00:00E as mulheres que sofrem violência, elas dizem para a gente, eu tenho vergonha, eu me sinto derrotada pelo fato de sofrer violência.
00:09Então, é por isso que elas demoram muito tempo para denunciar.
00:14O que nós temos insistido é isso, que as mulheres não tenham medo de fazer a denúncia.
00:20Mas para elas, elas também têm que ter segurança de que elas serão atendidas, de que elas serão protegidas, de que vai ter uma rede de proteção.
00:28Por isso mesmo, a unidade básica de saúde, a escola, o CRAS, o CREAS, um acolhimento, todos os serviços.
00:37Nós temos aquele não é não, que é um protocolo, que a UNB forma garçons, donos de bares, restaurantes, entretenimentos,
00:46para preparar as pessoas a lidarem com os homens e com as mulheres que estão ali e que vendem bebida alcoólica
00:55quando uma mulher é agredida, é assediada, quando tem uma perturbação, que eles saibam chegar,
01:02que eles saibam se aproximar e orientar a explicar.
01:06Então, tem inúmeras estratégias.
01:08As universidades estão assumindo conosco essa tarefa de incluir nos currículos escolares,
01:14desde o ensino fundamental até a universidade, conteúdos sobre igualdade de gênero.
01:21Não só as mulheres, quando nós falamos as mulheres, nós estamos falando das mulheres trans, das LBTs,
01:29mulheres que sofrem muito e que são incriminadas, discriminadas, sem exceção.
01:37Então, é um contexto muito complexo mesmo que a própria sociedade se esquiva.
01:42Ela não quer falar disso.
01:43Ela quer achar que é normal, que é natural.
01:47Então, nós temos que ainda superar mentalidades, superar preconceitos,
01:52superar essa vergonha, às vezes, até de falar disso.
01:56Nós temos que falar.
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