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As autoridades de saúde do Irã confirmaram que subiu para 85 o número de vítimas fatais no bombardeio dos Estados Unidos à escola feminina Shajareh Tayyebeh, na cidade de Minab, sul do país.

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00:00Uma informação que chega também agora, Caniato, é a seguinte, a presidência do Líbano informou que esteve em contato com
00:07a Casa Branca
00:08e que os Estados Unidos e Israel, melhor dizendo, que Israel não deve escalonar o conflito em direção ao Líbano.
00:18Isso vai de acordo, inclusive, com uma manifestação que havia acontecido do resbolar ao longo dessa última semana,
00:27afirmando que, caso os Estados Unidos e Israel decidissem atacar o Irã, o resbolar não retaliaria contra Israel.
00:37O resbolar não participaria de um ataque coordenado para tentar dividir as atenções da defesa israelense neste momento.
00:46Essa é a manifestação que vem, então, do governo do Líbano, afirmando que recebeu essa informação vinda dos Estados Unidos,
00:55que não deve haver um escalonamento em direção ao território libanês, pelo menos não neste primeiro momento.
01:01Pois é, deixa eu chamar para essa cobertura especial, teremos um convidado muito especial, já participou de várias coberturas aqui
01:09na Jovem Pan News,
01:10o comandante Farinazo, especialista em guerra e estratégia militar, sempre compartilhando seus conhecimentos,
01:17fazendo uma análise precisa em relação aos conflitos que acabam ganhando destaque na imprensa.
01:22Comandante, seja bem-vindo, ótima tarde ao senhor.
01:25Quais aspectos desse ataque conjunto de Israel e dos Estados Unidos nós devemos considerar,
01:31olhando principalmente para a resposta do Irã, surpreendendo a muita gente, né? Bem-vindo.
01:37Obrigado, Caniato. Boa tarde para você. Boa tarde, Fabrício. Boa tarde, ouvintes da PAN.
01:42Bom, nós não sabemos ainda, as informações são desencontradas, né?
01:46A primeira vítima da guerra é sempre a verdade.
01:49Mas o que acontece é o seguinte, parece que a reação do Irã surpreendeu um pouco o presidente Donald Trump.
01:59Se sabia, né? O Pentágono sabia que a campanha não seria fácil, né?
02:04Mas talvez não imaginaram que a reação logo no primeiro dia, ela fosse tão expressiva.
02:10Por quê? Parece, pelo que a gente entende até agora, o Irã já tinha alvos pré-determinados e programados para
02:16uma resposta imediata.
02:18Então, várias bases americanas, né? No Golfo Pérsico e no Kurdistão iraniano foram atingidas.
02:24Acho que não se calculava que as coisas seriam com essa velocidade e com essa intensidade.
02:30Nas outras guerras as coisas não foram assim.
02:32Enfim, o Pentágono não queria essa guerra, o Trump parece que estava indo em cima do muro.
02:37Mas o fator que mais pesou para que as operações militares se precipitassem foi Benjamin Netanyahu.
02:47Pois é, e tem um aspecto importante em relação a previsões sobre o tempo de guerra, né Fabrício?
02:54Exatamente, Caniato.
02:55As informações que chegam dão conta de que o Irã estaria preparado para fazer esse conflito um conflito longo, de
03:01fato.
03:01Bem além, inclusive, daqueles 12 dias que a gente viu no ano passado.
03:06Aí eu já queria aproveitar e perguntar para o comandante Robson Farinazzo o seguinte.
03:10Você destacou, comandante, que o Irã parecia já ter alvos pré-determinados
03:16e principalmente focados ali nas bases militares dos Estados Unidos ao redor do Oriente Médio.
03:23Isso explica um pouco dessa, digamos assim, ausência de ataques ou de destruição, por exemplo,
03:32dentro do território israelense, pelo menos nesse primeiro momento,
03:37ou então a defesa israelense está funcionando muito bem.
03:40Qual que é a resposta aqui mais adequada nesse momento?
03:44Digo, em comparação, por exemplo, com junho do ano passado,
03:47que nós vimos o Irã causar danos graves, inclusive ali na região de Tel Aviv, por exemplo.
03:55Fabrício, é difícil a gente saber.
03:58O Irã pode ter priorizado as bases americanas do Golfo.
04:01Por que eu quero dizer isso para você?
04:03A gente tem que lembrar que o porta-aviões de Gerald Ford,
04:06que foi alvo de uma controvérsia essa semana por causa do sistema sanitário dele,
04:09ele se encontra nas costas de Israel.
04:12É virtualmente impossível você fazer uma defesa de todo o Oriente Médio
04:18com os sistemas de defesa aérea que os americanos possuem,
04:21até porque uma boa parte foi enviado para a Ucrânia.
04:23Então, o que acontece?
04:24O que a gente observa é que parece que eles concentraram toda a defesa ali na área de Israel.
04:31Lógico, se você tem isso daí, as bases do Golfo ficam relativamente abandonadas.
04:36Mas eu acho o seguinte, que ao mesmo tempo que israelenses e americanos buscam a supressão
04:41das defesas aéreas do Irã, o Irã também busca a destruição dos sensores americanos no Golfo.
04:49Porque se você destruir esses sensores, radares e outro tipo de sistema de aquisição de informação,
04:54você vai ter uma certa liberdade de operação no Golfo.
04:57E à medida que o Irã tem essa liberdade de operação, o preço do petróleo vai se fazer sentir.
05:03Fica mais fácil você fechar o Stray de Hormuz.
05:05Então, eu acho que está sobrando mísseis e bombas nessa guerra, mas é bom que falte o otimismo.
05:11Pois é, agora, comandante Farinazo, queria que o senhor trouxesse um pouco da capacidade militar iraniana.
05:19Trouxemos há pouco uma entrevistada, moradora de Israel, que fez uma comparação,
05:24ela leiga, mas enfim, muito atenta às notícias divulgadas pela imprensa israelense,
05:30fazendo uma comparação entre os ataques, por exemplo, do Hamas e do Irã, inclusive, o tempo de chegada.
05:39Por conta da proximidade da faixa de gás da sua cidade, havia uma determinação de que as pessoas fossem para
05:45os bunkers em 90 segundos.
05:46E há uma previsão da chegada de mísseis iranianos a Israel, algo em torno de 10, 12 minutos.
05:53Mas a capacidade militar é muito mais avançada, inclusive com mísseis que podem chegar a 3 mil quilômetros.
06:00Queria que o senhor dissesse, contasse um pouco sobre essa capacidade militar, os mísseis iranianos.
06:07Que tecnologia é essa?
06:09É capaz de fazer o quê em Israel e em outras localidades?
06:13Fabrício, nós sabemos o que o Irã é capaz de fazer.
06:15Nós só não sabemos por quanto tempo.
06:17A questão toda dos mísseis iranianos é o seguinte, eles começam a ser desenvolvidos a partir da tecnologia dos mísseis
06:23SCUD da antiga União Soviética,
06:25até eles conseguiram através dos líbios e sírios, desenvolveram uma família de mísseis excelente.
06:30Hoje, ninguém tem dúvidas que o Irã tem o melhor programa de mísseis do Oriente Médio.
06:35Isso é um fato.
06:36Só que o que acontece?
06:37O Irã foi submetido a diversas sanções, inclusive a venda de perclorato de amônia.
06:43Por quê?
06:43Esse perclorato de amônia, ele é, assim, base para combustível de foguetes.
06:48Só que há pouco tempo atrás, os americanos aprenderam no Oceano Índico,
06:53um navio que ia para o Irã carregado de perclorato de sódio, sistemas giroscópicos e espectrômetros.
07:01O que se concluiu?
07:02Esse perclorato de sódio seria usado para fazer o perclorato de amônia que o Irã não consegue adquirir no mercado
07:08internacional,
07:08por causa das sanções, e com isso o Irã teria um estoque maior de mísseis e foguetes.
07:16Então, assim, a gente não sabe quantos mísseis e foguetes o Irã tem, mas tem um dado muito importante na
07:22história.
07:22É muito mais fácil você construir mísseis e foguetes, mísseis, foguetes e drones, do que sistemas defensivos.
07:29Os sistemas defensivos, tanto o Patriot como os sistemas israelenses, o David Sling, o Complexo, Iron Dome, etc.
07:42Qual é o problema? A funda de Davi, eles são caros e você precisa, média, dois lançamentos para cada alvo.
07:51Então, assim, a tendência é um esgotamento dos sistemas defensivos.
07:55A gente não sabe o que vai durar mais.
07:56Na Guerra dos Doze Dias, Israel estava numa situação bastante difícil.
08:01Os Estados Unidos precisaram intervir.
08:02Eu não sei, é muito cedo para a gente dizer hoje que o Irã está com poucos mísseis.
08:08É cedo, a gente não pode cravar, olha, eles estão com poucos mísseis.
08:11Não, o que pode ter acontecido é que o Irã está priorizando outros alvos.
08:16Outra coisa também, o pessoal coloca aí a Força Aérea Israelense que obteve a superioridade aérea sobre os céus do
08:22Irã.
08:22O Irã praticamente não tem força aérea.
08:24Então, a superioridade aérea vai se ter a qualquer momento.
08:26O problema não é esse.
08:27O problema é que os lançadores de mísseis do Irã são móveis.
08:31Você tem milhares de lançadores num terreno de 1 milhão e 400 mil quilômetros quadrados.
08:37O espaço geográfico do Irã é o tamanho da nossa Amazônia.
08:40Então, assim, pode ser muito cedo para dizer, nós não sabemos, né?
08:44A gente ainda está na, como eu diria, né?
08:46O Klaus-Rivis, na nível da guerra.
08:47Mas pode ser que essa guerra, ela se prolongue.
08:51A gente tem, inclusive, comandante, um mapa que mostra onde estão as bases militares, os postos militares dos Estados Unidos
08:58lá no Oriente Médio para trazer aqui.
09:01Acho que a gente pode encher tela, inclusive, com essa arte para a gente dar uma olhadinha.
09:04Olha só, são vários postos dos Estados Unidos espalhados pelo Oriente Médio, ali ao longo da Península Arábica.
09:13A gente vê uma concentração muito grande e a principal delas fica ali no Catar, né?
09:18A base de Aludeide, que foi alvo de ataques, inclusive, do Irã no ano passado.
09:23Mas são postos dos mais diferentes tipos.
09:25Então, a gente está falando aqui de bases aéreas, bases navais, postos avançados, os radares, como você destacou agora há
09:31pouco.
09:31Então, os radares seriam, na sua avaliação, o alvo principal para o Irã, pelo menos nesse primeiro momento?
09:40Acredito que os radares e os centros de comando, e me parece, parece, não há confirmação, que o Irã teria
09:47atacado um navio de apoio logístico da Marinha Americana.
09:50Acontece que a Marinha Americana só tem 10 desses navios no Golfo, e eles são extremamente necessários.
09:55Por quê? No Golfo não, ali no Oriente Médio.
09:58Quando você tem um porta-aviões nuclear, você fala, o porta-aviões é nuclear, ele não depende de abastecimento.
10:03Ele não depende.
10:04Mas as aeronaves dependem de JP, que é o combustível de aviação, os helicópteros dependem do seu combustível específico,
10:13as tropas dependem de suprimentos médicos, uma série de outras coisas.
10:16E os navios, os destroyers da classe Arleigh Burke, que estão situados no Oriente Médio, são muito beberrões.
10:23Eles demandam muito óleo.
10:25Então, assim, se o Irã priorizar atacar os navios de apoio da Marinha dos Estados Unidos, a coisa pode ficar
10:32bastante difícil.
10:32O Qatar tem uma situação bastante interessante, né?
10:36Se ele retalhar o Irã, porque ele foi atacado por Israel ano passado.
10:40E aí, o questionamento da sociedade fez, mas vem cá, Israel nos atacou, nós não retalhamos.
10:45Agora, o Irã nos atacou, nós vamos retalhar.
10:47Então, há dois critérios.
10:49Então, nós temos uma situação, o Oriente Médio, Fabrício, é bastante complexa.
10:54É muito difícil cravar algum prognóstico no momento.
10:57Mas você acredita, por exemplo, comandante, na possibilidade de algum país, Arábia Saudita,
11:01que tem uma força de defesa um pouco mais avançada ali, o próprio Emirado dos Árabes Unidos,
11:08de um ataque também contra o Irã, já que esses países se consideraram atacados pelo Irã neste sábado?
11:16Só um parêntese, eu acho que é fundamental, inclusive, fazer uma pergunta adicional.
11:20Em cima do que disse o Fabrício, o senhor entende que esses países terceirizariam
11:25e deixariam a responsabilidade para os Estados Unidos,
11:28para justamente não jogar mais gasolina no que poderia virar uma guerra regional, hein, comandante?
11:33Eu acho que a gente tem as duas possibilidades.
11:35No caso, a Arábia Saudita, ela pode ficar em cima do muro em virtude do bom relacionamento que ela tem
11:40com a China.
11:41No caso, os Emirados Árabes, eles são inimigos figadais do Irã
11:44e a possibilidade dos Emirados Árabes atacarem é grande.
11:47Só que a gente tem que olhar uma coisa.
11:49Os Emirados ficam muito próximos ao Irã.
11:52Então, ou seja, eles são um país que tem um tempo de resposta muito menor ao ataque de mísseis e
11:57drones.
11:58O Irã pode bater. Bater que o militar chama é você atirar, né?
12:02O Irã pode bater os Emirados Árabes com mísseis até menos sofisticados
12:06do que aqueles que ele deve usar contra os Estados Unidos e Israel.
12:09Então, assim, os países árabes vão ficar numa situação difícil,
12:12até porque o Golfo parece que está quase fechado.
12:16O Strait de Hormuz está quase fechado ou fechado.
12:19Então, a situação econômica de todo mundo ali vai ficar bastante difícil, né?
12:23Então, a situação econômica de todo mundo ali vai ficar bastante difícil, né?
12:23Obrigado.
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