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O governo de Minas Gerais exonerou três servidores investigados em um esquema de mineração ilegal no estado. A Polícia Federal prendeu o diretor da Agência Nacional de Mineração, Caio Mário Seabra, durante a Operação Rejeito. Foram cumpridos mais de 20 mandados de prisão e 79 de busca e apreensão.
Reportagem: Rodrigo Costa


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Transcrição
00:00O governo de Minas Gerais exonerou três servidores investigados em um esquema de mineração ilegal no Estado.
00:07Reportagem de Rodrigo Costa.
00:09A Polícia Federal prendeu o diretor da Agência Nacional de Mineração, ANM, Caio Mário Seabra.
00:16Durante a operação Rejeito, que faz parte de uma investigação que identificou uma organização criminosa
00:23que atua no setor de mineração para fraudar licenças ambientais por meio de pagamento de propina para agentes públicos em nível federal e estadual.
00:33Ao todo, foram cumpridos mais de 20 mandados de prisão e 79 de busca e apreensão.
00:40Além do diretor da ANM, outra prisão importante foi a do delegado federal de Minas Gerais, Rodrigo de Melo Teixeira.
00:47Ele estava cedido para a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais, um órgão federal.
00:54Ele é suspeito de ser sócio de uma empresa no setor de mineração.
00:59O ex-deputado estadual João Alberto Paixão Lages também foi preso.
01:05Ele é apontado como um dos líderes da organização que teria arquitetado uma rede de empresas e operadores
01:12para garantir a continuidade de empreendimentos minerários ilegais.
01:18Em Belo Horizonte, a operação ocorreu na cidade administrativa de Minas Gerais, sede do governo do estado,
01:24em mineradoras na Serra do Curral, em casas de luxo e em escritórios de advocacia.
01:30Segundo a Polícia Federal, o alvo da operação é um conglomerado com mais de 40 empresas,
01:37muitas delas registradas em nomes de laranjas.
01:40A estratégia permitia ao grupo ocultar os verdadeiros beneficiários e lavar dinheiro obtido com a exploração ilegal.
01:49O grupo investigado teria corrompido servidores públicos em diversos órgãos estaduais e federais
01:57de fiscalização e controle na área ambiental e de mineração,
02:02com a finalidade de obter autorizações e licenças ambientais fraudulentas.
02:07Essas autorizações eram utilizadas para usurpar e explorar irregularmente minério de ferro em larga escala,
02:18incluindo locais tombados e próximos a áreas de preservação,
02:22com graves consequências ambientais e elevado risco de desastres sociais e humanos.
02:28A organização criminosa também atuou para neutralizar a ação do Estado,
02:35dificultando as investigações e monitorando autoridades.
02:39Além disso, utilizou diversos artifícios para lavar o dinheiro obtido com as práticas ilícitas.
02:47Calcula-se que as ações criminosas do grupo investigado renderam ao menos um lucro de R$ 1,5 bilhão.
02:54Ainda a investigação identificou projetos em andamento vinculados à organização criminosa
03:02com potencial econômico superior a R$ 18 bilhões.
03:06Os investigados poderão responder por crimes ambientais, usurpação de bens da União,
03:13corrupção ativa, corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro
03:19e embaraçamento à investigação de organização criminosa.
03:24De Minas Gerais, Rodrigo Costa.
03:283 horas e 25 minutos.
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