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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal formou maioria para condenar os cinco acusados de envolvimento nas mortes da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, além da tentativa de homicídio contra Fernanda Chaves.

Durante o voto, a ministra Cármen Lúcia falou sobre violência política de gênero e afirmou: “Matar uma de nós é muito mais fácil. Matar fisicamente, matar moralmente, matar profissionalmente. É muito mais fácil. Continua sendo"

Imagens: TV Justiça

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Transcrição
00:00Nós, mulheres, e mesmo eu, branca, e mesmo eu, juíza,
00:05nós somos mais ponto de referência do que sujeito de direitos.
00:10Sabe aquela que está ao lado daquela mulher magrinha?
00:12Sabe ao lado daquela de cabeça branca?
00:14Nós somos referência.
00:16Nós somos quase, muito parecidas com seres humanos.
00:19Mas não temos a integridade ainda de um reconhecimento pleno.
00:23Então, matar uma de nós é muito mais fácil.
00:25Matar fisicamente, matar moralmente,
00:27matar profissionalmente.
00:30É muito mais fácil.
00:32Continua sendo.
00:34E Dona Marinetti não acha que é só sua filha.
00:36Eu estou falando, como a minha mãe também poderia dizer,
00:40é mais fácil me matar do que matar um dos outros três aqui.
00:44Porque não vai acontecer nada.
00:46O que eles não sabiam é que aconteceriam.
00:48E quando se tem a terceira reunião em que eles dizem...
00:52É porque eu aprendi.
00:55Estava todo mundo nervoso.
00:57Foi uma reunião tensa.
00:59Foi por causa da repercussão.
01:00Porque era um recado.
01:03Marcelo Freixo, quando foi cogitado inicialmente do que está nos autos,
01:08era mais difícil.
01:09Chega-se a dizer expressamente,
01:11e a Procuradoria realça esse ponto,
01:13é presidente de partido.
01:15Aí não pode.
01:16Mas uma de nós é só para dar um recado.
01:19Se continuar, vai ter o mesmo fim.
01:21E isso não é incomum tragicamente e tragicamente.
01:26E eu espero que as próximas gerações não tenham que cogitar sequer deste tema.
01:32Mas é isso mesmo.
01:33É uma violência política.
01:35É uma violência...
01:36E aí a afronta é maior.
01:40Agora, além de tudo, mulher fala.
01:41Ainda fala alto?
01:42E ainda fala na minha área?
01:44O que é isso?
01:47Só falta dizer em que mundo nós estamos.
01:50Pois é, estamos num mundo em que queremos direitos iguais.
01:54Estamos num mundo em que todo ser humano tem que ter o respeito pelos seus direitos.
01:59Estamos num mundo em que a dignidade é exigida da humanidade, da pessoa humana,
02:04e não de um homem branco médio ocidental.
02:08É isto.
02:09Então, eu acho que este é um dado que levou a escolha e que só agrava.
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