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Um procedimento cirúrgico de estimulação cerebral profunda pode ser a saída para a depressão, que aflige a vida de mais de 300 milhões de pessoas. A cobaia do experimento foi a colombiana Lorena Rodríguez, que já sofre com a doença há mais de 20 anos e que a cirurgia foi como renascer. A psicóloga Danny Vox comenta sobre o caso. Comentaristas: Mano Ferreira, Priscila Silveira e David de Tarso
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Transcrição
00:00Aqui até propondo uma pergunta, aqui logo na largada, que é a seguinte.
00:04Você, do outro lado, por acaso já ouviu falar em tratar a sua depressão ou a depressão com cirurgia?
00:11Pois é, meus amigos, aparentemente um procedimento cirúrgico de estimulação cerebral profunda
00:16pode ser a luz no fim do túnel para as mais de 300 milhões de pessoas que lutam contra a depressão mundo afora.
00:23E aqui, realmente quem acabou tomando a dianteira e sendo a cobaia desse experimento, ao que tudo indica bem sucedido,
00:32foi a colombiana Lorena Rodriguez, que viveu mais de duas décadas entre crises de ansiedade e episódios depressivos
00:38e ela foi a primeiríssima pessoa, pessoal, no planeta a passar pelo procedimento que implantou eletrodos em áreas do seu cérebro.
00:45Eletrodos, né? E é uma super novidade no tratamento da doença.
00:49A Lorena, que antes até declarou, e aqui eu abro aspas para a Lorena, tá?
00:53O próprio cérebro parecia trair ela, trair ela.
00:55Essa é uma palavra forte, mas acho que reflete bem o sentimento.
00:59E ela afirmou que a cirurgia, abro aspas novamente, foi como renascer, fecha aspas.
01:03Mas, calma, calma, calma, pera lá só um pouquinho, porque a cirurgia ainda não foi aprovada pela FDA,
01:08a Food and Drug Administration, o controle, enfim, dos medicamentos americanos.
01:12Mas vamos nos aprofundar nesse assunto, acompanhados da nossa querida psicóloga Dani Vox,
01:17sempre aqui com o Papo Reto, para a gente poder falar sobre o quão difícil é realmente se curar da depressão.
01:23É um bom presságio esse papo aqui da nossa querida colombiana, porém, não é para todo mundo ainda não.
01:29É um luxo ainda que todo mundo pode se dar, apesar de ser animador, não é isso?
01:34O luxo mesmo deveria ser a saúde emocional, né?
01:38Esse é um luxo que eu estou esperando que seja acessível da forma mais rápida e veloz.
01:45E, longe de mim, criticidade alguma com relação à evolução científica e cirurgias em relação a isso.
01:51A questão é que a depressão é uma patologia de transtorno de humor, né?
01:56Então, ela tem algumas características, ela não surge assim apenas do nada, né?
02:02E ela, com certeza, não vai deixar nas macas cirúrgicas a sua bagagem.
02:07Muito bem colocado.
02:08Você não tem um componente fisiológico na depressão, mas não é só fisiologia, né?
02:13É, e a severidade desse imediatismo na resolução.
02:17No caso dela, nós falamos de duas décadas e longe da gente dizer o que ela passou dos 17 anos para frente.
02:23A questão é que ainda aos 37, a gente pode imaginar o que ela poderia estar vivenciando e outras pessoas nessa mesma faixa etária
02:32para trazer para a sua vida uma condição de vida mais saudável, né?
02:37Então, quando a gente fala do transtorno de humor, quando a gente fala da depressão em si,
02:40como qualquer patologia, ela tem multifatoriedades.
02:44Então, assim, a gente precisa observar a subjetividade com que cada pessoa desenvolve a patologia.
02:49Sem dúvida.
02:49E talvez por isso, essa não aprovação tão imediata de um procedimento cirúrgico.
02:55Então, avançar sim, mas questionar causas, porque também os riscos cirúrgicos existem.
03:02Agora, a palavra que ela falou, o cérebro traía ela.
03:05E depois da cirurgia, quase foi um renascimento.
03:07Palavras fortes de quem teve que amargar essa baita de uma doença desgraçada por tanto, tanto tempo.
03:13Que fiquem à vontade aqui para...
03:14Nossa, eu estou refletindo diante disso, do caso que a gente trouxe há pouco,
03:18desse homem que acabou matando o gari.
03:21Porque a gente tem visto episódios, assim, de pessoas bombadas que utilizam muito provavelmente hormônios, né?
03:26Isso não foi constatado.
03:27Mas uma percepção, assim, que a gente vê de homens que são grandes, né?
03:32Os caras são fortões, tudo, e utilizaram muito provavelmente hormônios.
03:35Com essa questão do comportamento...
03:37Hormônio é uma coisa anabolizante e outra, né?
03:39É, anabolizantes, né?
03:40Com a expressão, o que hoje em dia é gourmetizar uma coisa, né?
03:44Tá falando dos bombadões.
03:45É, de bomba.
03:46O suco.
03:47Exatamente.
03:47Porque mexe muito com o humor também.
03:49Tem esse efeito adverso.
03:51E aí, os procedimentos que às vezes hormonais, que podem desencadear,
03:55será que realmente tem uma relação para a gente conseguir tratar a depressão?
04:01Colocar o efeito reverso?
04:03Na verdade, a gente precisa fazer um chamamento de atenção para qualquer imediatismo.
04:08Então, se você adoece ao longo de 30 anos, em 30 dias você quer uma cura imediata.
04:12Isso não se estabelece nem com o melhor profissional do mundo.
04:16Tem uma parcela aí de fenômenos que acontecem dentro de tudo isso.
04:21As mulheres, por exemplo, que usam exageradamente medicações ansiolíticas e antidepressivos
04:28para o falso emagrecimento, tendenciosamente desencadeiam patologias muito severas.
04:36Porque começa-se a conversar no cérebro, nas áreas onde ficam responsáveis os neurotransmissores
04:42capazes de causar, em uma baixa significativa, transtornos permanentes e cronicidades.
04:51Então, por exemplo, a gente percebe que as pessoas, elas, para uma busca excessiva de um, sei lá,
04:56de uma performance, elas vêm adoecendo de forma velada.
05:01E o mais grave, aplaudidas.
05:04Não, e tem a questão também da...
05:05A mulher é um exemplo, acho que muito lógico disso, da TPM, né?
05:08A mulher, quando está na TPM, é uma mudança de humor, assim, e fica depressiva, fica raivosa, enfim...
05:15Open-Barn-Coise?
05:16Nem ela que ela está no próprio corpo.
05:18É verdade.
05:19E aí, a similidade com a fala dela.
05:22Então, assim, o meu cérebro me traía, parecia...
05:24E esse renascimento, ele tem a ver com durabilidade.
05:29Então, eu volto a dizer, é muita cautela em relação a resultados imediatos.
05:35Então, as pessoas perguntam muito, o psicólogo tem problema com medicação?
05:38Nenhum.
05:39Nenhum.
05:40Né?
05:40Mas a cautela desses efeitos reversos.
05:44Fica à vontade, Mari, também.
05:45Não, eu queria entender quais são os riscos, né, também, que estão envolvidos numa coisa mais invasiva.
05:52Porque é o que você está falando, você tem risco no uso de medicação, se você tem risco até de desenvolver problemas relacionados à depressão
06:00ou qualquer problema de saúde mental por uso de hormônios, de remédios, enfim...
06:04Enfim, deve ter um dark side também e algum risco importante de você ir diretamente para uma solução tão invasiva como a cirurgia.
06:16Eu estou errada?
06:16Eu queria...
06:17Perfeito, Neguinha.
06:18Falou cirurgia...
06:21Risco.
06:21Para um paciente chegar a uma mesa cirúrgica, todos os procedimentos que são feitos.
06:28Aí eu chamo de novo a atenção.
06:31As pessoas estão muito preocupadas com o lugar da saída e com o lugar da chegada.
06:34E pouco com o trajeto.
06:36Então, quando a gente fala de saúde emocional, saúde mental, tudo que envolve isso.
06:41Quais são as mudanças que esse indivíduo está preparado e ele está disposto a fazer com suas rotinas
06:48para galgar um caminho mais saudável?
06:52A questão é o tempo.
06:54Quanto tempo isso leva?
06:56Então, assim, a contemporaneidade agrava absurdamente isso.
07:00Para que eu vou levantar cedo e fazer um negócio se eu posso injetar?
07:04Para que eu vou mudar uma rotina se eu posso tomar?
07:08Então, assim, as pessoas têm escolhido caminhos mais curtos.
07:12E a cirurgia, volto a dizer, nada contra mesmo.
07:14A gente precisa evoluir cada vez mais e chamar a atenção da gente
07:18de forma muito otimista, inclusive.
07:20Porém, as causas ainda são causas muito mais reais.
07:25Quer ver uma questão muito importante?
07:29As pessoas voltam para o seu lugar de origem.
07:31Em que sentido?
07:32Você sai da maca de uma cirurgia, mas você volta para o seu lugar de origem.
07:37Das suas rotinas, das suas práticas.
07:40Então, toda a ambiência que te reforçou para o adoecimento,
07:44ela permanece lá.
07:45É verdade.
07:45A única pessoa que foi alterada, o único cérebro que foi movimentado,
07:51estimulado para uma melhora, foi o seu.
07:53Se você não muda de comportamento, de hábito, talvez acabe voltando para a doença.
07:58Exatamente.
07:59No momento que a gente vai se despedir de todo mundo que nos ouviu pela rede
08:02Jovem Pan de Rádio Morning Show, vai ficando por aqui.
08:04Tchau.
08:05E para frente, sempre com todos vocês ainda nos assistindo
08:08nas multiplataformas da Jovem Pan.
08:09E aqui só um papo reto, até porque muita gente acaba, enfim,
08:14enfim, de alguma forma tentando dizer que está deprimido,
08:17estou deprimido, virou...
08:19As pessoas banalizaram esse sentimento, pelo menos da boca para fora algumas vezes, né?
08:22Mas só para a gente ter precisão aqui no diagnóstico,
08:25e quando realmente justifica você procurar ajuda médica
08:28para realmente entender se você, de fato, cruzou a fronteira científica
08:32de estar em um estado deprimido.
08:34As pessoas têm dificuldade de nomear sentimentos, ponto.
08:38Total.
08:39Existe...
08:39Esse é um gap, essa é uma fraqueza nossa,
08:41e a sociedade reforça isso nas ludibriações.
08:44Fique bem, fique bem, esteja bem, seja forte, corajoso, seja bem, bem, bem.
08:48Então as pessoas compraram essa aversão de si,
08:51logo em dias nublados...
08:54Eu sou nordestina, no dia nublado eu fico triste.
08:58Sei como é dele.
09:00Não estou depressiva por isso.
09:02Amanhã, se sair sol, eu vou sorrir absurdamente.
09:06Somos dois.
09:06Então, assim, um diagnóstico tem a necessidade de ser realizado por profissionais
09:13de maneira técnica.
09:15A depressão, por exemplo, ela tem a curiosidade,
09:18ela tem estados leves, moderados, severos.
09:22A cirurgia, por exemplo, é uma indicação para casos muito severos.
09:26Mas aí volto a dizer, na subjetividade, quem é que define isso?
09:31Então não é você que acorda e diz como exatamente o mundo vai perceber você.
09:37Você só pode dizer como você está se sentindo.
09:40Espetacular.
09:41Dani Vox, eu falo por mim aqui, tenho certeza que a nossa audiência também é bancada também.
09:45Eu sou teu fã, obrigado aqui, sempre desfilando.
09:48Esse carisma é importante.
09:49E conta a gente, como sempre.
09:50Obrigado, volte sempre, estava com saudade.
09:52E vem, volte sempre aqui o Morning Show.
09:54É tua casa, por que não?
09:5511 horas e 58 minutos.
09:57Vamos que vamos com a palavra do dia, por que não?
09:59Palavra do dia.
10:00Palavra do dia.
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