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O contrabando de produtos agropecuários é um risco crescente para a segurança sanitária e a competitividade do agronegócio brasileiro. Nesta entrevista, Emílio Salani, do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal, e Nilto Mendes, da CropLife, discutem como defensivos, sementes e produtos veterinários entram ilegalmente pelas fronteiras do país, os impactos dessa prática para produtores e consumidores e as estratégias adotadas pelo setor para combater o mercado ilegal e proteger a produção nacional.

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00:00As fronteiras brasileiras acabam servindo de porta de entrada
00:03para defensivos, sementes e produtos veterinários contrabandeados.
00:08E sobre isso nós vamos conversar então com o Emílio Salani,
00:12ele é vice-presidente executivo do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Saúde Animal, Sindan,
00:18e também o Nilton Mendes, gerente de combate a produtos ilegais da CropLife.
00:23Bem-vindos, muito obrigada por toparem essa conversa aqui,
00:27uma dobradinha para a gente falar desse assunto, que é isso, constantemente debatido,
00:32mas às vezes fica muito fora dos holofotes e a gente precisa estar sempre dando atenção,
00:37seja ali olhando para o que vai mais para a lavoura, seja o que atende mais a criação animal.
00:44Mas enfim, obrigada pela participação de vocês.
00:46Eu gostaria de começar pela perspectiva então da CropLife,
00:52porque eu sei que vocês têm vários levantamentos sobre isso.
00:56como que vocês avaliam hoje o cenário da ilegalidade dos produtos defensivos?
01:01E aí, em seguida, ouvimos a perspectiva do Sindan, por gentileza.
01:07Olá, Mariana. Olá, Emílio. Tudo bem?
01:10É um prazer para nós poder compartilhar um pouquinho de informação sobre esse tema,
01:14que para nós aqui é extremamente relevante, assim como é também para o Sindan.
01:17Nos tem causado bastante preocupação as dimensões, o tamanho que a pirataria e o mercado ilícito
01:29nos insumos agrícolas têm alcançado no Brasil.
01:33Aqui na CropLife, a gente tem, ano após ano, desde a criação da nossa entidade,
01:39se estruturado para, de alguma maneira, endereçar propostas, soluções e cooperação
01:46para auxiliar as autoridades.
01:49Primeiro, até um diagnóstico mais preciso da dimensão deste problema,
01:54que é um problema muito grande, afeta vários setores da economia.
01:57O agro é mais um deles.
01:59E tem preocupado a indústria.
02:01Tem preocupado a indústria porque esse produto tira uma fatia considerável do mercado legítimo.
02:08Ele é uma concorrência extremamente desleal com a indústria bem estabelecida.
02:13Ele desobedece regras do sistema regulatório.
02:16Esse mercado ilícito dos insumos agrícolas, especialmente o de sementes piratas
02:20e de agrotóxicos falsificados e contrabandeados,
02:23ele traz um risco enorme para a sanidade, para a agricultura,
02:30para a reputação do Brasil como um país exportador de commodities agrícolas.
02:36traz riscos ambientais para aquele produtor que se depara com esse produto
02:42quando vai fazer a sua cultura
02:44e ainda implica na disseminação de pragas
02:49e traz bastante prejuízo econômico para os estados que perdem a arrecadação tributária.
02:54Então, tem uma miríade de impactos negativos,
02:58todos eles traduzidos pelas grandes dimensões que o mercado de insumos agrícolas e legais
03:03têm alcançado no Brasil a exemplo do que está acontecendo em outros grandes países
03:08que são relevantes na produção agrícola global.
03:12E, Nilton, você traz essa questão da saúde, né?
03:15A gente também precisa olhar muito para a questão da saúde do solo, inclusive, né?
03:18Porque uma semente contaminada, algo que vá contra a questão regulatória,
03:23pode comprometer a saúde das raízes e tudo mais.
03:26e da saúde animal.
03:27Então, passo também para o Emílio falar um pouco de como que isso tem sido visto
03:31pela indústria da saúde animal, por gentileza.
03:35Bom, boa tarde a todos.
03:36Nilton, prazer, Mariana.
03:37Obrigado pelo convite.
03:39E, pra nós, é fundamental nessa linha que a Croc acabou de colocar
03:44da questão da concorrência desleal, são setores altamente regulados
03:49e, realmente, é difícil se estabelecer e se manter nesse mercado da saúde animal
03:54e dando ênfase aqui que, no caso da saúde animal,
04:01nós temos aí para animais de companhia ainda
04:03um problema seríssimo quando se lança a mão de produtos ilegais, falsificado, coisa do gênero.
04:09Por um outro lado, nós temos também, no caso de animais de produção,
04:13a questão de resíduos, ou seja, levando um alimento inadequado para a população.
04:20Pelo nosso lado, a gente tem feito um trabalho muito grande
04:23no sentido também de unir toda a classe veterinária,
04:28apoio do Conselho Federal de Medicina Veterinária
04:31para auxiliar o técnico, o médico veterinário,
04:34na busca da identificação deste produto ilegal.
04:38Essa é uma grande preocupação da nossa parte,
04:41tanto para animais de companhia, quanto para animais de produção.
04:45Eu queria entender como que vocês têm mapeado isso na prática.
04:50A gente está falando de produtos que estão entrando pela fronteira brasileira.
04:53Quais são esses estados?
04:55Queria saber se existe alguma região mais sensível, mais crítica,
04:59seja pela perspectiva da CropLife ou do Sindan.
05:03Vou seguir a ordem e continuar com o Unilto.
05:07Perfeito, Mariana.
05:09Olha, falando do mercado ilícito de insumos agrícolas,
05:12nós temos pelo menos duas perspectivas.
05:15Temos aquela do contrabando do produto que é proibido no Brasil
05:19e proibido pelas autoridades regulatórias,
05:22ou seja, é um produto que não deve circular no nosso Brasil em hipótese nenhuma.
05:27E esse contrabando adentra principalmente, mas não somente,
05:31mas principalmente pela fronteira seca com os países vizinhos ao Brasil,
05:36que tem uma legislação bem diferente da legislação brasileira
05:39e que lá permitem produtos que aqui a gente não permite.
05:42Então, tem esse contrabando de agrotóxicos que são proibidos no Brasil
05:48e que são permitidos nos países vizinhos.
05:51Tem ainda um contrabando que tem entrado de maneira fraudulenta,
05:58maquiado como se fosse uma importação pelos portos brasileiros,
06:03ou seja, é uma importação fraudulenta que está trazendo um produto que também é proibido.
06:08E temos ainda um mercado interno de falsificação e de adulteração de agrotóxicos,
06:16que acontece especialmente naqueles estados que têm bastante representatividade
06:21na produção agrícola brasileira.
06:23E temos também uma produção significativa do que a gente denomina sementes piratas,
06:29sementes que não são produzidas dentro do sistema regulatório de sementes
06:34e que, portanto, trazem risco de contaminação, de disseminação de pragas
06:39e prejudicam a cadeia de produção de sementes legítimas.
06:45Essas duas perspectivas que eu trouxe para vocês
06:48têm alcançado dimensões assustadoras.
06:51Para a gente pegar notícias recentes da semana passada,
06:54das últimas três semanas, no estado de Minas Gerais, por exemplo,
06:57que não é um estado que faz fronteira com nenhum país vizinho.
07:00Os órgãos de defesa agropecuária, de meio ambiente, a polícia
07:05e o órgão estadual de defesa agropecuária,
07:08em três grandes apreensões,
07:10apreenderam mais de 50 toneladas de insumos proibidos,
07:14porque eram contrabandeados,
07:16ou insumos que eram falsificados,
07:18ou sementes que não tinham produção certificada,
07:22com risco de contaminação de pragas.
07:24Portanto, todo o estado brasileiro
07:26que tem alguma relevância na produção agrícola
07:29está sofrendo com a distribuição,
07:33a comercialização de insumos
07:35que a gente denomina de ilegais,
07:37porque são produzidos ou são contrabandeados
07:40fora das regras do sistema regulatório.
07:45Emílio, eu queria entender
07:46como o Sindan mapeia isso
07:49e se nessa questão de países vizinhos,
07:52mas a gente está falando de uma entrada mais ao norte do país,
07:54mais ao sul do país,
07:56ou se está difícil saber a origem,
07:59o que também é um problema, né?
08:00Porque para começar o combate,
08:02primeiro tem que saber de onde está vindo a ilegalidade.
08:06É.
08:07Na semelhança do pessoal da Crocs,
08:10nós temos aí o problema do contrabando
08:13e o problema de produtos ilegais,
08:15que nós chamamos de pirata.
08:16Abrimos uma campanha bastante consistente,
08:20que é a campanha Olhos Abertos,
08:22que busca levar elementos para que tanto o consumidor
08:26quanto o médico veterinário, técnicos envolvidos na cadeia
08:29possam identificar esse produto,
08:32seja ele contrabandeado ou produto ilegal, produto pirata,
08:36e também hoje fazemos parte do Conselho Nacional de Combate à Pirataria,
08:41junto ao Ministério da Justiça,
08:43na busca de colocar nosso ponto de vista lá dentro,
08:46deste grande grupo,
08:48para que o tema controle das fronteiras nos auxilie.
08:53Nós temos também uma série de produtos que não são permitidos no Brasil
08:58e que são permitidos em outros países que entram pela divisa
09:02e temos uma quantidade expressiva, muito grande,
09:06de produtos ilegais no Brasil.
09:08A gente monta aí que mais ou menos de um faturamento de 12 a 13 bilhões
09:14que nós temos de produtos do veterinário,
09:17daqueles associados que trabalham com a pesquisa do Sindan,
09:22um sexto deste volume é referente,
09:27se refere a produtos contrabandeados,
09:30ou seja, outros 15% estariam sendo comercializados de maneira ilegal no Brasil.
09:36E volto a insistir,
09:38tanto para animais de companhia quanto para animais de produção,
09:41é muito, muito, muito, muito arriscado.
09:45Os usuários, os tutores, os proprietários de aves, suínos e bovinos
09:51lançam a mão desse produto.
09:53Eu creio que hoje, com a conscientização que nós temos no campo,
09:57grande parte disso só se for por engano mesmo,
10:01por desconhecimento,
10:02porque nós temos aí uma relação muito palatável com o mercado,
10:07ou seja, não temos uma grande interferência de custos.
10:10E a gente entende que dá-se para lançar a mão de produtos legais
10:15registrado pelo Ministério da Agricultura,
10:17temos um portfólio,
10:19temos uma gama de produtos atualizados
10:21e temos uma distribuição bem ampla do Brasil
10:26facilitando o acesso aos produtos veterinários.
10:30Só para a gente encerrar,
10:32mas sempre com essa ideia de prestação de serviço,
10:35eu também gostaria de ouvir de ambos
10:38o que fazer, então, um produtor
10:40que desconfia que o produto é contrabandeado,
10:44que percebeu que em determinada região
10:47está vendendo um produto sem rótulo, sem certificação,
10:50como ajudar, então, nessa comunicação,
10:52nessa clareza de informações?
10:55E também gostaria de ouvir de vocês
10:58quais que são os pleitos mais diretos
11:00para os governos.
11:02A gente está falando de governo estadual,
11:04é governo federal,
11:06vocês mencionaram aí, por exemplo,
11:08essa questão do grupo de combate à ilegalidade
11:10no Ministério da Justiça,
11:12mas existe também um diálogo
11:15e uma cobrança para o Ministério da Agricultura,
11:17por exemplo,
11:18gostaria de trazer esses dois pontos, então,
11:21de cobrança de governo
11:23e também prestação de serviço
11:25para os produtores que nos ouvem aqui.
11:28Vou começar de novo com a CropLife, por gentileza.
11:31Mariana, a CropLife criou, inclusive,
11:35um curso de capacitação
11:37para os agentes de Estado
11:39entenderem as dimensões do problema
11:41e se qualificarem
11:43em busca de uma melhor efetividade
11:46nas suas ações.
11:47Esse programa foi desenvolvido
11:49em parceria com a Universidade de São Paulo
11:51e para os integrantes do serviço público
11:53ele é gratuito.
11:54Além desse curso de capacitação,
11:57nós auxiliamos as autoridades
11:59a fazer a destinação
12:00de maneira ambientalmente adequada
12:02de todo produto legal que se apreende,
12:04falando em termos de agrotóxicos,
12:06porque a destinação desse produto
12:08requer uma certificação ambiental específica
12:11que é muito custosa.
12:12E criamos um canal
12:14para receber denúncias.
12:16A gente recebe denúncias aqui
12:17de maneira anônima
12:18e todas as denúncias que nós recebemos
12:20nós endereçamos para as autoridades,
12:22sejam autoridades de segurança pública
12:24ou autoridades de defesa ambiental
12:26e agropecuária.
12:27Esse canal que a CropLife disponibiliza
12:30para toda e qualquer pessoa,
12:31para um produtor,
12:32para um comerciante,
12:34ele é um canal alternativo.
12:38A gente não quer substituir
12:39os canais das autoridades.
12:40A gente entende
12:41que os canais das autoridades
12:42devem permanecer,
12:44porque em alguns contextos
12:46a gente percebe que o denunciante
12:48não gosta de levar a informação
12:50para a autoridade
12:51daquela região
12:52em qual ele está situado.
12:53Portanto,
12:54ele se sente seguro
12:55em fazer uma denúncia anônima
12:56através dos nossos canais.
12:59Feito essa informação
13:02de como é que a gente tem colaborado,
13:05eu acho que o que nós gostaríamos
13:07das autoridades,
13:08especialmente das autoridades
13:10que têm atribuição
13:11de atuação nas fronteiras,
13:13a gente entende o problema das fronteiras,
13:14nós temos fronteiras muito grandes,
13:17amplas,
13:18muito porosas,
13:19de fácil circulação
13:20e pouca fiscalização.
13:22O fato é que os produtos
13:24estão entrando
13:25e estão afetando
13:26a segurança
13:28da agricultura brasileira,
13:30estão afetando o meio ambiente,
13:31estão afetando a indústria,
13:33estão afetando inclusive o Estado
13:34na medida em que perde a arrecadação.
13:36A gente gostaria
13:37que não só o Comitê Nacional
13:39de Combate à Pirataria
13:40e aos Delitos
13:42contra a Propriedade Intelectual
13:44levassem esse assunto adiante,
13:46mas que outras instituições
13:48do governo federal,
13:50mas também dos governos estaduais,
13:53tivessem mais presença
13:55na repressão e na fiscalização,
13:56porque nós até que temos legislação,
13:58a nossa legislação é boa,
14:00o que nos falta
14:01é fazer valer
14:03o que está previsto na legislação
14:04no que diz respeito
14:05à prevenção,
14:07fiscalização,
14:08repressão
14:09e punição exemplar.
14:11Esses casos
14:11que eu mencionei a você,
14:13essas apreensões
14:14acontecidas no Estado
14:15de Minas Gerais
14:15nas últimas três semanas,
14:17foram atuações
14:18desenvolvidas em conjunto
14:20pelo Ministério da Agricultura,
14:22pelo órgão estadual
14:23de defesa vegetal
14:24de Minas,
14:25pelo IBAMA
14:26e pelas polícias locais.
14:28A gente gostaria
14:29que isso se replicasse
14:30em outros estados
14:31e que isso acontecesse
14:32não só no interior do Brasil,
14:34mas também nos estados
14:36que fazem fronteira
14:37com os países vizinhos
14:38e naqueles estados
14:39que são menos guarnecidos
14:41de presença do Estado,
14:42que são os estados
14:43da região norte.
14:44Nós temos informação
14:45de que muito do contrabando
14:47está adentrando
14:48por estados do norte
14:49e depois são distribuídos
14:50dentro da logística
14:52que o Estado brasileiro
14:54oferece para isso,
14:55porque esse produto ilegal,
14:58ele circula
14:59pela cadeia de logística
15:01e distribuição
15:01das nossas rodovias.
15:03Então, é importante
15:04que as autoridades
15:05que têm atuação
15:06em rodovias,
15:07em portos,
15:08em aerovias,
15:09em ferrovias
15:10e também
15:12nas propriedades rurais
15:13estejam bem cientes
15:15do tamanho desse problema,
15:17das dimensões
15:17e dos impactos
15:18que eles trazem
15:19e desenvolvem estratégias
15:20de atuação em conjunto.
15:22A gente sabe
15:22que tem atuação
15:23para todos os órgãos,
15:25tem atribuição
15:26para órgãos de segurança pública,
15:27como as polícias,
15:28inclusive polícia investigativa,
15:31porque a gente tem notícia
15:32de que o crime organizado
15:33está envolvido
15:34nesse mercado
15:34de agrotóxicos ilegais
15:36e tem atribuição
15:38para os órgãos
15:38que têm
15:39que orientar
15:41e fiscalizar.
15:42Leia-se,
15:43Ministério da Agricultura,
15:45órgãos estaduais
15:46de defesa vegetal
15:47e órgãos de meio ambiente,
15:50como o IBAMA,
15:50para falar na esfera federal.
15:52se a gente pudesse
15:55compilar
15:56todas essas informações
15:57num único local
15:59para que todas
15:59essas autoridades
16:00compartilhassem informações
16:02e realizassem
16:04as suas atribuições
16:06na modalidade de força,
16:08tarefa,
16:08na qual os órgãos
16:10conversam entre si,
16:12a gente percebe
16:13que o problema
16:15seria de uma dimensão
16:16bem menor,
16:17porque muito
16:18do que tem acontecido
16:19nesse mercado ilegal
16:20é por falta
16:21de presença
16:22na fiscalização
16:23e na repressão.
16:24Volto a dizer,
16:25a gente até que tem
16:26boa legislação.
16:27Nós temos uma lei
16:28de agrotóxico
16:29que criminaliza
16:30de maneira bem rigorosa
16:32os delitos
16:33com relação
16:34aos agrotóxicos.
16:35A gente tem
16:36leis que protegem
16:38bastante o consumidor.
16:39A gente tem leis
16:40que protegem bastante
16:41o mercado
16:42que faz uso
16:43de todos esses insumos.
16:45O que nos falta
16:46é uma presença
16:47mais constante.
16:48Eu diria que
16:49estruturada
16:50por parte
16:50dos órgãos
16:51do Estado.
16:52Sim, sim.
16:53Isso a gente vê
16:54ao redor do Brasil.
16:56Eu queria que o Emílio
16:58também complementasse
16:59trazendo então
17:00essa perspectiva
17:01de se você concorda
17:03se o Sindan
17:03está também
17:04nessa linha
17:05de mais força-tarefa,
17:08mais fiscalização
17:09nas fronteiras
17:10e se também existe
17:11algum tipo de apoio
17:13para produtores,
17:14para quem trabalha
17:15lidando com a saúde animal,
17:16enfim,
17:17veterinários
17:17zootecnistas, né?
17:20Esse sono de dúvida
17:21bem coincide
17:22em muitas ações
17:23que a CROP
17:24trabalha
17:25e o Sindan
17:26também trabalha.
17:27No nosso caso
17:27nós damos
17:28muita ênfase
17:29também
17:29às questões
17:30do produto
17:31ilegal
17:31produzido
17:32dentro do Brasil.
17:34E a gente
17:34entende
17:35que a conscientização,
17:36porque sempre
17:36a utilização
17:37do produto
17:38ou
17:40passa pela mão
17:41de um doutor,
17:43de um gerente
17:43de fazenda,
17:44de um administrador,
17:46de um capatazes,
17:47ou é acompanhado
17:48por eles,
17:48inclusive pelo patrão.
17:49Então a gente
17:50entende muito
17:51que no quesito
17:52conscientização
17:53vai colaborar
17:54muito conosco.
17:55Os canais
17:56que a gente tem
17:57aberto,
17:57obviamente,
17:58são todas
17:58as autoridades
17:59envolvidas,
18:00sem sombra de dúvida,
18:01que tiveram
18:02a mais acessível
18:04a quem detectar
18:04esse produto
18:05ilegal,
18:06esse produto pirata,
18:08e as demandas
18:09que chegam
18:09até o Sindan
18:10por essa questão
18:11de segurança
18:12e tudo mais,
18:13nós encaminhamos
18:14ao Ministério
18:15da Agricultura
18:16que toma as providências
18:17de inspecionar,
18:19auditar e encerrar
18:21essas atividades
18:22ilegais que acontecem
18:23na produção
18:24de medicamentos
18:25veterinários.
18:26Óbvio que a gente
18:27carece,
18:28de maneira geral,
18:29de uma maior ênfase
18:30na fiscalização,
18:32mas a gente tem
18:33que conscientizar
18:34para que quando
18:34se encontrar
18:35uma suspeição,
18:36um produto
18:37que te salta
18:39aos olhos,
18:40é um produto
18:41diferente daquilo
18:42que você está
18:42habituado a manusear,
18:44a utilizar,
18:45a ver as pessoas
18:46utilizar,
18:47você correr
18:48com esse produto
18:51atrás de informação,
18:53para saber
18:53de onde ele veio
18:54a origem dele.
18:55Então,
18:56é isso que nós
18:56estamos tentando
18:58buscar,
18:59juntamente com
18:59os órgãos de classe,
19:01com as autoridades,
19:02com o Conselho Nacional
19:03de Combate à Pirataria,
19:04e sempre,
19:05sempre,
19:06sempre informando
19:08o Ministério
19:08da Agricultura
19:09todas as evidências
19:10que chegam
19:11até nós,
19:12ou estimulando
19:14as pessoas
19:14de associações,
19:16do Fórum
19:16das Agências Executoras,
19:18das Agências Estaduais
19:20de Sanidade,
19:21a agir fortemente
19:23em cima
19:24desse,
19:25dessa prática
19:26que é muito maléfica,
19:28é muito problemática,
19:29a saúde entra pela boca,
19:31nós temos que ter
19:32um alimento seguro,
19:34saudável,
19:34para a população,
19:35não podemos arriscar
19:37utilizando qualquer produto
19:39que não tenha
19:40sua origem
19:40muito bem
19:41estabelecida.
19:42um alimento으니까o
19:42e para a nossa
19:42Obrigado.
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