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O Hora H do Agro desta semana reúne os principais temas que estão movimentando o agronegócio brasileiro e internacional. O programa analisa a internacionalização do açúcar e do etanol, com o crescente interesse da China na cana brasileira e o avanço da mistura de etanol na gasolina nos Estados Unidos. Traz ainda os dados mais recentes sobre as exportações de carne bovina e as projeções da ABIEC para 2026, a previsão do tempo para as principais regiões agrícolas, o crescimento do sorgo na segunda safra 2025/2026 segundo a Conab e uma reportagem especial sobre o avanço do agroturismo e da vitivinicultura na Serra dos Encontros, entre São Paulo e Minas Gerais.
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NotíciasTranscrição
00:00Hora H do Agro
00:12Olá, bem-vindos a mais um Hora H do Agro.
00:17Eu sou a Mariana Grilli e nós estaremos juntos na próxima hora
00:20falando sobre as principais notícias do agronegócio.
00:24No programa desta semana nós vamos falar sobre a internacionalização
00:28do açúcar e etanol do Brasil, trazer as informações mais recentes
00:32a respeito das exportações de carne e ainda te mostrar um movimento
00:37de empresários para ampliar o agroturismo entre São Paulo e Minas Gerais.
00:42Então fique por aí porque o Hora H do Agro está só começando.
00:46E na semana passada, aqui no Hora H do Agro, nós tivemos entrevistas distintas
00:51que acabaram falando de movimentações interessantes sobre o setor
00:56de açúcar e etanol e a gente foi, então, atrás de mais informações.
01:01Porque nós ouvimos que a China está cada vez mais interessada
01:05na cana brasileira, muito por conta do açúcar,
01:09em um movimento de garantir segurança alimentar dos chineses.
01:13E os Estados Unidos estão ampliando o uso do etanol na mistura com a gasolina,
01:19o que também mexe com os mercados.
01:20Então, para entendermos como estes cenários reverberam aqui no Brasil,
01:25entre oportunidades e desafios, nós vamos conversar agora com Henrique Berbert
01:31de Amorim Neto.
01:32Ele é presidente do APLA, o Arranjo Produtivo Local do Álcool,
01:36e também membro do Brasil Sugar Cane, que é um movimento em parceria
01:40com a Apex Brasil.
01:42Muito obrigada aqui por nos receber, Henrique.
01:44Gostaria que você falasse, então, um pouquinho o que você tem visto
01:49dessa movimentação internacional, tanto Estados Unidos quanto China
01:54interessados, né?
01:56Mas eu queria que você trouxesse, então, primeiro essa avaliação crescente
02:00da China.
02:01Você tem acompanhado isso?
02:03Queria entender um pouco se, de fato, eles estão querendo plantar cana de açúcar lá
02:08e o Brasil está disposto, interessado também em apoiar isso.
02:12E obrigada de novo aqui pela participação.
02:14Olá, eu que agradeço a participação.
02:17Muito obrigado aí pelo convite de estar aqui.
02:19É uma honra estar aqui com vocês.
02:21Bom, sobre a redução das importações da China, tem muito mais a ver com ajuste
02:27de curto prazo do que com mudança estrutural, né?
02:30A gente viu aí que, desde 2020, a demanda pelo açúcar brasileiro aumentou demais
02:37para a China, o principal comprador de açúcar.
02:41Mas a China, ela vem de alguns anos importando, então, né?
02:45Muito, né?
02:46Aproveitou momentos de preços mais favoráveis e hoje está com estoques internos relativamente
02:52confortáveis.
02:54Com isso, não existe urgência em comprar mais agora.
02:57Ou seja, ela tem realmente, agora em janeiro, ela reduziu um pouco essa demanda aí, mas
03:02nada que chegue aos pés o que aconteceu lá em 2019, né?
03:08Então, desde 2020, que a gente vê uma alavancagem muito grande.
03:11Além disso, a safra doméstica deles teve alguma recuperação boa nessa safra passada aí.
03:18tanto de cana quanto de beterraba.
03:20E o consumo interno está crescendo um pouco, está mais estável, né?
03:24Então, isso naturalmente reduz um pouco aí essa necessidade de importação a curto prazo.
03:30Mas eu acho que o ponto mais importante de risco, né?
03:34Em relação a essa demanda alta que o Brasil tem, né?
03:37Como principal cliente de exportar o açúcar, está referente às tarifas chinesas, né?
03:43Antes de 2020, as exportações eram limitadas por altas tarifas.
03:48A mudança na política comercial da China, em 2020, provocou um salto imediato.
03:53E a exportação de açúcar brasileiro para a China, ou seja, qualquer mudança nessa tarifa
03:58pode, sim, impactar nova venda aí, né?
04:03De curto prazo.
04:05Interessante.
04:06Ainda, só falando ainda em China, então, e aí vou pedir para você complementar, é claro,
04:11mas lembrando que agora em janeiro está fazendo três anos que o Ministério da Agricultura
04:17da China aprovou duas variedades de cana transgênica desenvolvidas pelo CTC, pelo Centro de Tecnologia
04:25Canavieira, né?
04:26Tecnologia brasileira, nossa, que...
04:28E essa exportação dessas cultivares, queria entender se vocês também olham isso por essa
04:34parceria com a Apex, né?
04:35Esse projeto aí do Brasil Sugar Cane.
04:38também se olha, então, como você está falando, né?
04:41Não só a demanda do produto em si, mas a parte genética, essa parte de ciência que
04:47o Brasil tão, tão bem desempenha.
04:51É verdade.
04:52A gente tem uma tecnologia de ponta, né?
04:55O CTC agora também está tendo uma mudança grande aí, uma tecnologia nova de fazer uma
05:04semente que reduz bastante o custo de plantio e aumenta essa produtividade, né?
05:10E a gente precisa exportar essa tecnologia para outros países, né?
05:14E falando sobre o APRA, o Arranjo Produtivo Local do Álcool, nós temos aí mais de 110
05:22empresas, né?
05:25Associadas que têm tecnologia para a produção de açúcar, etanol e energia.
05:30Então, essa mudança que tem acontecido no setor, não só na China, mas como no mundo
05:36inteiro, né?
05:37Todo mundo hoje tem mais de 60 países com alguma mistura que vai de 5% a 30% de etanol
05:45na gasolina.
05:46E isso que é para a gente descarbonizar, reduzir a pegada de carbono.
05:53Agora, falando um pouquinho ainda do mercado brasileiro, pensando em relação ao Brasil,
06:00das exportações ainda de açúcar para a China, tirando essa parte de tarifa, eu não
06:06vejo isso como um problema.
06:08Se a China compra um pouco menos, o Brasil vende açúcar para outros mercados asiáticos,
06:14como a Indonésia e o Sudeste Asiático também.
06:17E não podemos esquecer também que a própria China importa de outros países da região,
06:21como Tailândia e Austrália, que acaba ocupando aí parte desse espaço de alguma forma.
06:26Mas eu não vejo nenhuma preocupação aí a curto espaço de tempo.
06:34Agora, pensando mais para frente, eu também não vejo um risco da China melhorar suas condições
06:42na produção agrícola, aprendendo com o Brasil, que é o que está acontecendo hoje,
06:48principalmente por causa do clima e por causa também do modelo produtivo chinês,
06:58que é muito diferente do Brasil.
07:01Se a gente for pegar o clima, a China não tem uma grande faixa tropical igual ao Brasil.
07:06Então, a produção de cana fica concentrada em poucas regiões do sul,
07:10com menos incidência solar e que reduz bastante a produtividade.
07:14E essa questão geográfica, como você traz, faz toda a diferença,
07:22porque independente deles quererem plantar mais ou não, é isso, né?
07:26Eles ficam limitados, como você bem disse, é no sul do país, não tem muito mais para onde ir, né?
07:32Exatamente. E é por isso até que a matéria-prima da produção de açúcar deles não se limita só à cana.
07:44Uma parte relevante vem da própria beterraba e até adoçante à base de milho para complementar esse consumo aí também.
07:51Perfeito. E agora que você trouxe, então, o fator milho, vamos falar de Estados Unidos,
07:55porque em relação aos Estados Unidos, essa semana a consultoria Kizernikov apontou que esse mês a mistura de etanol...
08:04É, apontou neste mês, mas em relação a outubro, que a mistura do etanol por lá bateu recorde, ultrapassando 11%.
08:12Então, o que a gente faz aqui no Brasil de misturar etanol na gasolina, lá eles também fazem.
08:18E houve esse acréscimo aí, ultrapassou 11%.
08:21A gente sabe que nos Estados Unidos, quando se fala em etanol, estamos falando majoritariamente do milho.
08:27Mas existem consequências para o mercado de etanol como um todo, independente de ser etanol de milho, etanol de cana.
08:35Queria entender um pouco também se você tem acompanhado essa ampliação do blend nos Estados Unidos, né?
08:41Dessa mistura e como que isso também pode reverberar aqui no Brasil, como que a gente pode ler essa movimentação aqui,
08:48tanto do ponto de vista de mercado externo mesmo, mas como que as usinas, os setores,
08:54podem também entender essa movimentação, acompanhar preço?
09:00É um ponto super importante esse que você está falando, porque se nós pegarmos de novo o mundo,
09:07os Estados Unidos é o principal produtor de etanol e é o principal exportador também.
09:12E o Brasil, ele é o segundo maior produtor de etanol, só que o consumo interno nosso é muito maior, né?
09:19É por isso que a nossa matriz energética é tão limpa, né?
09:24E os Estados Unidos, não só os Estados Unidos, mas como outros países, como eu disse,
09:29mais de 60 países têm aumentado essa mistura de etanol na gasolina,
09:34para a gente reduzir realmente essa pegada de carbono.
09:40Então, isso aí é um ponto muito positivo, né?
09:44A gente acabou de ver também o Vietnã aumentando essa porcentagem de 5% para 10% de etanol na gasolina.
09:54Isso aí está acontecendo em diversos países.
09:58E como os Estados Unidos é o principal produtor de etanol,
10:03isso aí, ele pode sim movimentar, isso é uma oportunidade muito boa para o Brasil também.
10:09Porque para que o etanol se perdure aí por mais 40, 50 anos, né?
10:14O Proálcool acabou de fazer 50 anos para frente,
10:18é importante que cada vez mais países produzam o seu etanol e façam essa mistura, né?
10:25Então, uma das coisas que o APA tem feito também é trabalhado junto com o governo,
10:30junto com a Apex, para promover essa política, né?
10:35Como que o Brasil fez, né?
10:36O Brasil está há 50 anos.
10:38Por que que aqui no Brasil deu certo essa política do etanol?
10:43E como que os outros países precisam fazer?
10:45Não só em tecnologia agrícola e industrial,
10:49mas também na parte de políticas públicas, né?
10:56Que é necessária para que isso aí aconteça.
10:59Então, eu ia te perguntar exatamente isso.
11:02Quais que são aí no horizonte do APA, né?
11:04Essas prioridades.
11:06Então, eu estou entendendo que, junto aí, né?
11:08Falando dessa parceria com o Apex,
11:10não é necessariamente somente exportar o etanol, exportar o açúcar,
11:15mas é exportar, às vezes, a ideia, o conceito da política pública
11:19e fomentar demanda.
11:21Por que é isso, né?
11:21Importante que vários países produzam, como você colocou,
11:25mas não adianta produzir se não tiver demanda.
11:27Então, é também fomentar essa demanda.
11:29Inclusive, porque a gente fala de etanol, às vezes, só pensando em carro,
11:33e o uso pode ser para outras sinalidades também, né?
11:36Exatamente.
11:38E aqui no Brasil, a gente está um pouco à frente,
11:41que a diversificação hoje de matéria-prima, né?
11:45A gente, desde 75, a gente faz etanol com cana,
11:50o milho já está abocanhando aí mais de 20% da produção total de etanol,
11:58e a gente está vendo aí a produção de etanol através de melaço de soja,
12:05de trigo lá no Rio Grande do Sul.
12:07Então, existe uma demanda, uma diversificação muito grande,
12:11e não só para a produção de etanol hidratado, como você mesmo falou,
12:16mas também para produzir álcool neutro, que serve para cosméticos e outros produtos.
12:21E olha só que interessante, né?
12:25Voltando só um pouquinho sobre o mercado chinês,
12:33eles têm trazido muitos técnicos para aprender como que a gente produz,
12:40como que a gente planta cana, como que é a produtividade aqui,
12:43o processo produtivo da cana.
12:46Mas lembrando também que a própria China já tem um grupo que se chama Cófico,
12:54que é uma grande produtora de cana-de-açúcar aqui no Brasil,
12:58e é de capital chinês.
12:59Ou seja, eles têm muito conhecimento de como é produzido a cana-de-açúcar
13:05e açúcar aqui no Brasil através da Cófico.
13:08Ou seja, eles já estão aprendendo, investindo dentro do próprio sistema brasileiro,
13:16e não substituindo o Brasil como fornecedor global.
13:20É, a Cófico é uma das maiores tradings do mundo, né?
13:23A cana-de-açúcar é uma das bandeiras dela ali,
13:26mas a gente sabe que atua em muita coisa também.
13:28Agora, queria que você, então, encerrasse, Henrique,
13:32falando um pouquinho do que tem sido prioridade do Apple.
13:35Então, a gente está falando bastante desses mercados internacionais,
13:39falou de China, falou dos Estados Unidos,
13:40mas você trouxe, por exemplo, a questão do Vietnã, muito interessante,
13:43Sudeste e Asiático, de uma maneira geral,
13:46despertando mais também para essa bioenergia.
13:50Então, eu queria saber isso, sim.
13:51A prioridade de vocês, quando olha-se para esse mercado externo,
13:56é levar a bandeira da bioenergia, da transição energética,
14:00que tanto se fala, né?
14:01Que o Brasil é esse país que pode fomentar a transição energética
14:05no mundo inteiro.
14:06É mais ou menos por aí?
14:07Ou vocês têm olhado alguma outra prioridade?
14:09Não, é exatamente isso.
14:12O Brasil é referência, só que a gente não faz nada sozinho.
14:16Se outros países não entenderem que isso aí é a maneira mais barata
14:23de a gente descarbonizar, a gente não vai para frente.
14:29Só que isso aí está acontecendo.
14:31Cada vez mais os países asiáticos, principalmente,
14:35estão aumentando essa mistura de etanol na gasolina.
14:40A Índia tem uma explosão lá de destilarias.
14:44Hoje, eles são grandes produtores de açúcar
14:46e agora estão usando bastante o resíduo da produção de açúcar
14:49para produzir etanol.
14:51Então, a Ásia e a África também.
14:55Se a gente for pegar todos os países que compreendem os trópicos
15:01de câncer e capricórnio ali, onde a incidência solar é muito grande,
15:05a oportunidade de câncer é muito grande.
15:09Então, a conversa que a gente está tendo com o governo, com a PECS
15:13e também com todos os associados,
15:15que tem vários que exportam já para vários países do mundo,
15:20existe uma reunião e um consenso de que a gente precisa...
15:25continuar tendo esse apoio e essa venda,
15:31aumentar essa venda na América Central e América do Sul,
15:36mas também priorizar também a Ásia e também a África,
15:42que é um potencial muito grande para a produção de etanol.
15:45É um grande aumento na produção de etanol.
15:50Se a gente for pegar todo o consumo que a gente vai precisar
15:54para a descarbonização, para a produção de SAF,
15:57que é combustível de aviação, para bunker marítimo,
16:02e também para bioplástico e outros produtos,
16:05a gente vai ter que produzir quatro vezes mais etanol no mundo
16:10do que a gente produz hoje.
16:11Então, realmente, a gente precisa de um apoio não só do Brasil com essa tecnologia de ponta,
16:18mas também de outros países.
16:20Então, a gente tem ido para vários países da Ásia e da África
16:24levando políticas públicas e tecnologia.
16:28Inclusive, essa questão aí de ampliar em quatro vezes a produção da bioenergia
16:34foi falada, inclusive, na COP30, né?
16:37O Brasil estava nesse discurso, assinando, também corroborando com essa movimentação.
16:43Vamos acompanhar os próximos passos.
16:45Henrique de Amorim Neto, presidente do APLA,
16:47obrigada pela participação, por conceder seu tempo aqui para a gente.
16:51Quando tiver novidades, é só nos avisar.
16:53Eu que agradeço. Muito obrigado, hein?
16:55Obrigada.
16:56E esta semana aconteceu aqui em São Paulo
16:59a coletiva de imprensa da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne, a BIEC.
17:05O Roberto Perosa, que é presidente da entidade,
17:08falou aos jornalistas sobre os resultados de 2025
17:11e falou, é claro, das cotas aplicadas pela China ao setor.
17:15Nós vamos conferir a reportagem de Diogo Pereira e Thalita Souza,
17:19que também ouviram aí, os dois ouviram a Scott Consultoria e a FAESP.
17:23A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne
17:28projeta um cenário de estabilidade nas exportações de carne bovina em 2026,
17:35mesmo após medidas restritivas adotadas pela China.
17:38O país asiático, que absorveu cerca de metade das exportações brasileiras em 2025,
17:44passou a aplicar medidas de garantias para proteger a sua indústria.
17:49Após um recorde de 3,5 milhões de toneladas embarcadas no ano passado,
17:55a expectativa é que este volume fique entre 3,3 e 3,5 milhões neste ano,
18:03mantendo o Brasil entre os maiores exportadores mundiais de proteína animal.
18:07Roberto Perosa, presidente executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne,
18:13explica o desempenho do setor nos últimos anos e os principais destinos da carne brasileira.
18:19A BIEC, em 2024, nós tínhamos tido um ano espetacular,
18:24foi um ano de grandes resultados,
18:27recorde em tudo, volume, recursos, etc.
18:32E 2025 conseguiu ser melhor do que 2024.
18:36Então, 2025 realmente foi um ano espetacular,
18:40nunca antes visto no setor,
18:43onde a gente conseguiu exportar 3,5 milhões de toneladas de carne bovina,
18:49com recorde de faturamento de 18 bilhões de dólares.
18:53Os principais destinos, aí todos vocês receberam,
18:56depois nós vamos poder falar um pouco mais sobre os principais destinos,
18:59mas como não poderia deixar de ser a China,
19:02os Estados Unidos, né,
19:04que a gente tinha uma previsão lá para meados do ano passado
19:09que a gente poderia chegar a 400 mil toneladas
19:12e por conta do tarifácio nós ficamos limitados a esse número.
19:17Mesmo com o alerta aceso após as medidas anunciadas pela China,
19:22o impacto ainda não atingiu o fluxo das exportações brasileiras.
19:26As cotas e tarifas impostas devem começar a pesar no futuro,
19:31especialmente no segundo semestre,
19:34quando o limite de compra pode ser atingido.
19:37Segundo o analista de mercado da Scott Consultoria,
19:40Pedro Gonçalves, o ritmo de embarques segue normal,
19:44mas o setor acompanha de perto as negociações
19:47e os desdobramentos do cenário geopolítico.
19:50Mas é uma bomba.
19:51Ano passado a gente exportou no total para eles quase 1,6 milhão de toneladas,
19:551,580 mais ou menos ali toneladas,
19:58e aí vem com uma cota de 1,1,
20:01praticamente 500 mil toneladas a menos.
20:03É um impacto muito grande para a nossa cadeia exportadora.
20:06Claro que no meio do processo a gente consegue se adequar,
20:09a nossa cadeia de carne bovina é muito forte,
20:12mas vem sim com um reflexo.
20:14Nesse comecinho de ano ainda não teve um reflexo nisso,
20:18deve ficar mais próximo do segundo semestre,
20:20quando essa cota começar a chegar no limite.
20:23Para esse primeiro momento, o mercado futuro deu uma estranhada no começo,
20:27reagiu com um pouco de queda,
20:28agora que está voltando a forte crescer.
20:30Então, num curtíssimo prazo, por enquanto,
20:32o mercado continuou da mesma forma,
20:34tanto que a exportação nossa está vindo muito bem em janeiro,
20:37graças a Deus está seguindo tudo na normalidade.
20:39No campo, a avaliação é de que, até o momento,
20:42as tarifas anunciadas pela China ainda não se refletiram nos preços do gado.
20:48Segundo o setor, a falta de carne no mercado internacional
20:51e a dependência chinesa das importações tem ajudado a manter o mercado.
20:57O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de São Paulo,
21:02Tirso Meirelles, explica por que, até o momento,
21:06as tarifas ainda não se refletiram nos preços do campo.
21:09Ocorre uma pressão do mercado porque o México também colocou uma sobretaxa
21:17na comercialização da nossa carne, passou para 26,5%.
21:21Os Estados Unidos, a mesma coisa.
21:24Desculpa, o México está cobrando 50% da sobretaxa.
21:29Os Estados Unidos voltou a taxar 26,5%.
21:33Então, com esse problema todo e a falta de produto no mercado,
21:38a China não vai ter jeito, vai ter de comprar de nós.
21:41Então, é uma pressão diplomática que nós temos de ter
21:45para que nós possamos demonstrar que eficazmente a qualidade do nosso produto
21:50é fundamental para que a gente possa diminuir essa taxação
21:53que a China está fazendo, a mesma coisa que os Estados Unidos fez conosco no ano passado.
21:58Já Roberto Perosa afirma que o faturamento do setor pode se manter elevado,
22:04sustentado por preços internacionais mais firmes,
22:08especialmente em um cenário de restrição de oferta.
22:12Para reduzir riscos, a estratégia é ampliar mercados e agregar valor à produção.
22:18Nós estamos num momento positivo. Por quê?
22:20Porque nós temos a produção estabilizada e há um déficit global de produção.
22:24Então, isso nos dá a oportunidade de conquistar mais mercados.
22:29Mais mercados. Garantindo, claro, o mercado nacional.
22:33Eu volto a dizer para todos, nós também mantemos...
22:35O primeiro mercado da carne bovina brasileira é o mercado nacional.
22:39Nós mantemos no Brasil em torno de 70% da produção.
22:43Às vezes um pouquinho menos, às vezes um pouquinho mais, mas é em torno de 70%.
22:46Cerca de 250 mil toneladas de carne bovina já estavam a caminho da China
22:51quando as garantias entraram em vigor.
22:54Ainda não está definido se esse volume será contabilizado dentro das cotas de 2026.
23:01Querendo ou não, é o nosso maior comprador de carne bovina, a China.
23:05E qualquer coisa que eles fizerem tem um impacto direto dentro da precificação
23:09da cotação da rouba do boi-gurro.
23:11É claro que quando eles colocaram as cotas e a alíquota extra-cota,
23:15ou seja, todo o volume que passar dessa cota vai vir com uma taxação 55% de taxa,
23:20é praticamente para inviabilizar a importação de carne bovina.
23:24Isso é um cenário que acende o alerta.
23:27Ainda tem muita coisa para ser entendida, né?
23:29Estamos negociando com eles se as 300 mil toneladas que a gente já embarcou
23:33estão chegando para a China nesse momento, já vão entrar em 2026,
23:37se elas vão ficar como 2025, como vai ser isso?
23:40Com um cenário ainda em aberto, a cadeia de carne bovina
23:44monitore de perto os desdobramentos das medidas internacionais.
23:49As decisões tomadas ao longo de 2026 devem ser determinantes
23:54para o ritmo das exportações e para a sustentação do setor.
23:59E agora nós vamos falar sobre a previsão do tempo para a próxima semana.
24:04Esse é mais um Por Dentro do Clima.
24:09O Dentro do Clima
24:10Marco Antônio, nosso agrometeorologista,
24:15bem-vindo de volta ao Hora H do Agro,
24:17bom tê-lo aqui conosco.
24:20Eu andei vendo os seus conteúdos que você publica
24:23para a gente direcionar direitinho as perguntas aqui.
24:25Fiz minha lição de casa, inclusive quero te perguntar então
24:29sobre áreas de instabilidade que você mostra aí
24:32entre Norte do Mato Grosso, Goiás.
24:36Eu sei que tem outras regiões também,
24:38pego um pouco de Minas Gerais.
24:40O que o produtor pode, como o produtor pode interpretar
24:43então isso na lavoura?
24:45O que são essas áreas de instabilidade
24:46que a gente pode esperar aí para os próximos dias?
24:48E bom tê-lo de novo aqui com a gente. Obrigada, viu?
24:51Oi, Mariana, olá a todos.
24:53Eu que agradeço aí, né?
24:55A volta, né?
24:57Fiquei um tempo aí fora de férias voltando, né?
25:01E olha, seguinte, nós temos aí,
25:06a semana passou com muita chuva
25:08sobre grande parte das regiões centrais e norte, né?
25:12E isso trouxe muita preocupação
25:14para o produtor, principalmente para o produtor do Mato Grosso,
25:18de Goiás, de Minas, e até mesmo do Pará,
25:22do Tocantins, do Maranhão, que está em processo de colheita, né?
25:26Da soja e de posterior plantio das lavouras de segunda safra,
25:29seja de algodão ou de milho.
25:31Essa semana,
25:33a tendência é de pouca chuva sobre essas áreas.
25:37Porém, do meio para o fim,
25:40volta a chover bastante.
25:42Essa está sendo a grande preocupação.
25:44Já no Sul,
25:46a preocupação é outra,
25:47é a ausência de chuvas, né?
25:50Porque se formou a tal das ACAS, né?
25:52Que é a zona de convergência do Atlântico Sul,
25:56que é essa frente fria estacionária
25:59sobre a região central do Brasil.
26:02E isso, né?
26:04Vem provocando essas chuvas.
26:07E no Sul,
26:09o tempo seco e frio, né?
26:11Nós tivemos em pleno 20 de janeiro ali, né?
26:15Meados de janeiro,
26:17temperaturas baixas.
26:20E isso está trazendo muita preocupação para os produtores.
26:23Agora,
26:24essa semana,
26:25isso inverte.
26:26Teremos ainda o início,
26:28a semana ainda de tempo mais firme no Sul,
26:32mas já entre a quinta e a sexta-feira,
26:34essas chuvas retornam para o Sul
26:36e elas têm que voltar, né?
26:38Para manter uma condição extremamente favorável
26:41para as culturas de verão,
26:43como é o caso da soja.
26:45E na região central,
26:46e ainda, como eu disse,
26:47continuam ainda as pancadas.
26:50O produtor tem que estar muito atento
26:52a essas janelas de colheita e plantio.
26:56Por que isso?
26:57Porque a primeira quinzena de fevereiro
27:00continua sendo marcada,
27:03ou vai continuar sendo marcada,
27:05pelas chuvas.
27:06Então, o produtor que não tiver atento
27:09às previsões,
27:11e principalmente
27:11a essas pequenas janelas
27:13que vão ocorrer
27:14para realizar a colheita
27:16e o plantio
27:19pode começar a ter
27:21prejuízos em suas lavouras,
27:23principalmente no caso da soja.
27:25Viu, Mariana?
27:26Interessante isso,
27:27porque é aquilo que a gente sempre fala aqui, né?
27:29Não adianta
27:30se dedicar tanto ali para o plantio,
27:33para a escolha da semente,
27:34para a tecnologia,
27:34se lá na hora da colheita
27:36o tempo acaba atrapalhando, né?
27:39O clima acaba atrapalhando.
27:40Então, o produtor precisa estar muito
27:42olhando esse calendário,
27:43essa previsão direitinho.
27:45E aí, te pergunto em relação
27:47a isso que você falou.
27:48Esse frio,
27:49ele está com os dias contados?
27:50Então, a gente está entendendo
27:51que de temperatura baixa,
27:53podemos esperar aí
27:55que está no final?
27:57Porque, de fato, é isso, né?
27:58Janeiro, em pleno janeiro,
27:59a gente, pelo menos aqui em São Paulo,
28:00vendo 17, 18 graus,
28:02ninguém estava contando com isso.
28:04Então, eu queria entender isso.
28:05Vai vir calor com chuva?
28:09Olha, Mariana,
28:10a gente está até brincando aqui
28:11que acho que não estamos em janeiro,
28:12estamos em maio e ninguém avisou a gente, né?
28:14Porque, pelo amor de Deus,
28:16nós estamos em pleno janeiro,
28:19um friozinho aí com, né?
28:21E no sul, começo da semana,
28:23lá na terça-feira,
28:24bateu 10 graus em algumas cidades
28:26do Rio Grande do Sul.
28:27Mas já está com os dias contados,
28:30as temperaturas sobem bastante
28:32essa semana,
28:32as máximas voltam a ficar
28:34acima dos 30, 35 graus,
28:37depende da localidade.
28:39Isso tudo também
28:40por conta da pré-frontal, né?
28:42Que é um sistema que antecede
28:44a chegada das frentes frias.
28:48Então, as temperaturas
28:49sobem bastante
28:51para dar depois lugar
28:53para as chuvas
28:54que deverão chegar mais
28:56para o final dessa semana.
28:57Então, Mariana,
28:59em resumo,
29:01as chuvas voltam para o sul,
29:03isso mantém uma condição favorável
29:05para o desenvolvimento das lavouras
29:07no Rio Grande do Sul,
29:08Santa Catarina, Paraná, Paraguai,
29:10Argentina, Uruguai,
29:13até mesmo para o interior de São Paulo
29:14e Mato Grosso do Sul.
29:16E nas regiões centrais,
29:18começa a diminuir um pouco as chuvas,
29:20dando oportunidades
29:21para o produtor ir a campo
29:23e realizar colheita,
29:25plantio e extratos culturais.
29:26mas vale um alerta.
29:30O fevereiro ainda será muito chuvoso,
29:32como eu disse, no Cerrado.
29:34Então, muita atenção você,
29:35produtor que está nos assistindo,
29:38porque fevereiro,
29:39principalmente entre o dia 10 e 20 de fevereiro,
29:43pode ser o período mais chuvoso do mês
29:45e termos novas invernadas.
29:47Então, muita atenção a esse período,
29:49viu, Mariana?
29:50Interessante.
29:51Te agradeço por esse alerta.
29:53E aí, a gente está falando bastante
29:54disso, de Cerrado,
29:56de centro, né,
29:57da faixa ali sul-sudeste,
30:00mas a minha pergunta é,
30:01está frio no Matopiba também?
30:03A gente sempre fala que,
30:04ah, o norte do país não esfria,
30:06o nordeste do país não esfria.
30:08O que está acontecendo
30:09nesta porção do país
30:10e como que você também pode auxiliar
30:12o pessoal que nos assiste
30:14e que está nesta região?
30:16Olha,
30:18as regiões mais nortes,
30:20está até um pouco,
30:21as temperaturas estão um pouco mais baixas,
30:24mas não é o frio que a gente teve aqui
30:25no sul, né,
30:28no centro-sul do Brasil essa semana,
30:30mas as temperaturas estão um pouco mais baixas,
30:33mas por conta do excesso de dia chuvoso, né?
30:37Se você tem excesso de dia chuvoso,
30:39excesso de dias nublados,
30:42isso, lógico,
30:43traz temperaturas um pouco mais baixas.
30:45No entanto, né,
30:48as temperaturas ainda vão continuar mais baixas
30:51e vale ressaltar, Mariana,
30:53que essas temperaturas mais baixas,
30:56principalmente à noite,
30:57têm alongado o ciclo da soja.
31:01Muitos cultivares
31:03estão com o seu ciclo um pouco mais estendido
31:05por conta dessas temperaturas mais baixas, tá?
31:09E no Nordeste?
31:11Não, o Nordeste está muito quente,
31:12porque as chuvas não estão ocorrendo
31:14conforme deveriam ocorrer nessa época do ano.
31:18Isso tudo por conta de um Atlântico mais frio,
31:22que não está possibilitando
31:24que as frentes frias avancem
31:26e tragam chuvas para as regiões do Nordeste.
31:29E até mesmo o interior da Bahia,
31:32Piauí,
31:34até mesmo algumas áreas do Oeste,
31:36da Bahia mais ao Norte,
31:37ali de Luiz Eduardo,
31:39já começam a sentir os efeitos da seca.
31:42Então, o Nordeste, como um todo,
31:45está muito seco nessa agora.
31:47Deve voltar a chover,
31:49mas para a segunda quinzena de fevereiro
31:52e mesmo assim com chuvas um pouco mais irregulares.
31:54Não é um ano tão favorável,
31:57mesmo sendo um ano de laninha.
32:00Perfeito, Marco Antônio.
32:01Te agradeço muito pela participação,
32:03por ajudar a gente sempre a compreender
32:05pelo menos uma boa porção desse país,
32:07que é enorme.
32:08E a gente conta com você na semana que vem.
32:10Obrigada, viu?
32:11Eu que agradeço.
32:12Um grande abraço e até semana que vem.
32:14Até lá.
32:16E no próximo bloco,
32:17nós vamos falar sobre a perspectiva
32:19de crescimento da cultura do sorgo
32:21na segunda safra agora deste ano.
32:24Eu te mostro também uma iniciativa de agroturismo
32:27entre São Paulo e Minas Gerais.
32:30Então, não sai daí que é rapidinho.
32:42Hora H do Agro.
32:46No meio do barulho da cidade,
32:49existe uma frequência que transforma a viagem.
32:52A Classic Pan está na faixa estendida do seu rádio.
32:57Sabe o que isso significa?
32:58Que você pode ouvir a nossa programação no seu carro
33:01com ainda mais qualidade.
33:03É simples.
33:04Sintonize 76.7
33:06e viva a experiência Classic Pan.
33:09Classic Pan.
33:11A trilha sonora dos seus melhores momentos.
33:17Classic Pan.
33:18Comunicar vai além de falar.
33:24É marcar presença onde o seu público está.
33:26Textos, vídeos, posts e relatórios.
33:29Dezenas de canais exigindo presença,
33:31consistência e velocidade.
33:32É por isso que criamos a Samp.
33:34Um ecossistema de inteligência artificial
33:36que entende, cria e publica conteúdo
33:38com velocidade e consistência.
33:40Onde quer que o seu público esteja.
33:42De PDFs a notícias,
33:44de textos a voz,
33:45de ideias a impacto.
33:47Samp.
33:47Conteúdo inteligente
33:48para o seu negócio.
33:51Um novo Jornal da Manhã.
33:53Mais cedo.
33:54Mais dinâmico.
33:55E ainda mais presente.
33:56A primeira edição do seu dia
33:58começa comigo na bancada.
34:00Com os acontecimentos das últimas horas
34:02no Brasil e no mundo
34:03e a participação dos nossos analistas.
34:06E na segunda edição,
34:07a notícia muda de posição.
34:09A gente sai da bancada
34:11para se aproximar dos fatos.
34:13Economia, previsão do tempo,
34:15agro, cenário global.
34:17Tudo conectado ao que realmente importa.
34:20Porque entender a notícia
34:21é tão importante quanto saber dela.
34:24Novo Jornal da Manhã.
34:26Estreia dia 26 a partir das 5 horas.
34:29Só aqui na Jovem Pan.
34:36Hora H do Agro
34:43Estamos de volta com o Hora H do Agro
34:48aqui na Jovem Pan News.
34:50E um levantamento feito
34:51pela Companhia Nacional de Abastecimento,
34:54a Conab,
34:55mostrou que o sorgo
34:56deve ter um dos maiores crescimentos
34:59entre as culturas de segunda safra
35:01agora no ciclo 25-26.
35:03A expectativa é que a área plantada
35:05chegue a 1,7 milhão de hectares.
35:09Um aumento de 10%
35:10em relação ao ciclo anterior.
35:12Para analisar os motivos
35:14que levam à valorização do sorgo
35:16nessa safra,
35:17nós vamos conversar com o Rafael Toscano.
35:19Ele é responsável técnico da Origio.
35:22Bem-vindo ao Hora H do Agro.
35:24Obrigada pela sua participação, Rafael.
35:26Queria então que você explicasse
35:28agora logo de cara isso.
35:30O que está fazendo o produtor rural
35:32preferir o sorgo ao milho,
35:35pelo menos em algumas áreas
35:36dessa na segunda safra?
35:38E que áreas são essas também?
35:40Obrigada de novo pela participação.
35:43Obrigado você, Mariana,
35:44e a todas as ouvintes aí.
35:45Uma boa tarde.
35:47Bom, eu vejo que
35:48o que leva o produtor hoje
35:50optar pelo sorgo
35:51e às vezes vem sempre
35:53o comparativo inicial
35:55é com o milho, né?
35:56E eu vejo que eles são
35:57muito mais complementares
35:59do que concorrentes, né?
36:01Então, nós temos
36:02as áreas de milho
36:03muito consolidadas,
36:04especialmente aí
36:05no Mato Grosso,
36:07como segunda safra,
36:08mas o sorgo,
36:09ele entra especialmente
36:10nas áreas que a gente
36:11não consegue avançar
36:12no calendário ali,
36:15depois do 15 de fevereiro,
36:17que começa a ficar
36:18um risco muito grande
36:19para o milho.
36:21E aí é uma opção
36:22muito grande
36:23da gente entrar com o sorgo.
36:25E também naquelas áreas,
36:26você perguntou ali, né,
36:27no Mapito-A-Bapá,
36:28são as áreas que já se torna
36:31muito arriscado
36:31você entrar com o milho
36:33segunda safra.
36:34E o sorgo, né,
36:35por causa da sua tolerância
36:36seca e ao estresse hídrico
36:38e por ter uma produtividade
36:40muito estável,
36:41um custo de produção
36:42menor do que o milho,
36:43ele é muito atraente
36:45e é muito efetivo
36:46nessas áreas
36:47norte e nordeste do país.
36:50Então, isso tem levado, né,
36:53ao produtor,
36:54é um dos fatores
36:55que tem levado o produtor
36:56a optar para o sorgo
36:58e também, claro, né,
37:00a parte do mercado,
37:02as opções aí de liquidez
37:03também têm colaborado muito
37:05para que ele faça
37:06essa escolha, né.
37:07É isso que eu ia te perguntar,
37:08porque não adianta
37:09plantar mais
37:10se o mercado está estável,
37:12se não tem aumento
37:13de demanda.
37:14Você tem observado
37:16isso também.
37:16Existe uma demanda
37:17maior pelo sorgo
37:19e isso pode, então,
37:20se refletir no campo.
37:22E aí, pergunto,
37:23inclusive lembrando
37:24que como a gente também
37:25conversa com um público
37:26que não necessariamente
37:27é do agro, né,
37:29para que serve o sorgo?
37:30Qual que é a finalidade dele?
37:32Legal.
37:34Sim, bom,
37:34o sorgo hoje
37:35ele tem, né,
37:36diversas opções aí
37:39para...
37:40porque ele está
37:40tão demandado, né,
37:41então,
37:42basicamente,
37:43esse crescimento,
37:44ele se deve
37:45no ponto de vista
37:46de três grandes fatores.
37:47Um dos grandes fatores
37:49é o que você mencionou,
37:50é para quem vender, né,
37:51é a liquidez
37:52que o agricultor vai ter.
37:54E aí entra
37:54as usinas de etanol.
37:56Então, nós estamos vendo aí
37:57que hoje já temos
37:58em torno de 26 usinas
38:00que usam, né,
38:02o milho e o sorgo,
38:05entre outros cereais,
38:07mas especialmente
38:07o milho e o sorgo
38:09para a produção de etanol
38:11no centro-oeste
38:12do país.
38:15E tem aí a construção
38:16de mais 16 usinas
38:17aí para os próximos
38:18três, cinco anos,
38:19elevando muito
38:21a demanda
38:22desse cereal
38:24para o biocombustível, né.
38:25Então, além disso,
38:27a gente sabe
38:28que ele é muito
38:29bem utilizado
38:30também para alimentação
38:31animal, né.
38:33Então, hoje,
38:34ele é utilizado
38:35assim como o milho
38:36para alimentação animal, né.
38:38O subproduto até,
38:40né,
38:40na produção de etanol,
38:41que é o DDG, né,
38:42que é uma...
38:44vamos falar ali
38:45um resto
38:47da destilaria,
38:48é utilizado, né,
38:49com alto valor nutricional,
38:51muito parecido
38:51ou mesmo as garantias
38:53que o milho tem.
38:54Então, ele é muito
38:55utilizado também
38:56para alimentação animal.
38:58A própria China
38:58tem aumentado
38:59a participação, né,
39:01do uso dele
39:02na alimentação animal.
39:03Então,
39:04a China,
39:05falando novamente dela,
39:06que é o maior importador
39:07dessa cultura
39:08no mundo, né,
39:09e ela compra muito
39:10dos Estados Unidos,
39:12abriu as portas aí
39:13do...
39:14para a compra
39:14do sorgo brasileiro
39:16em 2024.
39:17Então,
39:18abre-se mais
39:18uma porta grande
39:20para que a gente
39:21torne a cultura
39:22muito mais líquida,
39:24vamos dizer assim,
39:24com muita opção
39:25para o agricultor vender.
39:26Então,
39:27é uma cultura agora
39:28que,
39:28dado essa opção
39:30que o produtor,
39:31ela se torna rentável,
39:33porque ela
39:34mitiga risco, né,
39:36ela mitiga risco,
39:36ela permite
39:37que eu entre em áreas
39:38que antes
39:39eu não poderia entrar
39:40com uma outra cultura,
39:41que ficaria num pousivo,
39:42eu tenho também
39:43a liquidez, né,
39:44por conta
39:46de tudo isso
39:46que eu expliquei.
39:47E aí entra também
39:48o outro pilar
39:49que são as empresas
39:50de melhoramento
39:51e tecnologia
39:52que permite
39:53que a cultura
39:54dê uma evolução
39:55e faz com que
39:56ela se torne rentável
39:57porque ela
39:58vai produzir mais.
40:00Então,
40:00acho que são
40:00os três
40:01grandes fatores aí,
40:04né,
40:04que faz com que
40:05a cultura ganha
40:06esse aumento
40:08de área
40:08e creio,
40:09creio eu, né,
40:10que no médio e longo prazo
40:12esse crescimento
40:13vai se tornar
40:14cada vez maior,
40:15especialmente
40:15nas regiões
40:16do centro-oeste,
40:17norte,
40:17nordeste do país.
40:20Muito interessante
40:20porque no começo
40:21do programa
40:21a gente também
40:22estava falando
40:23de etanol,
40:24de quanto que o etanol
40:25tem sido procurado
40:26por outros países
40:27para esse blending
40:28com gasolina, né,
40:30tá tudo conectado.
40:32E aí você falou
40:32sobre melhoramento,
40:34então eu queria
40:34que você contasse
40:35um pouquinho
40:35para a gente também,
40:37até porque é isso,
40:38a origem é essa
40:39joint venture aí
40:40entre Bung e o PL,
40:41então olha
40:42para mercado,
40:43para exportação,
40:44mas olha também
40:45para essa parte genética
40:46de laboratório,
40:49de tudo que acontece
40:50da parte da ciência
40:51muito antes
40:52de ir para campo, né,
40:54então o que
40:54que vocês têm visto?
40:55Existe uma evolução
40:57de melhoramento genético,
40:58existe uma ciência
40:59que está também
41:00aprimorando,
41:01inclusive olhando aí
41:03para menos demanda
41:05de químicos,
41:06mais uso de biológicos,
41:07o que que você conta
41:08para a gente
41:08em relação a isso?
41:09Então, Boné,
41:10hoje, falando da origem,
41:12nós temos aí
41:13a pretensão
41:14de ofertar
41:15e trabalhar
41:17com os nossos clientes
41:18que são os agricultores
41:19aí do cerrado brasileiro,
41:21oferecendo sementes
41:24de todas as culturas,
41:26novas culturas,
41:27inclusive,
41:27a gente tem
41:28esse desenvolvimento também,
41:30os próprios defensivos,
41:31fertilizantes,
41:32e assim a gente entra
41:33também com os biológicos.
41:35E nós temos um braço
41:36muito importante
41:37que é a Advanca,
41:38que é uma empresa
41:39do mesmo grupo,
41:40o PL,
41:40que ela trabalha
41:41no melhoramento
41:43da cultura do soro.
41:45Então, ela,
41:46de forma,
41:47vamos dizer assim,
41:50é a primeira empresa
41:51no Brasil
41:52a ter essa tecnologia,
41:54que a gente chama
41:55de iGrow,
41:56que é uma tecnologia
41:57que permitiu
41:58o uso
41:59de um grupo químico
42:03de herbicidas,
42:04que é a Zindasilononas,
42:06que faz com que
42:07a gente utilize
42:08o herbicida,
42:11que faz o controle
42:11também das plantas
42:12daninhas na cultura.
42:14Então, isso tornou
42:15a cultura muito mais rentável
42:17e permitiu
42:18que a gente entrasse
42:19com ela
42:19nessas áreas de cerrado,
42:20porque era um grande problema
42:22que atrapalhava
42:23a cultura do soro,
42:24as plantas daninhas,
42:24que competia muito
42:25com ela.
42:26Hoje, a gente consegue
42:27fazer, então,
42:29uma cultura muito mais limpa,
42:30então, a gente evita
42:31essa competição
42:33com as plantas daninhas
42:34tendo uma cultura
42:36muito mais rentável
42:37com menos uso
42:38de produtos químicos,
42:42porque se você
42:43parar com o milho,
42:44o milho a gente tem
42:45hoje, infelizmente,
42:46várias entradas
42:47para o controle
42:48da cigarrinha,
42:49então, a gente consegue
42:51uma cultura
42:52um pouco mais
42:53rústica,
42:54por assim dizer,
42:56não quer dizer
42:56que a gente não precisa
42:57cuidar dela,
42:58porque ela tem tecnologia,
42:59ela tem melhoramento,
43:00a gente precisa,
43:01quanto mais a gente
43:02investe nela,
43:03mais retorno a gente tem,
43:04mas é uma cultura
43:05que tem uma tolerância
43:06muito maior
43:07e tem um risco
43:09climático muito menor,
43:10permite um calendário,
43:11uma janela maior,
43:13o Marco Antônio
43:13acabou de falar,
43:14a dificuldade do agricultor
43:15de poder colher
43:17na hora que ele quer,
43:18a soja vai alongar
43:19o ciclo,
43:20às vezes não conseguiu
43:20plantar na janela ideal
43:22e isso vai atrapalhando
43:24cada vez mais o milho
43:25e isso, com certeza,
43:27o sorgo é uma opção,
43:28porque ele consegue
43:29ter uma janela
43:30com risco climático
43:31menor e isso possibilita
43:34então a gente ampliar
43:35essa área dele aí.
43:37E aí também
43:38vou te fazer uma pergunta
43:39olhando para questões
43:41financeiras,
43:42olhando para o sorgo,
43:43obviamente,
43:44mas quando a gente fala
43:45de soja,
43:46de milho,
43:46das commodities
43:47que sempre são mais
43:48óbvias,
43:49a gente sabe
43:50que elas são reguladas,
43:51por exemplo,
43:51pela Bolsa de Chicago,
43:53o sorgo,
43:54ele está em que bolsa,
43:56onde que ele está
43:57sendo precificado
43:58e então você trouxe
44:00um pouquinho,
44:00mas eu queria que você
44:00explorasse um pouco mais,
44:01você acredita que vá
44:03à venta uma valorização
44:04da commodity,
44:05vocês têm olhado isso
44:06a longo prazo,
44:07exatamente por uma questão,
44:09esses fatores que você
44:10colocou,
44:10genética,
44:12maior demanda de mercado
44:13de etanol,
44:14adaptação geográfica
44:15agora já mais favorável,
44:18existe esse horizonte
44:22de que possa ter
44:23mais valorização financeira
44:25também dessa commodity?
44:26Então, Mariana,
44:28historicamente,
44:29o sorgo,
44:30ele ficava ali
44:31longe do preço do milho,
44:33em torno de 20%
44:34até 30%,
44:3525%,
44:36isso historicamente,
44:39mas com essa demanda
44:40crescente das usinas
44:42de etanol,
44:43isso tem mudado
44:44muito o cenário,
44:45então conforme a necessidade
44:46de cada praça ali,
44:48de onde ela está instalada,
44:50ela necessita mais
44:51daquele cereal,
44:53ela faz com que o preço
44:54tem se tornado cada vez
44:56mais próximo do milho,
44:58então para você ter ideia,
44:59em alguns momentos,
45:00algumas janelas
45:01de determinadas praças,
45:04o milho e o sorgo
45:06tem mudado ali
45:07coisas de 10%,
45:088% de diferença,
45:10então isso já é uma realidade,
45:12então eu acredito
45:13que essa paridade,
45:15ela está ficando
45:16cada vez mais próxima,
45:18e só da título de exemplo,
45:19nos Estados Unidos hoje,
45:21o sorgo e o milho,
45:22ele tem uma paridade de preço,
45:23então lá ele já é
45:24muito parecido,
45:26então aqui,
45:27por causa de toda
45:28essa qualidade
45:29que eu tenho dito,
45:30a cultura está se tornando
45:31rentável,
45:32existe tecnologia na cultura,
45:34as empresas agora
45:35estão olhando
45:36para o melhoramento dela,
45:37isso faz com que
45:38o preço dele,
45:40a qualidade que ele tem
45:41para o uso animal,
45:42a qualidade que ele tem
45:43para o uso do etanol
45:44cada vez mais próxima
45:45do milho,
45:46faz com que,
45:47consequentemente,
45:48o preço dele vai ficando
45:49cada vez mais próximo
45:50do milho,
45:51a gente vê essa tendência,
45:52acredito que no longo prazo
45:54isso deva ficar
45:55cada vez mais próximo,
45:56então ainda ele é
45:58uma commodity
46:00de produto
46:01muito mais local,
46:03muito mais nacional,
46:04mas eu acredito
46:05que essa abertura
46:06do mercado pela China,
46:07nós teremos aí
46:08uma facilidade
46:09e aí também
46:11um aumento
46:12da demanda externa,
46:14isso faz com que ainda
46:15tenha um aumento
46:16talvez do preço dele,
46:18mas como eu disse,
46:19eu acho que no médio
46:21e longo prazo
46:21ele vai ficar cada vez
46:22mais próximo do milho.
46:24Sempre a China
46:25também provocando
46:26essas movimentações,
46:28esse aumento
46:28de demanda,
46:29vamos continuar
46:30acompanhando,
46:31obrigada,
46:31Rafael Toscano,
46:32responsável técnico
46:33da Origio,
46:34obrigada pela participação,
46:35eu fico com o convite
46:36aqui para você voltar
46:37em outras oportunidades.
46:38Eu que agradeço,
46:39uma boa tarde.
46:40Obrigada.
46:41E para quem acompanha
46:43o meu Instagram lá,
46:44viu que recentemente
46:45eu andei viajando
46:46entre São Paulo
46:47e Minas Gerais.
46:48E aí nessas andanças,
46:50eu descobri
46:50um movimento
46:51de empresários,
46:52esses empresários
46:53se organizaram
46:54para ampliar
46:55o agroturismo
46:57em uma região linda
46:58chamada
46:59Serra dos Encontros,
47:00que está revolucionando
47:02o cenário
47:03do vinho nacional.
47:05E para falar a respeito,
47:06nós convidamos
47:07o Juliano Lourenço,
47:09ele é vice-presidente
47:10da Associação
47:11dos Viticultores
47:13da Serra dos Encontros.
47:15Juliano,
47:16você me contou
47:17que a associação
47:18existe desde 2022,
47:21são 27 associados,
47:22se eu não me engano,
47:23e mais de um bilhão
47:24de reais investidos
47:25nessa iniciativa privada
47:27para fomentar
47:28a produção de vinho
47:29nessa região
47:30que está muito bonita
47:31de visitar.
47:32Onde exatamente
47:33vocês estão localizados,
47:34então?
47:34A gente está falando
47:35dessa Serra dos Encontros,
47:37que encontro é esse?
47:38E conta um pouquinho
47:39desse histórico
47:39para a gente também,
47:40da criação da associação,
47:42dessa mobilização
47:43de vocês por aí.
47:45Perfeito, Mariana.
47:46Na verdade,
47:47a gente está
47:47na Serra dos Encontros,
47:49onde é a Serra dos Encontros?
47:52Basicamente,
47:52é um encontro
47:53entre serras,
47:54entre São Paulo
47:55e Minas Gerais,
47:56e a gente representa
47:58um quadrilátero
47:59capitaneado por
48:01Espírito Santo do Pinhal,
48:04Santo Antônio do Jardim,
48:06Jacutinga e Albertina.
48:07Então,
48:08são duas cidades
48:09do estado de São Paulo
48:10e duas cidades
48:11do lado mineiro.
48:12Exatamente.
48:14A logística nossa
48:15é muito favorável,
48:15estamos a duas horas
48:16de São Paulo,
48:17duas horas do interior
48:18do estado de São Paulo,
48:21Ribeirão Preto,
48:21por exemplo,
48:22e menos de 60 quilômetros
48:24de Poços de Caldas
48:26e uma hora
48:26de Viracopos Campinas.
48:28Então,
48:29é um posicionamento
48:31bem privilegiado,
48:32uma desta parte.
48:33Muito bom.
48:34E aí,
48:34vocês começaram
48:35a se organizar,
48:36então,
48:36em 2022.
48:37eu queria entender
48:39se isso parte,
48:40inclusive,
48:41desse pós-pandemia,
48:43porque nessa época,
48:44vamos lembrar
48:45que muita gente
48:45estava procurando
48:46fazer turismo
48:47a céu aberto,
48:48indo para as montanhas.
48:50Queria saber
48:50se tem a ver
48:51com esse período,
48:52então.
48:53E é isso,
48:53são 27 empresários
48:55que estão localizados
48:56e se encontraram
48:58nessa serra,
48:59é isso?
49:01Perfeitamente.
49:02Na verdade,
49:02eu acho que a pandemia
49:03veio para potencializar
49:05tudo isso,
49:06obviamente.
49:07O turismo de pandemia
49:09se provou que hoje
49:10a gente consegue
49:12viver de qualquer lugar.
49:13Então,
49:14o campo,
49:15antes visto como simples,
49:17na verdade,
49:17ele passou a ser considerado
49:19como um novo luxo,
49:21por oferecer o silêncio,
49:23o tempo,
49:23o espaço,
49:24a comida de verdade,
49:26a vida dentro do campo.
49:28Então,
49:28na vida urbana atual,
49:31antigamente,
49:32marcada por o barulho
49:34da cidade grande,
49:35na pandemia,
49:37ela se provou isso,
49:37né?
49:38Hoje,
49:38com uma boa internet,
49:40um bom lugar,
49:41você consegue trabalhar,
49:43criar,
49:44e a gente está dentro
49:45desse ecossistema.
49:46Então,
49:46hoje,
49:46a nossa região,
49:47a nossa associação,
49:48a Vime,
49:49a Serra dos Encontros,
49:50a gente contempla
49:5227 associados,
49:54produtores de vinho,
49:55o vinho de inverno,
49:56o vinho fino aí,
49:58no sistema de dupla poda,
50:00e a gente está dentro
50:01do ecossistema hoje
50:03de que o produto
50:05já se mostrou
50:06com qualidade,
50:07né?
50:07O vinho é uma bebida
50:08muito social,
50:10e como é que a gente
50:11consegue aconselhar
50:12esse estilo de vida,
50:14né?
50:15Junto com um sistema
50:16agrícola,
50:18de uma bebida
50:18de alta qualidade,
50:20e você considerar
50:21esses dois mundos,
50:24né?
50:24O mercado mundial,
50:27o turismo rural,
50:28cada vez que se passa,
50:29ele vem se provando
50:31com uma previsão
50:32e uma crescente
50:35muito grande.
50:36Então,
50:37a gente fala,
50:38né,
50:38que hoje
50:39você consegue
50:41estar numa cabana
50:42a 1.300 metros
50:43de altitude,
50:44no alto do morro,
50:46desconectado
50:47do mundo
50:48da cidade urbana,
50:49mas ao mesmo tempo
50:50conectado
50:51com tecnologia
50:52e ao mesmo tempo
50:54com trabalho,
50:55com rotina,
50:55com social
50:56e por aí em diante.
50:57Então,
50:58hoje a gente vive
50:59esse momento
51:00do turismo rural
51:01associado a essa busca
51:03por natureza,
51:03por paz,
51:04muito legal.
51:05E por isso que eu fui
51:06aí nessa região,
51:07procurando exatamente
51:08esse meio termo.
51:09Agora,
51:10a gente está vendo
51:11aí na tela,
51:12inclusive,
51:12a associação produziu
51:14mais de 500 mil garrafas
51:15em 2025
51:16e você trouxe isso,
51:18né?
51:18Vinhos de inverno,
51:20porque aí o pessoal
51:21pode falar,
51:21ué,
51:21mas é São Paulo,
51:22é Minas,
51:23a gente está falando
51:23de altitudes,
51:251.300 metros
51:26de altitude,
51:27por exemplo.
51:27Então,
51:28conta um pouquinho
51:28também dessa
51:30descoberta do vinho
51:32nessa região,
51:34que inclusive
51:34já tinha uma ou outra
51:36vinícola,
51:37mas agora tem uma força,
51:38né?
51:38Tem uma robustez
51:39até pela própria
51:40associação,
51:41né?
51:42Sem dúvida.
51:44O vinho,
51:45esse ano,
51:45agora de 2026,
51:47a primeira vinícola
51:48a chegar na nossa região,
51:49ela vai fazer 20 anos,
51:5120 anos dentro
51:52da viticultura,
51:53é nada, né?
51:54É algo muito recente,
51:56muito principiante.
51:57Então,
51:58a pandemia acelerou
52:00esse processo,
52:01desses 27,
52:03a maioria vieram
52:04de 2019
52:05para cá,
52:06então a gente
52:06deu esse boom,
52:07deu essa estourada,
52:09e o que acontece?
52:09A gente trabalha
52:10no sistema
52:11de dupla poda,
52:13então a gente
52:13dispensa
52:14a nossa safra
52:15de verão,
52:16né?
52:17A gente faz
52:18uma poda
52:18de produção ali,
52:19para quê?
52:20Para a gente
52:20poder colher
52:21esse vinho,
52:22essa uva nossa,
52:24para produzir
52:24o vinho de inverno.
52:25Por quê?
52:26As variedades
52:27nossas
52:27são variedades
52:28provenientes
52:30de fora,
52:31então a gente
52:31quer chegar
52:33mais perto
52:34desse cenário
52:35dos vinhos
52:36europeis,
52:37desculpa,
52:38dos vinhos
52:39da Europa,
52:40do clima
52:41da Europa,
52:42do clima
52:42americano,
52:45do clima
52:45da América do Sul,
52:46então nesse sistema
52:48de dupla poda,
52:49a gente consegue
52:50ter esse cenário
52:52mais próximo
52:53do que já existe
52:54lá fora.
52:54Então a gente
52:55descarta
52:56basicamente
52:56uma safra
52:57e concentra
52:58toda a energia,
52:58toda a qualidade
52:59nesse vinho
53:00nosso colhido
53:02no inverno,
53:03mais precisamente
53:03em julho
53:04e agosto.
53:05E aí a gente
53:06não está falando
53:06só da produção
53:08da uva
53:09e da produção
53:10do vinho em si,
53:11mas uma das vinícolas
53:12que eu visitei
53:13começou empreendendo
53:15nisso, né?
53:15Olhando mais
53:16para o campo
53:17e aí viu a oportunidade
53:18de abrir hospedagem,
53:20construir adega,
53:21trazer essa experiência
53:22mesmo imersiva
53:23para o turista,
53:24né?
53:25De inclusive
53:25poder encontrar
53:26garrafas e rótulos
53:28que não se vende,
53:29por exemplo,
53:30em lojas,
53:30internet,
53:31tem que ir lá
53:31para visitar,
53:32para ter essa experiência.
53:33Como que vocês
53:34têm visto então
53:35essa ampliação
53:36do empreendedorismo mesmo,
53:38né?
53:38Porque não é só
53:39o campo por si só,
53:40o que já é muita coisa,
53:41obviamente,
53:42mas é a extensão
53:43também desse negócio,
53:44né?
53:46Exato.
53:46É chover o molhado
53:47falar de experiência,
53:49né?
53:49A gente está,
53:50todo mundo hoje,
53:50cada vez mais sabendo
53:52do turismo de experiência,
53:54mas basicamente é isso.
53:55Então,
53:56a agricultura é o forte,
53:58o agro nosso é o que,
53:59pô,
54:00nos norteia aqui,
54:02mas a gente consegue
54:03agregar com isso,
54:04não só com vinho,
54:05né?
54:05Então,
54:05eu vender puramente
54:07garrafas
54:09é uma coisa,
54:10agora eu vender
54:10o turismo de experiência
54:12em volta do ano turismo
54:13é outra história.
54:15Curiosamente,
54:15Mendoza,
54:17existe um estudo
54:18em 2023,
54:20eles venderam
54:2050 milhões de dólares
54:22na venda de garrafa
54:23do vinho,
54:24mas o enoturismo
54:26faturou 1.3 bilhões
54:27de dólares.
54:28Então, assim,
54:29o retorno,
54:31ele é muito curto
54:32pensando puramente
54:33na venda de garrafa,
54:34mas quando se agrega
54:35o turismo,
54:36a hospedagem,
54:37a experiência
54:38do café,
54:39do vinho,
54:40do passeio a cavalo,
54:41da apicultura,
54:43do azeite,
54:44então todo esse ecossistema
54:46você consegue antecipar
54:48esse investimento
54:49que você fez
54:50na agricultura
54:50e consecutivamente
54:52trazer esse retorno
54:53mais rápido.
54:54Então,
54:54é hospedagem,
54:55é todo esse boom
54:57por fora,
54:58não somente
54:58a bebida em si.
55:01Muito legal,
55:02muito legal mesmo,
55:03sim,
55:03eu adorei visitar a região,
55:05quero voltar,
55:05inclusive por isso
55:06que você falou,
55:06não é só o vinho,
55:08o turismo,
55:08mas tem outros produtos,
55:09azeites,
55:10então vale muito
55:11o brasileiro em geral
55:13conhecer essa região,
55:15Juliano Lourenço,
55:16vice-presidente da Avini,
55:17muito obrigada
55:18pela sua participação
55:19e boa sorte aí
55:20com os turistas
55:21que vão aparecer
55:22a partir de agora.
55:24Com certeza,
55:25Mariana,
55:25obrigado pelo espaço
55:26e fico com o convite
55:27para todos conhecerem
55:28a Serra dos Encontros
55:29e conhecer esse ecossistema.
55:31Vale a pena lembrar
55:32que num raio
55:33de 50 quilômetros
55:34existem 36 projetos
55:36de vinícola
55:37e num raio
55:38de 100 quilômetros
55:38mais de 80.
55:39Então a região nossa,
55:40eu considero
55:42que ela é embrionária ainda,
55:43ela está em formação,
55:44ela nem nasceu.
55:46Obrigado pelo espaço.
55:47Muito obrigada.
55:48E agora a gente vai falar
55:50de Embrapa Territorial
55:51que sempre também
55:52tem estudos
55:53muito interessantes.
55:54A logística
55:55é um deles,
55:56a gente sabe
55:56que é um dos gargalos
55:57principais
55:58para a competitividade
56:00do agro-brasileiro,
56:02então para orientar
56:03melhorias
56:04nessa realidade,
56:05a Embrapa Territorial
56:07passa a oferecer
56:08gratuitamente
56:09e continuamente
56:11por meio de plataforma
56:12de educação
56:13à distância,
56:14o E-Campo,
56:16um curso
56:16sobre logística
56:18agropecuária.
56:19Podem se inscrever
56:20então profissionais,
56:22estudantes,
56:23gestores públicos
56:24e produtores rurais
56:25interessados
56:26em aprender
56:27sobre como
56:29os fluxos
56:29de produção,
56:30processamento
56:31e exportação
56:32influenciam
56:33a competitividade
56:35do agro-brasileiro.
56:36A capacitação,
56:37como eu disse,
56:37é gratuita,
56:38com 16 horas
56:39de duração,
56:40curso rapidinho
56:41e ainda tem
56:42emissão
56:42de certificado.
56:44Ao longo
56:44dessas videoaulas,
56:46os participantes
56:47aprendem a usar
56:48os painéis
56:49interativos
56:50do site
56:51Emilog,
56:52que é o Sistema
56:52de Inteligência
56:53Territorial
56:54e Estratégica
56:55da Macrologística
56:57Agropecuária.
56:58E o sistema
56:59pode ser usado
57:00para identificar
57:00então a concentração
57:02espacial das culturas,
57:03onde cada cultura
57:05está concentrada
57:05no Brasil,
57:06mapear onde estão
57:07os armazéns,
57:09unidades de beneficiamento
57:10e ainda analisar
57:12rotas de escoamento
57:13de grãos
57:13e entender
57:14a influência
57:15dos portos
57:17na captação
57:18de cargas.
57:18É bastante coisa.
57:20O curso
57:21também aborda
57:22a demanda
57:23e a oferta
57:23de insumos
57:24que precisam chegar
57:25aos sítios
57:26e fazendas
57:27do Brasil.
57:28A plataforma
57:28de dados
57:29de logística
57:30da Embrapa
57:30Territorial,
57:31disponibilizada
57:32aí no curso,
57:33apresenta
57:34estimativas
57:35da demanda
57:36de nutrientes
57:37e corretivos
57:38para a agricultura
57:39e usa fontes
57:40nacionais
57:41para o suprimento
57:42desses insumos.
57:44Um serviço
57:44importante
57:45para resolver
57:46um problema
57:47crônico
57:48no nosso país
57:49e que precisa
57:49ser pensado
57:50então aí
57:50soluções coletivas.
57:52Então,
57:53para você se inscrever
57:54é só acessar
57:55o site
57:55ava.sede.imbrapa.br.
58:01Ou digitar
58:02no buscador
58:03de notícias
58:04aí,
58:04no buscador
58:05da internet
58:05Macrologística
58:07Agropecuária
58:08Embrapa Territorial.
58:10A gente fala
58:11aqui também
58:11de cursos
58:12porque o agronegócio
58:13sempre muito formado
58:15aí com base
58:15em dados
58:16e em ciência
58:16então a gente
58:17também presta
58:18serviço
58:18para você aqui.
58:19E agora
58:19nosso programa
58:20se encerra
58:21mas você
58:22continua conectado
58:24nas nossas
58:24redes sociais
58:25ligado na programação
58:27da Jovem Pan News
58:28muito obrigada
58:29pela sua companhia
58:30eu agradeço
58:30a todo mundo
58:31que faz o programa
58:32comigo
58:32e a gente
58:32te espera
58:33na próxima semana
58:34até lá
58:34Hora H do Agro
58:48A opinião
58:50dos nossos comentaristas
58:52não reflete
58:53necessariamente
58:54a opinião
58:54do Grupo Jovem Pan
58:56de comunicação
58:56Realização Jovem Pan
59:01Realização Jovem Pan
59:02Jovem Pan
59:03Jovem Pan
59:04Jovem Pan
59:04Jovem Pan
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