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Em declaração direta, Trump confirmou que as Forças Armadas americanas iniciaram grandes operações de combate dentro do território do Irã. O presidente justificou a ofensiva militar afirmando que o objetivo principal é defender o povo americano e eliminar as "ameaças iminentes do regime iraniano", classificando os líderes do país como um "grupo perverso de pessoas cruéis e terríveis".
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NotíciasTranscrição
00:00... ao Irã e já teve resposta iraniana para Israel.
00:04Quem está nos acompanhando com imagem, observa imagens da cidade de Haifa,
00:07na região norte de Israel, ali às margens do Mediterrâneo,
00:11e à direita da sua tela, para quem nos observa com imagens,
00:15Jerusalém, que fica mais na região central.
00:18A gente segue monitorando a situação em território israelense também.
00:21E num pronunciamento, o presidente americano Donald Trump
00:24detalhou o início da operação e explicou o objetivo dos Estados Unidos
00:29com o ataque ao Irã. Vamos conferir.
00:35Há pouco, as Forças Armadas dos Estados Unidos
00:38iniciaram grandes operações de combate no Irã.
00:43Nosso objetivo é defender o povo americano,
00:46eliminando as ameaças iminentes do regime iraniano,
00:49um grupo perverso de pessoas cruéis e terríveis.
00:53Suas atividades ameaçadoras colocam em risco direto os Estados Unidos.
00:59Nossas tropas, nossas bases no exterior e nossos aliados em todo o mundo.
01:07A gente vai chamar, então, para essa conversa agora o Fabrício Naitzky novamente
01:11e também acrescentar ao nosso comentarista do dia, o Túlio Nassa.
01:15Bom dia, Túlio.
01:16Como é que você enxerga essa nova escalada de tensão entre Estados Unidos, Israel e Irã?
01:22Bom dia, Márcia.
01:24Bom dia, Fabrício.
01:25Bom dia, Nonato.
01:26Bom dia também à audiência da Jovem Pan.
01:28Olha, Márcia, infelizmente é um bom dia triste, não é um bom dia que nós possamos comemorar aqui.
01:35Como diria Martin Luther King, o homem aprendeu a voar como os pássaros, a nadar como os peixes,
01:41mas infelizmente não aprendeu a viver como irmãos.
01:44Então é um dia que marca uma escalada importante, relevante nesse conflito geopolítico, geoeconômico,
01:51até porque o Irã não é a Venezuela.
01:55O Irã é um país que tem um forte componente militar, tem uma força de retaliação muito grande
02:00e já está fazendo uso dela, atacando inclusive bases americanas.
02:05Donald Trump agora vai passar por uma situação inusitada para ele,
02:08que é a morte de militares americanos, de pessoas dos Estados Unidos
02:13e também ataque importante a locais onde ainda não havia sido atacado.
02:18Por essa razão, nós torcemos para que esse conflito pare de maneira muito rápida,
02:23para que haja ainda o esforço de um diálogo,
02:26até porque outros países estão de olho também nessa situação, especialmente Rússia e China.
02:32Vamos lembrar que o Irã é um importante exportador de petróleo para a China
02:36e a China evidentemente vai sofrer com essa situação.
02:39Nós temos também uma questão comercial ali, no canal comercial marítimo,
02:44que o Irã controla e que o Irã pode fechar e criar um conflito econômico ainda maior.
02:51Oxalá que essa situação não escale ainda mais.
02:54Mas é dia de tensão, Márcia, infelizmente.
02:57Pois é, o canal aí que o Túlio se refere é o Estreito de Hormuz,
03:02por onde passam de 20% a 25% do petróleo mundial.
03:05O Naidsky, há pouco a gente conversava com a Michelle Goldenfeld lá de Israel
03:10e ela chamava atenção para uma casa que teria sido destruída
03:13por um míssil iraniano na região norte do país.
03:19Ou seja, o Túlio falou na possibilidade de conversa e diplomacia.
03:23Mas se a gente tiver uma intensificação também dos ataques iranianos,
03:27com perdas para o lado israelense,
03:29é difícil imaginar que Israel não tente contra-golpear e aniquilar o Irã.
03:34Exatamente, Nonato.
03:36O Israel conta com a participação dos Estados Unidos
03:39como uma bola de segurança nesse tipo de situação
03:43pelo fato de os Estados Unidos serem um país muito maior que Israel.
03:47Um aparato militar também igualmente forte em relação ao israelense,
03:52mas principalmente maior em números.
03:54E essa é a grande diferença.
03:56Agora, a possibilidade de diplomacia vai evaporando a cada minuto,
04:00não apenas porque a possibilidade de Israel e Estados Unidos
04:06lançarem uma segunda onda de ataques ainda mais forte cresce,
04:09mas também porque os ataques iranianos têm como principal alvo
04:14não apenas Israel e vários pontos de Israel.
04:17Você destacou, por exemplo, que o norte israelense faz fronteira com o Líbano
04:21e essa é uma região que sempre sofre com a presença do Hezbollah, por exemplo,
04:27lançando foguetes, lançando ataques, às vezes com infiltrações terrestres também,
04:33mas porque os ataques iranianos têm como alvo bases militares norte-americanas
04:37em todo o Oriente Médio.
04:40A gente tem, nesse momento, a confirmação do fechamento do espaço aéreo do Catar
04:45e também do Bahrein, dois países considerados.
04:49Você tem aeroportos que são hubs internacionais,
04:53por onde passa uma grande concentração de voos comerciais
04:56que ligam o mundo inteiro, principalmente a Ásia, com as Américas e também com a Europa.
05:02A gente já tem relatos de explosões ouvidas tanto em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos,
05:11mas também em Riad, a capital da Arábia Saudita.
05:14Então, a gente pode estar diante aqui de um cenário que acaba englobando
05:19todos ou quase todos os países do Oriente Médio,
05:24alguns deles com forças militares bem potentes também.
05:27Isso pode causar uma certa fragmentação das relações ali na região.
05:35É importante a gente lembrar.
05:37Há muito tempo, Israel tem trabalhado junto com os Estados Unidos
05:41para buscar estabilizar as relações com países ali do mundo árabe,
05:46principalmente da região do Oriente Médio, desse mundo árabe.
05:51O principal país, a joia da coroa dessas negociações
05:55que começaram como os acordos de Abraão, ainda no primeiro mandato de Donald Trump,
06:00é justamente a Arábia Saudita.
06:02E aí, se a gente voltar para aquele 7 de outubro de 2023,
06:06quando o Hamas invade Israel e dá início à guerra na faixa de Gaza,
06:11que durou mais de dois anos, que tem durado ainda, de certa forma,
06:15apesar do cessar fogo frágil ali na região,
06:18o estopim para esse ataque do Hamas foi justamente a possibilidade real
06:23de que Israel e a Arábia Saudita chegassem a um acordo para normalizar as relações.
06:28Isso iria contra a vontade do Irã.
06:32Apesar de serem dois países de maioria muçulmana,
06:36as relações entre, por exemplo, a Arábia Saudita e a Irã não são as melhores.
06:42Há uma grande distância entre os governos, entre os objetivos de cada país.
06:48E você tem, como você muito bem destacou, a questão do Estreito de Hormuz.
06:52Se o Irã decidir, ou conseguir, no caso, fechar o Estreito de Hormuz,
06:58o impacto para esses países da região do Golfo é muito grande.
07:03E aqui a gente está falando de impacto econômico.
07:06Consequentemente, o mundo todo sofre.
07:09Seis horas e cinquenta e sete minutos?
07:12Repita.
07:12Seis e cinquenta e sete.
07:14A gente segue essa análise e agora vou chamar novamente o Túlio Narsa.
07:19Túlio, você já adiantava essa questão econômica.
07:22A gente consegue detalhar quais seriam ali os países mais afetados
07:26se essa guerra se estender por conta da compra do petróleo
07:30que é produzido, inclusive, pelo Irã?
07:33Olha, Márcia, o primeiro deles é a China, como eu destaquei,
07:37até porque recebe muito petróleo do Irã, mas não só a China.
07:42Todo e qualquer país asiático que usa o Estreito de Hormuz
07:46para escoar sua mercadoria, para exportar sua mercadoria.
07:50Se nós pararmos esse estreito, as embarcações terão que dar uma volta
07:54quase que no globo inteiro.
07:55É praticamente impossível fazer uma passagem ali pelo Pacífico
08:00e, portanto, vai haver um custo enorme nessas exportações,
08:04vai haver falta de material, de produto, porque não vai conseguir chegar.
08:08E pior do que isso, certamente haverá uma escalada de conflito,
08:13porque o fechamento desse estreito, exatamente pelos problemas comerciais,
08:17pelos problemas econômicos, vai despertar o interesse de outros países
08:20que hoje não estão ali no conflito e poderão entrar.
08:23E, por fim, também destacar que é muito complicado, Márcia,
08:26para os Estados Unidos realizar uma invasão terrestre no Irã.
08:29Irã é um país extremamente montanhoso, existe ali uma guarda forte,
08:34existe ali um governo centralizador, um governo que tem força
08:37para repelir um ataque interno e, portanto, os Estados Unidos
08:41estão fazendo uma aposta muito perigosa.
08:43É uma aposta que ele precisa resolver esse conflito urgentemente
08:46sob pena de colapso comercial e sob pena de ter que iniciar
08:50uma invasão terrestre, que seria um caos.
08:53E aí, em cima disso, né, Túlio, a gente até comentava mais cedo aqui
08:57que resolver rapidamente é algo que nem sempre acontece.
09:01Vide o conflito Rússia e Ucrânia, não?
09:05Exatamente. Uma coisa é uma ação pontual, como foi feito na Venezuela,
09:10em que, terminada aquela missão, não há mais um outro objetivo a curto prazo.
09:15Agora, uma invasão terrestre para você depor um governo inteiro,
09:20porque não adianta só pegar Ali Khamenei, tirar Ali Khamenei do poder,
09:24porque há toda uma estrutura ali do governo islâmico preparada
09:28e que não está negociando com os Estados Unidos,
09:31diferente da vice da Venezuela, que negociou com Trump
09:34e o jogo ali segue com cartas marcadas e Trump dando as cartas.
09:38Então, no Irã, essa possibilidade não acontece,
09:41de modo que os Estados Unidos teriam que realizar uma invasão terrestre
09:44e pode acontecer muito bem o que está acontecendo na Ucrânia,
09:47o conflito se estender durante anos,
09:49o que já aconteceu no Iraque, o que aconteceu no Afeganistão.
09:52Então, a possibilidade de uma invasão terrestre,
09:54ela não é uma possibilidade concreta,
09:57uma possibilidade efetiva, salutar para os Estados Unidos.
10:00Agora, conseguir terminar esse conflito de forma rápida
10:04somente com ataques aéreos ou ataques marítimos
10:07é muito complicado.
10:09É isso. Túlio Nassa analisando com a gente.
10:12Quem nos acompanha com imagem, já citamos aqui,
10:13Raifa de um lado e Jerusalém do outro.
10:16Há pouco, quanto o Fabrício Nights que trazia o comentário dele,
10:19a gente ouvia, né, Márcia?
10:20Uma sirene ao fundo, sirene que estava tocando em Jerusalém.
10:25São cinco horas de diferença, agora meio-dia e um em território israelense,
10:29sete e um aqui no horário do Brasil.
10:31A gente vai seguir acompanhando e monitorando de perto
10:34essa situação envolvendo Israel e Irã.
10:37E, claro, Estados Unidos e Irã também, mas por extensão Israel,
10:40e Israel já que está ali numa proximidade geográfica muito maior dos persas
10:45do que os Estados Unidos, como é sabido.
10:47Sete horas e um minuto.
10:49Repita.
10:50Sete e um.
10:50Nós estamos numa cobertura especial aqui a respeito dos ataques americanos ao Irã
10:54e seguimos juntos nesta manhã de sábado com os nossos comentaristas,
10:59também trazendo informações dos nossos correspondentes,
11:02até porque, né, Márcia, para quem está chegando agora,
11:05os Estados Unidos lançou esse ataque contra o Irã em Teherã.
11:09A gente sabe que o Ayatollah Ali Khamenei não estava em território iraniano,
11:15ou pelo menos no território atingido,
11:16e o Irã já respondeu com mísseis sendo lançados para a região norte de Israel.
11:23É esse o cenário que a gente acompanha nesse momento, né, Márcia?
11:26Fabrizio Naitzky, já temos repercussões, então, também na Europa?
11:30Temos, temos sim, Márcia.
11:32O ex-presidente da Rússia e vice-presidente do Conselho de Segurança do país,
11:37Dmitry Medvedev, fez uma publicação pelas redes sociais,
11:42criticando os Estados Unidos, afirmando o seguinte,
11:46que, mais uma vez, Donald Trump, aquele dito pacifista,
11:53mostrou a sua cara, que todas as negociações com o Irã eram uma farsa,
11:59ninguém duvidava disso, ninguém queria negociar nada.
12:03A questão é quem tem mais paciência para esperar pelo fim e glória do seu inimigo.
12:08Os Estados Unidos têm apenas 249 anos de idade.
12:13O Império Persa foi fundado há mais de 2.500 anos.
12:18Veremos em 100 anos, escreveu Dmitry Medvedev,
12:22ex-presidente russo, atual vice-presidente do Conselho de Segurança do país,
12:26forte aliado de Vladimir Putin.
12:28A gente sabe das fortes relações entre Rússia e Irã.
12:32Havíamos comentado isso aqui agora há pouco no Jornal da Manhã.
12:36É uma das primeiras manifestações que a gente tem vindas do continente europeu.
12:42Já se esperava uma certa resistência russa a um ataque dos Estados Unidos no Irã.
12:49A gente aguarda, principalmente, o posicionamento de autoridades da União Europeia
12:54e também do Reino Unido.
12:56Quando a gente fala de Reino Unido, Márcia, é importante lembrar, por exemplo,
13:00que Donald Trump fundou agora há pouco o chamado Conselho da Paz,
13:04que tinha como principal responsabilidade cuidar da faixa de Gaza.
13:08Mas o presidente norte-americano já tem buscado expandir um pouco essa zona de influência.
13:13Um dos primeiros indicados, um dos primeiros nomeados para participar desse Conselho da Paz
13:19é o ex-primeiro-ministro britânico, Tony Blair.
13:22Tony Blair esteve ao lado de George W. Bush lá em 2003,
13:26quando os Estados Unidos decidiram invadir o Iraque.
13:30Uma invasão ligada àquela acusação feita sobre possíveis armas de destruição em massa
13:36no território iraquiano.
13:39Tony Blair comprou essa guerra norte-americana com o exército do Reino Unido.
13:45Mandou tropas britânicas para o Iraque.
13:48Foi muito criticado em relação a isso.
13:51Então a gente aguarda sempre também a manifestação do governo do Reino Unido,
13:55que é um aliado de primeira hora dos Estados Unidos ali entre os países membros da OTAN
14:01e principalmente países europeus, por conta desse histórico.
14:06Mas as manifestações continuam acontecendo,
14:09as atualizações também tanto dentro quanto fora dos Estados Unidos, do Irã e também de Israel.
14:15É isso.
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