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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou acreditar em uma fase de maior harmonia entre Brasil e Estados Unidos após a ligação entre o presidente Lula (PT) e Donald Trump. Segundo ele, o telefonema foi “franco e leve”, e pode marcar o início de uma etapa de “boa vontade” entre os dois países, com respeito mútuo e reaproximação diplomática.
Reportagem: Igor Damasceno


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Transcrição
00:00O presidente da Fazenda, Fernando Haddad, diz acreditar em uma relação mais pacífica pós-ligação entre Trump e Lula.
00:06De volta, o Igor Damasceno, que conta pra gente como que essa aproximação, Igor, tem sido analisada aí pela base do governo.
00:17Paula, a expectativa do governo federal aqui no Palácio do Planalto é a mais alta possível.
00:22O governo aposta que as relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos vão ser restabelecidas depois dessa conversa de ontem.
00:31O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, esteve presente no Palácio da Alvorada durante essa ligação entre Trump e também o presidente Lula.
00:40Foram cerca de 30 minutos de conversa e a avaliação do governo federal é que esse telefonema foi bastante positivo.
00:47Agora, por causa desse tom mais amistoso, Fernando Haddad disse que o telefonema foi franco e leve e acredita que agora Brasil e Estados Unidos vão entrar numa fase da boa vontade.
01:02Ou seja, um respeito mútuo e contribuição mútua para o restabelecimento dessa relação diplomática.
01:09Fernando Haddad também alfinetou o ex-presidente Jair Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro e os seus aliados.
01:18Ele disse que as relações vão ficar melhores com os Estados Unidos à medida em que as informações certas chegarem ao governo norte-americano por meio dos canais oficiais, os canais certos.
01:32Na verdade, ali nas entrelinhas a gente sabe que Haddad criticou o Eduardo Bolsonaro porque o filho do ex-presidente estaria levando informações, na visão do governo, informações distorcidas a respeito da política brasileira para os aliados de Donald Trump, os secretários de Donald Trump.
01:52E isso teria desgastado a relação diplomática entre os dois países.
01:57Então Haddad disse que a medida em que as informações chegarem por meio dos canais certos, então Trump vai entender que a relação com o Brasil, comercialmente falando, é lucrativa para os Estados Unidos e que a diplomacia entre ambos os países é bastante positiva.
02:15Já dura mais de 200 anos sem nenhum precedente do que está acontecendo atualmente, do que está acontecendo com essa crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos.
02:26Haddad confirmou que nos próximos dias vai aos Estados Unidos para participar da reunião do Fundo Monetário Internacional, FMI, e que por lá ele deve encontrar Scott Besant, secretário do Tesouro Norte-Americano.
02:41Por lá ele também disse que a relação vai ser pacífica, que vai levar detalhes técnicos da economia brasileira, da balança comercial brasileira e deve se afastar de ideologias e rivalidades políticas.
02:55Voltamos ao estúdio.
02:57Informações com o Igor Damasceno falando com a gente diretamente de Brasília.
03:01Eu quero chamar os nossos comentaristas, primeiramente começando com Zé Maria Trindade.
03:05Olha só, até anotei as falas aqui do Igor Damasceno.
03:08E um dos pontos é que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse o seguinte, que o telefonema entre o presidente Lula e Donald Trump foi franco e leve.
03:17Isso de acordo com o ministro da Fazenda.
03:19Como que você vê então essa ligação, partindo do princípio agora, Zé, que a gente pode ter sim essa contribuição mútua que tanto o governo está falando?
03:30Pois é, foi um encontro cercado mesmo de cuidados.
03:37Olha, um político mineiro, José Maria Alquimí, dizia que a política e a frase ficou para sempre.
03:43É como a nuvem, você olha para o céu, ela está do jeito.
03:46É um carneirinho, é um elefante, um pássaro talvez.
03:51Daí a pouco você olha e já é diferente.
03:53É uma árvore, céu limpo ou fechou tudo.
03:56Mas o que está acontecendo hoje é um cavalo de pau na política.
04:00Tradicionalmente, a esquerda brasileira execrava os Estados Unidos.
04:05Imperialistas, né?
04:06Querem dominar o país, querem distância dos Estados Unidos.
04:10E hoje, mendiga e insiste desesperadamente por um sinal, um sorriso, uma atenção dos Estados Unidos para o Brasil.
04:19Esta é a esquerda.
04:21A direita está dizendo, olha, nós temos que nos afastar.
04:25Está lá nos Estados Unidos o deputado Eduardo Bolsonaro, né?
04:29Dizendo, temos que manter distância, temos que definir isso de uma maneira diferente.
04:35E nossa cor agora é a vermelha e Lula pegando a veja amarela.
04:38Do mesmo jeito, um país tradicionalmente símbolo de liberdade,
04:45fechando e a China comunista dizendo, nós temos que abrir o mercado, né?
04:49Então, a situação se inverteu e a situação é essa.
04:53O governo brasileiro precisa de ter relações com os Estados Unidos.
04:57Daí esse cuidado do ministro Fernando Haddad.
05:00Cristiano Beraldo, queria te ouvir também nessa história toda, porque é isso que o Zé falou.
05:06Precisa dessa relação e que ela seja a melhor possível.
05:10Será que caminhamos para isso, Beraldo?
05:12Olha, Donato, existe um total pragmatismo por parte dos Estados Unidos.
05:19E essa conversa do ministro Haddad, dizendo que agora o governo americano terá fontes confiáveis de informação sobre o Brasil,
05:28isso é risível.
05:30Porque a fonte de informação sobre o Brasil não vem do ministro, do presidente brasileiro,
05:36ou seja lá de quem for, a fonte vem da embaixada e dos consulados norte-americanos no Brasil,
05:44que tem gente altamente qualificada para fazer o mapeamento de tudo o que está acontecendo em cada um dos países
05:51que tem representação diplomática dos Estados Unidos e envia esses relatórios para o governo americano.
05:57Eles não tomam medidas de forma desinformada, ao contrário do governo brasileiro.
06:03Essa esculhambação que é o governo brasileiro, que coloca a ideologia à frente dos interesses nacionais.
06:12Pois bem, o governo norte-americano, o presidente Donald Trump, não esqueceu de tudo que o presidente brasileiro falou
06:21em relação ao dólar, em relação à própria eleição do presidente Donald Trump.
06:27Não esqueceu da forma como o Brasil se comportou em temas internacionais, da presença de Geraldo Alckmin,
06:35que estava ali participando do call entre o Lula e Trump.
06:41Ele não esqueceu que Geraldo Alckmin foi ao Irã prestigiar posse de ditador no Irã, de gente sanguinária no Irã.
06:48Isso tudo continua na mesa.
06:50Só que o Brasil tem que ajoelhar, porque o Brasil continua dependendo do dólar.
06:56Os bancos brasileiros, que tanto celebram o presidente Lula, precisam que essa relação seja distensionada.
07:05E aí está o governo atendendo aos melhores interesses do seu amigo,
07:09que nesse momento se alinham com os interesses da população brasileira.
07:14Mas isso é só um acaso.
07:15Obrigado.
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