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O assessor especial da Presidência, Celso Amorim, afirmou que o pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que a China compre mais soja é "quase uma guerra" com o Brasil. Os comentaristas Deysi Cioccari e José Maria Trindade analisam o assunto.

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Transcrição
00:00O assessor especial da presidência, Celso Amorim, afirmou que o pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,
00:07para que a China compre mais soja é quase uma guerra com o Brasil.
00:11A Janaína Camelo está ao vivo de novo aqui trazendo as informações para a gente.
00:15Detalha mais sobre essa fala de Celso Amorim, né, Janaína?
00:21Pois é, Soraya.
00:23Celso Amorim disse o seguinte, que a estratégia de Donald Trump, nas palavras dele, é de ganhar na força e não ali numa disputa comercial saudável.
00:34E ele disse que nunca viu isso em 63 anos de experiência na diplomacia.
00:40Bom, essa declaração ele deu, Celso Amorim, que é assessor especial para assuntos internacionais do presidente Lula,
00:45ele deu essa declaração durante uma entrevista que ele concedeu ontem ao programa Roda Viva, da TV Cultura.
00:51E ele disse o seguinte, que embora o Brasil, o Brasil ele é o maior exportador de soja para os Estados Unidos, né,
00:56mas embora aí essas tratativas entre Donald Trump e a China, ele disse que não acredita que a China possa abandonar a relação estratégica com o Brasil,
01:07a parceria estratégica com o Brasil.
01:09E aí ele defendeu o diálogo do Brasil com a China e disse isso.
01:13Ele disse que essa informação de que Donald Trump pediu, né, para a China quadruplicar a compra de soja dos Estados Unidos,
01:19revela, nas palavras de Celso Amorim, revela quase um estado de guerra contra o Brasil.
01:25Só lembrando também que ontem à noite o Lula telefonou para Xi Jinping, né,
01:30os dois conversaram ali sobre parcerias estratégicas bilaterais, já que a China é o maior parceiro comercial do Brasil.
01:38E os dois conversaram sobre todas essas questões comerciais, né,
01:41E essa ligação aconteceu exatamente logo depois dessa notícia de Donald Trump pedir aí mais compra,
01:49que a China compre mais soja dos Estados Unidos e logo depois também, logo depois dessa notícia aí,
01:54o presidente norte-americano então decidiu prorrogar por mais 90 dias a trégua tarifária que se encerraria hoje.
02:01Mas, enfim, a preocupação do governo federal, Soraya, é de intensificar o diálogo com a China
02:09e aí evitar maiores prejuízos para a economia brasileira.
02:13Soraya.
02:14Obrigada, Junaína, pelas suas informações.
02:16E sobre esse assunto a gente conversa mais uma vez com os nossos comentaristas,
02:20a Deise Siocari e também José Maria Trindade.
02:23Ô, Zé, a gente tem que lembrar que a China tem um poder de retaliação muito grande, né,
02:28em relação ao Brasil. Será que nesse momento a China tem interesse mesmo de aumentar as relações comerciais aqui com o Brasil?
02:37E essa reorganização do comércio internacional, naturalmente, vai atingir fortemente o Brasil.
02:44Mas existe uma lei universal que é mais forte do que as leis dos tiranos, dos não tiranos e da lei publicada, né,
02:54que é a lei de mercado, assim como a lei da natureza, a lei da gravidade não pode ser revista, aumentada, diminuída ou mesmo extinta por um decreto.
03:04Então, assim, a lei de mercado é de oferta e de procura e existem outras leis da economia muito fortes.
03:10Entre elas, essa organização.
03:12Eu converso aqui sempre com setores representativos da economia que me mostram um quadro diferente.
03:19O setor, por exemplo, de automóveis, né, está preocupado aqui no Brasil com a possibilidade dos Estados Unidos travarem as importações da China e até do Japão
03:31e esses carros que vão sobrar no mundo invadirem, de forma positiva para nós consumidores, o mercado nacional.
03:40Isso vai influenciar, sim, o mercado aqui no Brasil.
03:43Esses carros fabricados que não vão para os Estados Unidos, eles têm que ir para algum lugar e virão para o Brasil.
03:50Os chineses já estão chegando fortemente no mercado.
03:53É só um dos vários exemplos.
03:56A soja produzida no Brasil que não vai para os Estados Unidos e os Estados Unidos são grandes produtores de soja, mas não dá conta do mercado, né.
04:05Então, assim, a nossa é mais competitiva.
04:07Eles fazem uma proteção de lá de milho, de algodão e de soja, mas não conseguem barrar o produto brasileiro.
04:15Esse novo mercado está surgindo como uma forma de guerra.
04:19Um grande pensador, um cientista político israelense chamado Yuval Harari, que é um grande pensador de presente e de futuro,
04:28diz o seguinte, nós já podemos estar na terceira guerra mundial.
04:33E o argumento dele é de que na Segunda Guerra Mundial, vários grupos regionais não sabiam que estavam na Segunda Guerra Mundial.
04:40É uma nova forma de guerra.
04:41A econômica, de informação e a guerra propriamente dita, que ainda não chegou, graças a Deus.
04:49Odeis, isso só mostra também como a nossa economia é tão intrincada e tão uma dependente de outro país e etc.
04:56Hoje, 20% da soja consumida lá na China vem dos Estados Unidos.
05:00Mas, como o Zé bem pontuou, para igualar o que o Brasil atualmente manda para a China,
05:06os Estados Unidos precisariam produzir quatro vezes mais do que do ano passado para cá, por exemplo.
05:10O que também não é da noite para o dia, de uma hora para a outra, que acontece, né, Deise?
05:14É, Nonato, o grande problema do Brasil, ou vai, um dos maiores problemas, né,
05:20é justamente essa falta de diversificação do mercado, né.
05:25Eu sempre lembro, e eu tenho falado muito nisso, porque eu acho que o Ghani alertou muito para isso
05:31quando o Trump assumiu agora, que ele falava que essa era uma das maiores necessidades do país,
05:37da gente diversificar os nossos mercados para não ficar dependente de China e Estados Unidos.
05:43E aconteceu o que está acontecendo agora.
05:44Parece que a única pessoa que não conseguiu entender isso,
05:48ou o único grupo político que não conseguiu entender isso,
05:51foi o grupo do Palácio do Planalto, né.
05:53E o Celso Amorim, nessa entrevista, só para a gente lembrar,
05:56o Celso Amorim, ele foi ministro das Relações Exteriores no governo Itamar Franco,
06:02se eu não me engano, um ano de governo Itamar Franco,
06:04e depois no governo Luiz Inácio Lula da Silva, em 2010.
06:08Então, é uma pessoa que tem, é um diplomata, uma pessoa que tem uma ampla experiência,
06:12e o que ele falou nessa conversa, no programa, ontem,
06:16foi justamente dessa necessidade do Brasil trabalhar com a diplomacia,
06:22que é uma coisa que a gente não tem conseguido fazer,
06:24não negociar sob intimidação, porque a gente tem um mercado forte, né.
06:29A gente precisa justamente diversificar esse mercado,
06:33e não deixar de forma alguma que isso fragilize uma posição internacional que o Brasil tem,
06:39e que pode crescer muito a longo prazo, né.
06:42Isso foi o que o Celso Amorim falou na entrevista ontem.
06:45Então, ele vê nessas tarifas do Donald Trump, não somente um cálculo econômico, né,
06:50mas é óbvio que existe um componente político,
06:52e aí uma tática política associada com esses setores ultraconservadores,
06:57justamente para testar, e aí vem o ponto-chave,
07:01a resiliência do Brasil nessa história toda, né.
07:03E a gente tem demonstrado uma confusão muito grande,
07:06e justamente quando os Estados Unidos testam essa nossa resiliência,
07:10a gente mostra que a gente ainda não está preparado para isso, né.
07:13Então, ceder hoje pode custar muito caro amanhã,
07:18e a gente não fala só em questão as cifras econômicas,
07:20porque já está custando, né, mas a gente fala também em relação a poder.
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