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O programa Morning Show traz atualizações sobre o andamento do grave caso de estupro coletivo ocorrido no final de janeiro em Copacabana, no Rio de Janeiro. O repórter Rodrigo Viga, direto do Palácio da Justiça, informou que dois dos quatro jovens adultos já presos pelo crime passam por audiência de custódia nesta quarta-feira. Os outros dois detidos já haviam passado pelo mesmo procedimento anteriormente e tiveram as prisões mantidas pelas autoridades.


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Transcrição
00:00Uma prisão e com muita justiça, que são aqueles meninos lá do Rio de Janeiro.
00:06Que semana agitada essa, né?
00:08Quanta informação, quanta notícia, e nem tanta notícia assim...
00:13A guerra no Irã.
00:14De fácil digestão, não.
00:16Tudo difícil, né?
00:17Dois suspeitos, os outros dois suspeitos,
00:20que participaram daquele estupro contra uma adolescente de 17 anos, né?
00:26Vão passar por uma audiência de custódia daqui a pouco.
00:29E lá, Rodrigo Viga está com todas as informações ao vivo.
00:33Bom dia, meu amigo.
00:34Conte tudo pra gente.
00:35Bem-vindo ao Morning Show.
00:39Como diz o outro, né, Fernando?
00:40Conte tudo, não me esconda nada, né?
00:42Bom dia pra você, pro nosso espectador internauta da Jovem Pan,
00:45turma toda aí do sofá.
00:47Daqui a pouco acontece a audiência de custódia de dois dos quatro jovens adultos,
00:51ou adultos jovens, que já foram presos naquele escândalo envolvendo estupro coletivo
00:55de uma adolescente de 17 anos de idade,
00:57que aconteceu em janeiro, em Copacabana.
01:00Os dois primeiros a se apresentarem já passaram por audiência de custódia,
01:04não houve nenhum óbvio, como se diz no linguajar da justiça,
01:07nenhum problema, até porque eles se apresentaram voluntariamente,
01:11o mesmo vai acontecer daqui a pouco nessa audiência de custódia envolvendo os outros dois.
01:15Só que o detalhe agora é o seguinte,
01:16o menor de idade, que até então a polícia e o Ministério Público entendiam
01:21que não havia necessidade de prendê-lo,
01:23houve uma reinterpretação, a justiça já expediu aqui mandado de apreensão,
01:29porque é o menor de idade, né, de 17 anos de idade,
01:31já foi a vários endereços, está fazendo várias diligências,
01:34até agora não encontrou nem ele, nem o objeto, nada,
01:37nem o item que possa dar pistas ou ajudar nas investigações.
01:40Por que que ele passou a ser uma peça fundamental e essencial, viu, Fernando?
01:45É só pra fechar rapidamente, direto aqui da justiça do Rio de Janeiro.
01:48Por que houve, após o escândalo de janeiro de 2026, em Copacabana,
01:54mais duas denúncias, outras duas vítimas em 2023 e 2024.
01:58E aí descobriu-se que o modus operandi era quase que o mesmo,
02:01o cérebro, o arquiteto, quem pensava toda essa emboscada contra as meninas
02:06era o menor de 17 anos de idade, por isso que está sendo procurado,
02:09e vai ser apreendido muito em breve por Polícia e Justiça e MP do Rio de Janeiro.
02:15Fernando.
02:16A gente fica aí na torcida pra que isso aconteça,
02:20pra que esse caso, a divulgação de tudo isso,
02:23sirva como um exemplo, um marco, né,
02:25não só na forma como a gente lida com as mulheres,
02:29mas como a nossa sociedade entende tudo isso,
02:31essa semana está servindo pra isso, né,
02:33pra gente se educar melhor, né, entender melhor o que acontece.
02:37Muito obrigado, Viga, um bom trabalho pra você aí,
02:39no Rio de Janeiro, valeu.
02:43Então, gente, é algo, assim, o menino de 17 anos é o mentor de tudo, né.
02:50Eu vou te falar isso, Fernando, eu li que ele tinha e tem, né,
02:54segundo as apurações, ele lhe preliminares, o mesmo modus operandi,
02:57que ele cooptava essas adolescentes no colégio
03:02e levava pra esses adultos, não sei se necessariamente os mesmos adultos, né,
03:07os jovens ali que estão presos.
03:09Então, a gente vê, e é bom a gente falar, por quê?
03:12Quando a gente vai estudar o Estatuto da Criança e Adolescente,
03:14existe um crime que se chama Corrupção de Menores,
03:16que tá lá no artigo 244B.
03:18O que que esse crime fala?
03:19Que quando eu tenho uma pessoa que é maior,
03:21e ele está na companhia de um adolescente,
03:24ele deve responder por ter corrompido esse adolescente.
03:27O que a gente não visualiza nesse absurdo, né,
03:30desse estupro coletivo que aconteceu no Rio de Janeiro,
03:33tendo em vista que o adolescente que levava, né,
03:36essa em específico, que foi, né, a última,
03:40que foi a primeira que se mostrou,
03:41ela era ex-namorada dele, então ela tinha confiança.
03:45Uma relação de confiança, ela teve coragem de ir sozinha, né,
03:48ele até disse, leva uma amiga, não consegui, não chamei, né,
03:51e é claro que a defesa já está alegando,
03:55olha, pode ter sido consensual, consensual,
03:58ela chegar machucada em casa, chorando pra mãe,
04:02e falando tudo o que disse, né.
04:05O laudo sexológico, o Salveira Juízo,
04:07teve indícios de violência, né.
04:08Ela foi machucada, né, ela foi machucada,
04:10ela foi agredida, né.
04:12E muito simbólico que na semana que a gente comemora
04:14a Semana da Mulher, né,
04:16a gente passe por uma situação deplorável como essa,
04:19mas como você disse, né, Fernando,
04:21que bom que a gente está vendo a polícia agindo,
04:24e agindo de forma muito firme, a justiça também,
04:26e que a partir disso a gente tenha,
04:29não só uma discussão, mas alguma mudança concreta,
04:32que talvez a doutora possa até ilustrar melhor,
04:34mas seja em relação à maioridade penal,
04:37seja em relação até às punições que são realizadas,
04:40e também foi falado aqui sobre a questão
04:42de não poder condenar a vítima, né,
04:45Ah, porque eu estava com roupa curta, aquilo.
04:47Então eu acho que além do debate,
04:49a gente precisa ver algum desdobramento concreto.
04:51E a gente vê revitimização, né, Fernando,
04:53só para constar, porque esses crimes,
04:55geralmente, eles acontecem às escuras, né,
04:58geralmente.
04:59E aí a palavra da vítima,
05:00até houve um recente entendimento
05:02modificado no STJ, porque
05:04a palavra da vítima, ela tem uma especial relevância,
05:07desde que esteja dentro, né,
05:09do cenário probatório.
05:10E a palavra dela, de forma isolada,
05:13não poderia levar, né,
05:14Perde força às vezes, né, doutora.
05:15Então, às vezes a mulher nem procura a polícia,
05:19porque ela pensa que ela é a culpada, né,
05:21então a gente precisa que as pessoas
05:23procurem as unidades policiais.
05:24E é impressionante a reação que nós temos, né,
05:27nós, como sociedade civil organizada,
05:29quando a gente vê a foto desses quatro meninos, né,
05:32a gente pensa,
05:33Nossa,
05:34mas eles parecem tão bonzinhos.
05:37Não tem rosto criminoso.
05:38Em cima de qualquer suspeita,
05:40mas entre muitas aspas, né,
05:41e é isso que é importante a gente entender,
05:44porque esse é um crime que não tem CEP,
05:47não tem CPF,
05:48não tem cara,
05:49não tem cor,
05:50não tem bolso.
05:51Não tem cara de bobo,
05:52não tem cara de feliz, né,
05:53qualquer um.
05:54É isso.
05:55Estudando um colégio excelente,
05:57talvez dos melhores,
05:58do Rio de Janeiro, né,
05:59sem citar nomes, enfim.
06:00Então você vê que não é,
06:01é bom a gente dizer que a violência contra a mulher,
06:03seja ela qual for,
06:04cenário, física, psicológica,
06:06não tem dinheiro,
06:07não tem cor,
06:08não tem raça,
06:08ela acontece, né,
06:10e a gente precisa que as mulheres entendam
06:12e procurem as unidades policiais,
06:14porque muitas vezes elas se envergonham,
06:16e aí chegam lá em algumas delegacias a falar,
06:19ah, mas você tava com tal roupa,
06:20você tava dormindo com tantas pessoas.
06:22Mas o que você falou, né?
06:24É importante a gente dizer que não é não,
06:26ela pode dormir com cinco.
06:27Se ela quisesse ter dormido com cinco,
06:29isso não seria,
06:30a gente tem liberdade sexual,
06:31assim como política,
06:32enfim,
06:33liberdade sexual.
06:33O problema é quando a mulher fala não.
06:35O homem tem essa questão do ego,
06:37depois nós vamos falar, né,
06:38com a psicóloga,
06:38mas a questão do,
06:40né,
06:40de não falar não,
06:41da coisificação da mulher.
06:43Isso faz com que haja violência.
06:44E tem essa coisa de culpabilização da vítima sempre,
06:47é algo mega prejudicial,
06:49e a gente precisa tentar inverter,
06:51porque é um valor hoje que muita gente coloca na cabeça,
06:53que a culpa é da vítima.
06:54Ela nem denuncia.
06:55Exato,
06:56muitas pessoas jogam a responsabilidade na vítima,
06:59e acham que isso está correto.
07:00Por isso que a gente tem subnotificação, né?
07:02Só mencionar que o Instituto Federal,
07:03ele já abriu,
07:04e provavelmente vai fazer a expulsão.
07:06Tem dois que estudam no Instituto Federal,
07:08e eu falo que,
07:09eu estou mencionando isso,
07:10para não parabenizar,
07:12porque parece que é um prêmio,
07:13mas dizer que é esse tipo de atitude que a gente espera,
07:16né, Fernando?
07:16É a tolerância zero,
07:17e eu acho que quando você fala,
07:19você não estuda aqui,
07:21é um exemplo para qualquer outro que pense naquilo.
07:24Por falar em exemplo,
07:26apareceram casos de outras vítimas,
07:28mas parece que em 2023,
07:30vítimas desse grupinho aí também.
07:32Ele tinha um modo de operação, né?
07:34Sim, o adolescente tinha.
07:36Optou outras, né, doutor?
07:37Exatamente.
07:38Que eu soube,
07:39mas uma outra de 2021,
07:41também colega de classe,
07:42me parece,
07:43que ele fazia a mesma coisa.
07:44Pegava a confiança dela,
07:46e chamava para esse encontro,
07:47chegava lá,
07:48elas eram surpreendidas, né?
07:49Uma forma de premeditação.
07:51Ou seja, há anos.
07:51E isso é bom,
07:52porque tem que falar mesmo.
07:53A gente divulga,
07:55essas histórias vão,
07:57chegam no claro, né?
07:59Chegam no claro
08:00e estimulam
08:01para que as pessoas falem
08:02e para que as pessoas
08:04entendam que isso não pode ser feito.
08:06A gente vai agora...
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