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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã não deve afetar a economia brasileira no curto prazo. Segundo Haddad, o governo acompanha com cautela a escalada das tensões no Oriente Médio, mas avalia que, neste momento, não há impactos diretos relevantes sobre o país. Lucas Mehero e Thulio Nassa comentaram.

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Transcrição
00:00O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que a guerra contra o Irã pode durar pelo menos mais cinco
00:06semanas.
00:06O mundo acompanha de perto os impactos desse conflito, sobretudo nos preços do petróleo.
00:12No Brasil, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que os efeitos no país vão depender da duração dessa ofensiva.
00:19Vamos acompanhar.
00:20O Estado da Fazenda está acompanhando, evidentemente que a escala do conflito vai determinar muita coisa.
00:27Agora, a economia brasileira está num momento muito bom de atração de investimento.
00:32Então, mesmo que haja uma turbulência de curto prazo, ela não deve impactar as variáveis macroeconômicas,
00:39a não ser, conforme eu disse, que esse conflito venha a escalar.
00:44O Brasil tem uma pauta de exportação, tem um superávit na conta petróleo elevado,
00:51um superávit elevado, mas ninguém está contando com isso para tirar vantagem, muito pelo contrário.
00:59Vamos aprofundar a discussão sobre esse assunto aqui com Túlio Nassa e Lucas Merreiro,
01:04nossos comentaristas analistas dessa terça-feira aqui no Jornal da Manhã.
01:08Túlio Nassa, já espero grandes metáforas para você trazer para a gente nesta manhã de terça-feira,
01:13inclusive a respeito dessa fala de Haddad.
01:16Você acha que ele usou um tom que minimiza o tamanho da repercussão que a gente vê econômica e global
01:22desse conflito no Oriente Médio?
01:23Porque não só depende de escalar como já está escalando.
01:28Nós estamos falando de vários países no Oriente Médio,
01:32inclusive com os quais o Brasil tem acordos comerciais.
01:35Bom dia.
01:37Bom dia, Beatriz.
01:39Bom dia, Evandro.
01:40Bom dia, Lucas.
01:41Relembrar aqui o aniversário do Evandro que foi ontem, né?
01:44Dar os parabéns, até porque é no mesmo dia da minha filha.
01:47Então, Evandro, parabéns, muita paz, saúde e felicidade para você, viu?
01:52Somos piscianos arretados, hein, seu Túlio Nassa?
01:56Conheço bem, conheço bem.
01:58Super sensíveis, uma inteligência emocional enorme.
02:02E olha, tem que ficar esperto, porque vocês são inteligentes, viu?
02:06Obrigado, meu amigo.
02:08Um abraço para a sua filha também, a minha charada de aniversário.
02:11Brigadão.
02:12É isso aí.
02:13Bom, Bia, falando agora um pouco, então, da nossa política interna e política internacional,
02:19evidente que a fala do ministro Haddad, ela tenta contemporizar,
02:24ela tenta colocar um pouco de panos quentes, ela tenta não alarmar o mercado.
02:28Até nesse ponto está correto o ministro, mas evidentemente que a preocupação é muito maior, né?
02:33Eu vou lembrar aqui de um general prussiano, que chamava Klausewitz, ele dizia sobre a névoa da guerra, né?
02:40A guerra, uma vez instalada, ela se impregna de uma névoa em que os atuantes, eles não conseguem enxergar muito
02:48bem o desfecho dela.
02:49Isso acontece muito.
02:50Nós vimos recentemente, né?
02:52A Rússia falou que a operação na Ucrânia seria simples, seria rápida, resolveria em poucas semanas e não é isso
02:58que acontece.
02:59Nós vimos também nos Estados Unidos, quando invadiu o Iraque, quando foi naquela missão no Afeganistão,
03:04que a situação não foi muito fácil.
03:06Ou no Vietnã, décadas atrás também, que os Estados Unidos acreditou que iria ser fácil e não foi.
03:11Por essa razão, esse conflito aí no Irã, entre Israel, Estados Unidos e Irã, ele é muito complicado.
03:18O Irã é um país muito grande, montanhoso, que tem um exército muito forte e, portanto,
03:24essa empreitada de Donald Trump agora na segunda fase, que deve ser uma empreitada terrestre,
03:29o exército americano deve partir para esse cenário, não tem uma previsão de resolução a curto prazo.
03:36Portanto, os efeitos econômicos podem sim ser grandes.
03:40O Lucas Merreiro, por outro lado, se espera do Brasil um papel intenso de neutralidade
03:47diante, digamos, da impossibilidade de participar diretamente em negociações
03:51que pudessem levar a algum tipo de, digamos, trégua nesse conflito?
03:56Bom dia.
03:58Bom, bom dia, Evandro, Bia, Túlio e, claro, todos que nos acompanham aqui.
04:02É sempre um prazer estar com vocês nessa segunda edição do Jornal da Manhã.
04:05É, a posição do Brasil, não sei se é de neutralidade, se dá pra dizer assim,
04:11porque a gente tem que lembrar aqui que o Lula já gerou muitos afagos pro Irã, né?
04:17Já recebeu líderes iranianos, já foi até o Irã se encontrar com o Ali Khamenei,
04:22isso no segundo mandato dele, né?
04:24Eu tô falando de coisas que aconteceram entre 2009 e 2010.
04:27E a gente sabe, por mais que a esquerda tente esconder isso um pouco agora,
04:32eles sempre foram favoráveis a esse regime iraniano.
04:35E agora vem o Lula e diz que vai colocar os dois lados pra que eles conversem
04:40e que ele vai mediar essa conversa, que ele tem muitas opiniões a dar ao Lula, né?
04:44Vejam que interessante.
04:45O Lula ali tem opiniões pra dar a respeito de como adquirir a paz, né?
04:52É claro que é cômico, é claro que nenhum dos dois países, aliás, nenhum país importante
04:57na comunidade internacional escuta as opiniões do Lula pra depois tomar uma decisão, né?
05:03São opiniões totalmente irrelevantes, né?
05:06Então, não, o Brasil vai se colocar ali como um mediador, fingir que tá fazendo alguma coisa
05:11pra reunir, pra fazer essa reunião, mas na prática não vai ter nenhum efeito.
05:16E sobre o que o Túlio falou eu concordo plenamente.
05:18É muito difícil a gente medir quais vão ser os impactos econômicos, os impactos sociais,
05:26porque a gente não pode fazer uma analogia falsa aqui e achar que vai acontecer a mesma coisa
05:32que aconteceu na Venezuela.
05:33Basta tirar um presidente que o regime cai.
05:36O Irã não necessariamente vai passar pela mesma coisa.
05:39É um país muito bélico, tecnologicamente muito avançado,
05:43e pode ser ainda que esse regime, mesmo nesse estado super instável, né?
05:48encontre novamente uma forma de se fortalecer.
05:51É possível.
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