A Casa Branca afirmou que as negociações com o Irã seguem em curso e classificou as conversas como “produtivas”, contradizendo a mídia estatal iraniana que declarou que o plano havia sido negado. O impasse gera instabilidade nos mercados, com previsões de que a inflação global possa saltar de 2% para 6%. Reportagem: Luca Bassani.
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NotíciasTranscrição
00:00A Casa Branca confirmou, agora há pouco, que segue negociações com o Irã por um possível cessar fogo para a
00:06guerra no Oriente Médio.
00:07Vamos conversar ao vivo com o correspondente Luca Bassani, que vai trazer mais detalhes pra gente.
00:11Luca, seja bem-vindo, uma boa tarde. Eu quero saber qual é a versão do Irã.
00:15Porque os Estados Unidos andam dizendo por aí que tá negociando, mas o Irã disse, olha, comigo não é.
00:21Que detalhes a gente tem em relação a esse avanço dessa guerra lá no Oriente Médio?
00:26Boa tarde a você, Cássio, e a todos que nos acompanham.
00:29Então, de fato, a primeira a morrer numa guerra é a verdade.
00:32E até esse momento recebemos várias versões diferentes em relação a um possível plano de paz que estaria sendo negociado
00:39nos bastidores.
00:40Os Estados Unidos dizem ter entregue para o Paquistão, como mediador, um plano de 15 pontos para o Irã,
00:48que envolve a completa desnuclearização do país, uma restrição bastante grande no plano de desenvolvimento dos mísseis balísticos iranianos,
00:58além da finalização de qualquer financiamento a grupos terroristas no Oriente Médio.
01:03Inicialmente, o Irã negou que havia recebido esse plano, depois afirmou ter recebido e disse ter negado prontamente,
01:11já que, de acordo com o novo líder supremo, Mostaba Haminei, se trata de uma guerra que deve continuar
01:17e que os Estados Unidos estariam apenas negociando consigo mesmos.
01:21Isso depois foi desmentido e agora há uma nova versão de uma outra mídia estatal iraniana
01:28que diz que o país estaria disposto a escutar aquilo que os Estados Unidos têm a dizer,
01:33mas não vai acertar nenhuma proposta maximalista dos Estados Unidos que coloquem a derrota completamente no colo iraniano.
01:40Aquilo que vemos é que, no aspecto militar, os Estados Unidos têm tido uma vitória importante
01:46em desmantelar a liderança iraniana, mas não têm conseguido fazer com que o regime deixe de existir.
01:53E também os reveses econômicos têm sido muito grandes, muito custosos para o presidente Donald Trump,
01:58seja do aspecto econômico, de acordo com o preço das commodities energéticas, que subiram bastante,
02:04seja do aspecto político, vendo a aprovação dessa guerra dentro dos Estados Unidos,
02:07que também é algo baixíssimo perante o eleitorado norte-americano.
02:11Os iranianos dizem então que estão dispostos a ouvir, mas também dispostos a continuar lutando.
02:17Enquanto que a porta-voz da Casa Branca, Caroline Leavitt, ela disse que os Estados Unidos dão essa chance para
02:24o Irã,
02:24mas poderão voltar a bombardeá-los com força ainda maior, com intensidade ainda superior,
02:32caso seja necessário, caso os iranianos não se deem por vencidos.
02:36Como sabemos, é uma guerra também de narrativas, algo bastante complexo,
02:40e que ficaremos aqui acompanhando assim como estamos desde o primeiro dia da guerra.
02:44Fato é que não tem sido fácil para os iranianos, não tem sido fácil para os norte-americanos
02:49e também para os israelenses, em um conflito que se mostra generalizado dentro do Oriente Médio
02:54e que não tem uma solução fácil que agrade ambos os lados.
02:58Óbvio que ainda muito está por vir.
03:01Valeu, Luca. Obrigado pelas informações, trazendo todas as atualizações desses conflitos no Oriente Médio,
03:07essa guerra entrando já na terceira semana e ainda sem uma previsão de um possível cessar-fogo.
03:13Piper, não quero te perguntar, porque o Luca falou duas coisas que eu ia repercutir.
03:16A questão, né, quando entra num conflito, a primeira a morrer é a verdade.
03:20A gente está vendo uma guerra de narrativas.
03:22Donald Trump, ou pelo menos a Casa Branca, dizendo que há negociações.
03:25O Irã dizendo que não está negociando, que não está em busca de um cessar-fogo.
03:29E ainda acrescentou dizendo que os termos de negociação dos Estados Unidos são totalmente fora de realidade.
03:36Ou seja, Donald Trump apresentou um certo recuo, mas ele quer mostrar perante ao mundo,
03:41à comunidade internacional, que ele é um bom negociador.
03:44Ou seja, olha, eu acertei um acordo ali, mas foi nos meus parâmetros.
03:47Foi do jeito que eu quis. Foi da melhor forma que eu encontrei.
03:51Como é que você vê essa possível negociação e aonde ela pode chegar?
03:55No campo militar, esse conflito, essa guerra, vai muito longe.
03:59Embora o Irã seja claramente o lado mais fraco, o Irã também acabou espertamente encontrando alternativas
04:06para causar algum tipo de avaria ao outro lado.
04:10E esse tipo de avaria tem impactos e escala em praticamente toda a economia mundial.
04:17Então, o Irã faz esse tipo de guerra de guerrilha até para se manter.
04:21No caso dos Estados Unidos, enquanto a vitória militar não venha, e ela é cada vez mais duvidosa,
04:28o país claramente já sofreu uma grande derrota econômica com esse conflito.
04:33O conflito é muito caro e causa, sim, uma ameaça de recessão mundial,
04:38com um aumento galopante nas cotações das commodities de energia.
04:43E isso, obviamente, tem um efeito dominó sobre toda a economia mundial.
04:53Isso é muito grave.
04:54O Irã consegue obstruir o tráfico pelo Estreito de Ormuz.
05:00Ele tem ao seu alcance países ali da vizinhança que também têm instalações americanas e de produção de petróleo.
05:08Então, tem muita coisa envolvida.
05:10E agora, no final de semana, descobre-se que o Irã tem mísseis de longo alcance.
05:16Ele conseguiu disparar um míssel que atingiu, que acertou um alvo a 4 mil quilômetros.
05:23Então, isso também, do ponto de vista tecnológico, é uma outra novidade nessa guerra.
05:28Ora, esses 15 pontos, esses tais 15 pontos oferecidos, digamos assim, exigidos pelos Estados Unidos,
05:39eles, na verdade, eles são um eufemismo para dizer que exigimos a capitulação.
05:45Ora, imagina o que aconteceria com o Irã se ele não tivesse, por exemplo, a capacidade de, ao menos, desenvolver
05:52mísseis balísticos.
05:54Israel já teria tomado o Irã há muito tempo.
05:56Por acaso, se exige alguma coisa do lado israelense também, alguma coisa similar, é óbvio que não.
06:02Então, o Irã não vai abrir mão nunca disso, até porque o mundo aprendeu, agora, com a guerra da Ucrânia,
06:10que país nenhum do mundo deve abrir mão dos seus arsenais.
06:14Lá atrás, até a metade da década de 90, a Ucrânia tinha arsenais nucleares.
06:20Ah, deixa eu só fazer uma correção em relação a isso? Posso? Você me permite?
06:24Ah, leve.
06:24Não, o arsenal não era da Ucrânia. O arsenal, peraí, o arsenal era da União Soviética e estava em território
06:33ucraniano.
06:34Nem a Rússia, tão poucos Estados Unidos iriam permitir uma Ucrânia independente com esse arsenal nuclear,
06:41porque isso significaria menos poder para a Rússia e menos poder para os Estados Unidos.
06:44Não, não, eu digo, a Ucrânia não tinha alternativa.
06:47Não existia Ucrânia independente na época da União Soviética, esse é o ponto.
06:51O arsenal era da Rússia, era da União Soviética.
06:55Quem comandava a União Soviética? Era a Rússia e estava em território da Ucrânia, peraí.
06:59Alan, não, a devolução disso foi em 1995, quando já não existia a União Soviética, existia a Ucrânia.
07:06O ponto é o seguinte, nem os Estados Unidos e nem a Rússia iriam permitir a Ucrânia com esse arsenal
07:13nuclear.
07:15Seria perda de poder dos dois.
07:17E aí você acha que alguém vai invadir um país que tem um arsenal nuclear?
07:21Claro que não.
07:21Não, não, a correção que eu fiz é o seguinte, a Ucrânia não tinha o poder de decisão se ia
07:29ficar com esse arsenal nuclear ou não.
07:31Porque esse arsenal nuclear pertencia à Rússia, à União Soviética, que era comandada essencialmente pela Rússia,
07:41e os Estados Unidos também jamais permitiriam um arsenal nuclear dessa magnitude na mão da Ucrânia.
07:49E a Ucrânia devolveu e hoje se arrepende, claramente.
07:53Ela não é que ela se arrepende, ela não tinha opção, Piper, não existia a Ucrânia independente.
07:57Os dois não iriam permitir isso, Piper, não.
08:00Não, isso é muito bom proverso, não, porque é aí que está o negócio, é que naquele 30 anos atrás,
08:06isso não era um tema em discussão.
08:08Não, não existia uma Ucrânia completamente independente naquela época, estava tudo em negociação.
08:14Eles jamais iriam permitir ambas as potências, uma Ucrânia independente com aquele arsenal nuclear.
08:19O Allah, aliás, não foram poucas as repúblicas que entraram, inclusive, em guerra contra a própria Rússia.
08:25Sim, mas nenhuma delas ficou com esse arsenal nuclear, porque, de novo, nem a Rússia e tão poucos Estados Unidos
08:32iriam permitir isso.
08:33A Ucrânia recebeu uma série de promessas e a Ucrânia acabou concedendo, sim, isso.
08:39Quer dizer, veja, hoje a Ucrânia se arrepende e isso tem sido falado.
08:44Provavelmente, se isso que está acontecendo hoje tivesse ocorrido 30 anos atrás, ninguém teria tirado esse arsenal.
08:51Aliás, nem teriam invadido a Ucrânia.
08:54Esse é o ponto.
08:55Quer dizer, ninguém vai abrir mão de nada, como Israel não vai.
08:59É evidente que Israel não vai falar, tá bom, eu vou, vamos, esse vai ser um território livre agora de
09:05mísseis balísticos e tá tudo bem.
09:07Tá, e se alguém quiser invadir o Irã daqui a um ano?
09:10Ô, Piperno, inclusive, até trazendo mais um molho pra essa discussão, porque a guerra entre Rússia e Ucrânia é uma
09:15guerra territorial.
09:17E já envolvendo o Irã e Estados Unidos, já vai muito além disso.
09:20É uma guerra já ideológica, uma guerra política e até mesmo agora é uma guerra econômica e diplomática.
09:25Pois é, deixa eu só pegar um gancho aqui no que o Piperno falou em relação ao Irã.
09:32Qual que é o grande problema agora pro Irã aceitar um acordo nos termos norte-americanos?
09:38Qual é a garantia que o Irã vai ter que os Estados Unidos não vão atacar novamente daqui uma semana?
09:44Israel não vai fazer isso.
09:45Exatamente. Então, agora a gente tá falando a mesma língua, porque veja só, na guerra de 2025, e ela é
09:52muito importante pra entender os movimentos de Donald Trump na região,
09:56veja, eles estavam num processo de negociação sobre a produção de energia nuclear.
10:04Poucos dias antes, se eu não me engano, dois dias antes daquele ataque dos Estados Unidos, daquela bomba antibanker, eles
10:11mataram o principal negociador do Irã.
10:14Se você mata o principal negociador do Irã, isso mostra que você não quer negociar.
10:18Você quer ir pro conflito.
10:20Então, eles mataram o principal negociador do Irã, fizeram lá o ataque, né, com a bomba antibanker, e a guerra
10:29lá durou 12 dias e acabou.
10:31A partir daquele momento, o Trump falou, ganhamos, o Irã não tem mais arsenal nuclear, e o Irã falou, ok,
10:37tivemos aqui algumas baixas, perdemos cientistas, perdemos o negociador,
10:41mas, pelo menos, agora não tem mais guerra.
10:45Muito bem, fomos para 2026, Cassio, o que que acontece?
10:50Eles estão novamente numa negociação sobre o acordo, o Irã envia uma proposta pros Estados Unidos, aparentemente a proposta era
10:58boa.
10:59Pela primeira vez na história, iria permitir que americanos pudessem inspecionar a produção de energia nuclear no território iraniano.
11:09Antes mesmo da análise da contraproposta, o que que o Trump fez?
11:14Foi lá e atacou no final de semana.
11:16Então, o Irã fala o seguinte, bom, se hoje eu aceito, amanhã me atacam novamente.
11:23Então, o Irã fala assim, opa, eu não tenho mais escolha, eu vou cair atirando.
11:27Só que cair atirando, eu joguei a bucha pro colo do Donald Trump.
11:31Por quê?
11:32Porque daí é o que o Piperno falou, você tem os efeitos econômicos da guerra no mundo inteiro e principalmente
11:37nos Estados Unidos, né, petróleo e gás natural.
11:40Ô, meninos, inclusive, até mesmo, Gani, você fez me lembrar porque, querendo ou não, no início desse conflito, a gente
11:45via as negociações e as manchetes, pelo menos, né, dos principais mídias internacionais das agências, era de que as negociações
11:54entre Irã e Estados Unidos estavam avançando.
11:56Depois, Donald Trump deu uma espécie de ultimato e quando chegou nesse ultimato, Irã ficou de dar uma nova resposta,
12:03só que não teve resposta, teve um bombardeio num sábado de manhã, aqui, claro, no horário de Brasília.
12:08Ou seja, essas negociações, desde o começo, sempre foram emperradas, sempre foram com narrativas diferentes, sempre, claro, aí, Donald Trump
12:15impondo ali, pelo menos, uma pressão muito grande, Piperno.
12:19Pois é, então, mas é de alguém que se considera o xerife do mundo e, veja, no Irã e em
12:28outras regiões do Oriente Médio, há um sentimento de anti-americanismo que é muito forte e o Irã, ele tem
12:35motivos pra isso.
12:36É isso que, talvez, o Ocidente, às vezes, tem um pouco de dificuldade de entender.
12:40O Irã, em vários momentos da sua história, ele foi, de alguma forma, estimulado à guerra, teve prejuízos, teve governos
12:52depostos por ação dos Estados Unidos.
12:55Eu sempre cito aqui dois momentos cruciais na história do Irã.
12:59Em 1953, quando cai o primeiro-ministro Mossadegh e vem o Shah Reza Palev, então sai o primeiro-ministro que,
13:08inclusive, tinha nacionalizado a indústria petrolífera e vem um aliado, na prática até um fantoche americano, né, que também mergulhou
13:19o país em uma ditadura.
13:21Veja, o Irã nunca foi democrático, era uma ditadura pró-Estados Unidos naquele tempo e, aí, em 79, essa ditadura
13:30cai por conta do regime, enfim, da Revolução Islâmica.
13:34Muito bem. O que que acontece um ano depois?
13:36O Iraque invade o Irã, financiado por quem? Estados Unidos.
13:41Então, qual é o nível de confiança que a população do Irã pode ter em relação aos Estados Unidos, que
13:48sempre se comportaram como a potência agressora?
13:52Bom, gente, vamos trazer agora alguns desses reflexos da guerra no Oriente Médio, que devem ser sentidos, inclusive, já estão
13:58sendo sentidos no mundo inteiro.
13:59Em razão dos bloqueios no Estreito de Hormuz, o fluxo de petróleo está 97% abaixo dos níveis normais.
14:07Além disso, os bombardeios de Israel e usinas de gás fez os preços da energia dispararem.
14:14E, por conta desses fatores, a inflação global deve passar de 2% para 6%.
14:20Inclusive, aqui no Brasil, o Banco Central já informou que deve adotar uma postura mais conservadora em relação à política
14:28monetária.
14:29O Alangânio, eu quero te ouvir porque, querendo ou não, olha só, gente, esse número em relação à inflação global
14:33deve subir de 2% a 6%.
14:36Ou seja, praticamente o triplo de inflação.
14:38Isso a gente está falando de inflação de alimentos, inflação de combustíveis, de material-prima, de commodities.
14:44Enfim, gente, é uma inflação que isso acaba aumentando o custo de vida, aumenta os preços das produções e isso
14:51acaba dificultando também muitos governos.
14:54Como é que você vê, Alangânio, esses efeitos da guerra chegando numa escala mundial?
14:59Olha só, essas são muito preocupantes, porque quando a gente fala do aumento do gás natural, sobe o fertilizante.
15:05Subindo o fertilizante, sobe todos os gêneros da agricultura que a gente come.
15:11Mas também não é só isso.
15:13O gás natural é utilizado como fonte de energia em processos industriais, ele é utilizado em processos de refrigeração.
15:20Então, também sobe bens industriais.
15:23E aí a gente vai para o petróleo, sobe o petróleo, sobe combustível, que também é utilizado na agricultura, trator,
15:29coletadeiras, enfim, na distribuição dos alimentos.
15:34Então, chega lá na ponta também com preço mais alto.
15:38Sobe o petróleo, sobe o plástico.
15:41Quase tudo que a gente pensar aqui vai plástico.
15:45O petróleo também é utilizado em processos industriais.
15:48Então, veja, a gente está falando de um potencial de um aumento generalizado, mesmo causado aí por um choque de
15:56oferta.
15:56E aí o lado ruim disso é que não é só aumento de preço.
16:01Muitas vezes as empresas, diante desse aumento de custo, elas repassam uma parte, mas ela também diminui a sua produção,
16:09para conseguir sobreviver neste ambiente de negócio mais difícil.
16:14E aí a gente vai para uma situação que é muito ruim, que é uma espécie de estagflação, que é
16:21a recessão, a economia não cresce,
16:23as empresas estão produzindo menos, combinada com aumento de preços.
16:28Aí tem uma baita discussão que é o seguinte, os bancos centrais devem subir a taxa de juros para controlar
16:34o aumento de preço,
16:37dado que não foi um choque na demanda de mais consumo, mas um choque na oferta,
16:41por conta do aumento do preço do petróleo.
16:44É uma boa discussão, Cássio, mas o Banco Central visa atacar os efeitos de segunda ordem.
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