00:00O chanceler brasileiro demonstra mais preocupações com a guerra no Irã.
00:04De volta à Brasília com André Anelli, o chanceler brasileiro,
00:08tratou o tema com quem Mauro Vieira conversou e nessa discussão desta terça-feira.
00:14André.
00:18Pois é, Tiago, o chanceler brasileiro Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores,
00:24chefe do Itamaraty, conversou com Aiman Safad, que seria o homólogo dele,
00:28então, chanceler da Jordânia, um dos países vizinhos ali do Irã.
00:33E nesse telefonema, de acordo com nota divulgada pelo Palácio do Itamaraty,
00:38o Brasil, de forma oficial, manifestou solidariedade às consequências, então,
00:44dos ataques que foram feitos pelo Irã a bases dos Estados Unidos na Jordânia
00:50e também manifestou preocupação com a escalada da violência na região.
00:55A gente destaca que, desde o último sábado, o Irã, como forma de contra-ataque
01:00à ofensiva dos Estados Unidos e de Israel, atacou também bases militares que ficam sediadas,
01:07não apenas na Jordânia, mas também nos Emirados Árabes Unidos, no Kuwait e até mesmo no Iraque,
01:14sob o pretexto de que não seja atacado novamente por meio dessas bases militares.
01:19E a Jordânia teve bases militares americanas atacadas também, trazendo consequências diretas
01:26ao território jordaniano.
01:28Então, nesse sentido, Mauro Vieira manifestou preocupação com a escalada da violência
01:34e também prestou solidariedade por conta de todos os efeitos da guerra,
01:38que, nesse momento, começa a se tornar generalizada lá no Oriente Médio.
01:43A gente destaca ainda que, nas últimas horas, Celso Amorim, o assessor para assuntos internacionais
01:51da Presidência da República, conversou com o presidente Lula.
01:54Os dois trataram também de detalhes a respeito desse conflito armado no Oriente Médio
02:00e, nesse momento, agora, cresce a pressão para que o presidente Lula, de alguma forma,
02:05cobre o presidente americano Donald Trump na reunião que vai ser realizada entre os dois,
02:11possivelmente, em abril, no sentido também de que haja uma convergência do governo brasileiro
02:17em torno daquela nota que foi divulgada no último sábado,
02:20quando o Palácio do Itamaraty condenou, de forma veemente, os ataques ao Irã.
02:26Tiago.
02:27É isso.
02:27André Anelli, está daqui a pouquinho.
02:29Deixa eu chamar, sem perder tempo, a Dora Kramer.
02:31Dora, o governo brasileiro fica numa encruzilhada
02:33porque tem esse possível encontro no retrovisor aí com o presidente americano.
02:38E o governo condena, não condena, eleva o tom ou não eleva?
02:44O governo brasileiro tenta calibrar, né?
02:46Calibrar as suas manifestações, o seu posicionamento,
02:53principalmente, dos dois aspectos, né?
02:56O externo com relação aos Estados Unidos e o interno,
03:00porque a repercussão, é claro que a oposição explora o histórico
03:04de proximidade do governo Lula, principalmente os primeiros governos Lula
03:11com a ditadura dos ayatolás, né?
03:14Muitas relações, muito próximas.
03:16E aí, isso cria um constrangimento.
03:19A oposição, evidentemente, explora isso.
03:23E, é claro, o posicionamento hoje do governo brasileiro
03:28é diferente daquele, mas fica o passivo.
03:32E isso, claro, numa disputa eleitoral, é explorado pelo adversário.
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