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Miguel Setas, CEO da Motiva, é o convidado do Show Business. Ele explica como a inteligência artificial e a automação estão transformando a gestão de grandes infraestruturas. Miguel detalha como a tecnologia de ponta da Motiva permite salvar vidas, priorizando a segurança e a eficiência operacional em todas as frotas e rodovias sob gestão.
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NotíciasTranscrição
00:00Deixa eu chamar a atenção pra um recente lançamento de vocês, que eu acho que vocês chamaram de um plano
00:06diretor
00:07com seis tecnologias prioritárias na chamada indústria 5.0.
00:15É uma estratégia ali, sobretudo, focada em inovação.
00:20E aí eu pergunto pra você, Miguel, como os... porque a gente tá falando de rodovia, a gente tá falando
00:24de mobilidade,
00:25a gente tá falando de metrô, a gente tá falando de ir e vir entre os estados brasileiros,
00:31mas tecnologia, como os dados, a inteligência artificial, a robotização, a automação
00:42passa a entrar no negócio de vocês?
00:46O negócio de vocês, volto a repetir, a estrada, como é que a automação entra na estrada, entra nas ferrovias
00:53brasileiras?
00:54Pergunta ótima, Bruno. E você sabe que este é um assunto que me galvaniza, que me motiva muito,
01:00porque eu acho que o nosso setor, o setor dos transportes, ele é um, digamos, um recém-chegado
01:06a esta transformação tecnológica que nós já vimos noutros setores.
01:10Eu trabalhei 18 anos no setor elétrico, como você sabe, e é um setor que, por necessidade de conferir
01:17inteligência às redes elétricas, já avançou um pouco mais nessa adoção das tecnologias que nós chamamos
01:23exponenciais. Vou dar exemplos muito concretos para você ver qual é que é a relevância destas tecnologias.
01:29Começar pela inteligência artificial e hoje dando o salto para a inteligência artificial generativa.
01:37Dois utilizações bem relevantes. Uma é em todos os serviços corporativos.
01:42Hoje, para fazer análise de informação, para fazer confecção de contratos, para analisar riscos que o negócio
01:50enfrenta, riscos regulatórios, riscos operacionais, a utilização de inteligência artificial generativa,
01:56ele é fundamental. E, portanto, nós estamos capacitando as nossas equipes,
02:00estamos trazendo uma série de desenvolvimentos de agentes. No fundo, é isso. A empresa hoje tem
02:0716 mil pessoas, cerca de 16 mil pessoas, e começa a ter também agentes digitais, portanto,
02:15de inteligência artificial. No negócio mais de operação, um exemplo muito concreto de inteligência
02:23artificial é no monitoramento das rodovias. Hoje, as nossas câmaras que seguem,
02:30o tráfego das nossas rodovias, ela tem inteligência artificial embarcada no sistema, não é?
02:35Portanto, deteta automaticamente uma variação de velocidade, alguma anomalia no tráfego
02:42das nossas viaturas, dos nossos clientes, e consegue direcionar a atenção dos operadores
02:47de um centro que eu sei que você teve a gentileza também de visitar, consegue direcionar a atenção
02:54dos operadores e, rapidamente, as nossas equipes conseguem aceder a um ponto...
02:58É isso que eu queria chegar, porque a gente gosta de falar de tecnologia e de inteligência
03:02artificial aqui no programa, mas sempre com aplicação.
03:06Claro.
03:06Eu tive o privilégio, e eu digo isso publicamente aqui para as nossas câmeras, de estar em alguns
03:13centros de operações da Motiva pelo país, mas eu tive, recentemente, num centro de operações
03:19CCO, claro.
03:20CCO, né?
03:21CCO, é.
03:22E lá você vê aquele mapeamento com câmeras ligadas em todas as rodovias brasileiras
03:30em que vocês operam.
03:31Estamos...
03:31Que é um material poderosíssimo.
03:33Poderosíssimo.
03:34Ah, mas aí a pergunta que eu faço, Miguel, é como é que vocês têm usado todo esse
03:39poder de dados que vocês têm?
03:40Porque vocês têm um mapa do Brasil, das rodovias brasileiras, né?
03:44Sem dúvida.
03:45Como é que vocês usam a inteligência artificial como benefício das estradas?
03:51Essa tecnologia hoje dá-nos vários benefícios, desde logo, Bruno, eu acho que esse é o mais
03:58importante para nós, salvar vidas.
04:00Ou seja, a inteligência artificial hoje, ela é um instrumento de segurança, não é?
04:05Para fazermos acompanhamento de operação, para fazermos detecção de situações de risco,
04:11para fazermos prevenção.
04:13E isso vai desde o trabalho que nós estamos fazendo numa intervenção na rodovia, não é?
04:20Portanto, trabalhadores nossos que estão trabalhando num local em que é necessário fazer
04:25alguma manutenção, até à circulação, ao fluxo de clientes na nossa rodovia.
04:32Um elemento relacionado com esta tecnologia são os próprios free flows, não é?
04:37O free flow, hoje conhecido mais como o Siga Fácil aqui em São Paulo, que é, no fundo,
04:44uma tecnologia que vem permitir que o utilizador, ele não pare num pedágio, não é?
04:50Isso tem reflexos múltiplos. Fluidez do trânsito, segurança, grande parte dos acidentes que
04:56nós temos nas nossas rodovias são nos pedágios, porque há pessoas que estão ou atendendo
05:02algum cliente, ou saindo de uma cabine, circulando na praça de pedágio, e temos inúmeras situações
05:09em que esses acidentes ocorrem, mas tem benefício operacional, segurança, menor redução de emissões,
05:16ou maior redução de emissões de gases poluentes, porque os carros não estão ali naquele para-arranca,
05:24não é? Naquele, digamos, naquelas filas longas, não é? À espera de poder fazer o pagamento.
05:32Portanto, é uma tecnologia de benefício evidente, com um princípio de tarifa aplicada de acordo
05:44com a utilização. Ou seja, enquanto hoje você tem uma tarifa que depende do número de eixos
05:49que você tem na sua viatura, do tipologia de veículo, etc., com o free flow você tem aquilo
05:57que você chama uma tarifa quilométrica, Bruno. Ou seja, depende. Hoje, quando você vai,
06:03por exemplo, região de Guarulhos, não é? Vai daqui de São Paulo para o aeroporto,
06:06você pode, naturalmente, usar a via expressa, não é? E você paga pedágio através do free flow,
06:11ou você vai pela marginal e você não tem pedágio. Mas esse pedágio, ele depende do dia da semana,
06:17depende do número de quilómetros, do trajeto que você vai fazer, depende da hora do dia.
06:21Ou seja, essa tarifa é uma tarifa que depende se você vai numa altura de pico,
06:25numa altura de grande tráfego, ou numa altura em que o tráfego é mais tranquilo e em que você tem
06:31rodovia mais disponível, não é? Portanto, é uma tarifa mais justa, Bruno.
06:35Hoje, o que é que acontece se você não utiliza o free flow? Você tem clientes que estão subsidiando
06:40a passagem de outros clientes. Ou seja, alguns clientes pagam, outros não pagam, e, portanto,
06:45os que estão pagando, estão pagando a conta dos outros que, eventualmente, estão utilizando
06:51a rodovia e que não estão sendo cobrados. Portanto, o free flow, ele traz justiça tarifária.
06:56Ele traz eficiência ao tráfego, ele traz segurança e traz, naturalmente, também um reflexo,
07:03como eu estava comentando, de benefício ambiental, porque a fluidez do trânsito evita mais emissões
07:08de gases poluentes. Portanto, eu sou um, digamos, um convívio entusiasta do free flow.
07:13Mas vamos voltar um pouquinho atrás, Bruno, porque eu acho que fiquei ainda meio no caminho
07:17dessa planta tecnológica que você mencionou. Inteligência artificial é uma das tecnologias.
07:22Temos, como você também comentou, robotização e automação.
07:26É, como é que entra a robotização e automação?
07:29Vou dar dois exemplos, vou dar dois exemplos. Robotização. Nós hoje estamos fazendo, testando,
07:34robôs para fazer limpeza de estações nos nossos ativos, nas nossas linhas de metrô e
07:41linhas de trem. E, portanto...
07:42Isso de manutenção, limpeza...
07:45Manutenção, limpeza.
07:45É, tá.
07:45É, portanto, você tem o robô...
07:46São testes.
07:47São testes.
07:48Mas a ideia é ampliar esses testes e começar a utilizar essa tecnologia de uma forma...
07:52Até o momento, como é que estão esses testes?
07:55Esses testes têm, em alguns casos ainda, têm um, dois robôs que nós estamos utilizando
08:00e, portanto, testando, digamos, a robustez dessa tecnologia, mas ela evita um trabalho que
08:08ele não é tão importante para, digamos, para a operação, não é? Um trabalho que ele
08:12é complementar da operação e essas pessoas que estavam fazendo esse trabalho, elas podem
08:18ser requalificadas, que é a nossa missão também, requalificadas para fazer outras funções,
08:23para fazer outros trabalhos de maior valor agregado, não é? E, portanto, essa também
08:27para nós é uma... um objetivo fundamental neste processo, Bruno, que é de uma digitalização
08:34responsável. A digitalização, indústria 5.0, ela não veio para tirar empregos, ela veio
08:41para potenciar as capacidades humanas e permitir que as pessoas possam ser requalificadas,
08:46possam ser redirecionadas para outras áreas da empresa, possam fazer trabalhos que têm
08:50um valor acrescentado mais alto, trabalhos que possam privilegiar a sua saúde mental,
08:55o seu equilíbrio, o seu bem-estar e, portanto, outro exemplo que, nessa dimensão de robotização
09:01ou mecanização, você vê, muitas vezes, equipes nossas, equipes de alguns dos nossos
09:06fornecedores, fazendo capina, não é? Limpando a grama nas estradas, não é?
09:11Hoje, temos um objetivo, e isso já está, um objetivo que já está para 40% da extensão
09:16das nossas rodovias, de fazer isso de forma mecanizada. Mecanizada. Em vez de você ter
09:21as pessoas fazendo essa capina manual, vamos ter um robô, uma máquina que passa e que
09:26vai fazendo...
09:27Vocês já têm esses aparelhos?
09:28Já temos, já estamos fazendo, estamos fazendo esse desenvolvimento para 40% das nossas
09:33rodovias, 40% da extensão das nossas rodovias e o objetivo, depois, é tentar ampliar ainda
09:39mais essa tecnologia. Nem todos os terrenos permitem isso, Bruno. Você tem alguns terrenos
09:46que são mais ondulados, mais, não são propícios para a utilização dessas tecnologias, mas em
09:51todos os locais onde nós conseguirmos ter terrenos mais planos, terrenos mais, enfim,
09:56regulares, nós vamos utilizar esse tipo de mecanização. Portanto, esse é outro
10:00exemplo. Vou dar outro exemplo muito interessante. Utilização de drones, não é? Que é, naturalmente,
10:06uma tecnologia que permite supervisionar a infraestrutura, permite, vou dar um exemplo
10:11concreto do sistema metroferroviário, fazer a inspeção de rede elétrica dos cabos elétricos,
10:19não é? Você sabe que alguns incidentes da nossa infraestrutura são...
10:25uma queda de um cabo, que pode, até pode ficar preso de um pantógrafo, não é? Que são aquelas
10:30aquelas hastes que ligam o trem à rede elétrica, não é? E, portanto, a qualidade dessa
10:36infraestrutura, a manutenção dessa infraestrutura é fundamental para a fluidez do serviço, não é?
10:40E precisa ser monitorado o tempo todo.
10:42Precisa ser monitorado.
10:43Portanto, você...
10:44É drone agora.
10:44Agora, você está fazendo, estamos fazendo também esses ensaios, que é fazer a supervisão
10:51dessa infraestrutura com a utilização de drones. Vou dar outro exemplo ainda mais interessante,
10:55Bruno. Nas obras que nós estamos a fazer de engenharia, não é? De construção de rodovia,
11:00você tem que fazer diariamente o acompanhamento da obra, para saber se a obra está atrasada,
11:06se a obra está mais avançada, o que é que está faltando, se estão faltando materiais
11:10no canteiro de obra, se há algum elemento crítico que esteja travando a execução daquela
11:15obra, pois hoje é possível fazer também a supervisão dessas obras com drones, não
11:19é? E, portanto, diariamente fazer o upload dessa informação, ver como é que está o
11:24canteiro de obra, ver se há alguma falta de material, portanto, tornar esse processo
11:29que hoje em dia é um processo mais manual, num processo altamente tecnológico. E depois,
11:35mais dois exemplos antes de passar a palavra e já jogar a bola para você.
11:39Novos materiais, novos materiais. A questão do asfalto, que naturalmente é um dos principais
11:45ofensores na emissão de gases que poluem a atmosfera. Como sabemos, o asfalto, ele tem
11:53naturalmente, digamos, um conteúdo carbónico elevado e, portanto, poder fazer asfaltos reciclados,
12:00com materiais reciclados, ou até asfaltos com misturas de borracha, mais duráveis, com maior
12:05qualidade, com um custo competitivo e, portanto, estamos fazendo pesquisa de novos materiais.
12:11É uma dessas seis famílias do plano tecnológico. E a última, uma das últimas famílias, que eu acho
12:15que também vale a pena mencionar, é a transição energética. E aí os meus 18 anos de setor
12:21elétrico também me ajudam a estar sensível a esse assunto. E, portanto, estamos compromissados.
12:26Em 2024 atingimos essa meta de ter 100% da nossa energia vinda de fontes renováveis, Bruno.
12:33Portanto, hoje, um cliente da Motiva, que pega a linha 4 em São Paulo, linha amarela, ou a linha
12:39Lilás também em São Paulo, ou o metrô de Salvador, ou o VLT Carioca no Rio de Janeiro, ou as
12:45linhas
12:458 e 9 aqui em São Paulo, hoje essa pegada carbónica, ela é totalmente limpa, porque nós injetámos
12:52nesses contratos, digamos assim, ou geramos para esses contratos, 100% de energia renovável
12:57e, portanto, a pegada carbónica de alguém hoje que usa os trens da Motiva é zero, carbono
13:03zero. Portanto, pelo menos na utilização de energia, não é? Tem outros emissores, tem
13:07ar-condicionado, etc., que tem outras emissões. Mas, do que diz respeito à utilização de
13:11energia, carbono zero, que para nós também era uma conquista fundamental.
13:16A gente está falando de rodovias, a gente está falando de ferrovias. Você acabou de
13:21falar de metrôs, mas por que vocês venderam? Toda a operação de aeroportos, foi um anúncio
13:30em novembro, envolvendo 20 terminais. Por que essa decisão?
13:37Muito pertinente essa pergunta, Bruno. Até porque nós temos muito afeto, muito apreço
13:47pela nossa operação de aeroportos e pelas pessoas que trabalham nesses aeroportos, nesses
13:55ativos. Equipa muito competente, um nível de engajamento altíssimo, é o nível mais
14:01alto de engajamento da nossa empresa, mais de 90%. Uma equipa valorosa, uma equipe que
14:05eu acho que merece destaque e da qual nós somos muito orgulhosos.
14:09Quando você fala nível de engajamento, como é que você mede isso? Comparável com
14:13outro? Com pesquisa.
14:13É, através, enfim, vou fazer aqui um mestre marchando, não é? Através da pesquisa do
14:19Great Place to Work, não é? Nós hoje somos...
14:21Quer dizer, a área de aeroportos que vocês operavam era a mais engajada e motivada.
14:28Isso até é um exemplo para as outras, não é? Portanto, eu uso esse exemplo internamente
14:32para dizer ao pessoal, vamos...
14:34Vamos aprender com a turma do aeroporto, não é? Portanto, isso para dizer que não há
14:38nenhum demérito, não há nenhuma, digamos, nada que comprometa a nossa operação de
14:43aeroportos, acho que é uma operação muito competente. Agora, eu dei um exemplo até
14:46nas últimas, enfim, nas últimas interações que tenho feito com o poder público sobre
14:51isso, que é um exemplo da nossa vida comum, Bruno. Usei a metáfora dos esportes, não é?
14:57Quando nós somos jovens, adolescentes, e já lá vai uns anos, nós fazemos
15:02muitos esportes, Bruno. Nós fazemos futebol, fazemos basquete, fazemos ténis, fazemos
15:09vôleibol. Há um momento da nossa vida em que nós temos que escolher alguns dos esportes,
15:13não é? Nadal, Federer, eles são os melhores do mundo em ténis, mas não vão ser no futebol,
15:21não é? E nós tivemos que fazer uma escolha. Nós queremos ser os melhores do mundo naquilo
15:24em que nós temos competências claramente distintivas. Nós hoje somos uma das quatro,
15:30cinco maiores empresas de rodovias do mundo, somos uma das sete, somos a sétima maior empresa
15:37de trilhos do mundo em passageiros, ou seja, a motiva, ela tem, nesses dois negócios que
15:43passaram a ser o foco do nosso investimento, ela tem uma, digamos, uma leitura, ela tem
15:49um posicionamento global que nos coloca no lugar, no panteão dos grandes operadores mundiais.
15:54Até porque o Brasil, sendo um país de escala continental, não é? Uma dimensão
15:58de uma Europa, não é? O maior operador de rodovias é naturalmente um dos maiores
16:02operadores do mundo. O maior operador de trilhos, de passageiros, é um dos maiores
16:06operadores do mundo de passageiros. E, portanto, nós queremos, nessas duas áreas,
16:11transporte terrestre, onde nós somos líderes nacionais e somos líderes regionais
16:17na América Latina, e temos alguma pretensão de ter também uma posição cimeira no mundo
16:22como um todo, focados no Brasil, mas numa escala que tem dimensão internacional, tivemos
16:27que fazer essa opção. E, portanto, saímos de um negócio onde nós somos operadores regionais,
16:32mas de uma média dimensão, nunca seremos, não teremos condições para ser líderes
16:36desse segmento, e vamos apostar no segmento onde nós somos verdadeiramente, enfim, de escala
16:42internacional.
16:43Foi um acordo de 11 bilhões e 500 milhões de reais. E como é que ficou a conclusão
16:51desse acordo, que foi com a mexicana Açur?
16:55Açur, exatamente. Portanto, esse acordo agora tem aquela, enfim, tem aquela etapa, como todos
17:02os acordos de transação de ativos, que é o chamado cumprimento de condições precedentes.
17:09O que é que são as condições precedentes? É o acordo das entidades financiadoras, é
17:15o acordo das entidades regulatórias, é o acordo das entidades de concorrência, em
17:20particular num outro país onde nós vamos ter que passar esse acordo, é lidar também
17:27com, digamos, os sócios que nós temos nos ativos e ver como é que a posição desses
17:32sócios permanece ou não na conclusão da transação e, portanto, estamos esperando
17:37fazer o chamado closing da transação. Fizemos o signing, portanto, a assinatura do acordo,
17:42agora temos o closing previsto até o final do primeiro semestre de 2026. Portanto, a
17:47partir do segundo semestre de 2026, se tudo correr como nós estamos esperando, a motiva
17:53está. Esses terminais vão deixar de estar no nosso portfólio. Nós simplificamos muito
17:58o portfólio, ou seja, uma das coisas que o mercado, você falou há pouco da nossa boa
18:04evolução na cotação da ação. O mercado gosta dessa simplificação, Bruno. O investidor,
18:11ele considera o portfólio da Motiva complexo. São quase 40 ativos que nós temos hoje,
18:18não é? Os 20 aeroportos, mais as concessões rodoviárias, as concessões de trilhos. E
18:23isso é algo que, para o analista que está lá fazendo a planilha, está lá astibando
18:27qual é que é o valor daquele negócio, é muito complexo. Portanto, a simplificação,
18:31criar clareza naquilo que é o nosso negócio, vai ajudar a valorizar. Então, isso explica
18:35na sua avaliação essa subida aí de quase 50% da ação da companhia nos últimos
18:4012 meses. É um dos critérios. É um dos fatores. A simplificação. A simplificação.
18:46Daí você foca ali no business. Isso. A simplificação, a par da resolução de
18:53alguns dos problemas críticos que nós tínhamos no nosso portfólio. Na altura que nós falámos
18:57em 2023, esse assunto estava reverberando, não é? O nosso negócio de barcas no Rio de
19:02Janeiro, que era um negócio difícil, bonito, mas difícil. O nosso, difícil significando,
19:07dava prejuízo. O nosso negócio na rodovia BR-1E3, no Mato Grosso do Sul, que também
19:14tinha um prejuízo de mais de 200 milhões de reais por ano. Portanto, são dois negócios
19:18que nós tivemos que resolver. Um saiu do portfólio, o caso de barcas, o outro foi
19:23repactuado num processo de consensualismo que, como você sabe, está hoje decorrendo
19:27no Tribunal de Contas da União.
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