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  • há 4 horas
Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia afirmou, em sua fala no evento "Todas e Todos Contra o Feminicídio", promovido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que o Brasil vive um cenário de “barbárie” e não de civilização, enquanto mulheres continuam sendo mortas física e socialmente.

“Eu não falo em recivilização, porque eu não falo em civilização em um local em que matam pessoas. Matam crianças, matam meninas fisicamente, socialmente, intelectualmente, psiquicamente. Isto não é uma civilização. Isto é um simulacro que ainda não chegou ao aspecto civilizatório de uma humanidade que rejeita a barbárie. Isto é, sim, barbárie. (...) Resolveram nos matar, resolvemos viver”, ressaltou nesta quarta-feira (11/3), ao destacar, com base em dados de 2026, que uma mulher é assassinada no país a cada menos de 6 horas pelo simples fato de ser mulher.


Crédito: TCU

Leia mais:
https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2026/03/7373074-resolveram-nos-matar-resolvemos-viver-diz-carmen-lucia.html

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Transcrição
00:00Eu não falo em recivilização, porque eu não falo em civilização no local em que matam pessoas, matam crianças, matam
00:08meninas, fisicamente, socialmente, intelectualmente, psiquicamente.
00:14Isto não é uma civilização, isso é um simulacro que ainda não chegou ao aspecto civilizatório de uma humanidade que
00:21rejeita a barbárie.
00:22Isto é barbárie.
00:25Eu, portanto, quero fazer algumas observações, faço algumas observações iniciais sobre o primeiro ponto dessa minha breve fala, que é
00:37sobre a questão da mulher neste mundo.
00:40Resolveram nos matar, resolvemos viver.
00:45Portanto, temos aqui uma equação para ser resolvida com consenso, para pacificar as relações.
00:51A maneira de Conceição Evarias, ela dizia, combinaram de nos matar e nós combinamos de não morrer.
00:58Eu digo, pois é, este foi um tratado feito em uma sociedade em que nós deveríamos ficar quietas, caladas, mortas
01:05em vida.
01:08O local tradicional da mulher era, como nas histórias infantis que nos contaram, no borralho.
01:18Era a gata borralheira.
01:20E fique quieta no borralho, a cozinha é sua.
01:24Fique quieta lá, porque na sala, os grandes temas, nós discutimos, nós os homens, fumando os nossos charutos, tomando os
01:30nossos licores.
01:32Isto podia ser alguma coisa do século XIX, ou do final do século XIX, início do século XX.
01:39Mentira.
01:41Mentira.
01:41Os clubes de charuto continuam ainda hoje aqui em Brasília, em qualquer lugar do Brasil.
01:46Os homens se reúnem, se divertem, se apresentam e depois na hora de promover para um tribunal, são estes que
01:54vão.
01:54Porque já conhece aquele que vai nomear, porque é aquele que eu te apresentei depois do jogo do futebol.
01:59E onde estamos nós?
02:02Ausentes.
02:02Onde estamos nós?
02:04De casa para o trabalho, de trabalho para casa, com dupla, quando não, com tripla jornada.
02:09Mas vocês são muito guerreiras.
02:12E todo ser humano tem que ser guerreiro nesse sentido de lutar pela vida.
02:17Mas nós queremos ser namoradas, nós queremos ser festivas, nós queremos ser amigas, nós queremos passear.
02:24Nós queremos não ser guerreiras o tempo todo, porque isso cansa.
02:28A vida não é um estresse, a vida é uma grande aventura para ser vivida com prazer.
02:32O destino do ser humano é a felicidade.
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