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Um levantamento do Tesouro Nacional divulgado nesta quinta-feira (26) aponta que, apesar da trajetória de queda da taxa Selic, o governo federal deve desembolsar mais de R$ 1 trilhão com o pagamento de juros da dívida pública neste ano.

O montante recorde é explicado pelo estoque elevado da dívida e pela necessidade de rolagem de títulos emitidos em períodos de juros altos.

Assista à íntegra:
https://youtube.com/live/4YeH-jvRils

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Transcrição
00:00Ativo de corte na taxa de juros, o governo deve continuar pagando altos valores em relação à dívida pública.
00:07Repórter Matheus Dias, para nos explicar, trazendo os detalhes, qual é o montante que o governo terá, enfim, de pagar.
00:14Hein, Matheus?
00:18Cerca de um trilhão de reais, viu, Tiago?
00:21Pelo menos levando em conta as projeções do PIB, esse gasto com juros que deve ser pago até 2027.
00:27Sendo que no ano de 2026 ainda pode ter um aumento de 30 bilhões de reais.
00:33Levando em conta que o Banco Central não deve ter a mesma arrecadação grande que teve recentemente.
00:40No caso, o alívio no custo da dívida atrelado aos juros deve ter uma redução devagar, uma redução pequena.
00:46Levando em conta a mesma redução lenta também da própria taxa Selic.
00:50No caso, a outra parte da dívida, essa que é mais ligada ao risco fiscal, essa será refinanciada.
00:56E com altos custos, viu, Tiago?
00:58Hoje, mais da metade da dívida bruta pública do país é atrelada à Selic, a maior taxa de juros em
01:06quase 20 anos.
01:08E recentemente, a pequena redução de 0,25% não foi vista como suficiente pelo Planalto,
01:14que continua cobrando e recobrando essa redução mais acelerada.
01:17Era assim durante o mandato de Fernando Haddad à frente do Ministério da Fazenda.
01:22Agora também, com o Dário Durigan, continua sendo da mesma forma, pedindo por uma redução mais acelerada.
01:28Lula também não cansa de dar depoimentos pedindo essa redução da taxa de juros.
01:32Mas o Banco Central se defende e se respalda pelo risco fiscal, pelo alto gasto público com empresas estatais
01:41e também pelo cenário incerto internacional, levando em conta, claro, guerra no Oriente Médio, alta no petróleo,
01:48para justificar que essa redução da taxa Selic tenha que ser feita de forma mais lenta, viu, Tiago?
01:53Pois é, os desafios do governo, a taxa Selic que onera, acaba onerando, no caso, a dívida do governo.
01:59Até daqui a pouquinho, Matheus, Denise Campos de Toledo, a Selic em alta prejudica todo mundo, né?
02:05Prejudica todo mundo e tem esse reforço da dívida pública também, só que se o governo conseguisse gerar superávites,
02:11cumprir a meta fiscal de uma forma satisfatória, e este ano a previsão é de superávit, pelo menos essa é
02:16a meta,
02:17já criaria uma condição para essa redução da dívida.
02:20Então, falta para o governo também uma gestão mais eficiente das finanças públicas de uma forma geral
02:26para gerar superávites, para poder ter menos pressão sobre a dívida pública.
02:30Agora, sem dúvida, os juros têm um impacto muito forte e houve, inclusive, impacto maior na curva de juros do
02:36mercado,
02:37cobrando mais pelos títulos públicos, com essa mudança toda de cenário em função do Oriente Médio,
02:42em função da pressão sobre os preços que levou o Banco Central já a ser mais cauteloso,
02:47esse corte de apenas 0,25 na Selic, Tiago.
02:51Agora, Denise, aproveitando você aqui, a gente fala um pouco sobre os indicadores, né?
02:55O Banco Central elevou a projeção de inflação para 2026, qual o motivo?
03:00O Banco Central vai fazendo revisões sistemáticas, é isso, né?
03:03É, Oriente Médio já, né? Ele divulgou o relatório hoje, foi aquele de Galípolo que nós falamos mais cedo.
03:09Ele acha, inclusive, que o fato de o Brasil estar com juros elevados é um fator que ajuda a blindar
03:14um pouco
03:15a economia brasileira de todo esse cenário, porque aí não tem necessidade de elevar os juros
03:19caso venham pressões inflacionárias mais fortes.
03:22Mas houve uma elevação na previsão do Banco Central sim, em dezembro a previsão do IPCA deste ano
03:27estava em 3,5%, subiu para 3,9% e ainda está abaixo da nova expectativa do mercado financeiro,
03:34que está em 4,17%.
03:37E ele manteve a projeção de 1,6% de expansão do PIB este ano,
03:42considerando a possibilidade de uma variação ainda menor do PIB caso o conflito tenha continuidade.
03:49Se subir apenas 1,6% a expansão do PIB, vai ser a menor desde 2020, ano da pandemia,
03:56quando houve uma retração de 3,3%.
03:59É o impacto, exatamente, dos juros elevados sobre a atividade.
04:02E o mercado como se comportou hoje?
04:04Olha, mercado bastante preocupado com a questão da Oriente Médio.
04:07Nós tivemos uma pressão muito forte no fechamento.
04:10Depois do fechamento, é que Trump veio com uma nova sinalização.
04:13Ele prorrogou aquele prazo de ameaça ao Irã,
04:16de ataque às unidades de produção de energia.
04:19Isso já tinha abalado o mercado no final da semana passada.
04:23Trump prorrogou, teve aquela reviravolta positiva, otimista, no mercado global.
04:28Mas aí estava fechando o prazo.
04:30Talvez o mercado com medo de não sair o entendimento.
04:33Houve nova pressão.
04:34Nós vamos conferir os números do mercado financeiro.
04:38Nós tivemos a Bolsa em queda de 1,45%.
04:43182.752 pontos.
04:44Ibovespa, o dólar em alta de 0,69.
04:47Cotação de venda do comercial em 5,256.
04:51WTI subiu.
04:52Petróleo referência dos Estados Unidos.
04:5694,48 dólares o barril.
04:58E o Brent, de novo, passando acima de 100 dólares.
05:00108 dólares o barril.
05:02Alta de 5,7%.
05:04É ver se amanhã o mercado volta a ficar otimista
05:07porque o Trump anunciou que ele vai dar essa trégua até o dia 6 de abril.
05:12Então, a gente percebe que Trump está tentando buscar uma saída diplomática.
05:16O Irã não concordou com aquela proposta de 15 pontos que ele apresentou.
05:20Mas o Irã, de qualquer forma, mostra que está um pouco aberto a conversas diplomáticas
05:24desde que ele não fique numa situação.
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