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Pesquisa realizada pelo Instituto Patrícia Galvão e pelo Instituto Locomotiva, com dados antecipados à Agência Brasil, mostra aumento no percentual de mulheres que afirmam ter medo de sofrer estupro. Em 2020, 78% declararam ter “muito medo”; o índice subiu para 80% em 2022 e chegou a 82% em 2025. Além disso, 15% disseram ter “um pouco de medo”, o que significa que 97% das mulheres vivem com algum grau de temor da violência sexual.

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Transcrição
00:00Uma pesquisa revelou que oito em cada dez vítimas de estupro aqui no Brasil não buscam atendimento após a violência.
00:09Você tem todos os detalhes desse levantamento na reportagem de Júlia Fermino.
00:15Noventa e sete por cento das mulheres brasileiras vivem com medo de sofrerem violência sexual.
00:21É o que revelou a pesquisa do Instituto Patrícia Galvão e Instituto Locomotiva.
00:26O levantamento também destaca que além do medo constante, nenhum espaço é considerado de fato seguro pelas brasileiras, nem mesmo
00:35em casa.
00:36Já que setenta e dois por cento das vítimas com até treze anos de idade já foram violentadas em casa.
00:44Maíra Saruê, diretora de pesquisa do Instituto Locomotiva, destaca fatores que dificultam denúncias e a procura por atendimento.
00:52E basicamente a gente está falando de um estupro que acontece por algum homem que é da família ou que
00:58é da rede de relacionamento dessa menina.
01:01Essas meninas têm muito medo de que algo aconteça, elas são ameaçadas inclusive por esses agressores.
01:07Então muitas vezes elas não chegam nem a contar para ninguém por medo mesmo, por ameaça, medo de passar por
01:14novas agressões.
01:16Então não contando para um adulto, a denúncia fica ainda mais difícil, né?
01:21Apesar de noventa e três por cento dos entrevistados defenderem que o Estado ofereça acompanhamento psicológico imediato após violência sexual
01:30e da maioria acreditar que as vítimas deveriam receber informações sobre prevenção de gravidez indesejada e STs ao procurar delegacias
01:39ou hospitais,
01:40o estudo revela que entre as vítimas violentadas até os treze anos, setenta e seis por cento não buscaram nenhum
01:48serviço de atendimento após o crime.
01:50Entre aquelas violentadas a partir dos catorze anos, esse índice sobe para setenta e oito por cento.
01:57Entre as principais razões pelas quais meninas e mulheres não denunciam o estupro sofrido,
02:02estão as ameaças dos agressores citadas por cinquenta e oito por cento das entrevistadas,
02:08o medo de não acreditarem naquilo que elas estão contando,
02:12que foi citado por quarenta e três por cento daquelas que participaram da pesquisa
02:16e outras trinta e três por cento disseram que a vergonha as impede de denunciar o caso.
02:22Para a diretora de pesquisa, Maíra Saruê, a falta de preparo dos serviços de acolhimento também dificulta a denúncia.
02:29E tem essa questão de ter que chegar no serviço de apoio e ter que contar tudo de novo e
02:36não ser acolhida.
02:37Aí está a questão da vergonha, o medo de se sentir exposta,
02:41o medo de não querer que as pessoas saibam daquilo que aconteceu que diz respeito à vida íntima dessa mulher.
02:46Então, tudo isso acaba fazendo um ciclo de desestímulo à denúncia.
02:52Só que tem um problema central que é, muitas vezes, sobretudo quando é um estupro doméstico,
02:58ou seja, de alguém conhecido, esse ciclo só se rompe quando acontece a denúncia.
03:03Quando o estupro resulta em gravidez, a falta de informação é ainda maior.
03:07Quarenta e quatro por cento dos brasileiros não sabem que o aborto é legal no caso de gravidez até treze
03:13anos
03:14em caso de estupro de vulnerável.
03:16Além disso, cinquenta e nove por cento desconhecem que para realizar um aborto legal em hospital público
03:22não é necessário apresentar um boletim de ocorrência.
03:26E cinquenta e três por cento sequer conhecem quais serviços especializados
03:30estão disponíveis para atender vítimas desse crime.
03:34Cinquenta por cento dos brasileiros consideram que a discussão sobre aborto no Brasil
03:39deveria ser uma questão de saúde pública
03:42e evidenciam que mesmo em meio a leis de proteção e canais de apoio disponíveis,
03:47essas informações ainda não chegam a quem mais precisa.
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