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A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt afirmou que o recente acordo de cessar-fogo não representou um recuo de Donald Trump, mas do Irã. A porta-voz da Casa Branca detalhou o acordo de cessar-fogo durante coletiva nesta quarta-feira (08). Reportagem: Fabrizio Neitzke.

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Transcrição
00:00Seguimos com assuntos internacional, Eliseu já cantou essa bola sobre essa declaração, essa conversa com os jornalistas, acabou agora há
00:08pouco, o Fabrício Nikes já está conosco, vamos repercutir então os principais pontos desta entrevista coletiva, Eliseu falava que essa
00:16conversa era muito mais do mesmo, não havia nenhuma novidade, mas o que nós conseguimos colocar aqui em resumo dessa
00:23conversa que encerrou agora há pouco na Casa Branca, Fabrício.
00:27Boa tarde Bruno, boa tarde a todos que acompanham o Tempo Real, como dizia o Eliseu, uma guerra de narrativas
00:33neste momento, principalmente por conta de alguns termos que envolvem esse acordo de cessar fogo de duas semanas que foi
00:40assinado ontem, que foi concretizado ontem, adiando o ultimato feito pelo presidente Donald Trump.
00:47A porta-voz da Casa Branca, Caroline Leavitt, falou agora há pouco, ela foi questionada, por exemplo, sobre quem é
00:55o lado que recuou nessas negociações, quem foi que cedeu nessas negociações depois das discussões que foram feitas, os Estados
01:05Unidos dizendo que estavam irredutíveis, o Irã também mantendo a mesma postura.
01:09A fala da porta-voz da Casa Branca foi a seguinte, vou abrir aspas para ela, não foi o Trump
01:15que recuou, foi o Irã. Eles precisavam reabrir o Estreito de Hormuz para não ser bombardeados.
01:20E o que eles fizeram ontem? Eles reabriram o Estreito de Hormuz. Bom, o Estreito de Hormuz já estava aberto
01:26antes da guerra começar.
01:27Então, o Estreito de Hormuz foi fechado, na verdade, em retaliação ao início desses ataques no Oriente Médio.
01:35A guerra não foi feita para abrir o Estreito de Hormuz. O Estreito de Hormuz é que foi fechado, porque
01:42a guerra começou.
01:43Então, essa é a linha temporal dos eventos desde que o conflito começou há pouco mais de um mês.
01:50Caroline Leavitt também foi questionada, Bruno, sobre aquela publicação feita ontem de manhã pelo presidente Donald Trump,
01:57dizendo que iria matar uma civilização inteira para que ela jamais ressuscitasse.
02:03Foi perguntado se o presidente tem ainda envergadura moral depois desse tipo de afirmação.
02:09A resposta da Caroline Leavitt foi o seguinte, que essa afirmação, que insinuar que o presidente não tem a envergadura
02:17moral
02:18depois desse tipo de comentário, é insultante.
02:22Ela ainda disse o seguinte, questionada sobre como ela avaliou essa publicação.
02:26A minha leitura é de que o post do Trump foi uma ameaça muito séria que fez o regime do
02:33Irã reavaliar suas necessidades,
02:36pedir por um cessar-fogo e reabrir o Estreito de Hormuz.
02:39Achar que o Irã tem superioridade moral sobre os Estados Unidos é insultante, fecha aspas, para a porta-voz da
02:47Casa Branca.
02:47A coletiva acabou agora há pouco, também muita expectativa em relação a possíveis pronunciamentos do governo de Israel,
02:54que, como destacou o Eliseu, tem atacado o sul do Líbano, infringindo esse acordo de cessar-fogo bem frágil que
03:00foi firmado ontem.
03:01Fabrício, essas idas e vindas de Trump dão mais poder ao governo iraniano?
03:07Como é que você enxerga na sua análise?
03:10Poder é um pouco difícil, Márcia, mas o Irã já entendeu como é que funciona esse jogo.
03:16Essa é uma relação assimétrica.
03:17Os Estados Unidos têm uma capacidade militar superior à do Irã.
03:21Se o Trump quisesse, ele jogava, por exemplo, uma bomba atômica no centro de Teherã e acabava com essa história.
03:27Mas não é assim que as coisas funcionam e não é assim que elas devem funcionar também.
03:32Então o Irã já entendeu por onde pressionar os Estados Unidos a ponto de fazer a Casa Branca recuar,
03:39a ponto de fazer a Casa Branca recalcular a rota e precisar se colocar nessa situação,
03:44de tentar ganhar agora a guerra de narrativas.
03:46Quem foi que forçou quem a um acordo de cessar-fogo?
03:50Para quem estava pior a guerra?
03:52Para o Irã, nesse momento, perdeu por um, perdeu por dez.
03:55Aquela máxima do futebol que a gente traz aqui nesse momento para o cenário geopolítico.
04:00Já está apanhando no cenário militar, mas consegue encontrar uma forma de pressionar os Estados Unidos.
04:06Diante da comunidade internacional, a reabertura do Estreito de Hormuz é muito boa.
04:11E eles sabem, os países europeus, por exemplo, países do Golfo, sabem que a única forma de fazer isso
04:17é com algum tipo de afago ao Irã.
04:19Alguma coisa tem que ser dada em troca para que isso aconteça.
04:22Senão a coisa acaba não andando.
04:24Mas não quer dizer que isso coloca o Irã num outro patamar para negociações no cenário internacional
04:31e nem que ele ganha pontos, ganha crédito com países estrangeiros por causa disso.
04:36Pelo contrário, a situação permanece sendo de muita pressão.
04:40Mas o mundo entende, de certa forma, como que caminha a ordem mundial atualmente.
04:46O Irã ainda tem esse poder do Estreito de Hormuz e ele vai usar dessa artimanha
04:51para conseguir negociar de alguma forma.
04:54Fabrício, obrigada.
04:55O Bruno tem mais uma pergunta?
04:57Bruno?
04:57Quero só aproveitar aqui esse ponto que a Márcia levantou sobre o Estreito de Hormuz
05:02e perguntar para o Fabrício Naites se o Irã entendeu que esse ponto do Estreito de Hormuz
05:08é o que ajuda a se manter o regime.
05:11De que forma que eles entendem que isso é importante para o Irã?
05:16Bruno, as capacidades hoje econômicas do mundo estão muito interligadas.
05:22É um efeito, isso que vem desde a globalização, principalmente, ali na década de 90.
05:27Os processos mundiais hoje são muito mais integrados.
05:30Então, a depender da sua posição geográfica, a depender do tipo de produtos
05:35que você pode oferecer do seu próprio território para o mercado global,
05:40você passa a ter um certo controle no mundo, você passa a ter uma certa influência
05:45que muitas vezes as armas não compram.
05:48E aí, no caso do Estreito de Hormuz, é uma vantagem geográfica do Irã
05:53que pode fechar extra-oficialmente essa passagem.
05:56Eu digo extra-oficialmente porque não há um bloqueio, de fato, no Estreito de Hormuz.
06:01O navio pode passar por ali nesse momento
06:04desde que haja autorização da Guarda Revolucionária do Irã,
06:08que é, de fato, quem está controlando a passagem nesse momento.
06:11Só que para que isso aconteça, você precisa de certas condições.
06:15Uma delas é, por exemplo, ser uma nação aliada ou uma nação não hostil ao Irã.
06:20Não é o caso dos Estados Unidos nesse momento e de muitos outros países ao redor do mundo.
06:25Uma outra coisa que acaba interferindo de certa forma,
06:28você pode até ser um aliado iraniano, mas um navio, ele tem seguro.
06:33É como um carro, tem seguro.
06:34E se ele vai passar por uma região perigosa,
06:36a seguradora, por exemplo, vai colocar o preço desse seguro lá em cima,
06:40tornando aquele mercado inviável, tornando aquela região inviável,
06:45na prática, economicamente falando, para o transporte comercial de petróleo.
06:50Então, o que vai acontecer?
06:51Isso vai causar uma disrupção na cadeia dessa commodity que é tão preciosa para o mundo todo.
06:5720% do mercado global de petróleo passa por ali.
07:00Se esses 20% somem do mercado,
07:02ou se esses 20% há um mês atrás custavam 50 dólares o barril,
07:0760 dólares o barril e hoje custa 120,
07:10bom, você está tornando isso tudo impeditivo
07:13e você vai ter que forçar alguém a recuar.
07:15O Irã já falou, a gente não recua.
07:17A nossa posição é muito clara.
07:18E com a facilidade que eles têm para exercer essa pressão,
07:22aí realmente coloca os Estados Unidos nessa posição de precisar recuar.
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