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Novas frentes da investigação sobre o Banco Master revelaram indícios de que o empresário Daniel Vorcaro teria ordenado a invasão dos sistemas internos da Polícia Federal.

De acordo com relatório parcial da Procuradoria-Geral da República (PGR), foram identificados acessos não autorizados a processos sigilosos e ao sistema de inteligência da corporação. A suspeita é de que o grupo utilizava técnicas de "hackeamento" para obter informações antecipadas sobre mandados de busca e apreensão, além de monitorar o andamento de apurações que envolvem o nome do banqueiro e seus associados.

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Transcrição
00:00Muito boa noite, estamos chegando com o Jornal Jovem Pan, muito obrigado pela sua audiência, pela sua companhia.
00:05Os destaques desta quarta-feira agitado, o dia é marcado por revelações sobre o caso Master.
00:11A Polícia Federal aponta que um grupo comandado por Daniel Vorcaro, dono do banco, teria invadido sistemas restritos da própria
00:19PF,
00:19do Ministério Público e de órgãos internacionais de segurança.
00:24As últimas informações, repórter Janaína Camelo, direto de Brasília.
00:27Bom, depois de um dia como esse, de tanta repercussão, qual o balanço afinal, Janaína, das investigações? Boa noite, bem
00:35-vinda.
00:39Muito boa noite pra você, Tiago, pra todo mundo que assiste a gente agora aqui no Jornal Jovem Pan.
00:44Pois é, isso que você citou, Tiago, seriam os fatos novos que foram descobertos na investigação pela Polícia Federal,
00:51que basearam a operação de hoje com a prisão de Daniel Vorcaro e companhia, né?
00:56Porque a Polícia Federal, nessa nova operação, autorizada pelo ministro André Mendonça,
01:02diz que além de indícios de crimes ali no sistema financeiro, de lavagem de dinheiro,
01:06esse grupo também mantinha um esquema estruturado pra coagir, pra monitorar,
01:13pra vigiar ali com base em dados sigilosos que eram conseguidos de forma ilegal,
01:21pra coagir ali, intimidar pessoas, empresas, ex-empregados de Daniel Vorcaro, jornalistas,
01:27que seriam críticos ao conglomerado Master.
01:31Então, nessa operação, nesse relatório, nessa decisão do ministro André Mendonça,
01:35ele cita ali o que a Polícia Federal diz, que esse grupo específico de intimidação,
01:40de obstrução à justiça, atua de forma premeditada, violenta,
01:44uma espécie de milícia privada representando perigo a todos os seus desafetos.
01:49E aí, por isso que a Polícia Federal pediu a prisão imediata, né?
01:53E também os outros mandados de busca e apreensão contra os outros alvos.
01:56Então, dos presos na operação de hoje, dois fazem parte desse núcleo específico de intimidação,
02:03que é Maurício Rosseno, ex-policial federal, e o Luiz Felipe Moraes Mourão,
02:08apelidado de sicário, que seria o operador desse esquema,
02:12e que esse grupo recebia, segundo a Polícia Federal de Daniel Vorcaro,
02:16um milhão de reais por mês pra executar esse serviço.
02:21Então, o ministro André Mendonça, na decisão, ele afirma o seguinte,
02:23que o grupo liderado por Felipe, Luiz Felipe Mourão,
02:27fazia consulta a banco de dados restritos a órgãos públicos,
02:31como instituições de segurança pública e também de investigação policial.
02:36A gente tem esse trecho, Tiago, pra mostrar aí na tela,
02:40em que o ministro, ele cita essa invasão a dados sigilosos, né?
02:45Da polícia, enfim, Interpol.
02:47Diz o seguinte, que tais acessos teriam acontecido
02:51mediante uso de credenciais funcionais de terceiros,
02:55permitindo obter informações protegidas por sigilo institucional.
02:59Que a partir dessa metodologia, então, o investigado teria obtido acesso,
03:03indevido aos sistemas da própria Polícia Federal,
03:06do Ministério Público Federal e até mesmo de organismos internacionais,
03:11tais como FBI e Interpol.
03:13E que também o investigado, no caso, Luiz Felipe Mourão,
03:17participava de tratativas destinadas a obter dados pessoais e institucionais
03:21de autoridades, jornalistas e outros indivíduos considerados de interesse da organização.
03:27Além desse núcleo, Tiago, a Polícia Federal também cita ali na investigação
03:31que Daniel Vorcaro mantinha uma interlocução direta com o Banco Central,
03:37é frequente ali com ex-servidores, inclusive, que estão sendo,
03:41já foram afastados do Banco Central, isso em janeiro,
03:44dentro de uma sindicância interna ali do Banco Central,
03:47que seria Paulo Sérgio, na época, subchefe de fiscalização do Banco Central,
03:50e também Biline Santana, chefe de departamento bancário do Banco Central,
03:56que eles teriam atuado, mesmo sendo servidores do Banco Central,
04:00teriam atuado como empregados de Daniel Vorcaro,
04:04fornecendo informações sigilosas em troca de propina.
04:09Tiago.
04:10Bom, então, é bom lembrar que ele voltou a ser preso, o banqueiro Daniel Vorcaro,
04:15já já a gente fala mais sobre essa prisão, e a Janaína também volta.
04:18Vou chamar já os nossos comentaristas, Dora Kramer,
04:21hoje com a gente também aqui, Cristiano Vilela, já já Denise Campos de Toledo.
04:25Dora, boa noite pra você.
04:26Bom, o Mastergate comendo solto, hoje, com intimidação de jornalistas,
04:32uma situação cada vez mais delicada, reações do Congresso Nacional,
04:36a gente vai falar muito disso aqui no Jornal Jovem Pan,
04:39mas as suas primeiras impressões desse dia agitado com essa nova operação da Polícia Federal.
04:44Boa noite, Dora.
04:46Boa noite, Tiago, Vilela, Denise, que já já chega aqui.
04:50Boa noite a todos.
04:51Pois é, olha, eu vou te falar, confesso que eu fiquei surpresa, né?
04:56Por mais que esperasse que não fosse apenas uma liquidação,
05:03como outras que a gente viu, liquidação bancária,
05:06que a gente já viu de outras vezes.
05:07Estava sempre claro que essa tinha uma condotação,
05:11inclusive política, muito mais ampla.
05:13Mas o que o ministro André Mendonça descreve
05:17é a existência de um esquema que ele mesmo chama de mafioso, né?
05:24Então, o Daniel Borcaro, ele intimidava ex-funcionários,
05:31montou aí, a gente viu nas conversas,
05:35um esquema, um plano para quebrar os dentes do Lauro Jardim, do Globo,
05:44fazia fraudes para enriquecimento ilícito,
05:47comprava agentes públicos.
05:50Então, é uma coisa, assim, assustadora.
05:53Agora, mais assustador que isso é que está só no começo,
05:58porque desde que o Supremo Tribunal Federal
06:01parou de atrapalhar a Polícia Federal
06:03e o novo relator deu andamento a essas investigações,
06:09tirou o sigilo, deu publicidade,
06:11a gente vai descobrindo novas coisas.
06:14Mas isso está só no começo.
06:16Ainda não entraram em cena as autoridades da República
06:21com as quais o Borcaro mantinha relações
06:26e que justificam a manutenção desse caso
06:31no Supremo Tribunal Federal.
06:32Porque é óbvio que não é pela aquela razão.
06:36Lá do início do Toffoli,
06:37a citação de um deputado com um negócio
06:40que nem foi realizado, né?
06:42Então, me parece muito claro
06:44que o ministro André Mendonça
06:47mantém esse caso do Supremo
06:49porque há, sim, gente
06:52com foro de prerrogativa envolvido.
06:56Então, temos muito mais
06:58a saber, a descobrir
07:01e a desvendar nesse caso do Master.
07:03Ô, Vilela, a pergunta é a seguinte.
07:05É coincidência ou não
07:07que essa operação foi deflagrada
07:09com todas essas informações
07:11depois da mudança da relatoria
07:14no Supremo Tribunal Federal?
07:15Boa noite.
07:16Bem-vindo mais uma vez aqui com a gente.
07:19Pois é, Tiago.
07:19Uma ótima noite a você,
07:21a Dora, a Denise,
07:22a todos que acompanham o Jornal Jovem Pan.
07:25Olha, naturalmente não é coincidência.
07:27De fato, o ministro André Mendonça
07:29imprimiu um novo ritmo,
07:32um novo viés ao julgamento
07:34ou análise ainda
07:35nesse momento preliminar
07:37de obtenção de provas.
07:39E claramente a gente percebe
07:41que esse desfecho tido hoje,
07:44nessa etapa da operação,
07:45já demonstra claramente
07:47um novo modo de agir
07:49na condução do ministro André Mendonça.
07:52Eu vejo alguns pontos
07:53que chamam a atenção.
07:54O primeiro, a Dora já adiantou muito bem.
07:56Se havia alguma dúvida
07:57com relação à manutenção
08:00do processo em foro privilegiado,
08:02tramitando no Supremo Tribunal Federal,
08:04isso ficou totalmente dissipado agora,
08:06haja vista que o desenrolar
08:08dessa operação só se deu
08:10dentro de um contexto
08:12onde o ministro André Mendonça
08:13entendeu claramente
08:14que de fato deveria manter
08:16a ação no Supremo Tribunal Federal.
08:19O segundo ponto,
08:20que chama a atenção,
08:22é dentro dos vários casos
08:25que realmente não são explicáveis
08:28diante de todos os elementos
08:30trazidos no caso do Banco Master,
08:32é o fato de termos tido um parecer
08:34muito fora do tom
08:36da Procuradoria Geral da República.
08:38Tanto que o próprio ministro André Mendonça
08:41fez reparos,
08:42fez a observação,
08:43dizendo que lamentava
08:44o parecer dado pela PGR.
08:47No sentido de que,
08:48diante de tantos fatos,
08:50e aí são vários os elementos,
08:52coação de testemunha,
08:53tentativa de intimidar,
08:55inclusive fisicamente testemunha,
08:57tentativa e obtenção efetivamente
09:00de informações sigilosas
09:02do processo,
09:03de investigação,
09:03enfim,
09:04uma sopa de letrinhas
09:05que justifica a concessão
09:07dessa prisão preventiva
09:09e mesmo diante de um caso
09:11como esse,
09:12estranhamente,
09:13a Procuradoria Geral da República
09:14dá um parecer contrário à prisão.
09:17Então,
09:17seria mais uma das coincidências negativas
09:20que estamos tendo,
09:21nesse caso,
09:22envolvendo o Banco Master.
09:23Pois é,
09:24deixa eu só tirar mais uma dúvida
09:26com você,
09:27Vilela,
09:28sobre essa prisão,
09:29a gente vai falar mais
09:30sobre isso,
09:31sobre a forma como o Supremo
09:33pode referendar isso ou não,
09:35mas a situação dele
09:37é mais delicada
09:38do que da outra vez
09:39que ele saiu
09:39com a tornozeleira eletrônica,
09:41não é?
09:43Exatamente.
09:44Se analisa agora,
09:45dentro desse olhar,
09:47dentro desses elementos
09:48que foram trazidos agora,
09:49que vieram à tona
09:50no dia de hoje,
09:51fica evidenciado
09:53que aquelas práticas,
09:54aquelas medidas cautelares
09:56que foram autorizadas
09:57naquele momento,
09:58não são suficientes
10:00para garantir
10:00a plena instrução
10:02do processo.
10:02A decisão do ministro
10:04André Mendonça,
10:04ela deixa muito claro
10:06que,
10:06mesmo diante
10:08da manutenção
10:09daquelas medidas,
10:10houve a continuação
10:11na tentativa
10:12de intimidar testemunhas,
10:14na tentativa
10:15de obter informações
10:17em relação ao processo,
10:18e que a manutenção
10:20daquele quadro
10:21faria com que
10:22pudesse haver
10:23o perecimento,
10:24não apenas
10:25da obtenção
10:25de provas
10:27necessárias
10:27ao desfecho do cargo,
10:29mas, inclusive,
10:30ao desmantelamento
10:31de milhões,
10:32de bilhões de reais
10:34que estão envolvidos
10:35nessas operações.
10:36Então,
10:37para garantir
10:37a efetivação
10:39da lei penal,
10:40é que o ministro
10:41André Mendonça,
10:42nesse momento,
10:43ele reviu
10:44aquela posição anterior
10:45do ministro Dias Toffoli
10:47e concedeu agora,
10:48nesse momento,
10:49ele decretou
10:50a prisão preventiva
10:51de Borcara.
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