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O Brasil registrou um novo recorde de inadimplência e quase metade da população está com o nome negativado, aproximadamente 81,7 milhões de brasileiros. O crédito e as contas básicas contribuem neste cenário e os principais afetados são mulheres acima de 30 anos.


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Transcrição
00:00O Brasil registra novo recorde de inadimplência.
00:04Inclusive, quase metade da população está com o nome negativado.
00:09A reportagem é de Daniel Leão.
00:11A inadimplência no país deu um salto em 10 anos e atinge 81,7 milhões de brasileiros.
00:18Esse número representa quase metade da população adulta.
00:22Em 2016, eram 59 milhões nessa situação.
00:26Um avanço de 38,1%.
00:30Os dados fazem parte do mapa da inadimplência no Brasil.
00:35Aline Vieira, especialista em educação financeira da Serasa, que efetuou o levantamento,
00:40enumera os fatores que levaram a esse cenário.
00:44O que chama muita atenção é o crédito.
00:47Ele continua sendo o principal responsável na inadimplência dos brasileiros.
00:51Porém, agora em 2026, um dado que chama atenção e preocupa também.
00:55São as fontes básicas apertando um pouco mais do orçamento das pessoas e levando muitas na inadimplência.
01:02Quando eu falo contas básicas, são as fontes de água, moço e gás.
01:06Em relação às gerações, a inadimplência registra queda entre os mais jovens e aumentos significativos sobre os mais velhos.
01:14Uma linguagem mais simples para muitos dos consumidores, em redes sociais, por exemplo, onde a gente tem uma geração mais
01:20jovem presente.
01:21E algo que também a gente pode atrelar ao crescimento de pessoas mais velhas, foram dois pontos que a gente
01:28analisou.
01:28O primeiro, muitas vezes as pessoas mais velhas acabam tomando um crédito para lidar numa emergência familiar.
01:35Então, pegam um consignado para ajudar em uma despesa dentro de casa.
01:38E outra coisa foi que tudo que nós fizemos, golpes com pessoas mais velhas.
01:44Então, infelizmente, acima dos 30 anos, a gente vê que 4 de cada 10 já foram alvo de fraus financeiras
01:52e já sofreram prejuízos financeiros do que pode ter levado a inadimplência também.
01:56Outra mudança relevante é a de gênero.
01:59Ao longo da década, as mulheres passaram a ser maioria entre os inadimplentes.
02:04Em 2016, representavam 49,8% do total, enquanto os homens, 50,2%.
02:15Hoje, somam 50,5% contra 49,5%.
02:22Mais de 40% delas revelam que elas são as principais, elas são responsáveis pelas finanças dentro de casa.
02:30E mais de 30% dizem que elas são as únicas responsáveis financeiras.
02:35O que mostra aí um peso, revela o peso dessas mulheres dentro das despesas essenciais,
02:41que, como eu falei, estão crescendo aí nesse montante de endividamento do brasileiro.
02:45O economista Rodrigo Simões fala que a inadimplência gera impactos danosos ao país e encarece os custos do crédito.
02:54Cada vez que a inadimplência cresce muito, as empresas, os bancos, começam a colocar o custo de inadimplência na emissão
03:04dos próximos empréstimos.
03:06Ou seja, se existe um histórico cada vez maior de inadimplência da população,
03:13o crédito futuro para quem vai tomar empréstimo no futuro acaba ficando mais caro,
03:18porque os bancos vão colocando esse custo adicional de inadimplência,
03:23que é referente aos devedores que não pagaram do passado.
03:27Rodrigo Simões indica que a saída é a criação de mecanismos para elevar a renda do brasileiro.
03:32E isso passa por políticas de Estado de longo prazo,
03:36e não de governos que podem ser modificadas a cada quatro anos, dependendo da ideologia.
03:44Dado absolutamente impressionante, né?
03:47E esse novo recorde de inadimplência aqui do Brasil é o tema da análise econômica de Denise Campos de Toledo.
03:54O Brasil registrou um novo recorde de inadimplência.
03:57Em fevereiro, segundo a Serasa, oitenta e um vírgula sete milhões de CPFs estavam negativados,
04:03sendo que recordes de calotes das dívidas estão ocorrendo desde janeiro de dois mil e vinte e cinco.
04:09Um dos motivos, sem dúvida, são os juros elevados.
04:12E por aí, as perspectivas não são favoráveis.
04:15O Copom, na ata da última reunião, reforçou a cautela quanto aos efeitos da guerra no Oriente Médio
04:21sobre a inflação, não dando indicação quanto a futuros novos cortes,
04:25além do zero vírgula vinte e cinco, que fez a Selic cair de quinze para quatorze vírgula setenta e cinco
04:31por cento ao ano.
04:32O que não produziu qualquer alívio no custo do crédito.
04:35Tem mais, a guerra, ao impactar os preços, como de combustíveis e até alimentos,
04:40pesa no custo de vida, provocando mais aperto financeiro.
04:43O mercado, no relatório Focus, já elevou a projeção do IPCA deste ano,
04:48dos treze vírgula noventa e cinco por cento de um mês atrás, para quatro vírgula dezessete por cento.
04:53Mesmo que venha uma pausa na guerra, o prognóstico não melhora muito,
04:57na medida em que infraestruturas de produção de petróleo e gás
05:01estão sendo comprometidas pelos ataques.
05:04A demora na normalização da oferta pode manter os preços mais altos,
05:07por mais que o governo e a Petrobras se esforcem para segurar os repasses das pressões externas.
05:14Contexto que pode manter o cupom cauteloso.
05:16Até a previsão da taxa básica do final deste ano já subiu para doze e meio por cento.
05:21Há quem fale em treze por cento.
05:24Vale observar que esse cenário de aumento da inadimplência,
05:28por mais que tenha justificativa dos juros,
05:30coincide com uma fase de melhora do mercado de trabalho,
05:33com queda do desemprego e aumento da renda média.
05:36Se pode até falar do custo de vida elevado,
05:39mas há um problema de gestão das finanças pessoais.
05:42Tanto que ainda segundo a Serasa,
05:4434 milhões de consumidores permanecem inadimplentes há uma década.
05:49Mas enfim, os juros têm peso relevante e causam preocupação
05:53até quanto à saúde financeira das empresas,
05:56não só pelo aumento da inadimplência,
05:58mas também pelo avanço dos pedidos de recuperação judicial.
06:02As perspectivas de evolução da economia
06:03estão muito atreladas a todos esses fatores.
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