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O Ministério da Fazenda oficializou nesta terça-feira (7 de abril de 2026) a indicação do secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, para uma vaga no Conselho de Administração da Petrobras.

A movimentação ocorre em um momento de alta do petróleo e pressão sobre a política de preços da estatal. A escolha de Mello, economista de confiança do ministro Fernando Haddad, é vista como um esforço do governo para alinhar as decisões de investimento da petroleira com as metas de transição energética e controle inflacionário, visando maior harmonia entre a Fazenda e o comando da companhia.

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Transcrição
00:00O governo, depois de desentendimentos em relação ao preço do gás, a Petrobras faz mudanças internas.
00:07Reportagem de Rodrigo Viga.
00:09Tem dança das cadeiras na Petrobras.
00:11Motivos técnicos e políticos por trás dessas alterações no Conselho de Administração e na diretoria executiva.
00:19Temporariamente, o Conselho de Administração, o órgão mais importante da petroleira brasileira, tem um novo presidente.
00:25É Marcelo Veik, é Pugliese.
00:29Veio do governo federal.
00:32Ele assumiu essa cadeira na vaga de Bruno Moretti, que foi indicado e já assumiu o Ministério do Planejamento, Orçamento
00:39e Gestão.
00:40Mas o governo quer um outro nome definitivo, ou por mais tempo, do comando do Conselho de Administração da companhia.
00:49É Guilherme Melo, secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda.
00:53Como existe uma excelente relação entre governo federal e diretoria da Petrobras, não haverá óbvios obstáculos para a aprovação do
01:02nome de Guilherme Melo.
01:04As mudanças também atingiram a diretoria executiva da Petrobras.
01:10A Angélica Laureano assumiu a importante diretoria de logística e comercialização da Petroleira Brasileira.
01:20Essa diretoria faz parte, junto com as diretorias financeiras e a presidência da Petrobras,
01:28daquele grupo que define os preços dos derivados de petróleo aqui no mercado interno.
01:34Ela assume a vaga de Cláudio Schleser, que saiu chamuscado da empresa após uma decisão da diretoria dele,
01:44que acabou repercutindo no Palácio do Planalto.
01:47Muitas reclamações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva,
01:51com relação a um leilão de GLP com o ágio promovido pela Petrobras com aval de Cláudio Schleser.
01:59O governo federal tem feito um esforço enorme para minimizar os impactos da guerra do Brent
02:05sobre os preços dos combustíveis aqui no mercado interno.
02:10A cúpula da empresa havia recomendado a não realização desse leilão de GLP,
02:15mas, mesmo assim, ele acabou sendo executado para a fúria do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Rio.
02:25Rodrigo Vioga.
02:27Ô, Denise, de novo volta a discussão sobre possíveis interferências políticas na Petrobras.
02:32Não é a primeira vez e não vai ser a última, né?
02:34É, dessa vez não é só interferência política.
02:36A interferência na gestão financeira da empresa foi realizada no leilão de gás.
02:41O governo não gostou do ágio que foi aplicado, muito acima do que era o preço mínimo.
02:45A gente sabe todo o esforço que o governo vem fazendo para tentar minimizar o impacto
02:50da alta do petróleo no exterior sobre os preços internos.
02:53Então, isso acabou defragrando todas essas mudanças na direção da empresa.
02:57Então, é uma questão muito complicada, porque o governo tem essa ingerência toda
03:02na formação da diretoria, troca presidentes da estatal quando desagradam.
03:07Isso não é exclusividade do atual governo, já aconteceu também no passado.
03:11No atual, vem se comportando relativamente bem em termos de condução dos preços,
03:16apesar dessa situação de crise.
03:18Mas tem todos os efeitos para os acionistas, porque isso pode mexer com resultados da empresa,
03:24distribuição de lucros e dividendos.
03:26Então, é uma interferência que não deveria ter.
03:28O governo é o maior acionista, só que a Petrobras é uma empresa de capital aberto, né?
03:33E aproveitando, o presidente do Banco Mundial hoje deu inúmeras declarações falando que a guerra no Oriente Médio
03:39pode prejudicar o crescimento da economia e ele também fez citações sobre a inflação.
03:45É claro que essas declarações vieram antes desse desfecho que tivemos no fim do dia,
03:50mas quais são as preocupações, algo que pode já se verificar na prática, Denise?
03:54Olha, vamos dizer, eu não sei se o nome dele é exatamente esse, o Jai Banga, ele que fez essas
03:58projeções.
03:58Semana que vem haverá uma reunião do Banco Mundial e também do FMI que devem anunciar formalmente
04:04a revisão das projeções em função de todo esse cenário.
04:08E ele falava das repercussões, tanto numa guerra de curta duração, que é o que ainda pode acontecer,
04:14mas ele já prevê uma redução do PIB potencial global, que era previsto em 2,83% a expansão.
04:22Ele falou que uma guerra curta pode ficar entre 0,3 e 0,4 a menos dessa projeção.
04:29Uma guerra mais longa, a diminuição do potencial de crescimento global poderia cair até 1 ponto.
04:36Então nós vamos ver qual vai ser o efeito dessa guerra no geral e ele prevê que a inflação mundial
04:42possa ser afetada em até 0,9 ponto percentual.
04:46Então é um crescimento menor da economia mundial com mais inflação.
04:50E ele mandou um recado que talvez seja importante para o Brasil.
04:53Ele até cogita a possibilidade de os países mais prejudicados pedirem ajuda.
04:59Tem um fundo de reserva em casos de crise.
05:02Isso foi usado, por exemplo, durante a pandemia.
05:04Então os países poderiam ter acesso a o que ele chama de janelas de crise.
05:10Acesso a cerca de 30 bilhões de reais através desse procedimento por dois ou três meses
05:15e até 70 bilhões de dólares ao longo de seis meses.
05:20Os países comprovarem que estão com dificuldades de fato por conta da crise energética.
05:25Agora ele recomenda aos países que não deem muitos subsídios,
05:30que não possam pagar e possam comprometer o futuro das contas públicas.
05:35Então fica uma interrogação.
05:36Se o Brasil está tendo responsabilidade fiscal ao implementar todos esses cortes de tributos
05:41para garantir combustíveis mais baratos.
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