00:00Aprova o convite para ouvir o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o antecessor dele no BC, Roberto Campos
00:07Neto.
00:07A previsão é de que os trabalhos do colegiado terminem na semana que vem.
00:11Beatriz Souza, mais uma vez aqui com a gente, quais são os próximos passos e essa oitiva com os dois
00:18que compõem,
00:19um que compôs e outro que hoje é o presidente do Banco Central. Beatriz.
00:26Oi, Tiago. Boa noite mais uma vez.
00:29Pois é, mesmo a CPMI já se encaminhando para esse encerramento, foram aprovados hoje esses requerimentos de convite
00:36para o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e para o atual presidente, Gabriel Galípolo.
00:44Esses requerimentos que são de autoria do próprio presidente da comissão, senador Carlos Viana,
00:49lembrando que por serem requerimentos de convite, eles não são obrigados a comparecer.
00:55A gente separou um trecho da fala do senador Carlos Viana, dizendo o porquê dessa convocação,
01:02tanto do ex-presidente do Banco Central, da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro,
01:07e também do atual presidente do Banco Central. Vamos assistir.
01:12Os requerimentos estão como convite, porque os dois lados queriam a convocação,
01:18eles são autoridades, serão tratados da mesma maneira, tanto o ex-presidente como o atual presidente.
01:23Os dois têm explicações a dar, a meu ver, sobre essa questão do Banco Master.
01:28Eu espero a aprovação e, entendo a prorrogação, os dois estarão aqui na CPMI,
01:34e eu espero que juntos, porque essa é a minha proposta, para que a gente possa responder.
01:42Pois é, Tiago, essas oitivas vão ser marcadas se a CPMI for prorrogada,
01:48porque, como eu falei, ela já está se encaminhando para o encerramento,
01:51a gente tem aí mais uma semana, semana que vem, de trabalhos,
01:55onde vai ter a leitura do relatório, vai ter também a votação do relatório,
01:59então, o prazo está bem apertado.
02:02Então, esses requerimentos foram aprovados, mas essas oitivas vão ser agendadas
02:06caso a CPMI seja prorrogada.
02:09Lembrando que o senador ainda espera essa resposta do ministro André Mendonça,
02:16do Supremo Tribunal Federal, sobre essa prorrogação ou não da CPMI.
02:22Tiago.
02:23Você já falou, caso a comissão não seja prorrogada,
02:26o relatório final deve ser divulgado na quarta-feira,
02:29e o filho do presidente Lula, o Luninha, não deve ser indiciado?
02:33Essa é a expectativa? É isso, Beatriz?
02:38Pois é, Tiago, o próprio presidente da comissão, o senador Carlos Viana,
02:44chegou a falar que não tinha provas de que Lulinha recebia essa mesada de 300 mil reais,
02:51como ele tinha falado que uma testemunha teria dito que ele recebia essa mesada
02:56do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, que é conhecido como careca do INSS.
03:01Essa ausência de provas, o senador atribuiu a não quebra de sigilo,
03:06a derrubada, no caso da quebra de sigilo que foi aprovada pela CPMI,
03:10mas por uma decisão do ministro Flávio Dino, foi derrubada,
03:15e por isso não se conseguiu constatar se Lulinha recebia, então,
03:21essa mesada de 300 mil reais.
03:23Por isso, ainda não se sabe se vai ser, se Lulinha vai ser indiciado nesse relatório final,
03:31que já conta aí com mais de 5 mil páginas, e que está aos cuidados do relator deputado Alfredo Gaspar.
03:39Então, a gente aguarda para ver se vai ser indiciado, mas por conta dessa ausência de provas,
03:44a gente acredita que não deve ser indiciado.
03:48Tiago, volto com você.
03:49Denis Souza acompanhando os trabalhos da CPMI e do INSS até daqui a pouquinho,
03:53mais um giro com as nossas comentaristas.
03:55Começo por você agora, Denis, sobre Gabriel Galípolo e Roberto Campos Neto.
04:00É claro que o senador Carlos Viana reitera que eles vão falar sobre o Master,
04:05mas, de qualquer forma, é um convite e eles não precisam comparecer,
04:09mas o presidente da CPMI tem toda a confiança, não podia ser diferente, né?
04:14Exatamente. Agora, Tiago, isso mostra mais ainda a necessidade de você ter uma CPI ou CPMI específica
04:21para o caso Master, para não haver o que se fala de desvio de finalidade.
04:25Porque a gente vê tanto a que investiga os crimes, outros crimes aí, crime organizado e tal,
04:32e essa do INSS puxando o caso Master, porque tem algum envolvimento, porque tem suspeita de relações.
04:39Então, se houvesse uma CPMI específica sobre o Master, todos esses convites e convocações
04:45teriam de ocorrer, né? E seria um espaço adequado para isso.
04:49E vale lembrar que a história do Banco Master começou lá atrás.
04:53Daí, o convite a Roberto Campos Neto, porque Vorcaro, quando ele começou a entrar na área financeira,
04:58ele adquiriu o Banco Máxima, que estava com dificuldades,
05:01era proibido pelo Banco Central de atuar por denúncias já de fraudes.
05:06Em 2019, Vorcaro conseguiu licença para operar, e aí depois ele trocou o nome do Banco de Máxima
05:12para Banco Master. E aí começou a operar dessa forma que a gente tem visto,
05:16com crédito consignado, patrimônio foi se multiplicando, ele foi mostrando para a sociedade
05:23tudo o que ele foi adquirindo, a triangulação com os fundos de outras instituições financeiras.
05:29Então, foi nessa fase de Roberto Campos Neto.
05:31E aí houve investigações mais fortes por parte do Banco Central, a partir do momento
05:38que o Banco de Brasília tentou comprar o Master.
05:40Houve, inclusive, uma sindicança interna do Banco Central, que detectou problemas,
05:44e a própria Polícia Federal identificou dois servidores, diretores do Banco Central,
05:50que atuavam quase que como funcionários de Vorcaro internamente.
05:53Então, daí, essa preocupação com a própria atuação que o Banco Central teve ao longo do tempo.
05:58Então, a história começou lá atrás, na época em que o Roberto Campos Neto era presidente da instituição
06:04e chegou até recentemente com o Galípulo.
06:07E Dora, sobre a CPMI do INSS, é igual a pesquisa eleitoral, fotografia do momento.
06:12Se fosse hoje, não seria prorrogada, né?
06:15Isso é, mas a gente não sabe. Está com cara de que não vai ser prorrogada.
06:19Queria falar um pouco dessa. Você vê o exemplo do Lulinha.
06:24Primeiro, é uma correção. É muito comum se falar que a CPI vai indiciar ou vai deixar de indiciar.
06:30CPI não indicia nada. Ela pede ou não o indiciamento aos órgãos competentes.
06:36É muito comum se falar. Ela não tem esse poder de indiciar.
06:41Muito bem. Mas o caso do Fábio Luiz, filho mais velho do presidente Lula,
06:46ele não pôde ir à CPI porque impediram a CPI de trabalhar.
06:50Era esse assunto que eu estava falando no comentário anterior.
06:54Agora, a quebra de sigilo foi pedida pela Polícia Federal, ao ministro André Mendonça, que autorizou.
07:01Então, o sigilo dele está quebrado lá na Polícia Federal.
07:06Então, o que tiver de vir ou não, não será por conta da CPMI.
07:13Seria uma deferência ao reconhecimento do Congresso, se o Congresso não fosse impedido de trabalhar
07:22quando quer trabalhar a sério.
07:25Mas isso, de qualquer maneira, vai sair, para o bem ou para o mal, da Polícia Federal.
Comentários