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Um intenso tiroteio no Morro do Vidigal, na Zona Sul do Rio, deixou um grupo de turistas estrangeiros e brasileiros ilhados na tarde desta segunda-feira.

O confronto começou durante uma incursão do Comando de Operações Especiais (COE) para combater o tráfico de drogas na localidade conhecida como "314".

Assista à íntegra:
https://youtube.com/live/1Cf0k3ZlGuc
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Transcrição
00:00Um dia de pânico no Rio de Janeiro, uma operação policial na manhã dessa segunda-feira na comunidade do Vidigal,
00:06na Zona Sul, deixou turistas ilhados no morro.
00:09A ação da Polícia Civil teve como objetivo localizar e capturar lideranças do Comando Vermelho.
00:16Ao todo, dois homens foram presos em flagrante e uma mulher acabou detida em cumprimento ao mandado judicial.
00:23Os agentes apreenderam um fuzil, uma espingarda calibre 12, uma pistola com numeração raspada, grande quantidade de drogas e aparelhos
00:32celulares.
00:32No topo da comunidade, em um dos mirantes mais visitados da região, um grupo de turistas ficou ilhado devido justamente
00:41ao fechamento do acesso e ao risco provocado pelo confronto.
00:45Deixa eu girar os nossos comentaristas, começo por Dora Kramer, quando a gente acha que já viu imagens de tudo
00:52aí no Rio de Janeiro, né?
00:53Essa imagem dos turistas no topo, essa imagem chamou muita atenção e nada muda, né, Dora Kramer, como sempre.
01:01Ah, pois é, Tiago, mas chama atenção porque são os turistas e tal, é algo, as pessoas ficam impedidas pelo
01:08domínio do território de ver o pôr do sol porque aqueles turistas estavam lá, porque é uma trilha que tem.
01:13Você vê, você anda aqui pelas ruas da Zona Sul, em geral passam aqueles caminhões, sabe, que parece espinha, acho
01:23que são espinhas de peixe, né?
01:24Então, jipes que levam turistas para fazer passeios nos morros, nas favelas.
01:31Eu já acho uma coisa, assim, meio esquisita essa história de, é, como se as favelas fossem um palco de
01:42exibição muito esquisito.
01:45Esse é um ponto.
01:46O outro ponto é que chama atenção porque são os turistas, estavam ali fazendo uma trilha que fazem de madrugada,
01:52sobem lá no Morro Dois Irmãos para ver o quê?
01:55Um pôr do sol, um lacer do sol esplêndido, é uma vista esplêndida, ok.
02:02Tá bom, estão os turistas, mas vem cá.
02:05É normal, é, que as pessoas que moram ali no Vidigal, Vidigal, ele fica localizado na fronteira do Leblon com
02:16São Conrado.
02:17Duas, dois bairros ultra nobres, e ali é uma enorme favela, um morro com pessoas submetidas ao domínio do tráfico
02:32e da milícia.
02:33E aí tem operações aqui, operações ali, e essa chama atenção por quê?
02:37Porque duzentas criaturas que foram ver a favela e depois ver o pôr do sol ficaram lá ilhadas.
02:45Para mim, o principal continua sendo a dominação imposta a essas pessoas que moram ali, naquele lugar.
02:55Eu nem sei quantos milhares são.
02:57Vidigal é enorme.
02:59A gente, do Leblon aqui, a gente vê o Vidigal.
03:03Quem tá na praia de Ipanema, do Leblon, enxerga o Vidigal.
03:08E são pessoas que moram ali, sob domínio do tráfico e da milícia.
03:13Isso é que é importante.
03:15E também chama atenção, Kobayashi, no momento de um vácuo de poder, entre aspas, no governo do Rio de Janeiro,
03:22é claro que a polícia continua trabalhando, as forças continuam trabalhando,
03:25mas, de novo, volta ao debate da segurança pública no Rio,
03:29desde lá do ano passado, a mega-operação que nós tivemos, e nada evolui, nada muda.
03:34E é algo que vai ser discutido na campanha eleitoral.
03:38Certamente. E nesse desgoverno que tá acontecendo no Rio de Janeiro, né?
03:41Porque não dá pra chamar de governo um governo provisório, que não se sabe se vai permanecer.
03:46A gente tem a dificuldade em se escolher um novo presidente da Alespia,
03:50a dificuldade em se saber se as eleições vão ser indiretas ou diretas,
03:53de acordo com o que decidiu o Supremo Tribunal Federal.
03:55Logo adiante, já teremos as próprias eleições desse ano de 2016,
03:59ou seja, não dá pra ter um plano de segurança pública pra uma semana, pra duas semanas,
04:05à medida em que vai se trocando o governante, vai se trocando o responsável por cada uma das pastas,
04:10e quem sofre com isso é a população.
04:12Agora, em relação a essa questão do turismo nas favelas,
04:15eu tenho ainda um certo desconhecimento, de fato,
04:18nunca estive, por exemplo, numa comunidade no Rio de Janeiro,
04:21mas me gera uma reflexão, se a gente não está vendo, nos últimos anos ou nas últimas décadas,
04:27uma certa romantização das comunidades, das favelas, das periferias,
04:33porque parece que as pessoas estão levando pro entretenimento a pobreza,
04:39é explorar a dificuldade de comunidades,
04:43é explorar, às vezes, a falta de acesso de muitas pessoas.
04:46Eu não digo em relação à cultura, porque eu acho muito importante que haja mesmo manifestação da cultura
04:51onde quer que seja, e o Rio de Janeiro é talvez um dos maiores pontos disso no Brasil,
04:57fonte de cultura, de música, de arte,
04:59mas me gera essa reflexão, será que a gente não está abrindo margem pra uma certa romantização
05:04que gera o entretenimento da miséria e do desconforto dessas comunidades,
05:10dessas pessoas que são vítimas do crime, do tráfico e da milícia?
05:13Obrigado.
05:13Obrigado.
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