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O Morning Show faz um alerta importante neste Dia Mundial de Combate ao Câncer. A doença registra cerca de 800 mil novos casos por ano, o equivalente a cerca de 2.000 diagnósticos por dia. Para aprofundar o debate sobre o acesso à saúde no país, o apresentador conversou com a oncologista Veridiana Camargo. A especialista comentou os resultados de um estudo recente que evidenciou a profunda desigualdade regional no tratamento do câncer pelo SUS.

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Transcrição
00:00abril, né? Hoje é o dia mundial de combate ao câncer, essa doença perigosa que tira
00:04alegria também de várias famílias, é um número que cada vez fica mais relevante
00:11quando a gente fala dos diagnósticos de câncer, mas é um número também muito
00:16difícil para quem enfrenta o tratamento em regiões diferentes da cidade.
00:22Muitos pacientes precisam sair do próprio município para fazer radioterapia, por
00:26exemplo. Vamos falar sobre a diferença da forma de enfrentar o câncer agora, nessa
00:31data importante, nessa data que marca essa luta contra o câncer, com a oncologista da
00:36Beneficência Portuguesa, doutora Veridiana Camargo. Ela está na ponta do vídeo, na
00:40ponta da linha, para conversar conosco. Olá, doutora, bem-vindo ao Morning Show, bom dia.
00:46Bom dia, Fernanda, é um prazer estar aqui, muito obrigada pelo convite. Alegria é nossa, doutora.
00:51A gente tem números expressivos aqui quando a gente fala da luta contra o câncer, né?
00:55São quase 800 mil diagnósticos por ano, né? 2 mil diagnósticos por dia. Uma luta
01:01que fica diferente de acordo com a posição onde cada um desses pacientes moram, né?
01:08No Norte, no Nordeste, fica mais difícil do que aqui no Sudeste para encontrar o tratamento?
01:16Sim, infelizmente, esse é um estudo que o doutor Fábio Moraes publicou, né? Uma revista
01:22recente e ele mostrou isso. Foram 800 mil casos avaliados, né? No SUS e vendo que os pacientes do
01:30Norte e Nordeste têm que caminhar muito para conseguir chegar ao setor de oncologia, de
01:36radioterapia, para conseguir receber o tratamento. Isso mostra a nossa heterogeneidade dentro do Brasil, né?
01:43São poucas máquinas de radioterapia, poucos centros de oncologia em Norte e Nordeste, diferente do Sul e Sudeste,
01:51que os pacientes têm um acesso mais fácil a esses tratamentos. Por isso, às vezes, eles chegam com um
01:57diagnóstico, às vezes, mais tardio, talvez, também.
02:00Exatamente, diagnósticos tardios. A questão é essa, né? Nos homens, o maior inimigo é o câncer de próstata.
02:07Nas mulheres, o câncer de mama, tipos de câncer que são perigosos, mas evitáveis. O diagnóstico
02:14poderia mudar esse quadro aí de 240 mil mortes por ano, né, doutora?
02:19Com certeza. A gente tem visto também um aumento de número de casos em jovens também. Eu acho que isso
02:25é muito do nosso estilo de vida, que tem mudado bastante. Cada vez a gente tem visto pacientes mais
02:32jovens sendo diagnosticados. Então, eu acho que o mais importante é a gente focar justamente na
02:37prevenção, né? A prevenção do câncer. O paciente ter acesso a serviços de prevenção para fazer mamografia,
02:44colonoscopia, para tomar a vacina do HPV e poder prevenir, pegar o câncer na sua fase inicial, né?
02:52Ou até prevenir, pegar o câncer na parte pré-maligna, para conseguir justamente pegar no início e ter a cura,
03:01porque a maior parte dos casos acaba sendo curado, né? 50% são curáveis, né?
03:07Exatamente.
03:08Então, eu acho que é o mais importante.
03:09Um prognóstico que, infelizmente, não existe para tantas pessoas. A gente está aqui no nosso sofá
03:14da discórdia democrática com Dani Vox, uma psicóloga. Alegria enorme recebê-la aqui, Dani.
03:19Eu queria que você fizesse também uma participação nesse enfrentamento contra o câncer,
03:25da parte psicológica, porque a gente sabe que não existe mais hoje a saúde física e saúde mental.
03:30Existe a saúde e a parte de enfrentamento envolve também um trabalho de cabeça boa, de cabeça tranquila.
03:38O que eu desejo é que a gente tenha esse mesmo ambiência de descontração que a gente encontra aqui nesse
03:44sofá
03:44nos espaços onde a gente fala sobre saúde, né?
03:48A prevenção, a forma como se lida com diagnósticos precoces ou não.
03:53Mas a gente tem algo significativo que carrega aí uma cultura social,
03:56que é um estigma muito grande ainda com relação a algumas patologias.
04:00Então, as pessoas, elas fazem o evite da descoberta, viu?
04:04E isso também causa um imenso prejuízo.
04:08A gente ainda tem o fato de pessoas dizerem,
04:10eu prefiro não saber, né?
04:14Ah, vou ao médico por conta de uma situação,
04:16quando eu percebo, saio de lá com duas, três, quatro patologias.
04:19Então, existe ainda uma ignorância quanto a não saber como se está o estado de saúde.
04:26Então, sim, a prevenção deve ser.
04:28Eu estou quase há 20 anos trabalhando na área de saúde
04:31e eu falo que a procura preventiva é algo que eu gostaria muito de atuar,
04:36mas que raramente acontece.
04:37Então, o câncer também é um combate,
04:40mas a gente precisa estar preparado para lidar com isso.
04:43Inclusive ferramentas, né?
04:44Exatamente.
04:45Inclusive acesso, porque a gente está vendo o que a gente está falando,
04:49é que mais de seis, entre dez pacientes,
04:51precisam sair da sua região,
04:54precisam buscar esse tratamento
04:57ou até mesmo esse diagnóstico, né, doutora?
05:01Exatamente.
05:03Esse deslocamento já dificulta para eles, né?
05:06O tratamento é penoso, diminui o apetite deles,
05:10eles ficam fracos, eles têm que ir e voltar.
05:12A radioterapia, por exemplo, é todo dia, né?
05:15São segunda a sexta, eles terem que se deslocar.
05:19Tudo isso dificulta bastante o tratamento desses pacientes.
05:23A gente precisava realmente, nessas áreas que têm menos acesso,
05:27ter mais centros de oncologia
05:29para que esses pacientes não tenham que viajar tanto
05:31para o tratamento, que já é muito penoso.
05:33Uma epidemia silenciosa de câncer.
05:37Esse é o desafio, esse é o alerta, então,
05:40que a gente faz nessa data importante
05:43para a gente desmistificar.
05:44Tinha uma época, né, Dani Vox,
05:46que a gente não podia nem falar a palavra câncer.
05:48Hoje a gente fala de uma doença
05:50que não é só evitável, mas também curável.
05:54Sim, e falar também sobre os quadros de remissão
05:57é muito importante,
05:59porque uma pessoa que vive sem esperança, né,
06:02ela acaba desenvolvendo aí
06:05comorbidades ao câncer.
06:06Então, assim, vem junto o processo depressivo,
06:09uma ansiedade, um nível de irritabilidade,
06:11uma alteração de humor.
06:12Essa distância, a gente precisa pensar no fato de um luto.
06:16Parece que a pessoa fica convidada a estar
06:18na antessala de um velório
06:20quando se fala sobre câncer.
06:22Então, os dados de remissão
06:24também precisam ser postos à mesa
06:27com muita clareza.
06:29Esperança, gente, esperançar.
06:31A última fase aí, segundo o Clube Ross,
06:34sobre o luto é formidável.
06:36Uma pessoa com esperança,
06:37ela tanca os processos do tratamento
06:40de uma maneira muito mais diferenciada
06:43e os resultados são impressionantes.
06:46Esperançar.
06:47A gente precisa conjugar mais esse verbo, né?
06:50Doutora Veridiana, muito obrigado
06:51pela participação aqui no nosso Morbishow.
06:54Muito obrigado.
06:54Obrigado.
06:55Bom dia para a doutora Veridiana Camargo.
06:57Bom dia.
06:57Bom dia.
06:58Bom dia.
06:59A doutora Beneficiência Portuguesa
07:00participando aqui conosco,
07:01marcando o dia mundial de combate ao câncer, né?
07:05E a gente segue aqui dando esse giro.
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