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Em entrevista à Jovem Pan nesta quarta-feira (25), o tenente Henrique Barcelos, porta-voz do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, confirmou que o número de vítimas fatais na Zona da Mata subiu para 46.

O oficial destacou que as equipes completaram 48 horas de trabalhos ininterruptos em Juiz de Fora e Ubá. "Não temos hora para terminar”, afirmou Barcelos, ressaltando que as buscas prosseguem apesar da instabilidade do terreno.

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Transcrição
00:00A gente volta a falar na programação da Jovem Pan sobre o drama da chuva em Minas Gerais.
00:04O nosso entrevistado agora é o porta-voz dos bombeiros do Estado, o Tenente Henrique Barcelos,
00:09que conversa agora com a gente.
00:11Tudo bem, Tenente? Muito obrigado por participar aqui da programação da Jovem Pan.
00:15Obrigado por nos atender. O senhor está em trabalho e interrompeu o trabalho para nos atender.
00:20O senhor fala efetivamente de onde, qual município e o drama nesse momento,
00:27o desafio dos bombeiros agora.
00:29Muito obrigado.
00:32Obrigado, boa noite. Boa noite a todos que nos acompanham na Jovem Pan.
00:36Nós estamos em Juiz de Fora, estamos numa unidade aqui do Parque Bournier.
00:42Encontramos há poucos minutos a 42ª vítima dessa cidade,
00:48acometida pelas chuvas aqui na zona da Mata Mineira.
00:52O principal drama aqui, além de estarmos rodeados pela comunidade,
00:57é também trazer a segurança para essas operações.
01:02Tenente, pessoalmente, daqui a pouco a gente vai conversar também com o morador aí da cidade.
01:06Pessoalmente, qual é o trabalho dos bombeiros nesse momento?
01:09Ainda existem locais em que as casas que desabaram, os edifícios que desabaram,
01:15o trabalho de resgate permanece. Qual é a expectativa?
01:18Esse trabalho tem hora para acabar ou até a última informação que vocês tiverem,
01:24se pessoas ainda estiverem ou não desaparecidas?
01:28Nós estamos chegando às 48 horas de buscas ininterruptas aqui na região.
01:35Não temos hora para terminar.
01:37Todo tempo nós atualizamos os dados, os números aqui,
01:41principalmente de pessoas ainda não localizadas
01:43e, obviamente, das vítimas que nós já conseguimos recuperar dessa situação.
01:49Nós vamos atuar, fazemos aquela análise e cálculo de risco em relação à segurança
01:54de maneira ininterrupta e já estamos entrando na terceira madrugada
01:59aqui de buscas em Juiz de Fora e região.
02:02Tenente, quais são os números mais atualizados?
02:05As vítimas, as pessoas desabrigadas, alojadas em todo o estado? Por favor.
02:11Nós temos de maneira atualizada aqui em toda a região 48 vítimas fatais.
02:17Ainda estamos buscando na região 19 pessoas não localizadas.
02:22Em termos gerais, são mais de 3 mil desabrigados e mais de 500 desalojados
02:28na região da Zona da Mata Mineira.
02:31Hoje a chuva deu uma trégua por aí? Facilitou de que forma o trabalho?
02:37Bom, a chuva deu algumas tréguas, sim, durante o dia,
02:40mas agora chove fraco na região.
02:43Nós já tivemos chuva muito forte aqui há poucas horas e também na última madrugada.
02:47Esse é um fator de risco que nos traz ali a necessidade de aliar segurança
02:52com efetividade, com mão na massa e bombeiros militares trabalhando.
02:57Tenente, o senhor já esteve em outras cidades?
03:00Imagino o que mais chamou a atenção do senhor.
03:03O senhor nunca tinha visto uma chuva nessa proporção,
03:06pelo menos aí na região da Zona da Mata?
03:09É uma chuva aqui realmente sem precedentes.
03:12Nós temos dados de que em 7 horas essa chuva acumulou o volume esperado
03:17para 80% da média mensal.
03:19Isso significa uma chuva realmente histórica que acaba encharcando o solo
03:24e trazendo essas ocorrências, seja de soterramento, enxurradas,
03:29vítimas da chuva na região.
03:31O senhor falasse sobre o efetivo, qual é o efetivo total no estado
03:35dos bombeiros trabalhando, a necessidade de ajuda de outros estados
03:40como São Paulo, Rio, enfim.
03:44Nesse momento nós temos mais de 140 bombeiros em campo,
03:49divididos em seis frentes de trabalho,
03:52tanto aqui na cidade de Juiz de Fora como na cidade de Uba,
03:55onde a gente ainda tem vítimas a serem localizadas.
03:58As corporações de outros estados sempre se colocam à disposição,
04:01mas nós chegamos num momento em que os recursos aqui no local
04:06já são necessários e suficientes e estamos agora trabalhando em estratégias
04:11de trazer segurança para a nossa atuação ininterrupta aqui.
04:15Pois é, ontem a gente conversou com o prefeito de Uba,
04:17situação dramática na cidade, praticamente toda a infraestrutura da cidade
04:22foi danificada e no caso aí de Juiz de Fora,
04:25que é uma cidade maior, claro.
04:27O que mais o senhor podia dizer sobre a infraestrutura
04:30e que os bombeiros também estão trabalhando
04:32para tentar melhorar o acesso?
04:34O que é possível fazer nesse momento?
04:37Olha, eu sobreviu em a cidade de Juiz de Fora
04:40por volta ali das 17 horas de hoje
04:43e a gente vê um rastro de vários deslizamentos
04:46aqui nessa cadeia montanhosa, que é uma característica da cidade.
04:50Tivemos algumas pontes bloqueadas também
04:52e as margens do Rio Paraibuna também tomadas pelas águas.
04:56São os principais rastros aqui dessa chuva
04:58que trouxe essa situação e essa calamidade pública para o local.
05:03Nós trabalhamos integrados às demais forças,
05:05tanto Polícia Militar e Defesa Civil Estadual,
05:08para reestabelecer e recuperar a cidade à sua normalidade.
05:12O rio do Rio Paraibuna, o rio ainda está transbordado,
05:15já voltou ao leito ou ainda é algo muito instável.
05:20Algumas partes o rio ainda está transbordado, outras não.
05:24O que o senhor pode dizer?
05:26Perdão, não escutei a última pergunta.
05:28Sobre o Rio Paraibuna, o rio já voltou praticamente ao normal
05:33ou ainda existem locais em que há o transbordamento ainda?
05:38A gente ainda tem locais à margem em que a água tomou ali,
05:41mas essa água está descendo,
05:43ela está retornando à calha normal e natural do curso do rio.
05:46Algumas vias ali marginais estão bloqueadas por segurança,
05:50mas já não temos zonas de alagamento chegando ali a dois, três quarteirões,
05:54como já aconteceu aqui no início das chuvas.
05:57Perfeito. Só para liberar o senhor,
05:59qual o alerta que o senhor gostaria de fazer nesse momento?
06:02Quem acompanha?
06:03Porque existem outros alertas para que essa chuva ainda possa continuar em Minas Gerais.
06:11Qual é o alerta nesse momento?
06:12Pessoas que estão em áreas de risco, que ainda não foram retiradas?
06:17Bom, todas as pessoas em áreas de risco mapeadas já foram retiradas.
06:22O principal alerta nesse momento é que as pessoas não retornem às suas residências,
06:27permaneçam em abrigos ou em locais onde já estão alojadas,
06:30porque esse risco de retornar à residência justamente no momento em que a gente tem ali uma forte chuva
06:37pode gerar uma vítima impotencial.
06:39E só mais uma questão.
06:40Os bombeiros precisam de alguma coisa de outros estados?
06:43O senhor disse que a estrutura é efetiva, a estrutura dá conta do recado,
06:49mas nesse momento o que os bombeiros gostariam de que outros estados pudessem ajudar?
06:55Qual o apoio necessário nesse momento?
06:59Olha, depende sempre da duração dessa operação.
07:02À medida que a operação tem uma duração muito maior,
07:05claro que a gente pode encontrar com um efetivo aqui de revezamento,
07:08uma expertise aqui de planejamento.
07:10Não é situação de momento.
07:12Nós, inclusive, já estamos com a quantidade de cães de busca aqui
07:16razoável e adequada para essa operação.
07:19Lembrando que uma operação, o sucesso dela não está na quantidade dos recursos,
07:22e sim nas estratégias certas, aliando principalmente segurança.
07:26Nós contamos com a experiência já de operações passadas,
07:29como foi o caso de Brumatinho,
07:31inclusive operações internacionais dessa natureza de soterramento.
07:35Perfeito.
07:36Bom, conversamos então com o Tenente Henrique Barcelos,
07:38que é porta-voz dos bombeiros.
07:40Bom trabalho ao senhor.
07:41Volte aqui outras vezes na Jovem Pan para nos atualizar.
07:44Até.
07:47Bom, e a gente...
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