- há 2 minutos
O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), manifestou-se duramente nesta terça-feira (24) sobre a catástrofe climática que atingiu a Zona da Mata.
Durante coletiva em Juiz de Fora, Simões afirmou que a maioria das vítimas morreu enquanto dormia, surpreendida pela rapidez dos deslizamentos de terra.
Assista à íntegra:
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Durante coletiva em Juiz de Fora, Simões afirmou que a maioria das vítimas morreu enquanto dormia, surpreendida pela rapidez dos deslizamentos de terra.
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NotíciasTranscrição
00:00O Zema, acompanhado das autoridades do Estado, em juiz de fora, acompanhando a tragédia da chuva.
00:06Em instantes voltaremos a esse assunto aqui na Jovem Pan.
00:08Agora, retornando à Brasília, a representação brasileira no Parlaçu aprovou o acordo entre o Mercosul e a União Europeia,
00:15assinado depois de mais de 25 anos de negociações.
00:18O texto segue agora para a análise do Congresso Nacional.
00:21Repórter Beatriz Souza, mais uma vez aqui com a gente.
00:23O governo acredita em uma análise rápida do plenário da Câmara.
00:27É isso, Beatriz?
00:32Oi, boa noite.
00:34Olha, a expectativa é que fosse votado agora à noite aqui no plenário da Câmara dos Deputados.
00:40Ele até foi colocado em pauta, mas até o momento ainda não teve votação.
00:44A previsão é de que fique para amanhã.
00:47O próprio presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Mota, disse que a votação desse acordo é uma prioridade para essa
00:56semana.
00:56Então, a gente espera que não passe de amanhã.
01:00Esse texto que está sobre relatoria do deputado Marcos Pereira e já foi aprovada na representação brasileira no Parlamento do
01:08Mercosul,
01:09Parlaçu, como você disse, precisa ser votado na Câmara dos Deputados e depois vai seguir para apreciação no Senado,
01:17para também ser votado no Senado Federal.
01:20O governo acredita, sim, em uma votação rápida, em uma aprovação rápida, tanto no Senado quanto na Câmara,
01:29justamente por conta das incertezas em relação às tarifas impostas pelos Estados Unidos.
01:36Inclusive, o próprio presidente da Câmara dos Deputados chegou a dizer nas redes sociais
01:41que, devido a essas incertezas, o Brasil precisa lutar pela previsibilidade nas relações comerciais internacionais.
01:50Então, a gente aguarda essa votação do acordo Mercosul e União Europeia.
01:56Volto com você.
01:57Ô, Beatriz, deixa eu aproveitar e te perguntar.
01:59O deputado Hugo Mota já decidiu quem será, afinal, o relator do acordo aí na casa?
02:07Sim, essa relatoria já foi decidida, é com o deputado Marcos Pereira,
02:12ele, inclusive, que já foi ministro da Indústria e Comércio,
02:16e foi avaliado por Hugo Mota como uma pessoa experiente
02:21para lidar com essa relatoria desse assunto tão importante para o Brasil.
02:26Beatriz Souza com a gente, até daqui a pouquinho.
02:28Deixa eu perguntar para a Dora Cramer.
02:30Dora, esse é um tema que, aparentemente, é mais distante do interesse da população,
02:35porque a gente não vê ainda qualquer tipo de efeito desse acordo,
02:39tanto é que o acordo está na geladeira lá na Europa.
02:42Mas há um esforço do parlamento para que isso esteja aprovado,
02:46já pensando se esse acordo for efetivamente destravado lá na Europa, não é, Dora?
02:52Exatamente, para todos os efeitos, o Brasil faz a sua parte,
02:56porque é um acordo importante em que o Brasil se empenhou,
03:00particularmente o governo Lula se empenhou na concepção, na execução,
03:07na elaboração desse acordo.
03:09Então, é mais do que prioritário para o Brasil
03:14deixar as coisas, no que depende de nós, arrumadas.
03:20E é isso que vai acontecer sem o menor problema,
03:26sem o menor entrave no Congresso.
03:28Os parlamentos todos têm que aprovar,
03:30dos países envolvidos, não é, Délisa?
03:32Mas queremos saber de dinheiro o que vai baratear aqui,
03:36o que pode acontecer, vai saber quando, né?
03:38Quando formalizados os dois lados,
03:41forem derrubadas as resistências também do lado da União Europeia.
03:45Agora, Tiago, aqui no Brasil, o agro anda tentando novas garantias desse acordo.
03:51Talvez seja isso que explique a demora na Câmara,
03:53porque foram colocadas muitas salvaguardas,
03:55a possibilidade de aplicação de cotas de exportação.
03:59E para o agro, o acordo é mais relevante até do que a indústria.
04:02A gente pode receber produtos industriais da Europa mais baratos.
04:06A tendência é de uma redução gradual das alíquotas dos dois lados.
04:10Seria dos maiores blocos comerciais do mundo.
04:13Mas o agro não gostou muito dessas limitações que foram colocadas
04:17e tenta ainda colocar algumas garantias adicionais do lado do Brasil.
04:22Bom, voltando a falar sobre a situação dramática em Minas Gerais,
04:26só em Juiz de Fora a quantidade de chuva de fevereiro
04:29foi o triplo do esperado para o mês.
04:32E, gentilmente, nos atende agora.
04:34O nosso entrevistado é o vice-governador do Estado, Matheus Simões.
04:37Governador chegando aqui para participar do jornal Jovem Pan.
04:41Muito obrigado, governador, por nos atender. Bem-vindo.
04:44Eu que agradeço.
04:45É um prazer estar com vocês mesmo num momento tão difícil para nós aqui.
04:48Pois é, governador.
04:49Nós ouvimos, inclusive, a fala do governador Romeu Zema.
04:53Efetivamente, o que é possível fazer nesse momento,
04:57não só do ponto de vista da ajuda do governo do Estado,
05:01mas também todas as articulações para que haja uma ajuda do governo federal.
05:05A gente conversou agora há pouco com o prefeito de Ubar.
05:08A cidade foi 100% destruída praticamente, governador?
05:13Eu estive nas duas cidades hoje mais atingidas na Zona da Mata,
05:17Juiz de Fora e Ubar.
05:18A situação é um pouco diferente nas duas,
05:20porque em Ubar nós tivemos uma destruição completa da infraestrutura urbana.
05:25Quatro pontes destruídas e quatro pontes interditadas.
05:29A cidade teve uma redução de 70% da sua ligação de uma margem à outra
05:34do rio que corta a cidade no meio.
05:36Em compensação, em Juiz de Fora, o que nós tivemos foi um problema
05:40de deslizamento de barrancos.
05:41Então, são situações diferentes.
05:44Curso d'água com muita velocidade em Ubar
05:46e descida de encostas em Juiz de Fora,
05:50com mais mortos em Juiz de Fora.
05:52As duas cidades vão passar por um momento muito difícil
05:55ao longo dos próximos meses na recuperação da sua infraestrutura.
05:59Hoje eu tive uma reunião longa com o prefeito da Mato,
06:02que conversou com vocês agora mesmo,
06:04exatamente para orientá-lo como buscar os recursos do governo federal.
06:08Infelizmente, ao longo dos últimos anos,
06:11para os municípios de Minas Gerais,
06:13que têm tido problemas com chuvas,
06:14tem sido um desafio enorme conseguir recursos federais.
06:18A lei diz que os estados cuidam da emergência
06:21e a União cuida da reconstrução.
06:24Mas a verdade é que a União não tem feito a reconstrução, infelizmente.
06:27Na última década, eu posso dizer,
06:28isso tem penalizado muitos municípios.
06:30Porque o município, você imagina,
06:31ele já passa por um problema econômico grave
06:32quando ele passa por uma situação como essa,
06:35que o bairro de fora passaram.
06:36Mas o governo federal tem segurado os recursos.
06:38Isso é uma pena.
06:40Agora, governador, como se superar isso?
06:42Porque a gente já viu na tragédia lá do Rio Grande do Sul,
06:46muitas vezes um jogo de empurro entre autoridades,
06:48quem tem razão, quem não tem razão.
06:50De que forma é possível superar isso o mais rápido possível
06:53e pensar, obviamente, na população, né?
06:56Eu e o governador Romeu Zema resolvemos vir para a região,
06:59exatamente, para que a gente possa dar uma resposta aqui,
07:02independentemente de quem seja a competência.
07:04Eu tenho repetido isso, né?
07:05Não me interessa muito saber quem é que devia pagar.
07:08O problema acaba sendo nosso, obviamente,
07:10porque são mineiros que estão sendo atingidos.
07:12Então, nós já estamos liberando 38 milhões de reais
07:15para a prefeitura de Juiz de Fora,
07:18quase 10 milhões de reais para a prefeitura de Ubar.
07:21Estou mandando máquina para a prefeitura de Ubar,
07:24a prefeitura de Juiz de Fora disse que não precisa de maquinário,
07:27e já me comprometi em fazer os investimentos de infraestrutura
07:29que o Ubar vai precisar de recuperação de uma série das vias de acesso.
07:33Então, eu e o governador Romeu Zema estamos assumindo
07:35o compromisso de ajudar os municípios ali,
07:38literalmente, pegando na mão, ajudando a montar processo,
07:41colocando dinheiro, colocando máquina, colocando equipe.
07:43Eu estou com 500 homens mobilizados nesse momento.
07:47Nós estamos às forças, às várias forças,
07:49em Ubar e em Juiz de Fora,
07:50ainda tentando fazer limpeza
07:52e, obviamente, o resgate das últimas vítimas.
07:55Em que pese nesse momento, infelizmente,
07:57nós já estamos falando da localização dos últimos corpos, né?
08:00Obviamente.
08:02Vice-governador de Minas Gerais,
08:03Matheus Simões, conversando com a gente.
08:05Vou chamar as nossas comentaristas.
08:06A próxima pergunta, governador, de Dora Kramer.
08:09Dora.
08:10Boa noite, governador.
08:12Eu quero lhe fazer uma pergunta.
08:15Saindo um pouco de Minas Gerais
08:17e abordando essa questão, quer dizer,
08:19o senhor na condição de, menos de mineiro,
08:23mais de brasileiro,
08:25agente público.
08:27A gente sempre vê chuva forte,
08:30é sempre uma tragédia.
08:32Hoje, assola Minas Gerais,
08:34mas a cada verão assola uma região,
08:37uma cidade,
08:38um estado diferente.
08:39e o poder público está sempre nessa situação
08:42de remediar o que não tem remédio,
08:46que são as mortes.
08:47E é claro que atinge sempre os mais vulneráveis.
08:51Isso não acontece na Vieira Soto,
08:53nem nos Jardins, né?
08:54Para pegar exemplos do Rio e São Paulo.
08:58O que dá?
08:59Como é que o poder público
09:01deve se colocar diante disso?
09:05É se conformar, governador,
09:07em sempre correr atrás
09:08para remediar o que não tem remédio?
09:11Entendo que não, Dora.
09:13Acho que nós temos três formas
09:14de enfrentar isso
09:15e a gente tem que tratar isso
09:16de peito aberto.
09:18Primeiro é entender
09:20que nós vivemos realmente
09:21um momento de mudanças climáticas
09:23que exigem infraestrutura resiliente.
09:25Estou dizendo que nós temos que ter investimentos
09:27em estruturas de drenagem melhores,
09:29coisas que não eram pensadas no passado.
09:31Isso custa dinheiro
09:32e esse investimento tem que ser feito.
09:33Então, quando Minas Gerais, por exemplo,
09:35resolveu destinar o fundo de saneamento
09:39que está sendo criado
09:39com a privatização da Copasa
09:41para também cuidar de drenagem,
09:43as pessoas me questionaram.
09:44Falaram, mas por que macro-drenagem?
09:46Vamos falar só de esgoto.
09:48Eu falei, gente, esgoto vai ser universalizado
09:50porque a lei manda.
09:50Eu tenho que fazer investimento
09:52em infraestrutura de drenagem.
09:53É uma coisa que no Brasil não existe.
09:55Nós não falamos desse assunto.
09:56Então, uma primeira providência
09:58é começar a falar com mais seriedade
09:59sobre investimentos em macro-drenagem.
10:02Um segundo problema que nós temos que cuidar
10:03que é conseguir trabalhar com verdade com a população.
10:07Ocupação de margem de rio
10:09será sempre um problema.
10:11Então, o que nós estamos assistindo
10:13em vários dos municípios que passam por esse problema,
10:15o caso de Ubar, por exemplo,
10:17é ocupação de margem de rio
10:18onde não devia haver.
10:19A gente viu veículos boiando dentro do rio Ubar,
10:23mas são veículos que estão boiando ali dentro
10:24porque as concessionárias foram construídas
10:26em cima do rio, efetivamente.
10:28Onde a gente jamais deveria ter permitido
10:30o zoneamento urbano de acontecer.
10:32Só que a gente vai deixando isso passar
10:33porque já está construído.
10:35Ninguém quer ter a conversa difícil
10:36sobre a retirada dessas empresas dali.
10:38E a questão das encostas.
10:40A remoção que demanda investimento
10:44em moradia.
10:45Se faz muita comemoração e propaganda
10:47com Minha Casa Minha Vida,
10:48mas a verdade é que o Brasil
10:49tem um déficit habitacional absurdo
10:51e a gente ainda tem milhões de brasileiros
10:54que moram em áreas que nós todos sabemos
10:56não deveriam ser ocupadas.
10:58Essa cena que está na tela agora,
10:59há um segundo atrás.
11:00É onde eu estive hoje, é o bairro JK.
11:03Doze casas foram soterradas ali.
11:04No momento que eu estava lá,
11:06cinco mortos já tinham sido retirados,
11:07mas dezesseis pessoas, entre idosos e crianças,
11:10ainda estavam debaixo da lama,
11:12estão mortas ali, enterradas pela lama.
11:15E isso acontece numa área
11:17que todo mundo sabia que não podia ter ocupada.
11:19A Defesa Civil Municipal sabe
11:20que não podiam ter casas ali.
11:22Só que ninguém quer ter a conversa difícil
11:25dizer para aquela família
11:25que ela tem que sair de lá.
11:27E não quer ter essa conversa
11:28porque também não quer pôr o dinheiro
11:30na política pública de construção da moradia.
11:32A gente tem que começar a priorizar
11:34o que é prioridade no Brasil.
11:36E sair do jogo de empurra.
11:38Eu posso reclamar do governo federal
11:39que o projeto não anda.
11:41Posso reclamar eventualmente
11:42de um governo municipal
11:43que não conseguiu fazer o que tinha que fazer.
11:44Agora, eu como vice-governador desse estado,
11:46tenho que ter um compromisso
11:47de colocar dinheiro
11:47em infraestrutura de urbanização e drenagem
11:50em função de moradia.
11:53Eu não gosto de falar popular, não,
11:55porque parece que a gente está
11:55diminuindo a qualidade da moradia.
11:57Moradia que possa ser paga
11:58pelas pessoas que vivem na cidade.
12:00Se a gente não enfrentar
12:01esses três temas,
12:02drenagem,
12:03entender que o clima mudou,
12:05entender que nós não podemos
12:06ocupar as margens dos rios,
12:07que elas têm que ser revegetadas,
12:09entender que a gente tem que tirar
12:10as famílias das encostas
12:11e colocar dinheiro público nisso.
12:13Dória, nós não vamos sair
12:14do outro lado nunca.
12:15Agora, não é se conformar.
12:17É ter responsabilidade
12:18com o dinheiro público.
12:19Não é parar de fazer graça,
12:20colocar menos dinheiro em carnaval,
12:21menos dinheiro em festa,
12:22menos dinheiro em show
12:23e mais dinheiro em infraestrutura
12:24e em vida das pessoas.
12:26Governador,
12:26Denise Campos de Toledo, agora.
12:28Governador, boa noite.
12:29O senhor falou
12:29dessa questão política
12:30e de postura
12:31dos governantes de um modo geral.
12:33Há um entendimento preventivo
12:35com prefeitos
12:36para se tentar melhorar
12:38a infraestrutura das cidades,
12:39evitar esses problemas,
12:40como o senhor mesmo citou.
12:41Essa região de Minas Gerais,
12:43ela tem muitas encostas,
12:44não é apenas
12:45o problema às margens dos rios.
12:47Então, há necessidade
12:48de um planejamento global
12:50para se evitar problemas
12:51nos vários estados
12:52e com o apoio
12:53do governo federal.
12:54O senhor vê
12:54um distanciamento político,
12:56uma dificuldade,
12:56porque nem todos os prefeitos
12:57são do mesmo partido.
12:59Tem essa diferença
13:01com relação ao governo federal.
13:02O senhor falou
13:03de não ajuda do governo federal,
13:05mas há pouco nós colocavamos
13:06a matéria
13:06do vice-presidente Alckmin
13:08dizendo que vai ser concedido
13:09800 reais
13:10para cada pessoa
13:11que esteja desalojada
13:13em toda a região
13:14de Minas Gerais.
13:15Então, como é que se pode fazer
13:17romper as barreiras políticas
13:18para fazer um trabalho efetivo?
13:21E até aproveitar
13:22para dizer que eu não tenho
13:23nenhuma reclamação
13:24a fazer do apoio
13:24que o governo federal
13:25dá no momento da emergência.
13:27Viu, gente?
13:27Eu estou falando
13:28sobre falta de articulação política
13:29ao longo do tempo.
13:31Porque na hora da emergência,
13:32solidariedade todo mundo tem
13:33com quem perdeu ali
13:34um ente querido
13:35ou perdeu a casa.
13:36Agora, por que as pessoas
13:37chegam a esse ponto?
13:39Porque faltou articulação
13:40antes disso.
13:41Então, a gente fica pensando
13:43em política de remediar
13:44o desastre que já está feito.
13:46A Dora falou, né?
13:47O problema é que não tem cura,
13:48que não tem solução,
13:49que é a morte
13:50que já está estabelecida.
13:51É chorar sobre o leite derramado,
13:53como a gente gosta de falar
13:54aqui em Minas Gerais.
13:55Nós precisamos de política
13:56estruturante.
13:57E para isso,
13:59a resposta vai ser sempre
14:00dos prefeitos
14:01que eles não têm dinheiro.
14:01E não é uma mentira.
14:02Eles realmente não têm.
14:03Se não for a União
14:05e o Estado
14:05se juntando para construir
14:07essa solução,
14:08os municípios,
14:09especialmente os pequenos
14:10de Minas Gerais,
14:10são absolutamente incapazes
14:12de financiar por eles mesmos
14:13o tipo de infraestrutura
14:15que a gente tem
14:15de mudar num bairro como esse.
14:17Volto a dizer que está
14:17aparecendo na tela agora.
14:18Eu quero que com a adição
14:19tenha um prefeito
14:20de dizer para uma população
14:21inteira que vive,
14:22às vezes 10, 15 mil pessoas
14:23que vivem num bairro desse,
14:24que elas têm de se mudar
14:25para outro lugar.
14:26É claro,
14:27a ocupação irregular,
14:28no caso de Minas Gerais,
14:29nas encostas,
14:30é uma ocupação histórica.
14:31A gente pode olhar,
14:33a cidade de Ouro Preto
14:34é uma boa demonstração,
14:35ela jamais seria permitida
14:37a ocupação como foi feita
14:39se ela estivesse sendo feita
14:39nesse século,
14:40porque é sempre em morro,
14:42sempre em situação
14:42muito perigosa.
14:43Mas,
14:44o que a gente tem
14:46é que fazer com que
14:47o dinheiro chegue.
14:48Vou dar um exemplo rápido,
14:49na bacia do Rio Doce,
14:53onde a gente teve
14:53o terrível desastre de Mariana,
14:55nós hoje temos investimentos
14:57para que esse tipo de cena
14:58não se repita.
14:59E eu tenho razoável
15:00tranquilidade de dizer
15:00que daqui a 10 anos
15:01as cidades que estão ali
15:03nas margens do Rio Doce,
15:04as que foram beneficiadas
15:05pelo acordo
15:06que nós estamos conduzindo,
15:08não vão ter
15:08esse tipo de situação mais.
15:10Mas e o resto do Estado?
15:11Nós vamos precisar
15:11ter outros desastres,
15:12com outras indenizações,
15:13para poder ter políticas
15:14estruturantes?
15:15E aí eu volto a falar
15:16que é uma questão
15:17de priorização.
15:18O dinheiro não existe
15:19para fazer tudo,
15:20a gente tem que escolher
15:20o que fazer.
15:21Quando a gente escolhe
15:22fazer festa
15:22ao invés de fazer infraestrutura,
15:23nós vamos sempre colher
15:24esse tipo de resultado.
15:27E aí eu vou repetir,
15:28não estou reclamando aqui
15:29do apoio do governo federal,
15:31do governo municipal,
15:31o que nós mesmos damos
15:33no momento da emergência.
15:34Nesse momento,
15:35até a população só corre,
15:38a própria população civil
15:39se organiza.
15:39Mas eu acho que a gente
15:40precisa de pensar
15:41um pouco mais
15:42no planejamento urbano
15:43do país.
15:44E ele está sendo
15:45negligenciado.
15:45A gente continua
15:46tendo população morando
15:48em posições que a gente sabe
15:50que estão condenadas
15:51para sofrer esse tipo
15:52de desabamento
15:53que nós vimos,
15:53sofreramento que nós vimos
15:54acontecendo essa semana.
15:56E a gente não age
15:57porque é sempre
15:59não tem o dinheiro agora,
16:00vamos fazer uma festa agora,
16:02depois a gente cuida disso?
16:03Será, gente?
16:04Será que a gente precisa mesmo?
16:05E aí eu vou voltar
16:06a falar das coisas
16:07que me incomodam, né?
16:08A gente precisa mesmo
16:08de 5 bilhões de reais
16:09em fundo partidário?
16:10A gente precisa mesmo
16:11desse volume de dinheiro
16:12em lei de incentivo
16:14à cultura estadual e federal?
16:15Será que a gente precisa mesmo
16:17das despesas
16:18que a gente faz hoje?
16:19Enquanto esse tipo de coisa
16:19ainda acontece no país,
16:22eu acho que a gente tem
16:22que voltar a discutir
16:23prioridades nesse país.
16:25Bom, governador,
16:25é claro que é complicado
16:26falar de política
16:27nesse momento,
16:27mas o senhor está em vias
16:28de assumir o governo
16:29de Minas Gerais
16:30com a saída de Hormeus Ema
16:32numa eventual viagem
16:34do presidente Lula
16:35a ir à região.
16:36Como é que vai ser
16:36a recepção de vocês
16:38nesse momento
16:39e se o senhor espera?
16:40O senhor acha
16:41que o presidente Lula
16:41deveria comparecer
16:43à região?
16:43Não sabemos se vai,
16:45mas ao que tudo indica
16:46como ele fez
16:46em outras tragédias
16:47deve ir, governador.
16:50Será que ele vem assim?
16:52Nós estamos falando
16:52de 30 mineiros mortos
16:54nesse momento
16:54e infelizmente
16:55esse número pode chegar
16:57a mais de 60
16:58por conta dos desaparecidos
16:59que continuam
17:01aparentemente
17:02debaixo da terra.
17:04Então eu espero
17:05que o presidente venha
17:06a um momento
17:06de solidariedade necessária
17:08ao povo de Minas Gerais,
17:09ao povo de Juiz de Fora e de Ubar.
17:11É claro que eu espero
17:12do governo federal
17:13como eu cobro
17:14do meu próprio governo
17:15boa vontade na articulação
17:17para que isso não aconteça mais.
17:18Eu volto a dizer,
17:20ser solidário agora
17:22todo mundo será,
17:23mas a gente precisa garantir
17:24que ano que vem
17:24nós não estamos de novo
17:25chorando sobre as mesmas vítimas,
17:27os mesmos problemas,
17:28os mesmos lugares,
17:29porque infelizmente
17:30isso é como zona de alagamento
17:31aqui em Belo Horizonte,
17:32como também em São Paulo,
17:34há isso,
17:34aquela placa, né?
17:35Zona sujeita a alagamento.
17:37Cuidado,
17:37foi melhor resolver
17:38o problema do alagamento
17:39ao invés de pôr a placa
17:40dizendo que a zona
17:41é sujeita a alagamento.
17:41Eu continuo me incomodando
17:44com isso e repito,
17:45enquanto a gente não tiver
17:46boas políticas de macro-drenagem
17:47e de revegetação
17:49das margens dos rios,
17:50nós não teremos solução
17:52para as nossas cidades
17:53e nós temos de reassentar
17:54a população que está
17:56em área condenada
17:57por conta de risco geológico,
17:59o caso dessas construções
18:01nos morros.
18:01O presidente Lula
18:02vem a Minas Gerais,
18:03será recebido muito bem
18:05e receberá as mesmas cobranças
18:06que eu recebo
18:07quando estou andando pela rua.
18:08quando é que nós teremos
18:09os investimentos necessários
18:11para que esse tipo de desastre
18:12não aconteça mais.
18:13Vice-governador de Minas Gerais,
18:15Matheus Simões,
18:15muito obrigado
18:16pela gentileza,
18:17por nos atender
18:18e volte mais vezes
18:19aqui na Jovem Pan
18:20em outras circunstâncias.
18:21Deus te agradeço.
18:22Muito obrigado.
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