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O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) deixou o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços para cumprir a regra de desincompatibilização eleitoral. Confirmado como pré-candidato à vice-presidência na chapa do presidente Lula (PT), ele agora deve se dedicar à campanha e às atividades na vice-presidência. O governo ainda avalia quem será o substituto de Alckmin na pasta.
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NotíciasTranscrição
00:00O vice-presidente Geraldo Alckmin, ele deixa hoje o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
00:08Quem tem as informações, o Igor Damasceno, né?
00:11Daqui a pouco ele estará conosco aqui pra trazer todas essas informações.
00:15Agora sim, Igor Damasceno.
00:17Hoje foi o último dia de Geraldo Alckmin à frente do Ministério do Desenvolvimento da Indústria, Comércio e Serviços.
00:24A Alckmin foi confirmado pelo presidente Lula como pré-candidato à vice-presidência da República nas eleições deste ano.
00:32Então, por questões de legislação eleitoral, ele precisa entrar no processo de desincompatibilização e agora não pode mais ser ministro
00:42de Estado.
00:43A lei eleitoral permite que ele fique ainda à frente da vice-presidência da República durante esse período.
00:50Ficou em aberto quem será o substituto de Geraldo Alckmin.
00:55Se seria Márcio Elias Rosa, o atual secretário executivo da pasta, ou Márcio França, ministro do empreendedorismo.
01:03A decisão está nas mãos do presidente Lula, que ainda vai bater o martelo.
01:08Hoje houve um café de Alckmin com jornalistas nessa despedida ali do MDIC.
01:14Ele respondeu a duas questões. A primeira delas sobre Ronaldo Caiado, pré-candidato à presidência pelo PSD, que se colocou
01:21como uma terceira via.
01:23Na avaliação de Geraldo Alckmin, é normal que tenha uma terceira via.
01:27Mas ele defende que haja uma redução no número de partidos, porque isso pode atrapalhar a governabilidade.
01:34Diferentemente de outros países, que geralmente tem cinco, seis partidos, dois maiores que se alternam no poder, mas três ou
01:43quatro que formam maioria, nós temos trinta, mais de trinta.
01:48Então é natural que você tenha mais candidatos, eu não vejo problema nisso.
02:14Outra questão foi sobre a crescente popularidade de outro pré-candidato, que é Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal.
02:22Algumas pesquisas já o apontam à frente de Lula, inclusive.
02:26Alckmin disse que essas pesquisas de opinião pública, elas retratam o que está acontecendo no momento, e que não necessariamente
02:33vai se concretizar na época das eleições, marcada para 4º de abril.
02:39Pesquisa, ela é momento. É momento. Aliás, a maioria das pesquisas, o Lula até está na frente.
02:45Mas tem pesquisa que pode não estar. O que vai valer mesmo é depois que começa a campanha eleitoral.
02:55A campanha é um aumento alto da vida pública, que você vai poder comparar.
03:02Você vai poder comparar, mostrar, comparar governos.
03:07E ele disse que agora vai sair do Ministério do Desenvolvimento da Indústria para se dedicar à vice-presidência e
03:14à campanha eleitoral.
03:16Voltamos ao estúdio.
03:18Dezoito horas e trinta minutos, estamos de volta em toda a rede Jovem Pan.
03:23E vamos conversar com o Cristiano Beraldo sobre esse tema aí.
03:27Alckmin, então, foi oficializado, vai repetir a chapa.
03:30Você sabe, Beirado, que eu acompanho a política há um tempo aqui em São Paulo e acompanhei o embate entre
03:36PSDB e PT.
03:37Havia essa polarização constante.
03:40Geraldo Alckmin foi eleito quatro vezes o governador.
03:43O grande adversário era justamente o PT, em âmbito estadual e também federal.
03:49E eu me lembro que na campanha anterior, quando a gente chegou lá para o anúncio do Lula ou Alckmin,
03:54o Alckmin inclusive não foi porque ele estava, na época, com o Covid-19.
03:58Foi apenas o presidente Lula e havia a colocação das duas figuras, as duas fotos do Alckmin e do Lula.
04:07E para quem cobriu todo esse ambiente polarizado anteriormente, o pessoal das antigas olhava e falava
04:13Nossa, mas que associação, né?
04:15E naquele momento o presidente Lula estava dizendo o seguinte, que ele estava sendo candidato para unir o país.
04:21Embora sempre ele dividia o pobre e o rico, nós contra eles, mas evidentemente essa era a promessa.
04:26E o Alckmin seria essa questão mais ao centro para trazer esse equilíbrio nessa chapa, evidentemente.
04:35E como você avalia agora?
04:36Então nós temos a repetição, então é a forma que o PT vai agora definido com Lula e Alckmin mais
04:43uma vez.
04:44Zé Marcelo, na verdade a gente até precisa lembrar que conforme o calendário eleitoral,
04:50hoje, ou na verdade amanhã, é o prazo para desincompatibilização.
04:55Ou seja, qualquer pessoa que exerça um cargo público e queira se candidatar nas eleições,
05:01precisa sair deste cargo público seis meses antes da eleição.
05:06Então é isso que o Alckmin está fazendo.
05:09A confirmação da chapa se dará em julho durante as convenções.
05:15Então até lá muita coisa ainda pode acontecer e pode acontecer tanto na composição dos candidatos do Partido dos Trabalhadores,
05:25assim como em outros partidos.
05:27Agora, o que me chama muita atenção, Marcelo, o Alckmin, como você disse,
05:32foi governador do estado de São Paulo quatro vezes, o estado mais importante,
05:37o estado que mais avançou no Brasil, que hoje oferece índices mais elevados em geral do que outros estados brasileiros.
05:48Mas o Alckmin, quando vai dar uma entrevista às vésperas de um início de um período eleitoral,
05:57já com esse calor das eleições queimando no Brasil,
06:02ele faz um discurso para falar obviedade sem absolutamente a menor relevância.
06:08Dizer que pesquisa o retrato do momento, puxa vida, nós não tínhamos chegado a essa conclusão.
06:15Falar de aquelas coisas ali que não tem absolutamente nenhuma relevância.
06:20Ele foi ministro da indústria do comércio de um país que não tem absolutamente nenhum projeto de longo prazo,
06:25nem para a indústria, nem para o comércio, nem para o serviço, nem para nada.
06:29Teve atuação na negociação com os Estados Unidos, foi lá,
06:35teve uma dificuldade danada para ser recebido, para falar com alguém,
06:38não conseguiu exercer uma liderança nessa negociação.
06:42O próprio Estados Unidos foi e voltou com essas tarifas,
06:45conforme os interesses deles e não conforme os interesses do Brasil.
06:49Depois fizeram um acordo aqui de terras raras,
06:51vão levar a nossa matéria-prima para desenvolver tecnologia longe daqui,
06:55então eu fico perguntando qual foi a contribuição efetiva de longo prazo
07:01que o ministro Geraldo Alckmin trouxe para o Brasil e eu não consigo encontrar uma resposta.
07:08Portanto, a reedição dessa dupla Lula com Alckmin,
07:13na verdade é a reedição de um interesseiro em querer passar a impressão
07:19de que é alguém ponderado, que fala com o centro e de alguém que carece de personalidade,
07:27carece de sangue quente correndo nas veias,
07:30que vai se sujeitando a abraçar aquele que até outro dia era o criminoso que voltava à cena do crime,
07:37mas hoje muito conveniente é o seu ticket para morar num palácio
07:42e ter toda uma infraestrutura de motoristas, secretários, carros, aviões da FAB e por aí vai.
07:49Portanto, é a reedição de uma chapa que envergonha o Brasil.
07:54Mota, como disse bem o Beraldo, nós temos esse período da desincompatibilização,
07:59dia 4, o limite, e até realmente as convenções muita coisa pode acontecer.
08:04A princípio, hoje, ele seria o candidato a vice novamente.
08:08Mas muito também se especulou se o PT poderia já, praticamente na última eleição do Lula,
08:14ele já colocar o nome do próprio PT ou então amigo do PT, do partido,
08:20para que ele pudesse já poder disputar a próxima eleição numa eventualidade do Lula,
08:26não disputar a próxima eleição, evidentemente.
08:28Essa seria a reeleição agora.
08:30Como é que você avalia essa chapa agora e muda alguma coisa no cenário também?
08:36O ex-governador e agora ex-ministro e ainda vice-presidente escreveu seu nome na história.
08:44Mas há quem diga que não foi da melhor forma.
08:47Ele ficou conhecido como ferrenho, opositor do Partido dos Trabalhadores,
08:52ao qual ele se referiu várias vezes da forma mais dura possível.
08:57Só para, alguns anos depois, dar uma volta de 180 graus e se tornar aliado, participar da mesma chapa.
09:09Ele virou defensor daqueles que ele mesmo atacava.
09:14Olha, é possível que exista alguma explicação moralmente aceitável.
09:21Agora, para muita gente, isso foi apenas a confirmação da famosa teoria do teatro das tesouras,
09:29que dizia que PT e PSDB são apenas duas faces do mesmo projeto de poder.
09:38E Davi, ela fala-se o seguinte, né?
09:40Que nenhuma religião consegue tanto acordo assim, que nem a política.
09:45A política faz milagres, assim, né?
09:47Nem a religião consegue inimigos históricos ficarem amigos, mas a política consegue.
09:55É, Marcelo, você sabe que tem uma grande frase de um ex-Sancheler da época da Alemanha, da Prússia,
10:03quando a Prússia se tornou Alemanha, Otto von Bismarck.
10:06Ele dizia o seguinte, na política não há amigos ou inimigos permanentes,
10:15há apenas interesses permanentes.
10:18E isso parece, é o que ditou esse cavalo de pau de Geraldo Alckmin na sua carreira política,
10:27apoiando Lula, endossando Lula e agora renovando este apoio, mantendo-se na chapa.
10:34Mas um ponto que eu gostaria de destacar aqui é o seguinte,
10:39não podemos esquecer que o PT tentou fazer de tudo para trazer um partido mais robusto para a aliança do
10:48governo
10:49em troca da vice-presidência.
10:53Ou seja, Geraldo Alckmin estava sendo rifado a céu aberto para acomodar um grande partido.
11:01O problema é que os grandes partidos também seguem as pesquisas eleitorais
11:07e veem a cada dia que estar na chapa de Lula é uma grande roubada.
11:15Um governo que é rejeitado por mais de 54% do eleitorado,
11:19num ano difícil, onde o brasileiro sente o bolso cada dia mais vazio,
11:27porque, afinal de contas, 81 milhões de brasileiros estão inadimplentes
11:32porque temos a taxa de juros mais alta do mundo.
11:36E por que temos a taxa de juros mais alta do mundo?
11:39Porque temos um governo que gasta muito mais do que arrecada
11:43e passa essa conta para a população por meio do aumento da taxa de juros.
11:49Essa é a verdade.
11:50O seu bolso está vazio?
11:52A culpa é desse governo.
11:53A culpa é da taxa de juros.
11:55E a taxa de juros é alta porque o governo gasta mais do que arrecada.
11:58Ou seja, o governo Lula vive no cheque especial
12:03e passa a conta para nós.
12:06Então, Marcelo,
12:08o partido não conseguiu atrair nenhum grande partido para a aliança.
12:12O único que se manteve fiel e que tem algum peso
12:18foi PSB, partido de Geraldo Alckmin.
12:24Daí a renovação desta aliança com Geraldo Alckmin.
12:29É o que sobrou para Lula, o PSB.
12:34Delegado Paulo Lombo, esse é o sentimento lá em Brasília.
12:38Claro que nós estamos ainda, um período ainda,
12:40claro, a polarização desde o ano passado vai continuar cada vez maior.
12:45Mas ainda não chegamos nesse período eleitoral.
12:47Então, o pessoal está analisando qual canoa que vai entrar mesmo?
12:52É exatamente isso.
12:54Eles estão vendo que é melhor para eles,
12:56para os dirigentes partidários e para o partido.
12:59Não é para o povo.
13:01Dirigente partidário não se preocupa muito com o povo, não.
13:04Está preocupado com eles.
13:05E essa leitura do Davila é a mesma que a minha.
13:08Não sobrou ninguém, vai esse mesmo.
13:11É por isso que a política, eu sempre falei isso,
13:13que é um ambiente onde a maioria está preocupada com eles mesmos.
13:17É importante se manter no poder?
13:19Não tem problema.
13:20Eu vou para lá, vou para cá, vou para o lado B, vou para o lado C,
13:24vou para a direita, vou para a esquerda.
13:26Falei da cena do crime, mas agora está lá também.
13:29Ou seja, parece que o povo se esquece.
13:31Vale tudo pelo poder para alguns.
13:34É por isso que alguns políticos, eu me incluo nessa,
13:38andam com poucas pessoas, passos curtos e firmes,
13:41mas sem muita aliança.
13:43Eu praticamente não tenho aliança nenhuma,
13:45porque eu não consigo entender como que uma pessoa fala uma coisa,
13:50ofende, xinga, coloca outras pessoas em ambientes criminosos,
13:54e depois está lá abraçando, aceitando absolutamente tudo,
13:58seja como ministro, seja como vice, eu não consigo entender isso,
14:02não vou aceitar nunca, mas infelizmente a política é assim mesmo.
14:07Eles vão vendo o que é melhor para eles.
14:09Ah, vai ficar no poder? Não tem problema.
14:12Vou para o lado A, B, C, vou para o lado da direita, vou para o lado da esquerda.
14:15O importante é isso.
14:17É por isso que quando a gente vê muitos candidatos aí falando de conservadorismo,
14:21ou mesmo da esquerda, eles vão para o lado que for melhor para eles.
14:25Depois, quando eles sentam na cadeira, a conversa muda, o voto muda, os interesses mudam,
14:31aí vem emenda, vem poder, vem cargo, e eles pensam em si, não pensam na população.
14:37É por isso que a gente vê um congresso que foi eleito quando saiu essa legislatura
14:42como um congresso extremamente conservador.
14:46Mentira, engano.
14:47A maioria ali foi para o lado deles, do cargo, da emenda, do poder, das alianças,
14:53para se manter no poder.
14:55Se ele se submeter a isso mais uma vez, eu não vou me espantar em absolutamente nada.
15:00Porque como o Beraldo mesmo falou, uma pessoa que fala da cena do crime
15:03e depois está lá com aqueles alinhados que ele mesmo colocou na cena do crime.
15:07Aí fica difícil acreditar no político brasileiro.
15:10E, Beraldo, como disse o Palumbo, a gente não tem um projeto de Estado,
15:15quer dizer, independente de quem sentar na cadeira principal lá em Brasília,
15:19seguir a questão de infraestrutura, logística.
15:23Você falou da questão dos combustíveis, a gente não tem uma reserva,
15:26tem uma petrolífera importante, uma das maiores do mundo, mas não tem reserva.
15:30Tem etanol, mas sobe a gasolina, automaticamente o etanol sobe, sem nenhuma explicação.
15:34Quer dizer, a gente não está preparado.
15:36Quer dizer, o longo prazo para o político é a próxima eleição mesmo?
15:39Pois é, isso fica muito evidente, Marcelo, no caso de Geraldo Alckmin,
15:44porque ele foi governador do Estado de São Paulo, quatro vezes o Estado de São Paulo.
15:48Ele oferece boas referências em relação à infraestrutura,
15:53o desenvolvimento da indústria, o desenvolvimento do serviço,
15:58tem rede de hospitais avançados, reconhecidos.
16:02Então, isso tudo está dentro do Estado que Geraldo Alckmin conhece como a palma da mão.
16:06E aí ele vai para Brasília, no papel de vice-presidente da República,
16:11e se contenta com um país, um governo que não resolveu nenhum dos verdadeiros problemas do país.
16:18Veja só o que aconteceu com a segurança pública,
16:22onde o nosso querido delegado Palumbo é um dos grandes militantes desse tema.
16:28Nós estamos diante de um país absolutamente dominado pelo crime organizado.
16:33O presidente Lula fica falando para a plateia,
16:37diz, ah, eu pedi ao Trump para ele mandar.
16:39Por que o presidente Lula não age aqui para enfrentar e prender criminosos aqui?
16:46Nós estamos há pouco tempo de ver Marcinho VP sair pela porta da frente do presídio.
16:53Isso sim é um problema.
16:55Nós temos a cada dia mais territórios dentro do Brasil que são dominados com mão de ferro pelo crime organizado.
17:05Não há resposta para isso.
17:07A nossa infraestrutura é um vexame.
17:10Os nossos aeroportos são um vexame.
17:13O Brasil hoje não se aproxima de países europeus ou asiáticos.
17:18O Brasil se aproxima de países atrasados da África.
17:22O Vietnã, que estava destruído por uma guerra há quatro, cinco décadas,
17:28hoje é mais relevante do ponto de vista econômico do que o Brasil.
17:31O Brasil não tem projeto para absolutamente nada.
17:33E aí vai o Geraldo Alckmin, um médico experiente na política,
17:39acha que está tudo bem por causa disso que você falou, Marcelo.
17:43A preocupação é exclusivamente com a próxima eleição.
17:46E aí vai o Geraldo Alckmin.
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