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O cenário político nacional tem enfrentado diversos desafios neste início de ano. Com as eleições marcadas para outubro e a escala de conflito entre Estados Unidos e Irã, o Brasil pode sentir o impacto da incerteza global. Para falar sobre a situação, a Jovem Pan News conversa com o Dr. em Ciência Política, Marcelo Pimentel.


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Transcrição
00:00O terceiro mês de dois mil e vinte e seis, esse ano que mal começou, mas parece que já faz
00:04tanto tempo, né?
00:05Porque o cenário político nacional tem enfrentado diversos desafios, aconteceu tanta coisa nesse primeiro trimestre
00:12e com as eleições pela frente, guerra do Oriente Médio, os impactos da incerteza global também podem trazer algum tipo
00:19de repercussão no Brasil.
00:20Pra gente entender melhor essa situação, vamos ao vivo aqui no Jornal da Manhã com o doutor em Ciência Política,
00:26Marcelo Pimentel, antes de mais nada, muito bom dia, obrigada pela sua atenção com a nossa audiência nesse sábado, Marcelo.
00:34Bom dia, Beatriz Frenner, bom dia, Marcelo Matos, estou à disposição de vocês.
00:39Perfeito, doutor. A gente precisa entender, né, de fato, o que uma movimentação tão gigantesca em termos geopolíticos, globais,
00:49pode trazer aqui de reflexos na política brasileira quando a gente fala em ano eleitoral.
00:56Porque os investidores já interpretam historicamente processos e anos eleitorais como anos de incerteza,
01:03de observar com cautela o que vai acontecer antes de adotar medidas.
01:07Mas com guerras em andamento e principalmente tensões motivadas pelo presidente norte-americano,
01:14muda alguma coisa no jogo brasileiro?
01:18Muda, sim, muda sensivelmente, porque a gente tem percebido que a guerra, primeiro, ela provoca um efeito na economia mundial.
01:33Isso tem refletido no Brasil, no primeiro momento, no petróleo, no preço dos combustíveis,
01:39mas isso certamente vai espraiar por toda a cadeia produtiva.
01:45Depois disso, você tem o posicionamento do presidente Donald Trump,
01:49que é um posicionamento muito complicado, porque ele não consegue ter uma linha reta.
01:58Veja o exemplo da Colômbia ontem, né?
02:01Ele recebeu o Gustavo Petro, fez elogio ao Gustavo Petro e ontem já ordenou que o Pentágono,
02:11que os órgãos de fiscalização dos Estados Unidos, coloquem o Gustavo Petro como associado ao tráfico de drogas.
02:19Então, essa instabilidade pode chegar ao Brasil à medida que a gente não sabe qual é o comportamento
02:25do presidente Donald Trump em relação às eleições brasileiras.
02:28O presidente Lula, por exemplo, aguarda uma agenda nos Estados Unidos,
02:32e essa agenda vem sendo prorrogada de maneira sistemática.
02:36Então, você tem um componente econômico, que é gravíssimo.
02:40A gente sabe que as eleições, elas se movem muito pelo ambiente econômico,
02:44pela estabilidade econômica.
02:46O dinheiro faz muita diferença no bolso das pessoas e determina muito o seu comportamento eleitoral.
02:51E, por outro lado, do ponto de vista geopolítico, o comportamento do presidente Donald Trump é muito instável
02:59e a gente não sabe como ele vai se comportar em relação à eleição brasileira.
03:05Professor, bom dia.
03:06Muitas vezes, né, o brasileiro, ele toma ciência dessas notícias, né, como o senhor falou,
03:11e aí não faz essa relação, mas, infelizmente, hoje, o mundo interligado sempre há o reflexo
03:16e agora a gente está observando essa questão que é muito palpável, que é a questão do petróleo.
03:21Mas estamos acompanhando já quatro anos da invasão russa à Ucrânia.
03:25Na sequência, tivemos ataque no Hamas, Oriente Médio, agora o Irã.
03:29Já tivemos também lá a questão que envolveu a Venezuela, outras ameaças.
03:33Como é que o senhor avalia hoje essa geopolítica na base do quem é mais forte,
03:39manda e pode fazer o que quiser?
03:42Na verdade, tem alguns componentes importantes para a gente avaliar, né?
03:47Primeiro que a reação dos Estados Unidos, quando Donald Trump assume,
03:52tem muita relação com o poderio que a China conquistou ao longo do tempo.
03:58Donald Trump reputa a um comportamento muito leniente dos governos anteriores
04:04que permitiram com que a China crescesse e estabelecesse muitos canais em vários países,
04:11em várias nações, como, por exemplo, a Venezuela e o próprio Brasil.
04:14Então, ele faz um movimento muito importante no sentido de tentar assustar esse nível de influência da China
04:24e retomar a influência que os Estados Unidos sempre tiveram, principalmente aqui na América Latina.
04:31E nesse contexto é que a gente torna a eleição muito imponderável,
04:36porque aqui está muito claro, a gente tem a direita representada pelo Flávio Bolsonaro,
04:42claro, você tem a esquerda representada pelo Lula.
04:45Não resta a menor dúvida que, em um determinado momento,
04:47os Estados Unidos vão tomar uma posição e vão defender uma bandeira.
04:51Em que nível isso vai ocorrer, a gente não sabe.
04:55A gente não tem a dimensão do tamanho desse comportamento dos Estados Unidos
05:00frente à eleição brasileira.
05:01Mas esse cenário internacional, quando você pega a Ucrânia,
05:06isso influencia nas eleições europeias, gera uma influência.
05:10Eu acompanhei muito as eleições portuguesas recentemente, tem um efeito grande.
05:16Essa geopolítica internacional, ela tem influenciado, sobremaneira, o ambiente interno.
05:24E aqui no Brasil não é diferente.
05:25Agora, com a guerra no Oriente Médio, que tem um componente religioso por trás,
05:30isso vai também gerar uma influência grande,
05:33porque a gente tem que considerar que a gente tem entre 30% a 40% do eleitorado brasileiro
05:38como um eleitorado evangélico.
05:41Marcelo Pimentel, doutor em Ciência Política,
05:44muito obrigada pelas contribuições e análises.
05:46Professor, seja sempre bem-vindo.
05:50Obrigado, eu que agradeço.
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