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O presidente Lula (PT) e o assessor especial da Presidência, Celso Amorim, conversaram por telefone para discutir a escalada do conflito entre os Estados Unidos e o Irã. O Itamaraty reforçou o posicionamento oficial do país, afirmando que o diálogo entre as nações envolvidas é o único caminho viável para a resolução da crise no Oriente Médio. Reportagem: Janaína Camelo.

Assista à íntegra: https://youtube.com/live/kR6RwW8952U

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Transcrição
00:00O presidente Lula e Celso Amorim, o assessor especial de assuntos internacionais da presidência,
00:05discutiram o conflito entre os Estados Unidos e o Irã.
00:08A diplomacia brasileira, inclusive, tem que avaliar como essa tensão do Oriente Médio
00:13pode, de certa forma, interferir no encontro entre Lula e Donald Trump,
00:17marcado para este mês na Casa Branca.
00:19Janaína Camelo já está ao vivo conosco e vai trazer todos os detalhes,
00:22é claro, as preocupações por parte do governo brasileiro.
00:25Janaína, seja bem-vinda, uma boa tarde.
00:28Muito boa tarde para você, Cássio.
00:31Essa conversa por telefone aconteceu para que Celso Amorim consiga colocar ali o presidente Lula par
00:37de toda a situação que está acontecendo no Oriente Médio, né?
00:40Ainda informações preliminares ali, mas o presidente segue monitorando
00:44e se o assessor da presidência da República para assuntos internacionais,
00:49essa é a missão ali de Celso Amorim, foi deixar o presidente Lula par dessa situação.
00:55Mas tudo está sendo avaliado ainda, todos os desdobramentos, possíveis impactos para o Brasil,
01:02isso tudo foi discutido nessa ligação.
01:04Mas uma coisa ainda é certa, já é certa, Cássio, de que a postura do presidente brasileiro,
01:12do presidente Lula, é de não ter uma crítica mais direta ao presidente dos Estados Unidos,
01:18Donald Trump, inclusive porque tem essa conversa já, né, marcada para os próximos dias.
01:24Ainda não tem uma data oficial dessa visita, mas é ali entre os dias 16 ou 17 de março.
01:30E a ideia, inclusive, que foi conversado nesse telefonema hoje, foi de que o presidente,
01:34ele possa se colocar à disposição, o presidente brasileiro, o presidente Lula,
01:37se colocar à disposição ali nessa conversa com o Donald Trump, de ser um mediador também nesse conflito.
01:43Mas a postura, por enquanto, vai ser essa, de defender a pacificação, a postura do Brasil,
01:47defender a pacificação, a negociação, o que foi dito, por exemplo, na nota do Itamaraty,
01:53que foi divulgada no último sábado.
01:55Outro ponto que também foi tratado nesse telefonema,
01:59porque o presidente Lula lembrou o Celso Amorim de uma proposta que o Brasil fez,
02:03junto com a Turquia e o Irã, lá em 2010, mas que foi rechaçada pelos Estados Unidos,
02:09que era o seguinte, de que parte do urânio enriquecido, do Irã,
02:14ficasse na guarda internacional, na prática, no território da Turquia.
02:19Isso poderia ali facilitar algumas negociações, possibilitar algumas negociações.
02:24Mas essa proposta, ela não foi aceita.
02:28Celso Amorim e o Lula conversaram por telefone,
02:29porque o presidente Lula está aqui em Brasília.
02:32E Celso Amorim, ele está no Rio de Janeiro, ele vai participar de um evento hoje,
02:36mais tarde, na UFRJ.
02:38Inclusive, é um evento para ele falar sobre o cenário internacional,
02:41o Brasil e o cenário internacional em 2026.
02:45Agora, olha só, quem conversou hoje também com a imprensa
02:48foi o embaixador dos Emirados Árabes e ele colocou uma coletiva de imprensa,
02:55agradeceu inclusive a postura do Brasil na nota que foi emitida no último sábado.
02:59E também quem falou com jornalistas hoje,
03:01deu um pronunciamento sobre essa questão do Irã,
03:03foi o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro.
03:08Ele disse o seguinte, que hoje em dia todos os países estão muito fortemente armados
03:14e por isso a única arma mesmo que deve ser funcional é a arma da diplomacia.
03:19A gente separou um trecho desse depoimento do ministro, a gente vai ouvir agora.
03:24Todos os países sabem que os outros são fortemente armados.
03:28Uns têm bomba atômica, outros têm equipamento maior,
03:31mas desarmado não tem mais ninguém no mundo.
03:34De maneira que eu acho que nós vamos viver permanentemente nesse conflito.
03:40A rede social fez com que todos nós nos conectássemos,
03:43nós não temos mais barreiras nem fronteiras,
03:46tudo nos toca, mas por enquanto nós estamos nos informando.
03:50O general ontem me passou um informe muito completo de que contava a situação.
03:54E assim como foi na Venezuela,
03:57ou nesses países onde a gente tem perspectiva de ter problema,
04:01nós estamos preparados não para agredir.
04:03Nós somos a Força Armada Brasileira, existe para dissuação.
04:07Nós protegemos o nosso país.
04:09Quando eu digo que nós precisamos de investir mais em defesa,
04:12é para defender o que somos, o que temos,
04:15as nossas riquezas que são muitas.
04:17Temos forças que são muito menores do que a nossa necessidade.
04:21De maneira que eu sou permanentemente um otimista.
04:25Moço Bonteiro, Cassius, também disse que conversou com o chanceler Mauro Vieira,
04:30falou sobre a questão de repatriação,
04:32mas que tudo isso deve ser tratado exclusivamente pelo Itamaraty,
04:36questão de repatriação, enfim.
04:38Lembrando que Mauro Vieira também tem conversado com diplomatas ali
04:43dos países da região, viu, Cassius?
04:46Ô, Gena, também hoje o chanceler Mauro Vieira conversou com o chanceler dos Emirados Árabes
04:52sobre o conflito no Oriente Médio e também sobre o fechamento do espaço aéreo.
04:56A gente lembra que os brasileiros, há uma comunidade grande em alguns países do Oriente Médio,
05:00há essa preocupação para as famílias que querem retornar ao território brasileiro.
05:05Exatamente.
05:06Esse telefonema, segundo o Palácio Planalto,
05:09serviu também para conversar sobre esse assunto,
05:11sobre o fechamento do espaço aéreo.
05:14E segundo o que disse o Itamaraty,
05:16foi um telefonema pedido do chanceler dos Emirados Árabes,
05:19que é o Abdula Bin Zayed,
05:22é para falar sobre a situação, então, do Oriente Médio,
05:25sobre o fechamento do espaço aéreo.
05:27Muitos brasileiros presos nos aeroportos de Abu Dhabi, né,
05:31de Dubai, voos que estavam saindo aqui do Brasil
05:34em direção ao Qatar, ao Emirados Árabes,
05:36precisaram retornar, voltar para o território brasileiro.
05:40Então, tudo isso ainda está sendo negociado,
05:43está sendo discutido, viu, Cassius?
05:45Perfeito, Jana, obrigado pelas informações,
05:47qualquer novidade, ou até mesmo uma nota oficial
05:50por parte do governo do Itamaraty,
05:52a gente volta a conversar com a Janaína Camelo.
05:54Zé Maria Trindade, eu quero te ouvir
05:56e começar contigo essa discussão,
05:58porque a gente viu nessas últimas notas oficiais
06:01que foram divulgadas pelo governo brasileiro,
06:03o próprio governo aí pregando o diálogo, né,
06:05trazendo, inclusive, né,
06:07que seria esse caminho mais viável,
06:09em nenhum momento apontou dedos,
06:11em nenhum momento o governo brasileiro julgou,
06:13ou até mesmo condenou os ataques,
06:15só defende a soberania,
06:16como o próprio presidente Lula já deixou muito claro,
06:19é o único item negociado na pauta,
06:21mas o governo brasileiro, mais uma vez,
06:24tentando manter uma certa distância desses conflitos,
06:27até mesmo porque mantém boas relações,
06:29tanto com o Irã, como também com os Estados Unidos.
06:32Como é que você avalia esse posicionamento
06:34por parte do Itamaraty, né,
06:36do governo brasileiro em relação a esses conflitos?
06:40Pois é, olha, é uma tradição brasileira,
06:42está na nossa Constituição,
06:44o Constituinte colocou de uma maneira muito clara,
06:46o respeito à autodeterminação dos povos,
06:49e a saída negociada pelo diálogo, né,
06:53sempre preservando a paz.
06:55Nós, aqui na região,
06:57temos essa cultura de paz,
06:58o Brasil não se envolve em uma guerra há séculos, né,
07:01desde a Guerra do Paraguai,
07:03para se ter uma ideia.
07:04Mas a segurança,
07:05a segurança,
07:07a defesa,
07:08ela é um sistema que não pode ser acionado
07:11de uma hora para outra.
07:13Eu costumo comentar que é como a manutenção.
07:16Se você não faz a manutenção
07:18na sua empresa,
07:19na sua casa,
07:20a qualquer momento pode acabar a água,
07:24porque não houve manutenção na caixa d'água,
07:26ou um estouro de um curto-circuito,
07:29porque não houve manutenção na parte elétrica, né,
07:32e assim por diante.
07:33Então, a defesa de um país,
07:37ela tem que ser mantida.
07:38E o ministro José Musco,
07:40que é um grande ministro,
07:42que faz uma integração muito boa,
07:44é um civil, né,
07:45que é ministro da Defesa
07:48e foi a origem do Ministério da Defesa,
07:50exatamente para ser comandado por um civil,
07:53é assim no mundo inteiro, né,
07:55ao lado do comandante do Exército.
07:57Hoje, inclusive, essa fala dele
07:59foi na incorporação de mulheres no Exército.
08:02É a primeira vez na história, né,
08:05que aquele serviço militar obrigatório,
08:09que os homens são obrigados,
08:12aí abriu-se nesse ano
08:13sobre a possibilidade,
08:15e as mulheres foram integradas
08:18às Forças Armadas,
08:19nesse serviço militar.
08:22Então, assim,
08:23ele está fazendo um relato muito interessante.
08:25O Brasil não está investindo
08:28nas Forças Armadas.
08:30Isso, em certa maneira,
08:31já colocou o Brasil numa dificuldade.
08:34Eu me lembro que José Sarney,
08:36quando era senador,
08:37fez um alerta muito importante,
08:39de que a Venezuela tinha comprado caças,
08:42muitos fuzis, muitos fuzis,
08:44carros de combate,
08:45e desequilibrou naquele momento.
08:48Ou seja,
08:49se transformou numa grande potência
08:52aqui da região,
08:54e deixou o Brasil para trás.
08:55Ou seja,
08:56ou frearia a Venezuela,
08:59ou o Brasil entraria
09:01numa corrida armamentista,
09:03que é cara.
09:04A defesa é muito cara,
09:06e o Brasil está muito carente
09:08de defesa,
09:09num momento crucial do mundo, né?
09:13Então,
09:13é uma situação muito complexa essa,
09:16de ter que investir em defesa
09:19quando falta recursos aí
09:21para as coisas mínimas
09:23do dia a dia de governo.
09:24Mas, de qualquer maneira,
09:25a fala do ministro José Múcio
09:28é muito importante,
09:29e um alerta.
09:30Não existe mais país
09:32desarmado no mundo.
09:34Todos têm armas, né?
09:36E o Brasil?
09:37Não tem,
09:39não pode fazer frente.
09:40O Brasil não tem
09:41um artefato nuclear,
09:44não pode desenvolver,
09:46é impedido pela Constituição.
09:48Eu não conheço outro país
09:50que tenha,
09:50na própria Constituição,
09:52o impedimento
09:53para se construir.
09:54O deputado Kinkatagiri
09:56não foi levado a sério,
09:58mas ele apresentou a emenda
09:59acabando com isso.
10:00É preciso acabar.
10:01O Brasil,
10:02para enriquecer urânio
10:04para o submarino nuclear,
10:06teve dificuldades
10:07e sofreu vetos.
10:10Nós somos fiscalizados,
10:12porque, além da Constituição,
10:13o Brasil assinou tratados,
10:16vários tratados internacionais,
10:18e não a proliferação
10:19de armas nucleares.
10:20A gente não pode enriquecer urânio,
10:22nem mesmo para a propulsão nuclear
10:25de um submarino.
10:26Então, é uma nova realidade.
10:28Acho que o Brasil tem que voltar
10:30a entender essa realidade
10:32e saber que é preciso
10:34investir, sim,
10:35em forças armadas.
10:36Isso é defesa.
10:37Um país como o nosso,
10:39com as riquezas que temos,
10:40não podemos ficar passivamente
10:42esperando o que vai acontecer.
10:44Alangani, eu quero te ouvir também,
10:46porque, como você analisa
10:47a possibilidade do Brasil trazer
10:49para a mesa de negociações
10:51esse tom pacificador,
10:52mas também quanto isso
10:53será importante na discussão
10:55e, é claro,
10:56no encontro presidencial
10:57entre Lula e Trump?
10:58Olha só,
10:59eu vejo que o Brasil
11:01não tem que tomar um partido,
11:03não tem que se meter nisso daí.
11:07Então, acerta com este tom
11:09mais cauteloso do Itamaraty,
11:10até porque tem um encontro com Trump.
11:13Então, tudo que o Brasil
11:14não precisa agora
11:16é um tipo de provocação.
11:18Chegar lá para o Trump,
11:20dizer que é injusto
11:22ele bombardear,
11:23esse tipo de coisa, né?
11:24Então, o Brasil não tem que se meter,
11:25o Brasil,
11:26o governo brasileiro
11:27tem que defender
11:28os interesses do Brasil.
11:31Então, não tem que defender
11:33nem interesse dos Estados Unidos,
11:35tampouco defender
11:36os interesses do Ira.
11:38A diplomacia brasileira
11:39é muito habilidosa
11:41nesse sentido.
11:42O governo não,
11:44o governo geralmente
11:45em política externa
11:46comete suas gafes.
11:48Então, deixa isso
11:48para o Itamaraty,
11:49porque o Itamaraty
11:50tem uma tradição diplomática
11:53e sabe lidar muito bem
11:55com estas questões.
11:57A gente tem um interesse,
11:58um encontro com o Trump
11:59em relação às tarifas
12:01e também às terras raras
12:03na mesa de negociação.
12:06Valeu, Alangani.
12:07Bom, meus amigos,
12:08cinco horas em ponto.
12:09Pessoal da rádio,
12:10seja muito bem-vindo
12:11ao nosso 3 em 1.
12:12Eu sou o Cássio Zeiman
12:12e te faço companhia
12:14nessa próxima hora
12:15com as principais informações
12:16do Brasil e do mundo.
12:17A gente está repercutindo
12:19ao longo de todo o dia
12:20todos os desdobramentos
12:21envolvendo esse terceiro dia
12:23de conflito
12:23entre os Estados Unidos
12:25e o Irã
12:25e, é claro,
12:26os impactos políticos
12:27e econômicos
12:28aqui no território nacional.
12:30Seu Fábio Perno,
12:31eu quero te ouvir.
12:32Você acredita que
12:33o próprio presidente Lula,
12:35ele tem uma força,
12:36ele tem voz
12:37para se tornar
12:38um grande pacificador internacional
12:40ou um grande player
12:42nesse sentido,
12:43já que ele tentou,
12:43pelo menos,
12:44nesse terceiro mandato,
12:46essa postura
12:46ou, pelo menos,
12:48esse personagem
12:49de conversar
12:50com diferentes lideranças,
12:51de diferentes ideologias.
12:52Lula tem essa força
12:53ou ainda não?
12:55Eu tento imaginar
12:56hoje, Cássio,
12:58quem é que tem essa força?
12:59É um mundo
13:00com cada vez mais conflitos,
13:02conflitos que vão
13:03se estendendo mais.
13:04A guerra da Ucrânia,
13:05muita gente apostou
13:06que fosse ser
13:07um conflito rápido.
13:09Ele está só
13:10com a laça, né?
13:11A gente tem
13:12todo dia informações
13:13de bomba daqui,
13:14bomba daqui.
13:15Teve professor
13:15que falou que
13:16em uma semana
13:18a Rússia
13:19seria liquidada.
13:20Porta agora
13:20para quatro anos.
13:21É.
13:22Nossa.
13:22Então, quer dizer,
13:23já mudou o presidente
13:24nos Estados Unidos,
13:26já mudou o presidente
13:27do Brasil,
13:27já aconteceu um monte de coisa
13:28e o conflito está lá.
13:30Semana passada
13:31completou quatro anos.
13:33Na questão
13:34do Oriente Médio,
13:35quando ocorreram
13:36aqueles bombardeios
13:37até Irã,
13:38no meio do ano passado,
13:40muita gente achou
13:41que, bom,
13:42agora
13:42vem aí uma solução
13:44negociada
13:45e vai tudo se acalmar.
13:47Quer dizer,
13:49sete,
13:49oito meses depois,
13:50a gente vê
13:50não só
13:51o recrudescimento
13:52desse conflito,
13:54como agora
13:55também se alastrando
13:57por outros países.
13:58Então,
13:58não é uma questão
13:59do presidente Lula
14:00ou do presidente Trump
14:01ou de algum líder
14:03europeu.
14:04O fato é que hoje
14:05não há liderança
14:07no mundo capaz
14:08de juntar
14:09todas as partes
14:10em conflito
14:11para se tentar
14:12buscar uma solução.
14:13Está cada vez
14:14mais difícil.
14:15E o presidente Trump
14:17decididamente
14:18não é esse personagem.
14:19Ele é alguém,
14:21ele é um beligerante
14:22por natureza,
14:23ele não é um pacifista
14:24como, aliás,
14:25ele tentou se vender.
14:27Como é que,
14:27vejam só,
14:28como é que no momento
14:29em que ele lança
14:30o grupo Pela Paz
14:32lá em Gaza
14:32e tal,
14:34justamente nesse momento
14:37ele acaba
14:38de alguma forma
14:39dando combustível
14:41a um conflito
14:41que arrasta
14:43para dentro
14:43de uma guerra
14:44um monte daqueles países
14:45ali da vizinhança.
14:46Então,
14:47não tem cabimento.
14:48O fato é que
14:49é um momento
14:50de carência
14:51de grandes estadistas
14:52para tentar
14:53uma negociação
14:54para isso.
14:55Agora,
14:55queria chamar
14:55atenção
14:56porque no bloco
14:57anterior
14:58a Janaína
14:59citou então
15:00a história
15:01da negociação
15:02de dois mil e dez.
15:04Gente,
15:05dois mil e dez
15:06esse conflito
15:07ele já causava
15:08preocupação
15:09e naquele momento
15:10já havia iminência
15:12do Irã
15:12fazer a bomba.
15:13Muito bem.
15:14Elas passaram
15:15dezesseis anos.
15:17Nem o conflito
15:18acabou
15:18e nem a bomba
15:19nem a bomba
15:20surgiu.
15:21Mas,
15:21em compensação,
15:23regimes caíram,
15:25teve bombardeio
15:26para todo lado
15:26e tal.
15:27Então,
15:27é um ambiente
15:28de total
15:30irracionalidade.
15:30De fato,
15:31o ministro
15:32Celso Amorim,
15:33o ex-ministro
15:34Celso Amorim,
15:35tem razão
15:35quando dizia
15:36que aquela
15:37proposta
15:38de Brasil
15:38e Turquia
15:39tinha sido
15:40a melhor
15:40de todas.
15:41Sabotada,
15:42diga-se,
15:43reconheça-se,
15:44por Hillary Clinton.
15:46Porque
15:47a mãe daquilo
15:48foi uma carta
15:49que o governo
15:49Obama
15:50mandou
15:50para o governo
15:52Lula,
15:52dando ao Brasil
15:54uma suposta
15:55procuração
15:56para abrir
15:56essa negociação.
15:58E fizeram isso
15:59porque acreditavam
15:59que o Brasil,
16:00pelo fato
16:01de não ter tamanho,
16:02ia guardar
16:03essa carta
16:03do Freezer
16:04e nada.
16:04O Lula,
16:05enfim,
16:06gosta muito
16:07de aparecer,
16:08pegou o negócio,
16:09temos uma chance
16:10aqui,
16:11e abriu-se
16:11uma negociação,
16:12e uma negociação
16:13séria.
16:14E quando viram
16:15que aquilo podia
16:15ser fechado
16:16sem a participação
16:17americana,
16:18opa,
16:19vamos sabotar
16:21esse negócio.
16:21até pôs o livro
16:22nas redes sociais
16:24porque vale a pena
16:25ser lido,
16:26a história
16:26é muito boa.
16:28Zé Maria Trindade,
16:29inclusive,
16:29diante também
16:30até desses
16:31ingredientes
16:32que o Piperno
16:32trouxe,
16:33ficou cada vez
16:34mais inviável
16:35ou difícil
16:36a participação,
16:37pelo menos
16:37a adesão
16:38do Brasil
16:39dentro desse
16:40Conselho de Paz
16:40que foi criado
16:41por Donald Trump
16:42devido a esse novo
16:43conflito,
16:43se antes
16:43em relação
16:44à reconstrução
16:45de Gaza,
16:46o Brasil já mostrou
16:47uma certa resistência
16:48agora com esse avanço
16:49das tensões
16:50no Oriente Médio,
16:50fica cada vez
16:51mais difícil,
16:52inclusive no encontro
16:53programado entre Lula
16:54e Trump,
16:55deve ser uma das pautas
16:56e é claro,
16:57o desafio do Lula
16:58tentar sair pela tangente
16:59ou até pelo menos
17:00não gerar um desgaste
17:01com Trump?
17:03Olha,
17:04eu conversava agora
17:05há pouco
17:06com profissionais
17:08da área
17:08de comércio exterior
17:10e de análise
17:11de risco internacional,
17:13né?
17:13e a média geral
17:16de pensamento
17:17aqui,
17:17inclusive do Itamaraty,
17:18é de que está
17:19cada vez mais difícil
17:20esse tom de neutralidade
17:22do Brasil
17:23e o Brasil,
17:24como todo o país,
17:25vai ter cada vez mais
17:26que se posicionar.
17:28E nós estamos aí
17:29às vésperas
17:30exatamente desse encontro
17:31lá em Washington
17:32do presidente Lula
17:33com Donald Trump.
17:34A equipe do Itamaraty
17:36já está nos preparativos
17:38e analisando tudo
17:40exatamente
17:40e há uma certeza,
17:42haverá sim
17:43influência
17:44desse momento,
17:45desta crise
17:46no Oriente Médio,
17:47desta nova guerra
17:49aberta, né?
17:50Dos Estados Unidos
17:51e haverá
17:52uma cobrança
17:53mesmo que implícita
17:55sobre um posicionamento
17:56do Brasil,
17:57se o Brasil
17:58é aliado
17:59ou não
17:59dos Estados Unidos,
18:01né?
18:01Então, assim,
18:03a gente vê claramente
18:04que há aqui
18:05internamente
18:06uma linha
18:06de discordância
18:08ideológica,
18:09inclusive,
18:10sobre o alinhamento
18:11direto
18:12com os Estados Unidos
18:13e o posicionamento
18:14do governo
18:15é de que não.
18:18O Brasil
18:20não viu
18:21com bons olhos
18:22o ataque
18:23dos Estados Unidos
18:25ao Irã.
18:26E o Irã
18:27agradeceu
18:28o representante
18:29aqui em Brasília,
18:30o embaixador,
18:31agradeceu
18:31o posicionamento
18:32do Brasil,
18:33dizendo que foi
18:34muito importante.
18:35Então,
18:36está cada dia
18:38mais difícil
18:39esta neutralidade,
18:41né?
18:41E o Brasil,
18:43o governo
18:43está indo
18:44para essa conversa,
18:45porque não é só
18:46o presidente Lula,
18:47é o governo, né?
18:48Ele representa
18:49o governo brasileiro
18:50para uma conversa direta
18:51com o presidente
18:52Donald Trump.
18:53Então, agora
18:54a situação ficou
18:55muito mais sensível.
18:57O Celso Amorim,
18:58esse chanceler
18:59do Brasil,
19:00é muito preparado,
19:02ideologicamente
19:03muito afinado
19:04com o grupo
19:04do PT
19:05e com o presidente
19:06Lula,
19:06conhece muito
19:07de relacionamentos
19:09internacionais
19:10em conflito, né?
19:12E ele é
19:13a figura central
19:15deste momento
19:16no governo.
19:18Tradicionalmente,
19:18aqui,
19:19o ministro
19:19de Relações Exteriores,
19:20ele tem os poderes,
19:23né?
19:23Do Itamaraty,
19:25a parte burocrática,
19:26política,
19:26mas o assessor
19:27especial
19:28para assuntos
19:30internacionais
19:31tem uma proximidade
19:33maior com os
19:34presidentes da República.
19:35O gabinete dele
19:36é no Palácio do Planalto,
19:38no mesmo andar
19:39do presidente,
19:39e fala sempre
19:40com o presidente.
19:41Então,
19:42o Celso Amorim
19:43é a figura central.
19:45Soube que o
19:46presidente Lula
19:46está cobrando
19:50muita informação
19:51e resumo
19:54do que está acontecendo
19:55no Oriente Médio
19:56e sobre reações
19:57de outros países.
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