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O preço do petróleo Brent voltou a ultrapassar a marca de US$ 100 por barril nesta quinta-feira (12), impulsionado pela escalada de ataques no Golfo Pérsico. Desde o início do conflito envolvendo Israel, Irã e Estados Unidos, a cotação da commodity tem registrado forte volatilidade e chegou a superar US$ 120 na semana passada. A situação no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo transportado no mundo, segue crítica, com relatos de ataques a navios mercantes atribuídos à Guarda Revolucionária iraniana. Alan Ghani analisou.

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Transcrição
00:00Quero seguir por aqui porque eu vou falar de economia agora com o nosso Alangani, do quanto essa guerra no
00:04Oriente Médio, ela impacta a economia mundial, porque o valor do barril do petróleo voltou a bater 100 dólares, Alangani,
00:11o que a gente percebe também é uma volatilidade absurda, né?
00:14Exatamente, né? Ontem mesmo a gente falou do barril chegando a 120 no dia anterior, depois recuou para 87, agora
00:24volta para 100 dólares, como a gente pontuou, né? Que essa volatilidade, ela ia persistir enquanto a guerra durar.
00:33E aí não foi diferente porque o Irã atacou ali uma série de embarcações de outros países que tentavam passar
00:41no Estreito de Ormos, então isso mostra, olha só, que o Estreito de Ormos continua bloqueado, se você tentar passar,
00:48você vai ser alvejado.
00:50Então, veja, olha, Gibraltar, Libérez, Estados Unidos, né? Origem do navio, Índia e Grécia, Malta e Bahamas, Emirados Árabes Unidos,
01:00Ilhas Marshall, Ilhas Marshall, Tailândia e Japão.
01:04Então, assim, diversos países, né? Com bandeiras aí de diversos lugares acabaram sendo alvejados.
01:12Então, diga.
01:13Pode continuar.
01:14Não, então, na prática, o Estreito de Ormos continua bloqueado. Se está bloqueado, não chega petróleo. Se não chega petróleo,
01:22as empresas também deixam de produzir, Evandro, o preço vai lá para cima.
01:26Para vocês que nos ouvem, só para vocês entenderem, o Alan Ghani mencionou a origem desses navios e também tem
01:31as datas aqui.
01:32Então, por exemplo, Gibraltar, Ilhas Marshall, Libéria e Estados Unidos foram atingidos no dia 1º de março.
01:38Aí teve outro ataque no dia 3 do mesmo mês com navios da Índia e da Grécia, que tinham como
01:44destino, na verdade, origem, Índia e Grécia.
01:46Depois, no dia 4, Malta e Bahamas. Aí, no dia 6 de março, Emirados Árabes Unidos.
01:52Outro navio das Ilhas Marshall foi atingido no dia 7, assim como no dia 11 de março, também com navios
01:59da Tailândia e do Japão.
02:00Ou seja, são muitos países que estão tendo as suas produções e cargas impactadas por conta do Estreito de Ormos,
02:07né, Alan Ghani?
02:07Exatamente. E o Irã não faz nenhum tipo de distinção. Veja, se a bandeira do navio é dos Estados Unidos,
02:15ele ataca.
02:15Mas também, se a bandeira é da Índia ou da Grécia, ele também ataca do mesmo jeito.
02:21Ele quer prejudicar como um todo.
02:22Ele quer prejudicar como um todo. Ele quer manter aquela região bloqueada.
02:27Se está bloqueada, o navio não passa, o petróleo dispara e aí é um problema para a economia mundial.
02:34Ô, Ghani, a gente pode esperar um movimento de baixa apenas no momento em que esse Estreito for liberado?
02:38Exatamente. Apenas quando liberar este Estreito.
02:41E olha só, Ivandro, tem um adicional, porque depois as empresas demoram um certo tempo para retomarem a produção.
02:48Provavelmente, a gente já deva começar a sentir um aumento do custo de produção repassado no preço.
02:54Valeu, Ghani. Até já.
02:55Tchau, tchau.
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