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O governo do Irã confirmou nesta quarta-feira que iniciou a revisão da proposta enviada pelos Estados Unidos para estabelecer o fim das hostilidades no Oriente Médio.

O documento de 15 pontos detalha condições para o cessar-fogo e a estabilização da região, incluindo a reabertura de rotas comerciais e o levantamento gradual de sanções econômicas. Autoridades de Teerã analisam os termos técnicos do acordo enquanto mantêm a exigência de garantias contra novas ofensivas militares. A movimentação indica uma possível flexibilização diplomática após meses de impasse e escalada de tensão no Estreito de Ormuz.

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Transcrição
00:00O governo do Irã confirmou oficialmente ter recebido uma proposta dos Estados Unidos
00:04para encerrar a guerra no Oriente Médio.
00:07Assunto para o editor de Internacional aqui da Jovem Pan, Fabrizio Nadsky.
00:12O que se sabe sobre essa proposta até agora é que muitas vezes o Donald Trump falava
00:16que tinha feito propostas, mas dessa vez veio uma resposta oficial do governo do Irã.
00:21É isso? Bem-vindo. Boa noite.
00:22Teve sim, Tiago. Boa noite para você. Boa noite a todos que acompanham o jornal Jovem Pan.
00:26A Denise falava sobre esse plano de 15 pontos que teria sido apresentado pelos Estados Unidos ao Irã.
00:31Uma informação que a gente já havia trazido aqui no jornal Jovem Pan ontem através do intermédio do Paquistão.
00:38Quem está fazendo esse meio de campo atualmente entre Estados Unidos e Irã é o governo paquistanês.
00:45Outros países ali da região do Oriente Médio, o Qatar, que tradicionalmente é um mediador de conflitos internacionais,
00:52o próprio Egito, que participou muito da mediação no conflito entre Israel e Hamas,
00:58também tem se movimentado.
00:59Está todo mundo interessado no fim desse conflito.
01:02Mas o principal ator para a mediação é o Paquistão, e a gente já até falava ontem,
01:06que ele pode sediar um encontro direto entre Estados Unidos e Irã na semana que vem,
01:13talvez em Islamabad, possivelmente, seria o local desse encontro.
01:17Esse plano de 15 pontos, nós não sabemos exatamente quais são todos os 15 pontos,
01:23mas quatro deles, pelo menos, já são de conhecimento geral.
01:28Já vazaram através de fontes ligadas à Casa Branca, fontes ligadas ao Pentágono,
01:33ao governo dos Estados Unidos.
01:35E a gente vai trazer aqui no nosso telão para conferir isso agora.
01:39Os pontos são muito parecidos, inclusive, com pontos que já eram discutidos
01:44nas negociações entre Estados Unidos e Irã no mês passado, no mês de fevereiro,
01:50antes da guerra estourar.
01:51Ou seja, a retirada de urânio enriquecido do Irã,
01:54isso pode ser levado para um outro país, para um terceiro país,
01:58e até mesmo depois levado de volta para o Irã.
02:01Por exemplo, já era especulada essa possibilidade em relação à Turquia,
02:06do Irã poder enriquecer o seu urânio na Turquia,
02:11e aí depois a matriz energética ser levada de volta para o Irã,
02:15para que o Irã possa se beneficiar disso nas suas usinas nucleares.
02:19E também a suspensão do enriquecimento de urânio.
02:23São dois pontos aqui muito parecidos.
02:25Quase a mesma coisa, a gente poderia até praticamente resumir isso em um ponto só.
02:30Tem também a questão da limitação do programa de mísseis balísticos,
02:34esse seria um dos pontos requeridos pelos Estados Unidos nesta negociação.
02:38E aqui o fim do financiamento a aliados regionais.
02:42A gente está falando de grupos terroristas, grupos paramilitares,
02:47como o Hezbollah no Líbano, o Hamas na faixa de Gaza, os Hutis no Iêmen.
02:52Embora esses grupos tenham outros tipos de financiamento,
02:56o Irã é um dos principais patrocinadores dessas entidades,
03:01que acabam causando ali uma série de perturbações no Oriente Médio.
03:06Agora, qual que é a questão?
03:08O governo do Irã respondeu em relação a isso hoje,
03:11através do ministro das Relações Exteriores, Abazarat.
03:15Ele afirmou o seguinte, que a troca de mensagens que tenha havido entre os dois países
03:20não significa que há negociações entre eles,
03:24que eles estão apenas trocando informações.
03:27E também disse que o Irã vai continuar resistindo.
03:30Por quê?
03:31Porque esse plano que a gente está vendo aqui,
03:34quatro dos 15 pontos que teriam sido apresentados pelos Estados Unidos ao governo iraniano,
03:40já haviam sido apresentados antes.
03:42Então, se o Irã não concordou com isso um mês atrás,
03:45por que é que ele vai concordar agora em um cenário onde ele está muito mais pressionado
03:50e definitivamente enfurecido em relação ao que aconteceu?
03:54A guerra é ruim para o Irã, claro,
03:57que já passa por um cenário econômico difícil
04:00e o regime até tem um pouco a ganhar com esse conflito,
04:04porque é uma ameaça externa.
04:07Traz respaldo para a liderança do país, ao invés de trazer descrédito,
04:11mas também é ruim para os Estados Unidos.
04:13Ou seja, o Irã, nesse momento,
04:16se vê numa situação capaz até de esperar um pouco mais os Estados Unidos,
04:21ver a pressão aumentar em relação ao governo Trump,
04:25para aí sim, de repente, fechar um acordo mais favorável.
04:29Teve também a reação do governo dos Estados Unidos.
04:32A porta-voz da Casa Branca, a Caroline Leavitt,
04:35afirmou hoje o seguinte,
04:37que se o Irã continuasse a entender que já foi derrotado militarmente
04:42e que vai continuar sendo derrotado militarmente,
04:45o presidente Donald Trump vai garantir que eles sejam atingidos
04:49com mais força do que nunca.
04:51Ele não está blefando e está preparado para desencadear o inferno.
04:57Palavras bem singelas, né?
04:59Da porta-voz da Casa Branca,
05:02aqui num tom bastante irônico para a gente descrever
05:04o que ela afirma que pode acontecer
05:07caso o Irã não avance nessas negociações.
05:11A ONU está muito preocupada com o que está acontecendo.
05:14Hoje o secretário-geral, Tiago Antônio Guterres,
05:16ele afirmou que esse conflito está fugindo,
05:19já fugiu de controle e tem tomado proporções cada vez maiores.
05:23Uma delas é a seguinte,
05:24a possibilidade de que o Irã, a partir agora das próximas semanas,
05:29possa atacar uma outra região do Oriente Médio
05:31que ainda não havia sido alvo de ataques,
05:33que é a região do Estreito de Bab el-Mandeb.
05:36Se a gente pegar o mapa ali do Oriente Médio,
05:38nós temos o Estreito de Hormuz, de um lado da Península Arábica,
05:41e do outro lado, dando acesso ao Mar Vermelho,
05:44saindo do canal do Suez, que passa ali pelo Egito,
05:47o Estreito de Bab el-Mandeb, entre o Djibouti e o Iêmen.
05:51Essa região pode ser alvo de ataques do Irã no futuro
05:54e prejudicar ainda mais a navegação e o comércio internacional.
06:00Seria um problema ainda maior para esse cenário conturbado
06:02que a Denise estava explicando aqui para a gente.
06:04É, mas a questão é a seguinte, enquanto não se chega a um acordo,
06:08ao que tudo indica, o Irã pode ser que rejeite
06:11essa possível proposta dos Estados Unidos,
06:14mas Israel continua atacando, né?
06:16Israel continua atacando, continua atacando com força o Líbano,
06:20e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu já declarou
06:23que Israel vai ampliar a zona tampão que existe entre os dois países.
06:28Zona tampão é um termo utilizado para descrever uma zona,
06:32digamos assim, de não agressão entre dois territórios.
06:36Mas, em termos práticos, significa o seguinte,
06:38que Israel vai ocupar militarmente uma região considerável do sul do Líbano,
06:44colocando tropas lá.
06:46A gente já tem visto a movimentação de tropas entrando por vias terrestres de Israel no Líbano
06:53e garantindo um controle israelense nessa região de fronteira entre os dois países.
06:59É uma região onde o Hezbollah é muito ativo,
07:01mas isso provoca, claro, um grande distúrbio,
07:05uma grande desconexão entre o governo de Israel,
07:09o governo libanês, que é um governo de fato,
07:12e, claro, pressiona ainda mais o Hezbollah,
07:15que deve, em consequência, manter os ataques contra Israel.
07:19Sem dúvida.
07:19Fabrício Nath, nosso editor de Internacional.
07:22Bom descanso para você, a gente volta a se falar.
07:24Até mais.
07:24Até.
07:24E gente volta.
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