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Nova pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (11) aponta o presidente Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno, contra 35% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, os candidatos encontram-se em situação de empate técnico.

O levantamento também testou cenários de segundo turno, onde Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente pela primeira vez, com 46% contra 45% de Lula. Outros nomes como Ronaldo Caiado (5%) e Romeu Zema (4%) também pontuaram na pesquisa, que ouviu 2.004 eleitores entre os dias 7 e 9 de abril. O cenário indica uma perda de fôlego do atual governo e uma consolidação da oposição no maior colégio eleitoral do país.

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Transcrição
00:00Segue conosco, a gente vai falar agora sobre a pesquisa eleitoral da Tafolha, que foi divulgada agora há pouco,
00:05e mostra o empate técnico entre o atual presidente Lula, do PT, e Flávio Bolsonaro, do PL, no primeiro turno.
00:12Nesse levantamento, o Lula aparece com 39% das intenções de voto contra 35% de Flávio Bolsonaro.
00:21O ex-governador do Goiás, Ronaldo Caiado, do PSD, aparece com 5%, o Romeu Zema do Novo, com 4%,
00:28Renan Santos, do Missão, com 2%, enquanto Aldo Rebelo, do Democracia Cristã, e Cabo Daciolo, do Mobiliza, tem 1%
00:36cada um dos pré-candidatos.
00:3810% dos eleitores disseram que votariam em branco ou nulo, e 4% não souberam responder.
00:45Elias, a gente está vendo ali uma pequena diferença entre o presidente Lula e Flávio Bolsonaro.
00:50Chama a atenção que, inclusive ali nas pesquisas divulgadas, tanto em janeiro, mas também no mês de fevereiro,
00:56a gente viu o Lula com uma porcentagem, pelo menos uma margem muito maior.
01:00E a gente, ao longo desses últimos meses, também vimos a pré-candidatura de Flávio se consolidar.
01:05Como é que você avalia essa última pesquisa de intenção de votos?
01:08E, realmente, essa eleição vai ser muito polarizada e extremamente acirrada.
01:13É, o cenário que mostra a pesquisa de hoje, Cássio, é justamente o que a gente vem falando,
01:17que a nossa política no país é binária.
01:19E ela é tão binária que, quando a gente vê também, depois, as projeções de segundo turno,
01:23a gente percebe a dificuldade que o Lula tem também de abrir vantagem para outros candidatos,
01:28além de Flávio Bolsonaro.
01:29Então, o que a gente tem, e essa pesquisa mostra, é justamente esse esvaziamento do presidente Lula.
01:34E aí, essa semana, a gente até ouviu algumas possibilidades do Lula nem de concorrer,
01:38o que, particularmente, eu ainda não consigo acreditar.
01:41Mas essa pesquisa, ela traz esse elemento que está cada vez mais polarizado
01:46e que a gente deve ter, de fato, esse cenário, inclusive até o período eleitoral.
01:52Então, essa vitaminada que o Flávio tem conseguido, essa consolidação do nome do Flávio,
01:57se deve, justamente, é evidente que essa grande exposição que ele vem tendo,
02:01mas também um elemento de articulação, de conseguir trazer as forças políticas para o seu lado.
02:06E a gente percebe que, ao mesmo tempo, o governo não está conseguindo estancar essa queda desde o começo do
02:12ano.
02:13Bom, vamos dar uma olhadinha, então, nos dados da pesquisa Datafolha para o segundo turno.
02:17Olha só o cenário onde Flávio Bolsonaro, do PL, aparece com 46%, Lula, do PT, com 45%,
02:25voto branco nulo, 8%, não sabem, apenas 1%.
02:29A gente vê um empate técnico, mas, se tratando do segundo turno, Flávio Bolsonaro com uma leve vantagem.
02:36E, nessa mesma pesquisa, também mostra o desempenho do presidente Lula em relação aos outros candidatos
02:42que estão concorrendo ao Palácio do Planalto.
02:45Contra Ronaldo Caiado, Lula tem 45%, contra 42% do pré-candidato do PSD, do partido do presidente, Gilberto Kassab.
02:57E, também, em outros cenários, o presidente Lula também foi comparado com o Romeu Zema,
03:01onde a porcentagem também ficou idêntica.
03:04O Lula com 45%, o Romeu Zema com 42%.
03:10Elias, é bom te analisar, também, esses outros cenários envolvendo, também, pré-candidatos de uma terceira via,
03:16ou, até mesmo, de uma via um pouco mais, né, aí, de oposição.
03:21E, a gente não vê disputa fácil.
03:23A gente vê o presidente Lula, pelo menos, nesse último mês, perdendo um pouco de espaço.
03:27E, ao longo de toda a semana, a gente viu o governo lançando várias medidas e propostas
03:32na tentativa de mudar um pouco essa percepção por parte do eleitor,
03:36mas, também, para que consiga reverter esse quadro e traga mais popularidade.
03:40Como é que você vê, também, essas ações tomadas pelo governo
03:43para que o presidente Lula consiga, aí, pelo menos, avançar nessas pesquisas
03:47ou, pelo menos, barrar o crescimento dos adversários?
03:51Cassius, a grande dificuldade que eu vejo do governo, né,
03:53como diria Cazuza, um museu de grandes novidades, né,
03:56O presidente, ele tentou reformular muitos programas que já deram certo no Lula 1 e no Lula 2
04:02e ele vai tentando essa mesma receita agora, nesse último mandato, no Lula 3, né,
04:08só que não está tendo tração, né, vamos ver, o pé de meia, ok, é muito bem quisto, muito bem
04:14visto,
04:15mas não pegou como podia, né, o Vale Gás, as mesmas coisas, né,
04:18talvez agora a questão do imposto de renda para quem ganha até 5 mil reais,
04:24mas são ações que não têm trazido a segurança que o presidente precisaria
04:28para poder decolar ou, pelo menos, estancar, né.
04:31O que está mostrando aí é justamente que a gente tem vivido, nesse momento,
04:37nesses últimos tempos, somente a polarização.
04:39Não há espaço para terceira via, a gente consegue ver claramente, né,
04:42que a gente fala tanto da terceira via, mas a gente vê que esses candidatos,
04:46num cenário de terceira via, ou seja, num cenário onde não há Flávio Bolsonaro,
04:51a gente nota claramente que, basicamente, os números não mudam, né,
04:55então a gente vai ter uma eleição muito baseada na rejeição
04:58e o que a gente vê, o que mostra essas pesquisas claramente,
05:01é que estamos com um país totalmente dividido.
05:04Elias, já que você tocou na palavra rejeição,
05:06vamos acompanhar, então, a pesquisa da Datafolha,
05:08que mostra o índice de rejeição dos pré-candidatos à presidência da República.
05:12Olha só, o presidente Lula aparecendo com 48%,
05:15Flávio Bolsonaro com 46% e depois vem os demais pré-candidatos.
05:21Eu quero focar nessa disputa de Lula e Flávio Bolsonaro,
05:24além da polarização, até mesmo nos índices de rejeição,
05:28a gente também vê essa preocupação muito grande
05:30com esses percentuais extremamente grandes.
05:33E tem, nesse caso do presidente Lula, o ônus e o bônus.
05:37Seria o bônus dele ter uma rejeição aí tão grande,
05:41seria a questão do fato do presidente Lula estar na sua terceira gestão
05:44e, é claro, o eleitor já conhece ele, já sabe do que é capaz.
05:48Do outro lado de Flávio Bolsonaro, ainda é uma incógnita muito grande.
05:52Qual será o candidato Flávio Bolsonaro que teremos à frente do Palácio Planalto?
05:58Ainda a gente não sabe ele como um gestor de executivo,
06:01e sim como um parlamentar.
06:02Você acha que essas diferenças também de percepções e divisões
06:05sobre a administração também influenciam esses índices de rejeição?
06:09Ele influencia, né, Cássio?
06:11A gente tem o Flávio agora colocado como candidato
06:13e a gente percebe que é o Rical de seu pai, né?
06:16De Jair Bolsonaro.
06:17Então, essa questão da rejeição, ela também é polarizada.
06:21A gente percebe essa divisão no país, inclusive nas rejeições.
06:24Quando a gente vê os demais candidatos,
06:26ficam ali na casa de 17, um pouquinho abaixo, todos eles, né?
06:29Então, existe uma questão que é favorável ao Flávio e que não é ao Lula,
06:34que é justamente isso.
06:35O Flávio pode vir a angariar ali algum apoio,
06:38ele pode mostrar um Flávio que as pessoas ainda não conhecem,
06:41talvez a retórica dele, ele fala que ele é um Bolsonaro moderado,
06:46talvez isso colhe numa eleição, num processo eleitoral,
06:49e aí eu acredito que mais pro processo eleitoral ele consiga reduzir a sua rejeição.
06:53Agora, o Lula já é uma figura viciada, né?
06:56Desde a nossa redemocratização, de certa forma,
06:59a gente vê o Lula disputando eleição, né?
07:01Então, tirando a eleição que foi a Dilma,
07:04todas as outras eleições a gente teve o Lula, né?
07:06Exceto aquela que ele estava preso,
07:08mesmo assim ele ainda colocou o seu nome no início do processo eleitoral,
07:12tentando ser candidato naquele momento.
07:14Então, é uma figura que todas as eleições estão ali presentes,
07:17essa rejeição é muito mais difícil de ser revertida.
07:19Agora, ele tem uma máquina na mão,
07:21ele sabe operar essa máquina, né?
07:23Não significa que o jogo está perdido pro presidente Lula,
07:27assim como também não está ganho pra Flávio Bolsonaro.
07:30Ô Elias, há até muito tempo a gente vem discutindo, né,
07:32a figura, pelo menos o papel, né, de um vice-presidente,
07:35e por muito tempo já deixou de ser aquela figura decorativa.
07:38Tem um peso muito importante,
07:39e nessa disputa polarizada,
07:42ganha também, inclusive, um outro protagonismo
07:44que pode atrair votos justamente do seu adversário.
07:47O presidente Lula definiu,
07:49durante a última reunião ministerial,
07:52que vai repetir a dobradinha de 2022
07:54ao lado de Geraldo Alckmin,
07:56mas Flávio Bolsonaro disse que vai definir mais pra frente.
07:59Diversos nomes estão surgindo,
08:01principalmente com um perfil extremamente definido,
08:04que é o perfil de uma mulher,
08:06e que tenha, né, uma força política muito grande,
08:08e que algumas atuem em outros pontos,
08:11que o próprio PT tem, inclusive, um reduto eleitoral,
08:14e que o próprio Flávio consiga retirar isso do presidente Lula.
08:17Como é que você enxerga essa escolha do vice-presidente,
08:20e depois, da definição das chapas,
08:23a gente pode ter uma mudança em relação aos números das pesquisas?
08:28Esse cargo de vice, né,
08:30ele traz aquela questão da apreensão,
08:32de como vai ser, quem vai ser, né,
08:34e isso vai girando ali nas mesas de negociações a todo instante, né, Cássio?
08:39A gente pode perceber, e isso é notório, né,
08:42que o Lula, quando traz o Geraldo Alckmin,
08:44ele cria um elemento muito forte, né,
08:45poxa, o cara que era opositor,
08:47que sempre degladiou politicamente ali com ele,
08:50agora tá do meu lado.
08:51Então, o vice, ele acaba trazendo aquela questão de novidade, né.
08:55Quando ele faz em repetir Geraldo Alckmin,
08:58tem dois pontos.
08:58Primeiro, que você percebe que ele quer dar uma continuidade em seu governo, né,
09:02e faz esse gesto pra Geraldo Alckmin,
09:04que, de certa forma, foi um vice dos sonhos ali,
09:07não causou nenhum tipo de problema pro presidente Lula nesse período.
09:11Do outro lado, o Flávio Bolsonaro,
09:12à medida que ele vai estendendo e só colocando o perfil,
09:15ele vai criando uma pressão política partidária pra cima da sua candidatura,
09:20porque a gente tem aí, né, as convenções ali pelo período do meio do ano,
09:23ou seja, ganha-se um fôlego para os partidos ficarem brigando e apresentando esses nomes, né.
09:28Se ele define que é uma mulher com um perfil específico,
09:31todos os partidos, muito provavelmente,
09:33os partidos que estão ali pra poder fazer a chapa junto com ele,
09:36as coligações,
09:37muito provavelmente vai procurar esse perfil
09:39e com isso, de certa forma, ele fica, né, em evidência,
09:44porque fica aquela apreensão,
09:46aquela curiosidade de quem será o seu vice-candidato, né,
09:49ou a sua vice, já que ele tem definido pelo menos o perfil,
09:52mas ele tende a ganhar, sim,
09:54se ele traz um perfil que agregue,
09:56um perfil que fale justamente com esse eleitorado
09:59que eles têm um pouco mais de dificuldade, né.
10:01Sem dúvida, pode trazer um pouco de novidade
10:03e pode tirar um pouquinho de proveito disso, sim,
10:06uma escolha de um vice correto.
10:08Perfeito, Elias.
10:09Já, já a gente volta a conversar
10:10sobre outros destaques da nossa política.
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