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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou para "coisas ruins" caso o Irã não aceite um acordo diplomático. A afirmação ocorreu nesta quinta-feira (19) durante o lançamento oficial do Conselho da Paz, em reunião de alto nível. Forças Armadas americanas encontram-se prontas para um eventual ataque diante da escalada de tensão. Reportagem: Eliseu Caetano.

Assista à íntegra: https://youtube.com/live/W5xsZkU7LIo

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Transcrição
00:00Bom gente, vamos seguir aqui com o nosso 3 em 1, inclusive trazendo mais um destaque internacional.
00:04O presidente norte-americano Donald Trump disse que coisas ruins podem acontecer no Irã
00:10caso o país não chegue a um acordo com os Estados Unidos.
00:13Assunto para o nosso correspondente Eliseu Caetano, que chega mais aqui no nosso 3 em 1.
00:18Eliseu, as forças armadas norte-americanas já estão prontas para um possível ataque?
00:23Traz mais detalhes, é claro, desse momento de tensão.
00:27Exatamente, Cássio, estão prontas sim e o momento é de tensão e de alta tensão
00:33não apenas aqui nos Estados Unidos, mas em boa parte do mundo, viu?
00:36Todo mundo atento aos movimentos, aos passos de Donald Trump
00:41para saber o que ele vai decidir com relação ao Irã.
00:45Muito boa tarde novamente para você, para os nossos colegas aí no estúdio
00:48e claro, para todo mundo que acompanha o 3 em 1 aqui na programação da Jovem Pan
00:51a gente fala ao vivo direto dos Estados Unidos
00:53porque essa afirmação do mandatário americano veio hoje
00:58e exatamente em um lugar no mínimo, no mínimo inusitado
01:02no antigo Instituto da Paz, que inclusive foi renomeado agora
01:06para Instituto Donald Trump Instituto da Paz
01:10que foi, obviamente, renomeado em homenagem ao atual presidente dos Estados Unidos.
01:16Por lá aconteceu hoje essa reunião de alto nível
01:19com elementos cerimoniais, Donald Trump presidiu a abertura do lançamento oficial
01:25do Conselho da Paz, fez um discurso longo, cheio de elogios à sua equipe
01:31que posou, inclusive, para foto de família com líderes e representantes.
01:35Estava ali ao lado do J.D. Vance, secretário, J.D. Vance, vice-presidente do país
01:40pelo secretário de Estado Marco Rubio
01:42recebeu aplausos de pé em vários momentos
01:45saiu ali sendo ovacionado também em parte do evento.
01:49Esse encontro foi transmitido ao vivo por várias emissoras de TV
01:52e mostra Donald Trump no centro das atenções como ele gosta.
01:56E lá ele fez alguns anúncios importantes.
01:59Um anúncio importante foi dessa contribuição aí de 10 bilhões de dólares
02:03que os Estados Unidos farão para o Conselho da Paz.
02:06Ele também afirmou que outros países participantes
02:08como, por exemplo, Catar, Emirados Árabes, Árabia Saudita, Bahrein, entre outros
02:13vão enviar algo em torno de 7 bilhões de dólares
02:17como uma espécie de entrada inicial para alívio humanitário
02:20e reconstrução da faixa de Gaza.
02:22E aí, lá nesse evento, ele falou sobre essa situação envolvendo o Irã.
02:28E ele elevou a atenção, diz, elevou a temperatura
02:32ao dizer que os Estados Unidos podem a qualquer momento
02:37tomar uma decisão se o Irã não tomar.
02:40Ele disse o seguinte, abre aspas,
02:42coisas muito ruins podem acontecer com o Irã
02:45caso eles não assinem em breve esse acordo nuclear.
02:50Acordo nuclear que expirou há cerca de duas semanas,
02:54e desde então permite que não apenas o Irã,
02:56mas diversos outros países do mundo
02:58façam ali o enriquecimento do material
03:01utilizado, por exemplo, para construir bombas.
03:04E a comunidade internacional segue desde então muito apreensiva.
03:08Os Estados Unidos querem assinar um novo documento,
03:13mas com muitas cláusulas que os iranianos não querem,
03:16não são a favor.
03:18Eles não querem, por exemplo, que haja um limite desigual.
03:23Então, o mesmo limite para o Irã tem que ser o mesmo limite
03:25para os Estados Unidos.
03:26Se o Irã abre as portas, os portões para inspeções internacionais,
03:32que os Estados Unidos façam o mesmo por aqui,
03:35que eles estejam em pé de igualdade.
03:37Donald Trump disse que não há pé de igualdade.
03:39E aí, o que acontece nesse momento, em linha geral,
03:42de Castro Zeman, é o seguinte.
03:43Donald Trump já deixou toda a força militar americana
03:47nesse momento no aguardo.
03:50Os militares americanos estão, nesse momento,
03:53sendo deslocados lá para o Oriente Médio,
03:56para a região próxima ao Irã.
03:57Há diversos porta-aviões, navios gigantescos.
04:01Tem navios levando algo em torno de 5 a 7 mil militares cada um.
04:06Diversas bases militares americanas no entorno do Irã também
04:10já estão de sobreaviso.
04:12E por aqui, nos bastidores, o que se fala é o seguinte.
04:15Donald Trump deu um prazo para o Irã de até 10 dias
04:18para eles definirem o que eles vão fazer.
04:21Mas que na mesa de Donald Trump consta que até sábado
04:25um possível ataque americano ao Irã pode acontecer.
04:28O Irã já respondeu.
04:29Se isso acontecer, que eles vão destruir
04:32toda a atilharia militar americana que está lá,
04:35nas proximidades e que também vão atacar os Estados Unidos,
04:38ou seja, contra-atacar.
04:39Resumindo, temperatura alta por aqui, Cássio.
04:42E a gente vai seguir, obviamente,
04:44acompanhando ao longo da programação da Jovem Pan News
04:46para deixar o nosso ouvinte, telespectador e internauta,
04:49bem informado, minuto a minuto, passo a passo,
04:51dessas autoridades sobre o que vai acontecer.
04:54É com você no estúdio.
04:55Robinado, Eliseu, qualquer novidade,
04:56volta a conversar conosco aqui no nosso 3 em 1.
04:59Realmente, um alerta muito importante.
05:01Então, esse prazo de 10 dias,
05:03para que, caso aí o Irã não entre no acordo com os Estados Unidos,
05:07coisas ruins podem acontecer.
05:09O presidente Donald Trump não deixou claro
05:11o que seriam essas coisas ruins,
05:12mas, Sábio Piper, não quero te ouvir,
05:14mais um tom ameaçador do presidente norte-americano.
05:17Como sempre, afinal de contas,
05:18ele é o imperador do mundo.
05:19Agora, em 2009, 10,
05:22Brasil e Turquia
05:23entraram numa desastrada negociação
05:26para tentar conter o programa nuclear do Irã,
05:30com apoio, inclusive, de algumas potências europeias
05:32que depois acabaram se retirando
05:36e deixaram o Turquia e o Brasil
05:38absolutamente isolados
05:40e, claro, que aquela negociação não prosperou.
05:43O Brasil, inclusive, se achou aí
05:46com o tamanho devido para participar disso
05:49porque houve lá uma carta
05:51do presidente Obama ao presidente Lula
05:53autorizando que o Brasil tentasse, de alguma forma,
05:56intermediar isso.
05:57O Brasil acreditou que aquilo era verdade
05:59e de posse da carta foi.
06:01E, no final das contas,
06:02aquele documento era algo profano, né?
06:06Que os Estados Unidos mandaram para cá,
06:08mas não é assim, ó,
06:09a gente manda aquilo,
06:10mas a gente não acredita
06:12que eles tenham coragem para usar.
06:14E o Brasil teve.
06:15E deu uma confusão danada.
06:18E toda essa história,
06:20toda essa negociação
06:22está bem descrita e relatada
06:23num belo livro escrito
06:24pelo ministro Celso Amorim.
06:26Pois bem,
06:27naquele momento se argumentava
06:28que o Irã estava na iminência
06:30de ter a bomba atômica.
06:32Nós estamos falando de 2009 e 10, né?
06:3416, 17 anos atrás.
06:37O ano passado,
06:38quando acabaram bombardeando o Irã,
06:40ah, mas o Irã daqui a alguns meses
06:42vai ter a bomba atômica.
06:43A bomba atômica do Irã
06:47parece aquele tipo de lenda urbana
06:49que assusta todo mundo,
06:50mas ninguém consegue provar
06:52porque não vai acontecer nunca.
06:53Piperno, eu vou,
06:55você está certíssimo,
06:56eu vou até antes, né,
06:58no comentário,
06:59na verdade,
07:00na data, desculpa,
07:02se fala em bomba atômica no Irã
07:05desde o início dos anos 2000, né?
07:08Acho que a primeira menção
07:10que falam lá,
07:11olha, o Irã pode construir
07:12uma bomba atômica.
07:14Então, de fato,
07:15concordo contigo, né?
07:16Essa ideia de que, ah,
07:17o Irã poderá ter uma bomba atômica,
07:21na verdade,
07:22o interesse aí de Donald Trump
07:24não é acabar com o arsenal nuclear,
07:27mesmo que tenha um acordo e tal.
07:29O interesse do Donald Trump
07:31é uma mudança do regime,
07:33é que caia o regime no Irã.
07:36E ele está tentando fazer isso,
07:38por enquanto,
07:39por meio dessas bravatas,
07:42dessa negociação bastante dura,
07:46meio que também internamente,
07:48com serviço de espionagem,
07:49mas fica a dúvida,
07:51se esta negociação não avançar,
07:54né, e provavelmente não vai avançar,
07:56será que vai ocorrer
07:58uma incursão militar no Irã?
08:00Porque a pressão em cima do Donald Trump,
08:04da indústria pró-guerra dos Estados Unidos,
08:07é muito forte para que isso ocorra.
08:09Ô, Piperno, inclusive,
08:10o próprio Estados Unidos, né,
08:11já teve um ataque no Irã,
08:13onde diz que destruiu boa parte, né,
08:15do poder nuclear, né,
08:17algumas bases do Irã,
08:19inclusive pontos estratégicos,
08:21mas também, como o Ghani falou,
08:23a ideia, pelo menos a estratégia de Donald Trump,
08:25é fazer igual a Venezuela,
08:26acabar com o regime,
08:27no caso da Venezuela,
08:28o próprio chavismo,
08:30e aí no Irã,
08:30com o regime de Ali Khamenei.
08:32Como é que você vê
08:33essa estratégia de Donald Trump
08:34indo em países estratégicos,
08:37onde ele tem muitos interesses também?
08:38Claro que no Irã
08:39seria muito mais difícil,
08:40que é um país bem maior que a Venezuela,
08:41muito mais populoso,
08:43uma população de quase quatro vezes mais,
08:45muito mais perto da Rússia,
08:47e ontem já houve mais uma reunião
08:49entre autoridades iranianas e russas,
08:52então uma coisa é a Rússia,
08:53enfim, defender o Irã,
08:54que está lá perto,
08:55outra coisa é atravessar o mundo
08:56para tentar socorrer a Venezuela.
08:57E muito mais organizado,
08:59uma população muito mais sofisticada,
09:03militarmente também,
09:04desculpa.
09:04Não, não,
09:05claro,
09:05tudo muito mais difícil,
09:06e outra coisa que,
09:07obviamente,
09:08é alvo dessa ação americana,
09:10é tentar,
09:10de alguma forma,
09:12neutralizar o programa
09:13de mísseis malíticos
09:14que o Irã tem.
09:16Por quê?
09:16Porque os mísseis do Irã,
09:17eles podem atingir alvos
09:19a dois mil quilômetros,
09:20isso significa que eles podem chegar
09:22em alguns países da Europa,
09:24e, sobretudo,
09:26em Israel,
09:26que está ali perto.
09:28Ogan,
09:28inclusive,
09:29tem um detalhe importante,
09:30que o próprio clima interno no Irã
09:33não é positivo.
09:34Há um descontentamento muito grande
09:35por parte da população,
09:37por questões sociais,
09:39econômicas,
09:39os juros lá estão extrapolando.
09:42Há um certo descontentamento
09:43há anos
09:44com o regime iraniano
09:46de Ali Khamenei,
09:47e, é claro,
09:47as ondas de protestos
09:48que a gente teve
09:49no começo do ano
09:50foram muito diferentes
09:51das outras que tiveram.
09:52Então,
09:53o próprio Donald Trump
09:54pelo menos planeja
09:56ou aumenta o tom
09:57das ameaças
09:58num país que internamente
09:59está enfraquecido.
10:00É, exatamente.
10:01Ali ele viu
10:02uma grande janela
10:03de oportunidade
10:04porque havia
10:05uma esperança
10:06pelo fato
10:07do descontentamento
10:08da população,
10:09e, de fato,
10:10é uma ditadura
10:14teocrática,
10:14o Irã,
10:15as pessoas não têm
10:16liberdade civis,
10:17liberdade política,
10:19e ali havia
10:20essa esperança
10:21de uma queda
10:23do regime.
10:24Então,
10:24os Estados Unidos
10:25estavam apoiando
10:26toda aquela
10:28revolta interna
10:29da população,
10:30não se sabe
10:31até onde foi
10:32esse tipo de apoio,
10:33se houve financiamento,
10:34se houve
10:36patrocínio ali
10:37dos serviços
10:38de espionagem,
10:39da CIA,
10:40enfim,
10:40mas,
10:41se a gente voltar
10:42no tempo,
10:43um pouco antes
10:44dessa revolta urbana
10:46no Irã,
10:47houve uma ação
10:49coordenada
10:50dos Estados Unidos
10:50com o Israel,
10:51que houve
10:52todo aquele
10:53assassinato,
10:54de autoridades,
10:55de cientistas,
10:56inclusive de um
10:57negociador
10:58do programa
11:00de energia nuclear,
11:02e logo em seguida
11:03vem a bomba
11:05antibanker.
11:06Ali foi a primeira
11:07tentativa de queda
11:08do regime
11:09que acabou
11:09não ocorrendo.
11:11Depois,
11:11essa revolta
11:12interna
11:14que foi
11:14uma segunda
11:15tentativa
11:16de queda
11:17do regime.
11:17e agora
11:18uma possível
11:20aí,
11:20uma terceira
11:21tentativa
11:22de queda
11:23do regime,
11:24mas não é
11:25uma situação trivial.
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