semelhante.
01:53Aí se descobriu que ela também recebia cento e tantos mil reais.
01:57Enfim, é um vexame e além do que uma mentira, né?
02:01Essa história de um vão...
02:02Se não vão conseguir comprar remédios, se vão ficar pobres, coitados.
02:07Imagine hoje um teto de quarenta e seis mil e o Supremo permitiu que se fosse, haja um furo, haja
02:16uma ultrapassagem de até setenta por cento desse teto, portanto fica ao de redor de setenta mil reais.
02:23Como é que não pode comprar remédio?
02:25E se não puder comprar remédio, sabe o que faz?
02:28Deixa o serviço público e vai advogar num escritório bem bacana.
02:34Tem vários por aí, eu vou me conter porque eu ia citar uma, não vou citar.
02:38Mas eu quero fazer uma pergunta, é para o nosso advogado Cristiano Villela.
02:45Saber se o seguinte, esse tipo de posição é uma posição isolada, é uma opinião isolada?
02:53Ou como é que no meio jurídico de verdade, tem que as máscaras estejam amarradas aos rostos?
03:03Como é que isso é visto? Como é que se, como é que os juízes, magistrados se posicionam verdadeiramente em
03:12relação a essa questão dos supersalários e penduricados?
03:16Olha, Dora, esse posicionamento, ele é majoritário nas carreiras jurídicas.
03:21A grande maioria luta com fervor e critica com fervor contra essas medidas restritivas dos chamados penduricalhos.
03:30É evidente que a maioria não usa palavras e não faz realmente um papelão como esse, essa declaração da desembargadora
03:38do Pará.
03:39Mas todos eles se colocam contra o fim dos penduricalhos, basicamente por dois motivos.
03:44Um deles é que muitos terão realmente uma significativa redução nos seus vencimentos.
03:50E naturalmente ninguém quer perder os seus vencimentos.
03:53Por mais que sejam vencimentos bastante significativos, ninguém quer ter uma diminuição no seu padrão de vida.
03:59Segundo, e aí o mais significativo, é que você tem determinados segmentos que acabam justificando a necessidade de serem bem
04:08remunerados,
04:09mas acabam deixando de lado outros setores do serviço público que acabam não tendo os mesmos privilégios.
04:17E acabam não se vendo realmente como uma casta privilegiada.
04:20Ora, que todo mundo trabalha muito bem, que grandes desembargadores, ministros, juízes, procuradores devem ser remunerados,
04:28é evidente que devem, mas o serviço público tem limites, o cobertor é curto.
04:33E aí, nesse sentido, a Constituição estabelece de uma forma clara, existe um teto e esse teto tem que ser
04:40obedecido por todas as carreiras do serviço público.
04:44Bom, a gente vai voltar...
Comentários

Recomendado