O programa Meio-Dia em Brasília desta terça-feira, 24, aborda o início do julgamento do caso Marielle Franco no Supremo Tribunal Federal (STF), entre outras decisões que a Corte tem tomado para tentar se desvencilhar do caso Master.
Além disso, o jornal também conversa com o repórter Ricardo Antunes, que conta bastidores sobre o casamento de João Campos e Tábata Amaral e aborda as articulações sobre a PEC do fim do 6x1.
Assista:
Meio-Dia em Brasília traz as principais notícias e análises da política nacional direto de Brasília.
Com apresentação de José Inácio Pilar e Wilson Lima, o programa aborda os temas mais quentes do cenário político e econômico do Brasil.
Com um olhar atento sobre política, notícias e economia, mantém o público bem informado.
🕛 Transmissão ao vivo de segunda a sexta-feira às 12h. Inscreva-se no canal e ative o sininho para receber as notificações e não perder nenhum programa! #MeioDiaemBrasília
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Além disso, o jornal também conversa com o repórter Ricardo Antunes, que conta bastidores sobre o casamento de João Campos e Tábata Amaral e aborda as articulações sobre a PEC do fim do 6x1.
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NotíciasTranscrição
00:00:05O Antagonista
00:00:57O Antagonista
00:01:00O Antagonista
00:01:52O Antagonista
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00:03:20O Antagonista
00:03:56O Antagonista
00:04:11Olá, boa tarde. Sejam todos muito bem-vindos ao Meio Dia em Brasília, um programa do portal O Antagonista, exibido
00:04:18também na TV BMC.
00:04:20Hoje é terça-feira, 24 de fevereiro. Eu sou José Inácio Pilar e esses são os nossos destaques.
00:04:26STF inicia julgamento sobre caso Marielle Franco e corte tenta criar agenda positiva.
00:04:34Gilmar Mendes quer uma cidade para chamar de sua.
00:04:39Centrão tenta trocar redução de pena de Bolsonaro por blindagem no caso Master.
00:04:46Os bastidores do casamento entre João Campos e Tabata Amaral.
00:04:53Este é o Meio Dia em Brasília ao vivo.
00:04:56O resumo do Meio do Dia para você ficar por dentro de tudo o que acontece no país.
00:05:03A primeira turma do Supremo Tribunal Federal começou nesta terça-feira o julgamento de cinco acusados pelo assassinato da vereadora
00:05:13Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes.
00:05:16O crime ocorreu há oito anos no Rio de Janeiro.
00:05:20Domingos Brasão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio, João Francisco Chiquinho Brasão, ex-deputado federal,
00:05:28Rivaldo Barbosa, delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro e Ronald Paulo de Alves, ex-policial militar,
00:05:36tornaram-se réus por duplo homicídio qualificado e pela tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves.
00:05:44O ex-assessor do Tribunal de Contas do Estado, Robson Calixto Fonseca, conhecido como Peixe,
00:05:51responde juntamente com os irmãos Brasão pelo crime de organização criminosa.
00:05:57Vamos acompanhar o início do julgamento.
00:06:01Marielle Francisco da Silva foi assim, em relação à motivação dos crimes de homicídio,
00:06:08do dois homicídios e a tentativa de homicídio, a Procuradoria General da República apontou que,
00:06:14abre aspas,
00:06:15vinculados a organizações criminosas dedicadas à grilagem de terras
00:06:21e à exploração de mercados ilícitos associados a milícias,
00:06:27Domingos Inácio Brasão e João Francisco Inácio Brasão
00:06:30faziam uso de seus cargos públicos e de suas conexões políticas
00:06:34para viabilizar a expansão de seus negócios ilegais.
00:06:39E que, desde o ano de 2008,
00:06:41Marcelo Freixo, deputado estadual,
00:06:44de quem Marielle Francisco da Silva foi assessora,
00:06:48já alertava para o vínculo existente entre os irmãos Brasão
00:06:52e as milícias do Rio de Janeiro,
00:06:54o que a prova colhida nos autos terminou,
00:06:57segundo a Procuradoria General da República,
00:06:59terminou por confirmar.
00:07:01Foi em 2015, no entanto, que o confronto se acirrou,
00:07:05após a candidatura de Domingos Inácio Brasão
00:07:08ao cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro,
00:07:12a qual o PSOL, comandado por Marcelo Freixo,
00:07:16se opôs de maneira veemente,
00:07:18ameaçando, inclusive, judicializar a questão.
00:07:21Continua a Procuradoria General da República
00:07:24dizendo que, em razão de sua atuação,
00:07:26Marielle se tornou, em síntese,
00:07:29a principal opositora
00:07:30e o mais ativo símbolo da resistência
00:07:33aos interesses econômicos dos irmãos.
00:07:36Matá-la, disse a Procuradoria General da República,
00:07:39matá-la serviria a dois propósitos,
00:07:42a saber, o de eliminar a oposição política
00:07:45que personificava
00:07:46e o de dessuadir outros integrantes do grupo
00:07:50de oposição a imitar-lhe a postura.
00:07:53Por tudo isso, a versão apresentada por Rony Lessa,
00:07:57diz a Procuradoria General da República,
00:08:00sobre a motivação dos homicídios,
00:08:02encontra-se amplamente demonstrada.
00:08:06O julgamento acontece em um momento estratégico
00:08:09para a corte, que busca recuperar
00:08:11sua imagem pública após a grave crise institucional
00:08:15relacionada ao caso do Banco Master.
00:08:18E quem conta como isso pode influenciar no julgamento
00:08:22é o Wilson Lima, no quadro Bastidor do Meio Dia.
00:08:38Olá, boa tarde para você, Inácio.
00:08:40Boa tarde para você, meu amigo e minha amiga
00:08:42de um antagonista.
00:08:43Sejam todos muito bem-vindos a mais uma edição
00:08:45do Meio Dia em Brasília.
00:08:46A questão é a seguinte, olha só.
00:08:48O Supremo está aproveitando essa história
00:08:50do caso Marielle para criar uma agenda positiva
00:08:52para tentar desviar um pouco o foco
00:08:53de todas aquelas informações negativas sobre a corte.
00:08:57Lembrar que desde o final do ano passado,
00:09:00nós da imprensa temos revelado situações
00:09:02como, por exemplo, os supostos contratos
00:09:04do Dias Toffoli,
00:09:06os supostos acertos do Dias Toffoli
00:09:08e as ligações dele com o Daniel Vorcaro,
00:09:11assim como também falamos sobre aquele
00:09:13contrato polêmico de R$ 129 milhões
00:09:16envolvendo a esposa do Alexandre de Moraes,
00:09:20a Viviane Bárcio de Moraes.
00:09:22Então, a ideia lá no Supremo é o seguinte,
00:09:24tem o caso Marielle e também tem outros julgamentos
00:09:26e outras pautas positivas justamente
00:09:28para tirar o Supremo do foco.
00:09:31Afinal de contas, tem muita gente interessada
00:09:33numa investigação do caso Master,
00:09:35mas uma investigação calcada nos políticos,
00:09:38calcada em gente que, de fato,
00:09:39realmente tem aí a boca,
00:09:44que tem aí uma, digamos que a mão,
00:09:46os dois pés enrolados nesse caso
00:09:48envolvendo o caso Master,
00:09:50meu caro José Inácio Pilar.
00:09:52Muito bem, já trago aqui Duda Teixeira,
00:09:55aqui do Boa Tarde.
00:09:56Duda, seu comentário sobre o tema.
00:09:59Boa Tarde Inácio, boa Tarde Wilson.
00:10:02Esse caso da Marielle foi um caso super traumático,
00:10:06um assassinato com fins políticos,
00:10:09demorou para subir e federalizar,
00:10:12chegar no STF.
00:10:14E aí foi até bom que isso passou para a federação,
00:10:19porque a Polícia Federal avançou nessas investigações
00:10:23e hoje não há muita dúvida sobre
00:10:25que os réus serão condenados.
00:10:29Mas o Wilson coloca muito bem,
00:10:32é uma pauta positiva,
00:10:34onde não vai ter ninguém falando ali
00:10:36de conflito de interesses,
00:10:39no STF,
00:10:40ou de tentando esconder
00:10:43coisas obscuras, né?
00:10:45E aí, é claro,
00:10:47isso parece dar essa impressão
00:10:49de que estão tentando desviar do assunto,
00:10:53porque só o que se fala do STF
00:10:55são coisas negativas.
00:10:57E aí eu acho que isso vai acontecer
00:10:58ao longo do ano inteiro,
00:11:00porque o Wilson colocou
00:11:02essa história do contrato da Viviane Barsi,
00:11:04do Itaiaiá,
00:11:06são do final do ano passado,
00:11:07e elas estão colocadas,
00:11:09elas vão durar o ano inteiro.
00:11:11Então, qualquer momento que o STF leve
00:11:14uma pauta para votação que não seja
00:11:17alguma dessas coisas que lamearam o tribunal,
00:11:21aí, obviamente, vai ter essa suspeita
00:11:23de que estão querendo trazer alguma pauta positiva
00:11:26para desviar a atenção.
00:11:29Oi, Inácio, deixa eu aproveitar logo,
00:11:31já que a gente tocou um pouco no assunto,
00:11:32deixa eu aproveitar e já conversar rapidamente
00:11:33com o deputado federal Rodrigo Hollenberg,
00:11:36ex-governador de Brasília,
00:11:38que é autor de um dos pedidos de CPI
00:11:40do Banco Master.
00:11:41Tem muita gente tentando esconder
00:11:42essa história do Banco Master
00:11:43para debaixo do tapete.
00:11:45Vão conseguir, governador?
00:11:46Seja bem-vindo, boa tarde.
00:11:47Boa tarde.
00:11:49Acordão, não.
00:11:51Será uma desmoralização
00:11:52para o Congresso Nacional.
00:11:53Qualquer acordo que evite
00:11:56uma investigação profunda,
00:11:59equilibrada,
00:12:00mais profunda,
00:12:02em relação a esse que é o maior escândalo
00:12:04financeiro da história do Brasil.
00:12:07Nós, aqui no Distrito Federal,
00:12:09tivemos um prejuízo enorme,
00:12:10são 12,2 bilhões de reais
00:12:12de títulos inexistentes
00:12:14comprados do Banco Master pelo BRB.
00:12:16É algo que parece inacreditável,
00:12:18como é que um banco,
00:12:19até então considerado
00:12:21um banco profissional,
00:12:23compra 12,2 bilhões de reais
00:12:26de títulos inexistentes
00:12:27sem fazer uma auditoria.
00:12:29Agora,
00:12:30o grande jornal de circulação nacional
00:12:32traz na manchete
00:12:33que o Ministério Público Federal
00:12:35tinha alertado
00:12:37o governo do Distrito Federal
00:12:38dos riscos da operação
00:12:40da compra do Banco Master pelo BRB.
00:12:41Isso, no ano passado,
00:12:43antes da liquidação
00:12:44pelo Banco Central.
00:12:45Isso.
00:12:45Ainda assim,
00:12:47sete dias depois de ter tomado posse,
00:12:48o procurador-geral
00:12:49deu o parecer favorável
00:12:51a reconhecer dos riscos,
00:12:52mas dizendo que
00:12:53toda operação tem riscos.
00:12:55Ora, nós estamos falando
00:12:56de um banco público,
00:12:56nós não estamos falando
00:12:57de um investimento privado,
00:12:59essa é uma decisão
00:13:00de risco que não cabe.
00:13:01E isso demonstra claramente
00:13:03o envolvimento,
00:13:04a liderança do governador
00:13:06Ibanez,
00:13:07que defendeu com toda ênfase
00:13:08a compra do Banco Master
00:13:10pelo BRB.
00:13:10E eu estou absolutamente convicto
00:13:12que isso se deu
00:13:13para esconder a operação anterior,
00:13:16a tentativa de compra
00:13:17do Banco Master pelo BRB,
00:13:18foi uma tentativa
00:13:19de esconder a operação anterior
00:13:21de compra de 12,2 bilhões
00:13:24de títulos inexistentes.
00:13:24Nós temos que apurar isso,
00:13:26nós temos que apurar
00:13:26por que vários governos estaduais,
00:13:28como o governo do Rio de Janeiro,
00:13:29comprou tantos títulos,
00:13:31investiu dos seus fundos
00:13:32de previdência,
00:13:33recursos do Banco Master,
00:13:34como é que o Banco Master
00:13:36cresceu sobre a sombra do poder,
00:13:38quem são os políticos
00:13:39que fizeram tráfico de influência
00:13:41para fazer com que permitisse
00:13:43que o Banco Master chegasse
00:13:44aonde chegou.
00:13:45A população brasileira
00:13:47tem o direito de saber
00:13:49e o Congresso Nacional,
00:13:50a Câmara dos Deputados,
00:13:51tem a obrigação
00:13:53de esclarecer esse episódio
00:13:55para que a justiça possa punir
00:13:58todos os envolvidos
00:13:59nesse que é o maior escândalo financeiro
00:14:00da história do Brasil.
00:14:02Governador,
00:14:03enfim,
00:14:03deixa eu só explicar mais uma vez
00:14:04para você que nos acompanha
00:14:05pela primeira vez,
00:14:06normalmente aqui em Brasília
00:14:07há um protocolo
00:14:08de pronome de tratamento,
00:14:09então normalmente utilizamos
00:14:10o pronome de tratamento
00:14:11do maior cargo
00:14:12que o político fez parte,
00:14:14então no caso
00:14:15o deputado federal
00:14:16Rodrigo Hollenbeck
00:14:17foi governador de Brasília
00:14:18entre 2014 e 2018.
00:14:21Governador,
00:14:23fala-se também
00:14:24de uma possibilidade
00:14:25de acordão
00:14:26da base bolsonarista,
00:14:28integrante do PT,
00:14:30para, olha,
00:14:30deixa o CPI do Banco Master
00:14:32para frente,
00:14:33não vamos entrar
00:14:34nesse mérito
00:14:35dessa história
00:14:36em nome da aprovação
00:14:37do PL e da dosimetria.
00:14:39Esse acordão sai,
00:14:40não sai,
00:14:41e como é que isso vai
00:14:42tentar convencer
00:14:44o presidente Hugo Mota
00:14:46a tirar a sua CPI
00:14:47do papel?
00:14:48Qualquer acordo
00:14:49nesse sentido
00:14:50seria imoral
00:14:51e desmoralizaria
00:14:53completamente
00:14:54o Congresso Nacional.
00:14:56Nós já fizemos
00:14:57uma questão de ordem
00:14:58que nós estamos
00:14:58aguardando a resposta
00:14:59do presidente da Câmara,
00:15:01vamos cobrar hoje
00:15:02no plenário
00:15:03a resposta
00:15:04a essa questão
00:15:04de ordem,
00:15:05mostrando que não há
00:15:06nada no regimento
00:15:07interno
00:15:08da Câmara dos Deputados
00:15:09que impeça
00:15:10a instalação
00:15:11da CPI.
00:15:12O que o regimento
00:15:13interno diz
00:15:14é que não pode haver
00:15:15o funcionamento
00:15:16simultâneo
00:15:16de mais de cinco
00:15:17comissões parlamentares
00:15:19de inquérito.
00:15:19E não há nenhuma
00:15:20funcionando.
00:15:22As 16 que ele alega
00:15:23que estão na fila,
00:15:25tem comissões
00:15:25que foram apresentadas
00:15:26pedidos em 2023,
00:15:282024 e já perderam
00:15:30completamente o objeto.
00:15:31Portanto,
00:15:32é uma questão
00:15:32de vontade política.
00:15:33E como disse,
00:15:34a população tem
00:15:35o direito de saber
00:15:36e o Congresso Nacional
00:15:38tem a obrigação
00:15:39de esclarecer
00:15:40todos esses episódios
00:15:41doa a quem doe.
00:15:43Obrigado,
00:15:44governador,
00:15:44pela sua presença
00:15:45aqui no programa
00:15:46Mente em Brasília.
00:15:46Espero contar
00:15:47com a sua participação
00:15:48aqui em outras edições
00:15:49do nosso jornal.
00:15:49Será sempre um prazer.
00:15:51Bom dia.
00:15:52Grande abraço
00:15:52para você, Inácio.
00:15:53Eu entrego para você,
00:15:54meu caro.
00:15:55Obrigado.
00:15:56E agora vamos falar
00:15:57de um outro ministro
00:15:59do STF.
00:16:00Um projeto
00:16:01no interior
00:16:01do Mato Grosso
00:16:02pretende criar
00:16:03uma nova cidade
00:16:04em homenagem
00:16:05ao ministro
00:16:06do Supremo Tribunal Federal
00:16:07Gilmar Mendes.
00:16:09A iniciativa avança
00:16:10no Médio Norte
00:16:11do Estado,
00:16:12uma das regiões
00:16:13mais ricas
00:16:14do agronegócio
00:16:14e pode resultar
00:16:16na criação
00:16:17de um novo município.
00:16:18A proposta prevê
00:16:20a construção
00:16:20de um distrito
00:16:21planejado
00:16:22em área rural
00:16:23entre Diamantino
00:16:24e São José
00:16:25do Rio Claro,
00:16:26onde predominam
00:16:27grandes fazendas
00:16:28e faltam
00:16:29centros urbanos
00:16:30estruturados.
00:16:31O projeto
00:16:32é liderado
00:16:32pelo empresário
00:16:33rural
00:16:33Eraí Maggi
00:16:34e teve lançamento
00:16:36simbólico
00:16:37com a presença
00:16:38do próprio
00:16:39Gilmar Mendes.
00:16:39Na ocasião,
00:16:41o ministro
00:16:42destacou a importância
00:16:43de cidades capazes
00:16:44de darem suporte
00:16:46à atividade econômica
00:16:47da região.
00:16:48A área escolhida
00:16:49fica próxima
00:16:50ao local
00:16:50onde Gilmar Mendes
00:16:52nasceu
00:16:52e iniciou sua trajetória
00:16:54até se tornar
00:16:54magistrado
00:16:55da Suprema Corte.
00:16:57E quem fala
00:16:58sobre a medida
00:16:58é o próprio
00:16:59ministro Gilmar Mendes.
00:17:01Como é que o senhor
00:17:02recebe essa notícia
00:17:03do empresário Eraí
00:17:04de construir
00:17:05uma cidade
00:17:05aqui na região?
00:17:06Eu acho importante
00:17:08essa iniciativa
00:17:09de se ter
00:17:10um lucro
00:17:11de apoio
00:17:11para as famílias
00:17:13e pessoas
00:17:14que trabalham
00:17:15nessa região.
00:17:17Nós já temos
00:17:18a experiência
00:17:18da Dessiolândia
00:17:20e agora
00:17:21temos esse projeto
00:17:23que há muito
00:17:24era sonhado
00:17:25pelo Iraí
00:17:26Marjo
00:17:26e acho que
00:17:27agora começa
00:17:28a ter desdobramentos.
00:17:29Agora, o senhor sabe
00:17:30que tudo isso demanda
00:17:31esforço político
00:17:32principalmente.
00:17:33Assim como foi
00:17:33como Boa Esperança
00:17:34do Norte,
00:17:35isso pode levar anos.
00:17:36Isso não desanima
00:17:36os atores envolvidos?
00:17:38Com certeza.
00:17:39Isso precisa
00:17:40de ter
00:17:41um esforço
00:17:42bastante grande
00:17:43de todas as pessoas
00:17:45e de todas as
00:17:46instituições.
00:17:47Como é que o senhor
00:17:48recebe essa notícia
00:17:49do empresário Iraí?
00:17:51Aí está Gilmar Mendes
00:17:52e para comentar
00:17:53a criação
00:17:54desse município
00:17:54eu convido
00:17:55aqui o
00:17:56Ricardo Kertzmann.
00:17:57Ricardo,
00:17:59muito boa tarde.
00:18:00Também está aí
00:18:01ao lado do
00:18:01Duda Teixeira
00:18:03e claro do Wilson.
00:18:04Mas começando
00:18:04por você,
00:18:05Ricardo,
00:18:05o que você acha
00:18:06da criação
00:18:06desse município
00:18:08com o apoio
00:18:09formal e até
00:18:10a presença
00:18:11lá na criação
00:18:12da pedra fundamental
00:18:13do ministro Gilmar Mendes?
00:18:15Boa tarde,
00:18:16Inácio.
00:18:16Boa tarde, Wilson.
00:18:17Boa tarde, Duda.
00:18:18Boa tarde,
00:18:19queridos amigos
00:18:20antagonistas.
00:18:20Você sabe
00:18:21o que é mais interessante
00:18:22aqui?
00:18:22Que enquanto você vai
00:18:23fazendo a pergunta
00:18:24Inácio,
00:18:24o Wilson já fica
00:18:25lá com aquela
00:18:26carinha,
00:18:27já sorrindo ali,
00:18:28já sabendo
00:18:29o que vem pela frente.
00:18:30Isso é que é
00:18:31transmissão.
00:18:31Lá vem bronca,
00:18:32meu amigo.
00:18:33Lá vem bronca.
00:18:34Estou pensando,
00:18:34rapaz,
00:18:35já estou antecipando
00:18:35a história,
00:18:36entendeu?
00:18:37Aqui é assim.
00:18:39Olha só,
00:18:40em primeiro lugar,
00:18:40acho que a gente
00:18:41tem que tocar
00:18:41num assunto
00:18:42que para além
00:18:43de toda essa
00:18:45exoticidade,
00:18:45essa breguice,
00:18:47para falar bem
00:18:47a verdade,
00:18:49existe um outro assunto
00:18:50que é mais sério
00:18:50em relação
00:18:51à criação
00:18:51de municípios.
00:18:52O Brasil tem
00:18:53quase 6 mil municípios,
00:18:55Inácio,
00:18:55e um dos grandes
00:18:55problemas fiscais
00:18:57do país,
00:18:58e um dos grandes
00:18:58problemas federativos
00:18:59em termos de estrutura
00:19:01são essa quantidade
00:19:02enorme de municípios.
00:19:04Mais de 80%
00:19:05dos municípios
00:19:06brasileiros
00:19:06têm menos
00:19:07de 20 mil habitantes.
00:19:08Esses municípios
00:19:09não conseguem
00:19:11sobreviver,
00:19:11Inácio,
00:19:12por conta própria.
00:19:14Eles sempre
00:19:15precisam de repasses,
00:19:16seja do governo
00:19:17estadual
00:19:17ou mesmo
00:19:18da União.
00:19:19E aí você cria
00:19:20essa marafunda
00:19:21fiscal toda
00:19:21em que o país
00:19:22acaba metido.
00:19:23Muitos desses municípios,
00:19:24inclusive,
00:19:25têm dinheiro,
00:19:26uns não têm dinheiro
00:19:28e outros têm dinheiro
00:19:28sobrando,
00:19:29que não conseguem utilizar.
00:19:31Por dotação orçamentária
00:19:32é obrigado
00:19:33o envio dessas verbas,
00:19:34eles não conseguem
00:19:35utilizar todo o dinheiro
00:19:36e o dinheiro que falta
00:19:37para a União
00:19:38às vezes fica represado
00:19:39nesses municípios.
00:19:40sem contar também
00:19:42com essa quantidade
00:19:43imensa de falcatruas
00:19:45que existem
00:19:46tanto no âmbito
00:19:48municipal,
00:19:49para cada município
00:19:50que se cria
00:19:50você tem um prefeito
00:19:51com toda a estrutura
00:19:52da prefeitura,
00:19:53você tem uma câmara
00:19:54de vereadores
00:19:54e aí o número
00:19:55de vereadores
00:19:56depende do número
00:19:56de eleitores da cidade,
00:19:58mas você acaba
00:19:59criando toda uma estrutura
00:20:00que acaba também
00:20:01servindo como corrupção.
00:20:03E vem também,
00:20:04a gente noticia isso
00:20:05praticamente todo dia,
00:20:07o mau uso
00:20:07de verbas parlamentares
00:20:09destinadas a municípios
00:20:10muito pequenos
00:20:11que a gente sabe
00:20:12que no final das contas
00:20:13só serve para desviar dinheiro.
00:20:15Agora,
00:20:16caminhando,
00:20:16tirando essa questão
00:20:17de ordem
00:20:18que eu considero
00:20:19extremamente grave,
00:20:21caminhando para o lado
00:20:22da breguice,
00:20:23da jequice,
00:20:24é impressionante,
00:20:25porque é um pouco parecido
00:20:27com essa história
00:20:28da escola de samba
00:20:29que homenageou o Lula.
00:20:30O Lula,
00:20:31para poder se colocar
00:20:33a parte disso tudo,
00:20:34como se não tivesse
00:20:35a participação direta dele
00:20:37e ele não fosse interessado
00:20:38naquilo,
00:20:39ele diz mais ou menos
00:20:40o seguinte,
00:20:40não, olha,
00:20:41não tem nada com isso,
00:20:42eu fico muito honrado
00:20:43se a escola resolveu
00:20:45me homenagear.
00:20:46Então,
00:20:46é a mesma coisa aqui,
00:20:47o Gilmar Mendes
00:20:48se coloca ainda,
00:20:49que como o Lula fez
00:20:51frequentando o desfile,
00:20:52então está lá o Gilmar
00:20:54na possível nova cidade,
00:20:57ele se coloca assim,
00:20:58olha,
00:20:58é normal,
00:20:59isso acontece,
00:21:01é como se algo
00:21:01não fosse do interesse dele,
00:21:03como se ele fosse
00:21:03ser um mero homenageado
00:21:05e não tivesse o interesse
00:21:07direto nisso.
00:21:08Em Maranhão,
00:21:09hoje,
00:21:09eu estou falando dados atuais,
00:21:10o Maranhão hoje
00:21:11possui mais de 100
00:21:13escolas,
00:21:13hospitais,
00:21:14ruas,
00:21:15avenidas,
00:21:15seja lá o que for,
00:21:17de propriedades,
00:21:18vamos chamar assim,
00:21:19públicas,
00:21:20homenageando a família Sarney.
00:21:22Isso se repete
00:21:23em outros estados também,
00:21:24aí mesmo em São Paulo,
00:21:25eu me lembro que no final
00:21:26da Avenida Bandeirantes
00:21:27tem um túnel lá
00:21:28que o Paulo Maluf,
00:21:29logo quem,
00:21:30inaugurou e colocou o nome
00:21:31desse túnel
00:21:32da mãe dele,
00:21:33a Maria Maluf,
00:21:34tinha uma história
00:21:35de que o Lula
00:21:36queria mudar
00:21:36para o nome da mãe,
00:21:38enfim,
00:21:38essa jequice
00:21:39de políticos
00:21:40e governantes
00:21:41quererem homenagear
00:21:42a si mesmos
00:21:43utilizando terceiros
00:21:44para poder fazer isso
00:21:45é muito antiga,
00:21:47mas nunca vai deixar
00:21:48de ser o que é,
00:21:49algo extremamente brega.
00:21:51Duda Teixeira.
00:21:53É lamentável
00:21:55essa...
00:21:56O Gilmar Mendes
00:21:57se miscuir
00:21:58na política
00:21:59dessa maneira,
00:22:00ele faz
00:22:01isso
00:22:02demais,
00:22:04admite isso,
00:22:04eu falo com todo mundo,
00:22:06ele disse isso recentemente,
00:22:08e ele se manda,
00:22:09ele se mete não só
00:22:10na política do Brasil inteiro,
00:22:11aliás,
00:22:12tem um artigo
00:22:12do Rodolfo Borges
00:22:13falando sobre isso,
00:22:14o título é
00:22:15A Imensa
00:22:17Gilmarlândia,
00:22:17mas ele se mete
00:22:18muito nessa política
00:22:20do Mato Grosso,
00:22:20onde ele tem fazenda,
00:22:22o irmão dele
00:22:23é o prefeito
00:22:25de Diamantino,
00:22:26que é uma cidade ali
00:22:27vizinha
00:22:27dessa futura
00:22:29Gilmarlândia,
00:22:30e isso abre espaço
00:22:32para que as pessoas
00:22:33tentem influenciá-lo,
00:22:35ou ele também
00:22:36usar o poder
00:22:36que ele tem
00:22:37no STF
00:22:38para se meter
00:22:39em questões regionais,
00:22:41e aí, claro,
00:22:42isso levanta
00:22:43a suspeita
00:22:44em relação
00:22:45à imparcialidade
00:22:47dos juízes
00:22:47no Brasil,
00:22:48o Gilmar Mendes
00:22:49deveria se
00:22:52abster
00:22:53de qualquer atuação
00:22:55política desse tipo.
00:22:57Wilson?
00:23:01Ai, gente,
00:23:01me dá uma preguiça
00:23:02desse assunto,
00:23:03porque,
00:23:04o que eles querem mais?
00:23:06Para que o Gilmar Mendes
00:23:08vai querer um município
00:23:09para chamar de seu?
00:23:10Para que o Cristiano Zanin
00:23:11poderia ter um município
00:23:12para chamar de seu?
00:23:13Ou para que
00:23:15o Flávio Dino
00:23:16poderia ter um município
00:23:17para chamar de seu?
00:23:18O Flávio Dino,
00:23:19inclusive,
00:23:19quase teve um Estado
00:23:20para chamar de seu,
00:23:21não é?
00:23:22O Flávio Dino,
00:23:23quando era governador,
00:23:24prometeu um choque
00:23:25de capitalismo
00:23:26lá no Maranhão,
00:23:27o choque ficou,
00:23:27mas o capitalismo
00:23:28não apareceu.
00:23:30Mandou recado,
00:23:31mandou mensagem.
00:23:33Como os colegas falaram,
00:23:35essa é uma questão pequena
00:23:36e que mostra,
00:23:38acho que na minha opinião,
00:23:38meus caros,
00:23:39mostra de forma
00:23:40cristalina,
00:23:41contundente,
00:23:43a pequenez
00:23:44da Suprema Corte.
00:23:45por que um ministro
00:23:47trabalhar para ser homenageado
00:23:49com o nome de uma cidade,
00:23:51tudo bem que esse nome
00:23:52é quase como
00:23:54um nome folclórico,
00:23:55mas todo mundo vai associar
00:23:57o ministro
00:23:58à criação desse novo município
00:23:59no Mato Grosso,
00:24:01é uma coisa muito pequena,
00:24:03sabe?
00:24:04É você,
00:24:05sabe,
00:24:06é você de fato
00:24:07garimpar algo
00:24:09tão irrelevante,
00:24:10perto da relevância,
00:24:12da relevância
00:24:13que esses caras
00:24:13deveriam ter.
00:24:15Ministro de Supremo
00:24:16é para ter
00:24:17outro tipo de relevância,
00:24:19é para ajudar
00:24:20no debate nacional,
00:24:21é para tentar
00:24:22dar uma ordem
00:24:24para esse caos
00:24:25institucional
00:24:26que nós vivemos atualmente.
00:24:27O problema
00:24:28é que hoje
00:24:30boa parte
00:24:31desse caos institucional
00:24:33é fruto
00:24:34da interferência
00:24:35devida
00:24:35desses caras.
00:24:37E é esse
00:24:38que é o problema.
00:24:39Enquanto o ministro
00:24:40fica pensando,
00:24:41ah,
00:24:41porque eu preciso
00:24:42de uma cidade
00:24:42para chamar de minha,
00:24:43o Brasil vive
00:24:44em um caos institucional,
00:24:45em um caos institucional
00:24:46que não tem
00:24:48a menor perspectiva
00:24:49de que seja
00:24:51reduzido,
00:24:52equacionado
00:24:52ou,
00:24:53infelizmente,
00:24:55que tem um término
00:24:57do curto prazo.
00:24:59Ricardo,
00:25:00pensando justamente
00:25:01nessas criações
00:25:02de cidades,
00:25:03como você mesmo
00:25:03disse às vezes,
00:25:04que precisam
00:25:04de toda uma estrutura,
00:25:06custos fixos,
00:25:08você acha
00:25:08que isso
00:25:09é certamente
00:25:11apenas ego
00:25:12ou tem
00:25:13um interesse,
00:25:14não estou dizendo
00:25:15especificamente
00:25:16do Gilmar Mendes,
00:25:17mas de outras pessoas
00:25:18que, ao contrário,
00:25:19que usam o ego
00:25:20de pessoas
00:25:20proeminentes
00:25:21para criar
00:25:23toda essa estrutura
00:25:24e colocar
00:25:24os apadrinhados
00:25:25lá dentro?
00:25:27Eu acho que um pouquinho
00:25:28dos dois, Inácio.
00:25:29Você tem esse componente,
00:25:31sim,
00:25:31de políticos e governantes
00:25:33que querem
00:25:34perpetuar seus nomes
00:25:36através da história,
00:25:37isso está muito associado,
00:25:38eu falei agora
00:25:39perpetuar através da história,
00:25:40mas está muito associado
00:25:41à história do próprio Brasil.
00:25:43O patrimonialismo,
00:25:45o coronelismo
00:25:46ainda é muito presente,
00:25:47principalmente em estados
00:25:48do Norte e Nordeste,
00:25:49você tem esses clãs familiares
00:25:51que gostam
00:25:52de ter seus nomes
00:25:53eternizados,
00:25:54vamos dizer assim,
00:25:55para o bem e para o mal,
00:25:56porque muitos desses nomes
00:25:57são nomes,
00:25:58vamos dizer assim,
00:26:00amaldiçoados
00:26:00pelas populações
00:26:01atualmente.
00:26:02Mas na maioria dos casos,
00:26:04o Inácio,
00:26:05obedece a lógica
00:26:06do poder,
00:26:07porque quando a gente
00:26:09fala em poder,
00:26:09a gente sempre pensa,
00:26:10Brasília,
00:26:11é o centro do poder.
00:26:13Mas quando você vai descendo,
00:26:14você vai para os estados
00:26:15e para os municípios,
00:26:16é como uma cebola,
00:26:18quando você olha
00:26:18uma cebola de cima,
00:26:19você tem aquelas esferas todas.
00:26:21E mesmo municípios
00:26:22muito pequenos
00:26:23têm uma disputa local
00:26:24por poder.
00:26:26vou dar um exemplo,
00:26:28semana passada
00:26:28eu conversava com um prefeito
00:26:29de uma cidade
00:26:30do interior de Minas,
00:26:31uma cidade
00:26:32com 7 mil eleitores,
00:26:34são mais ou menos
00:26:359 mil habitantes,
00:26:37quase toda a população
00:26:38vota.
00:26:39E você não imagina
00:26:40ele me detalhando
00:26:41a briga,
00:26:42como que se dá
00:26:43a briga
00:26:43dos dois grupos
00:26:44políticos locais.
00:26:45Ele pertence a um lado,
00:26:47tem o outro grupo rival,
00:26:48e a briga
00:26:49é por poder.
00:26:50Mas você fala,
00:26:51mas uma cidade
00:26:51tão pequena,
00:26:52com um orçamento
00:26:53tão pequeno,
00:26:53o cara precisa ir para Brasília
00:26:55toda hora
00:26:55de pires na mão,
00:26:56pedir dinheiro para deputado,
00:26:58pedir dinheiro para ministro,
00:26:59para poder manter
00:27:00minimamente a cidade
00:27:01funcionando.
00:27:02Qual é a graça
00:27:03de ser prefeito?
00:27:04É a questão,
00:27:05é a componente
00:27:05de ser humano,
00:27:06e aí entra mais uma vez
00:27:07a vaidade.
00:27:08São pessoas que querem
00:27:10deter esse poder
00:27:11e mandar
00:27:11numa determinada região.
00:27:13E aí,
00:27:14a criação de um município,
00:27:15como eu disse,
00:27:16obedece as duas lógicas,
00:27:18poder e vaidade.
00:27:21Pois é,
00:27:22e para você que está
00:27:22nos assistindo,
00:27:23nós temos justamente
00:27:26este tema
00:27:27como pergunta
00:27:28da nossa enquete.
00:27:29Eu perguntei
00:27:30para você,
00:27:31lá no nosso YouTube,
00:27:32de um antagonista
00:27:33que está transmitido
00:27:34meio dia em Brasília.
00:27:35Qual deveria ser
00:27:36a prioridade
00:27:37do primeiro prefeito
00:27:39de Gilmarlândia?
00:27:41Estabelecer um voo direto
00:27:42com Lisboa,
00:27:43onde tem um Gilmar Palusa,
00:27:45ou uma franquia
00:27:46com o resort
00:27:47Itayayá,
00:27:48do colega Toffoli,
00:27:50ou firmar um acordo
00:27:51com a CBF,
00:27:52já que eles são
00:27:53STF,
00:27:54Futebol Clube.
00:27:55E a quarta opção,
00:27:56sediar o Gilmar Palusa,
00:27:58sairia de terras
00:28:00portuguesas
00:28:01e viria para cá,
00:28:02para o solo pátrio.
00:28:04Qual das quatro alternativas
00:28:05você acha que seria
00:28:06mais indicada?
00:28:08Vote,
00:28:08que no último bloco
00:28:09nós vamos trazer
00:28:09a sua escolha
00:28:10e também já registre
00:28:12o seu like,
00:28:12o seu joinha.
00:28:13Clique no like,
00:28:15que é muito importante
00:28:16para o nosso canal,
00:28:17continuar crescendo
00:28:18e se inscreva no canal.
00:28:20É só clicar
00:28:21em inscrição,
00:28:23aí você habilita o chat,
00:28:24consegue mandar o seu comentário,
00:28:26o seu elogio,
00:28:26sua crítica,
00:28:27a sua opinião
00:28:28que eu leio nos intervalos,
00:28:29quem nos acompanha
00:28:30no YouTube sabe disso,
00:28:31e também deixar a curtida
00:28:33porque o canal
00:28:33quer e precisa
00:28:35de vocês
00:28:36para crescer
00:28:36cada vez mais.
00:28:38Agora,
00:28:39vamos mudar de assunto.
00:28:40O presidente
00:28:41da Comissão de Constituição
00:28:43e Justiça
00:28:44da Câmara
00:28:44dos Deputados,
00:28:46Leuro Manto Júnior,
00:28:47vai anunciar
00:28:48oficialmente
00:28:49na tarde
00:28:49dessa terça-feira
00:28:50o nome escolhido
00:28:52para ser o relator
00:28:53da proposta
00:28:54de emenda
00:28:55à Constituição
00:28:56que acaba
00:28:57com a escala
00:28:57de seis dias
00:28:58de trabalho
00:28:59por um dia
00:29:00de descanso
00:29:01no Brasil.
00:29:02E quem tem
00:29:02mais detalhes
00:29:03é o nosso repórter
00:29:04Guilherme Resch.
00:29:06Guilherme?
00:29:08Boa tarde,
00:29:09Inácio.
00:29:09Boa tarde a todos
00:29:10que nos acompanham.
00:29:11Pois é,
00:29:11o anúncio oficial
00:29:12está previsto
00:29:13para a tarde
00:29:13desta terça-feira,
00:29:14mas eu apurei
00:29:15com pessoas
00:29:15a par das discussões
00:29:16que o nome
00:29:17que deve ser escolhido
00:29:18pelo presidente
00:29:19da CCJ,
00:29:19Leuro Lomanto Júnior,
00:29:20é o do deputado federal
00:29:22Paulo Azzi,
00:29:23que é o deputado federal
00:29:24do União Brasil,
00:29:25mesmo partido
00:29:25do presidente
00:29:26da CCJ,
00:29:27deputado federal
00:29:28pela Bahia,
00:29:28inclusive,
00:29:29desde 2015,
00:29:30administrador de empresas,
00:29:31foi presidente
00:29:32da CCJ
00:29:32no ano passado,
00:29:34tem um perfil
00:29:34ali considerado
00:29:35equilibrado,
00:29:36e essa discussão
00:29:37para definição
00:29:38do relator,
00:29:39do nome que vai relatar
00:29:40essa proposta
00:29:41de emenda à Constituição,
00:29:42lembrando,
00:29:43passou também
00:29:44com a presença
00:29:45do Hugo Mota,
00:29:46o presidente
00:29:46da Câmara dos Deputados,
00:29:47Hugo Mota,
00:29:48então não foi apenas
00:29:49uma escolha
00:29:49por parte apenas
00:29:50do presidente
00:29:51da CCJ.
00:29:52Enfim,
00:29:52o anúncio oficial
00:29:53deve ocorrer agora à tarde
00:29:54e essa proposta
00:29:55de emenda à Constituição,
00:29:56também lembrando,
00:29:56como já trouxemos
00:29:57outras vezes aqui no programa,
00:29:58é uma prioridade
00:29:59do governo Lula
00:30:00no Congresso Nacional
00:30:01neste semestre.
00:30:01O governo Lula
00:30:02coloca aí,
00:30:03acabar com a escala
00:30:04de seis dias de trabalho
00:30:05por um dia de descanso,
00:30:05a famosa escala seis por um,
00:30:07como uma das suas prioridades,
00:30:08sem redução também
00:30:09de salário
00:30:10e também trazendo
00:30:11a jornada
00:30:12semanal de trabalho
00:30:13de 44 horas,
00:30:14o limite máximo
00:30:15para 40 horas,
00:30:17então o governo
00:30:17está pressionando
00:30:18para que esse tema avance
00:30:19e não descarta ainda,
00:30:20como já falamos
00:30:20outras vezes também,
00:30:21enviar para o Congresso
00:30:22um projeto de lei
00:30:23com urgência constitucional
00:30:25para acelerar esse debate,
00:30:26porque não vai ser fácil,
00:30:27né Inácio,
00:30:27apesar daí
00:30:28de ter essa discussão,
00:30:29de ter uma atenção
00:30:30por parte também
00:30:30do presidente da Câmara,
00:30:31de avançar com esse tema,
00:30:33não vai ser fácil
00:30:34avançar porque
00:30:34há muita pressão contrária
00:30:36por parte de alguns setores
00:30:37que serão afetados,
00:30:38como a indústria
00:30:39e o comércio.
00:30:39Ontem mesmo,
00:30:40a Confederação Nacional
00:30:41da Indústria,
00:30:42a CNI,
00:30:42divulgou mais uma projeção
00:30:44de qual será o impacto
00:30:45de uma redução
00:30:45para 40 horas semanais
00:30:47da jornada de trabalho,
00:30:49dizendo aí
00:30:49que pode,
00:30:50o aumento dos custos
00:30:52com empregados formais
00:30:53na economia,
00:30:54pode ser de até
00:30:56267 bilhões de reais,
00:30:58ou seja,
00:30:58bastante significativo
00:30:59e na própria,
00:31:00na indústria em si,
00:31:01seria um impacto
00:31:02ainda maior,
00:31:04proporcionalmente,
00:31:04falando,
00:31:05seria de 11%
00:31:06a CNI coloca
00:31:07na sua projeção.
00:31:08Então,
00:31:08há essa preocupação
00:31:09de diferentes setores,
00:31:10indústria,
00:31:10comércio,
00:31:11e vão pressionar,
00:31:11vão discutir
00:31:12aqui no Congresso Nacional
00:31:13para que eles façam,
00:31:14se for fazer alguma mudança
00:31:15na escala,
00:31:16na jornada de trabalho,
00:31:17se faça com bastante
00:31:19responsabilidade,
00:31:19não seja uma discussão
00:31:21acelerada.
00:31:22Então,
00:31:22vamos esperar agora
00:31:23a escolha desse relator,
00:31:25a discussão vai começar
00:31:26na Comissão de Constituição
00:31:26e Justiça,
00:31:27e lembrando que,
00:31:28nesse primeiro momento,
00:31:29também,
00:31:29a CCJ apenas discute
00:31:30o mérito da proposta,
00:31:31o mérito não,
00:31:32perdão,
00:31:33a admissibilidade
00:31:34da proposta de mente
00:31:34da Constituição,
00:31:35ou seja,
00:31:36se ela não viola
00:31:36as cláusulas pétreas
00:31:37da Constituição.
00:31:38E só depois da CCJ,
00:31:39se for aprovada ali,
00:31:40seguiria, então,
00:31:41para uma comissão especial,
00:31:43que discutiria, então,
00:31:44o mérito.
00:31:44Aí sim,
00:31:45podendo fazer mudanças
00:31:46no texto,
00:31:47nessa PEC,
00:31:47da deputada federal
00:31:48Erika Hilton,
00:31:49que está tramitando
00:31:50em conjunto
00:31:51com uma PEC mais antiga
00:31:52sobre o mesmo tema
00:31:53do deputado federal
00:31:54Reginaldo Lopes,
00:31:54do PT de Minas Gerais.
00:31:56Então, Inácio,
00:31:56seguiremos acompanhando.
00:31:58Muito obrigado, Guilherme.
00:32:00E eu já passo a palavra
00:32:01para você,
00:32:01Duda Teixeira.
00:32:03Bom, a gente está vendo aí
00:32:04que agora,
00:32:05estou falando não só
00:32:05de acabar com a escala 6x1,
00:32:07mas também de uma redução
00:32:08da jornada de trabalho.
00:32:10O vice-presidente
00:32:11Geraldo Alckmin
00:32:12chegou a dizer,
00:32:12mas isso é uma tendência mundial,
00:32:14trabalhar cada vez menos.
00:32:16Agora,
00:32:16essa história não é nova.
00:32:18Isso já vem
00:32:19desde a década de 90,
00:32:21lá quando o Domênico Demas
00:32:23escreveu aquele livro
00:32:24O Ossio Criativo.
00:32:26Se imaginava ali
00:32:27que, olha,
00:32:27com o aumento das máquinas,
00:32:29a automatização,
00:32:30as pessoas vão trabalhar
00:32:31cada vez menos.
00:32:32Em alguns países,
00:32:33de fato,
00:32:34eles reduziram
00:32:35a jornada semanal.
00:32:37Qual que foi o problema disso?
00:32:38As fábricas foram
00:32:39para outros países,
00:32:40foram para a China,
00:32:41foram para o Vietnã.
00:32:42Então,
00:32:43vários países
00:32:44se desindustrializaram
00:32:46porque deixou de ser
00:32:49interessante
00:32:49para essas empresas
00:32:50pagar salários altos
00:32:53em países
00:32:53com alto custo de vida
00:32:55onde as pessoas
00:32:56trabalhavam
00:32:56por poucas horas.
00:32:58E o Brasil,
00:33:00por outros motivos também,
00:33:01por causa de imposto
00:33:02alto,
00:33:03o custo Brasil,
00:33:04também tem se
00:33:06desindustrializado.
00:33:07as fábricas saíram daqui.
00:33:09Isso é um fenômeno
00:33:10que já tem vários anos.
00:33:11E aí,
00:33:12se fala ainda
00:33:12de reduzir
00:33:13a jornada semanal,
00:33:16aí, com certeza,
00:33:17os desmistidores
00:33:18vão para outros países
00:33:19e o Brasil
00:33:20vai só perder
00:33:21postos de emprego.
00:33:23Ricardo Kertzmann,
00:33:24analisando
00:33:25essa proposta
00:33:26de redução
00:33:27de 6 por 1
00:33:28para 5 por 2,
00:33:30ninguém quer fazer
00:33:313 por 4
00:33:32como é na Câmara
00:33:32dos Deputados
00:33:33e no Senado.
00:33:34Não chegamos
00:33:35a esse extremo.
00:33:37Na verdade,
00:33:38Inácio,
00:33:39não é 3 por 4,
00:33:40é 4 por 3,
00:33:41às vezes 5 por 2.
00:33:43Assim,
00:33:445 dias de descanso
00:33:45por 2 de trabalho.
00:33:48Então,
00:33:48às vezes,
00:33:49é nessa linha.
00:33:50Desculpa te cortar
00:33:51porque...
00:33:51Não, não,
00:33:52é bom a sua retificação
00:33:53porque nos tira
00:33:55essa impressão
00:33:55de que eles estariam
00:33:56muito sobrecarregados
00:33:58com o trabalho.
00:33:59Mas,
00:34:00Ricardo,
00:34:01essa ideia,
00:34:02se no papel
00:34:03é defensável
00:34:04com as pessoas
00:34:04com mais tempo livre,
00:34:05pessoas mais tempo
00:34:07dedicado
00:34:08às suas famílias,
00:34:09mas como é que
00:34:10a conta seria paga
00:34:12pela iniciativa privada
00:34:13e pelo próprio governo,
00:34:14se a gente for pensar,
00:34:15mas, sobretudo,
00:34:16iniciativa privada
00:34:17sem redução de salários,
00:34:19com redução horária,
00:34:21a produtividade
00:34:23ia cair,
00:34:24a gente já foi colocado
00:34:25num ranking mundial
00:34:26onde a produtividade
00:34:27do brasileiro média
00:34:28é abaixo
00:34:29de muitos pares nossos.
00:34:32como é que fecha
00:34:33essa conta
00:34:33ou não fecha?
00:34:35E o governo
00:34:36sabe disso
00:34:37e está empurrando
00:34:38o preço moral
00:34:39e, digamos assim,
00:34:40de imagem reputacional
00:34:42para a oposição
00:34:43que vai barrar.
00:34:45Mas quem é que está
00:34:45preocupado com conta
00:34:47aqui no Brasil,
00:34:48Inácio?
00:34:48Quem que se preocupa
00:34:49com conta
00:34:49na hora de fazer
00:34:50a Copa do Mundo,
00:34:51na hora de fazer
00:34:51Olimpíadas?
00:34:52Quem que se preocupa
00:34:53com conta
00:34:53na hora de propor
00:34:54a criação
00:34:55de mais municípios?
00:34:55A gente acabou
00:34:56de falar nesse tema.
00:34:58Conta é um negócio
00:34:59abstrato
00:35:00que só as pessoas
00:35:01como nós
00:35:02que pagamos
00:35:03essa história toda,
00:35:04a gente se lembra,
00:35:05porque a turma
00:35:05que cria
00:35:06todas essas despesas,
00:35:07a turma que viaja
00:35:08na maionese,
00:35:09principalmente em Brasília,
00:35:10nunca se preocupou
00:35:11com conta.
00:35:12Eles têm os salários
00:35:13garantidos,
00:35:14eles não têm que responder
00:35:15para patrões nenhum,
00:35:16eles não ganham
00:35:17por produtividade,
00:35:18trabalhando muito ou pouco
00:35:19o salário
00:35:20no final do mês,
00:35:21mas aqueles benefícios
00:35:22todos
00:35:22estão mais do que garantidos.
00:35:24Saiu agora um dado
00:35:25estarrecedor
00:35:26a respeito
00:35:26do judiciário,
00:35:27que 99%,
00:35:29esse é o número,
00:35:30só 1%
00:35:31dos magistrados
00:35:33no Brasil inteiro
00:35:33receberam
00:35:34abaixo do teto.
00:35:35Todo o resto
00:35:36recebeu acima do teto,
00:35:37que é o salário
00:35:38do ministro do Supremo.
00:35:39Tudo que vem organizado
00:35:41pela casta
00:35:41dos três poderes,
00:35:43mas do poder público
00:35:44de modo geral,
00:35:45nunca se preocupou
00:35:46com conta.
00:35:47Nesse caso aqui,
00:35:48você lembrou
00:35:48da produtividade?
00:35:50A produtividade média
00:35:51de um trabalhador brasileiro
00:35:53é um quarto,
00:35:5425%
00:35:54da produtividade
00:35:55de um trabalhador americano
00:35:57para a mesma função.
00:35:58Estou comparando
00:35:59alhos com alhos.
00:36:01Saiu uma pesquisa
00:36:02essa semana,
00:36:02causou um alvoroço
00:36:04danado,
00:36:04porque parecia,
00:36:05pela manchete,
00:36:07dizer que brasileiro
00:36:08trabalha pouco.
00:36:08Não é isso.
00:36:09A pesquisa comparava
00:36:10o número de horas
00:36:11médias trabalhadas
00:36:13no mundo,
00:36:14160 países pesquisados,
00:36:1697%
00:36:17da população mundial,
00:36:18a média
00:36:19trabalhada
00:36:19é de 42,
00:36:20alguma coisa
00:36:21por cento.
00:36:2242,
00:36:23alguma coisa
00:36:24horas semanais
00:36:25trabalhadas.
00:36:26E aqui no Brasil,
00:36:27a média
00:36:28é de 40,
00:36:28alguma coisa
00:36:30horas semanais
00:36:31trabalhadas.
00:36:31Ou seja,
00:36:32quando você compara
00:36:33esses dados,
00:36:34o brasileiro
00:36:34trabalha
00:36:35em média
00:36:36menos.
00:36:36Isso não significa
00:36:37que o brasileiro
00:36:38não é trabalhador,
00:36:39muito pelo contrário,
00:36:40até porque as condições
00:36:41de trabalho aqui
00:36:42são péssimas.
00:36:43Para poder chegar
00:36:44no local de trabalho,
00:36:44a maioria das pessoas
00:36:46enfrenta duas,
00:36:46três horas de trânsito
00:36:47para ir e vir,
00:36:48em ônibus pinhados,
00:36:49em trens pinhados,
00:36:51para ganhar um salário
00:36:52muito baixo,
00:36:53para poder no final do mês,
00:36:54no máximo que conseguir,
00:36:56sustentar minimamente
00:36:57as suas famílias.
00:36:58Não é isso
00:36:58que a pesquisa
00:37:01criticava,
00:37:02o que a pesquisa
00:37:03mostrava
00:37:03e não era nenhuma crítica,
00:37:04é que não há
00:37:05essa alegação
00:37:06de que no Brasil
00:37:07se trabalha muito
00:37:08em relação
00:37:08a outros países.
00:37:09Isso não acontece.
00:37:11E essa questão
00:37:11da produtividade,
00:37:12ela é determinante
00:37:14porque se você
00:37:15produz menos
00:37:16para cada trabalhador
00:37:18que produz menos,
00:37:20o custo
00:37:21da mão de obra
00:37:21é transferido
00:37:23para o produto
00:37:24que é transferido
00:37:24para o preço
00:37:25e o consumidor
00:37:26sempre paga mais caro.
00:37:27Além de todas
00:37:28as questões
00:37:28envolvendo infraestrutura,
00:37:30envolvendo impostos,
00:37:31burocracia e tudo mais.
00:37:32Só que, repito, Inácio,
00:37:33esse pessoal não se lembra
00:37:34de fazer conta.
00:37:35Eles criam
00:37:36as ideias populistas,
00:37:38principalmente ano eleitoral
00:37:39e depois a sociedade
00:37:40que se vire para pagar.
00:37:42Wilson, rapidamente,
00:37:44seria essa,
00:37:45digamos assim,
00:37:46mais uma movimentação
00:37:47do Hugo Mota
00:37:48em prol
00:37:49da agenda positiva
00:37:51que ele tenta construir,
00:37:52só que deixando
00:37:53a conta justamente
00:37:54para os seus colegas.
00:37:56Ele traz a pauta
00:37:57e aí quem mata
00:37:58ou vota
00:37:59ou, no caso,
00:38:01rejeita
00:38:01é o público.
00:38:03Quer dizer,
00:38:03ele fica com a positiva
00:38:05aos olhos da população,
00:38:06mais desatenta,
00:38:08e os pares dele
00:38:10ficam com a agenda negativa.
00:38:12não vai fazer muito bem
00:38:14para a imagem dele, né?
00:38:16Não, não vai fazer
00:38:17nada bem
00:38:18porque ele esqueceu
00:38:19de combinar
00:38:20com a Confederação Nacional
00:38:20da Indústria,
00:38:21como bem falou o Guilherme
00:38:22no link dele.
00:38:23Agora, eu quero aproveitar
00:38:24e pegar um gancho
00:38:25como o nosso grande
00:38:28Ricardo estava falando.
00:38:29É o seguinte,
00:38:30esses caras falam
00:38:32ah, vamos reduzir
00:38:32a jornada de trabalho.
00:38:34Mas isso não somente
00:38:35é uma pauta populista
00:38:36como é uma pauta hipócrita.
00:38:38é uma pauta
00:38:40que tem até coro
00:38:41junto à população,
00:38:42mas ela é uma pauta
00:38:42que poderia ser resolvida
00:38:43de uma outra maneira.
00:38:44Sabe como?
00:38:46Se o parlamentar trabalhasse,
00:38:48se o político,
00:38:49se o governador
00:38:50trabalhasse
00:38:50para dotar o trabalhador
00:38:52de um transporte
00:38:53mais eficiente,
00:38:54em que ele tivesse
00:38:55menos sacrifício
00:38:56para, como falou agora
00:38:57pouco o Ricardo,
00:38:58de perder duas horas,
00:39:00três horas do seu dia
00:39:01para sair de um ponto
00:39:02ao outro para o trabalho,
00:39:03esse trabalhador
00:39:04já teria condições
00:39:06de ter mais tempo
00:39:06em casa
00:39:07para passar com a família.
00:39:08Se as cidades
00:39:09tivessem um mínimo
00:39:10de infraestrutura,
00:39:11a infraestrutura é essa
00:39:12que demanda
00:39:13apoio público,
00:39:14o trabalhador
00:39:15não ia perder
00:39:17tanto tempo
00:39:18para poder conseguir
00:39:18deslocar para o trabalho
00:39:19ou conseguir,
00:39:20de fato,
00:39:21vivenciar aquilo
00:39:22que ele precisa vivenciar.
00:39:23E tem outra coisa, Inácio.
00:39:24Muitos falam
00:39:25que essa PEC
00:39:26do 6x1
00:39:27pode criar um efeito reverso,
00:39:28porque o camarada
00:39:29num país pobre
00:39:31como o Brasil,
00:39:32ele não trabalha muito,
00:39:33não é necessariamente
00:39:34porque ele quer,
00:39:35ele trabalha muito
00:39:36porque é a necessidade dele.
00:39:38Então, o que acontece?
00:39:39Você pode até reduzir
00:39:40essa escala de 6x1,
00:39:42só que o camarada
00:39:42vai ganhar um dia de fogo,
00:39:43o que ele vai fazer?
00:39:44Ele vai para a informalidade,
00:39:46ele vai trabalhar com o Uber,
00:39:48ele vai trabalhar com o MyFood,
00:39:49ele vai fazer
00:39:50desse aumento
00:39:53uma complementação de renda.
00:39:54E é isso que esses caras
00:39:55aqui no Congresso
00:39:56não conseguem perceber.
00:39:57Infelizmente,
00:39:58nessa pauta,
00:39:59há muita hipocrisia,
00:40:00muito populismo
00:40:01e pouca sensatez.
00:40:04E agora vamos mudar
00:40:06um pouco de assunto,
00:40:07porque o prefeito de Recife,
00:40:09João Campos,
00:40:10e a deputada federal
00:40:11por São Paulo,
00:40:12Tabata Amaral,
00:40:13se casaram nesse sábado
00:40:14em uma cerimônia realizada
00:40:16na Capela de São Benedito,
00:40:18na Praia de Carneiros,
00:40:19em Tamandaré, Pernambuco.
00:40:22Entre os convidados,
00:40:23estavam o presidente
00:40:24em exercício
00:40:25e ministro do desenvolvimento,
00:40:26indústria e comércio,
00:40:28Geraldo Alckmin,
00:40:28e o ministro
00:40:30do Supremo Tribunal Federal,
00:40:32Alexandre de Moraes,
00:40:33acompanhado da sua esposa,
00:40:35advogada Viviane Barst de Moraes.
00:40:38E quem nos conta
00:40:39os bastidores
00:40:40dessa cerimônia
00:40:41é o repórter
00:40:42Ricardo Antunes,
00:40:43diretamente de Recife.
00:40:45Ricardo,
00:40:46muito boa tarde.
00:40:48E a primeira pergunta
00:40:49é o que te chamou
00:40:50mais atenção
00:40:51ou chamou mais atenção
00:40:52dos convidados
00:40:53nessa cerimônia política?
00:40:57Boa tarde, pessoal.
00:40:58Prazer aqui estar
00:41:00falando com vocês.
00:41:02Eu acho o seguinte,
00:41:03eu acho que o que mais
00:41:04chamou atenção
00:41:05foi o fato de,
00:41:06quando esse anúncio
00:41:08desse casamento
00:41:09foi feito,
00:41:10em novembro,
00:41:11o prefeito ter dito
00:41:13que seria uma cerimônia
00:41:14muito simples,
00:41:15muito íntima.
00:41:16E, obviamente,
00:41:17depois ele mudou
00:41:18um pouco de ideia
00:41:19e convidou
00:41:20mais de 500,
00:41:21mais de 500 pessoas.
00:41:22Um detalhe importante,
00:41:23muitos vereadores
00:41:24da base
00:41:25do governo
00:41:26João Campos,
00:41:27que é o prefeito
00:41:28da cidade,
00:41:29não foram convidados
00:41:30e aí teve...
00:41:31Todo mundo
00:41:32tá cheando ainda.
00:41:34Caramba,
00:41:35quer dizer,
00:41:35ia ser uma cerimônia pequena,
00:41:37virou uma cerimônia grande
00:41:38e ainda assim
00:41:39muita gente ficou de fora.
00:41:40Isso dificulta um pouco
00:41:42as costuras políticas,
00:41:44não é, Wilson Lima?
00:41:47É, eu imagino
00:41:48a dificuldade.
00:41:49Acho que não foi só
00:41:49vereador que ficou de fora
00:41:50desse casamento, não.
00:41:51Não é, Ricardo?
00:41:52Boa tarde pra você,
00:41:53meu amigo.
00:41:54Também a própria
00:41:55governadora
00:41:56de Pernambuco
00:41:57não foi convidada
00:41:58porque existe uma rixa
00:41:59entre o João Campos
00:42:00e a Raquel Lira,
00:42:01ambos são candidatíssimos
00:42:03ao governo
00:42:04de Pernambuco.
00:42:06Agora,
00:42:06Ricardo,
00:42:07te chamou a atenção,
00:42:09porque algo
00:42:09que me chamou a atenção
00:42:10nesse caso
00:42:11do casamento
00:42:12do João Campos
00:42:12é que ele já era
00:42:14noivo da Tabata
00:42:15há um tempo,
00:42:15mas me parece que
00:42:16entre a data
00:42:17do anúncio
00:42:18do casamento
00:42:19e o casamento
00:42:19foi um período
00:42:20muito curto,
00:42:20foram, se não me engano,
00:42:21dois, três meses.
00:42:23Isso te chamou a atenção?
00:42:25Quer dizer,
00:42:26parece que o João Campos
00:42:27já está utilizando
00:42:28de certa forma
00:42:29o casamento dele
00:42:29já como uma forma
00:42:31de fazer uma pré-campanha,
00:42:33porque isso,
00:42:34inclusive,
00:42:34a gente falava
00:42:35aqui na nossa reunião
00:42:36de pauta.
00:42:37E parece que o João Campos
00:42:37quer chegar
00:42:39no final do ano
00:42:41já mostrando
00:42:43que é um homem
00:42:43de família.
00:42:45Teve um pouco disso
00:42:46também,
00:42:46ou é só especulação
00:42:48aqui da imprensa?
00:42:51Sem dúvida,
00:42:52Wilson,
00:42:52teve muito isso.
00:42:54Acho que,
00:42:54de certa forma,
00:42:55foi um casamento
00:42:57também pensado
00:42:58com esse viés político.
00:42:59Lembrando que o presidente
00:43:00Lula foi convidado,
00:43:02o presidente
00:43:02esteve aqui
00:43:02uma semana atrás
00:43:04no carnaval
00:43:05e ele recebeu
00:43:06o convite
00:43:07do prefeito.
00:43:08Não veio
00:43:08para a cerimônia
00:43:10por conta
00:43:11dessa viagem
00:43:12da Índia,
00:43:13mas, assim,
00:43:14eu acho que o prefeito
00:43:15também quis dar
00:43:15uma demonstração de força.
00:43:17Uma coisa interessante
00:43:18é que a igrejinha
00:43:19é pequena,
00:43:19a igreja não cabe
00:43:20mais de 50 pessoas.
00:43:23Tem uma área boa,
00:43:25uma área grande
00:43:26para o evento,
00:43:27para os eventos
00:43:28depois do matrimônio,
00:43:31mas é uma igreja
00:43:32muito pequena.
00:43:33Uma coisa também
00:43:33que vocês falaram
00:43:34muito grande
00:43:35e que deu uma reflexão
00:43:36grande por aqui
00:43:37foi a presença
00:43:37do ministro
00:43:39Alexandre Moraes
00:43:40na cerimônia.
00:43:41Então,
00:43:41ninguém imaginava
00:43:43que o ministro
00:43:44pudesse vir,
00:43:44aliás,
00:43:45que ele até
00:43:45tivesse sido convidado,
00:43:47a assessoria do prefeito
00:43:48não informou
00:43:49esse detalhe,
00:43:51não sei se até
00:43:51por medida de segurança,
00:43:53mas o prefeito
00:43:54estava lá
00:43:54com a sua esposa
00:43:55Viviane Bassi,
00:43:56era um dos primeiros
00:43:57da fila,
00:43:58dentro,
00:43:58inclusive,
00:43:59da igrejinha.
00:44:01Ricardo?
00:44:03Boa tarde,
00:44:04Xará,
00:44:05seja bem-vindo,
00:44:06prazer falar com você.
00:44:07Seguindo no caminho
00:44:09da pergunta
00:44:10do Wilson,
00:44:12eu sei que não
00:44:13seria premeditado,
00:44:15não foi premeditado
00:44:16pelo casal,
00:44:17mas na visão
00:44:19da sociedade local,
00:44:20principalmente,
00:44:21pode haver
00:44:22alguma semelhança
00:44:23ou até mesmo
00:44:24algum plano
00:44:25de equivaler
00:44:27politicamente
00:44:27ao que a gente tem
00:44:28na Argentina,
00:44:29por exemplo,
00:44:30com o casal
00:44:31Kirchner,
00:44:31nos Estados Unidos,
00:44:33o casal Clinton,
00:44:33aqui no Brasil,
00:44:34casal garotinho,
00:44:36onde você tem
00:44:37uma dobradinha
00:44:37entre marido e esposa
00:44:39atuantes na política,
00:44:41e complementando
00:44:42a pergunta,
00:44:42você sabe dizer
00:44:43se o Alexandre de Moraes
00:44:44foi pra ir
00:44:44em avião de carreira
00:44:46ou se foi em algum
00:44:47avião do Daniel
00:44:48Alvorcaro?
00:44:50Ricardo,
00:44:52enquanto a Maria
00:44:52pergunta,
00:44:53imagino que sim,
00:44:53eu acho que,
00:44:54de certa forma,
00:44:55uma questão
00:44:55que a gente,
00:44:57nós que somos
00:44:58analistas por isso,
00:44:59estamos se debatendo,
00:45:00por exemplo,
00:45:01é em relação
00:45:01a como é que vai ser
00:45:02esse casamento,
00:45:03porque Taba
00:45:04é candidata
00:45:05a deputada federal
00:45:05em São Paulo,
00:45:07ela vai ter que se ausentar
00:45:08aqui muito tempo
00:45:09do Recife,
00:45:10inclusive um fato
00:45:11interessante,
00:45:12ela só vai chegar,
00:45:13ela só é
00:45:14primeira dama
00:45:15por 30 dias,
00:45:17cerca de 40 dias,
00:45:18já que o prazo
00:45:19de desincompatialização
00:45:20dos prefeitos
00:45:22que querem concorrer
00:45:23a um mandato,
00:45:24a outro mandato
00:45:25é no dia 4 de abril,
00:45:27tá?
00:45:27E em relação,
00:45:28então, assim,
00:45:29todo mundo comenta aqui
00:45:30que de certa forma
00:45:31já foi um casamento,
00:45:33obviamente,
00:45:33com esse viés
00:45:35também político.
00:45:37Quanto ao ministro
00:45:38Alexandre de Moraes,
00:45:40a gente não conseguiu
00:45:41ainda apurar
00:45:42se ele veio
00:45:43de avião de carreira
00:45:44ou não,
00:45:44o que a gente deu
00:45:45foi que ele
00:45:46realmente chegou
00:45:48lá na cerimônia
00:45:49de helicóptero.
00:45:51A igreja de São Benedito,
00:45:52que é de 1910,
00:45:55foi,
00:45:57se localiza
00:45:58de lado
00:45:58de um condomínio
00:46:00de luxo
00:46:00chamado Eco Resort,
00:46:01e lá tem um helicóptero
00:46:02e o ministro
00:46:04realmente chegou
00:46:04de helicóptero,
00:46:06ao contrário
00:46:07do vice-presidente
00:46:08Alckmin
00:46:08e do ministro
00:46:09José Luz,
00:46:09que vieram de carro
00:46:10para voltar
00:46:11para Brasília.
00:46:12Esse foi um fato
00:46:13também que
00:46:14foi muito comentado
00:46:15aqui,
00:46:16principalmente porque
00:46:17teve uma questão
00:46:17recentemente
00:46:18do STF,
00:46:19o STF paralisou
00:46:20uma investigação
00:46:22que estava sendo
00:46:23feita aqui
00:46:23pelo Ministério
00:46:24Público de Pernambuco
00:46:25em relação
00:46:26a alguns casos
00:46:27de alguns assessores
00:46:28do prefeito,
00:46:30eventuais suspeitas
00:46:31de malversação
00:46:33de recursos públicos,
00:46:34então o pessoal
00:46:34fez muita ilação,
00:46:36principalmente
00:46:36o pessoal
00:46:37mais ligado
00:46:39aos conservadores,
00:46:40inclusive dizendo
00:46:41que a Tabata
00:46:42era uma pessoa
00:46:42de esquerda,
00:46:43de certa forma
00:46:44casou,
00:46:44tradição,
00:46:45no casamento,
00:46:47então o pessoal
00:46:48teve,
00:46:49também teve
00:46:49esse ponto aqui,
00:46:51foi muito discutido,
00:46:52ainda está sendo
00:46:52muito debatido
00:46:53aqui em Pernambuco.
00:46:55Duda Teixeira.
00:46:57Ricardo,
00:46:58boa tarde.
00:46:59Eu tenho me interessado
00:47:00muito pela comparação
00:47:01das biografias
00:47:02do João Campos
00:47:03com da Tabata,
00:47:05porque a Tabata
00:47:06era uma menina
00:47:07que nasceu aqui,
00:47:09cresceu num bairro
00:47:10pobre,
00:47:11foi se destacando
00:47:13ali pelos estudos,
00:47:14ganhou bolsas de estudo,
00:47:16foi crescendo
00:47:17na política
00:47:19aos poucos
00:47:20e hoje já é
00:47:21uma mulher conhecida,
00:47:23já tem capital
00:47:23político próprio
00:47:24e se casa
00:47:26com o João Campos.
00:47:27E o João Campos,
00:47:28o que a gente pode fazer,
00:47:29trazer da biografia dele
00:47:30para fazer essa comparação
00:47:32com o da Tabata?
00:47:34Não,
00:47:35é diferente,
00:47:36é muito diferente.
00:47:38João Campos é herdeiro
00:47:39de uma,
00:47:40a gente pode dizer assim,
00:47:41de uma dinastia,
00:47:42que começou
00:47:42com o seu bisavô,
00:47:45o ex-governador
00:47:46Miguel Arraes,
00:47:46que foi caçado
00:47:48pela revolução
00:47:50de 64.
00:47:53O Miguel Arraes
00:47:54não teve filhos
00:47:55muito nessa,
00:47:57que se dedicassem
00:47:58a ser o sucessor dele,
00:47:59ele conseguiu isso
00:48:02através do neto,
00:48:03o Eduardo Campos,
00:48:04que foi governador
00:48:05e já naquele momento
00:48:09já se falava também
00:48:12que o próprio Eduardo
00:48:13gostaria,
00:48:14ele foi candidato
00:48:15a presidente,
00:48:16vocês sabem,
00:48:17aquele acidente
00:48:19com o avião,
00:48:20mas a partir dali,
00:48:22um fato interessante
00:48:24foi que no velório
00:48:26do Eduardo,
00:48:28a gente viu uma cena
00:48:29até que chamou a atenção
00:48:31dos especialistas
00:48:33de marca e tal,
00:48:34você viu o João Campos,
00:48:35então,
00:48:36um garoto,
00:48:37acho que tinha 16,
00:48:3817 anos,
00:48:39segurando,
00:48:40não confundi,
00:48:41segurando o caixão
00:48:43do pai
00:48:44no bombeiro.
00:48:44Então,
00:48:45foi uma imagem
00:48:45que foi muito,
00:48:46que foi muito recorrente,
00:48:49inclusive,
00:48:49essa imagem
00:48:50foi que permitiu
00:48:51ao então
00:48:52Paulo Câmara,
00:48:53que era um candidato
00:48:53completamente desconhecido,
00:48:55ganhar a eleição
00:48:55do ex-senador
00:48:57Armando Monteiro,
00:48:58que naquela época
00:48:58disputava o governo
00:49:00de Pernambuco.
00:49:00Então,
00:49:01a gente pode dizer
00:49:01que João Campos
00:49:03é um herdeiro
00:49:05dessa linhagem,
00:49:06ele foi preparado
00:49:08para seguir
00:49:10o rupo da política
00:49:13e a gente tem que lembrar
00:49:15que o PSB,
00:49:16já desde a época
00:49:17do governador
00:49:18Eduardo Campos,
00:49:19governou Pernambuco
00:49:21por 16 anos.
00:49:22Então,
00:49:22Raquel Lira,
00:49:24mulher,
00:49:25e que havia perdido
00:49:26o esposo
00:49:27no dia da eleição,
00:49:28ela quebrou isso
00:49:29e a gente tem
00:49:30como o Wilson falou,
00:49:33uma disputa
00:49:34muito acirrada,
00:49:36muito acirrada,
00:49:37você vê memes,
00:49:39você vê vídeos,
00:49:41você vê já os dois
00:49:42um pouco se degladeando,
00:49:44a governadora
00:49:45está ainda
00:49:46no compasso de espera
00:49:47para definir
00:49:49a chapa majoritária,
00:49:50mas João Campos
00:49:51vem metendo
00:49:53o pé no acelerador,
00:49:54fez uma gestão
00:49:56que tem um índice
00:49:58de aprovação
00:50:00muito positivo,
00:50:01mas eu acho
00:50:01que ele ficou
00:50:02muito exposto
00:50:05com...
00:50:06Agora,
00:50:06de certa forma,
00:50:07está saindo
00:50:07um pouco da prefeitura,
00:50:09a gente lembra
00:50:10o caso do PCD,
00:50:11aquele rapaz
00:50:12do concurso
00:50:13que passou
00:50:14em 63,
00:50:16pulou para primeiro lugar,
00:50:17então ele teve,
00:50:18de certa forma,
00:50:19alguns percalços
00:50:19do casamento
00:50:20para cá.
00:50:21e João Campos,
00:50:22não sei se vocês sabem,
00:50:23já foi noivo.
00:50:26Mas,
00:50:27Ricardo,
00:50:29diga lá,
00:50:29diga lá isso.
00:50:30Conta essa história,
00:50:30rapaz,
00:50:31conta essa história,
00:50:32rapaz,
00:50:33o cara já foi noivo,
00:50:34rapaz,
00:50:34conta esse momento
00:50:36titixi aqui no meio dia,
00:50:38vai,
00:50:38conta essa história,
00:50:38pelo amor de Deus,
00:50:39rapaz.
00:50:40E o insólito
00:50:41que ele foi noivo,
00:50:42ele foi novo
00:50:43de uma moça
00:50:44chamada Lara,
00:50:45que é filha,
00:50:46era filha
00:50:47do prefeito
00:50:48de Poujuca,
00:50:49Carlos Santana,
00:50:49que hoje é prefeito,
00:50:50naquela época,
00:50:51em 2018,
00:50:52ele era prefeito
00:50:53e o governador
00:50:54Eduardo Campos
00:50:55era muito amigo
00:50:56da família,
00:50:56e ele ia casar,
00:50:57ele ia casar,
00:51:00o casamento marcado,
00:51:02inclusive na igrejinha também,
00:51:04na igrejinha dos carneiros,
00:51:05casamento marcado,
00:51:06convite distribuído,
00:51:07e aí ele se elege
00:51:09deputado federal
00:51:09em 2018,
00:51:11e vai para Brasília,
00:51:13vê a questão
00:51:14dos imóveis funcionais,
00:51:16aquela coisa,
00:51:17e aí contratava também
00:51:18eleita pela primeira vez,
00:51:20e aí os dois
00:51:21engatam uma moça,
00:51:22você sabe como é amor,
00:51:23então assim,
00:51:24teve aquela paixão,
00:51:25e aí quando ele volta,
00:51:26ele rompe
00:51:28esse casamento,
00:51:29foi o maior tititi na cidade,
00:51:30porque ele estava
00:51:31tudo convidado,
00:51:32a menina inclusive
00:51:33foi morar fora,
00:51:36no exterior,
00:51:37foi meio que
00:51:39uma coisa assim
00:51:40que marcou muito,
00:51:42mas agora parece
00:51:43que ele engatou
00:51:44e cumpriu o casamento,
00:51:46quer dizer,
00:51:47cumpriu o noivado
00:51:48e foi casar mesmo.
00:51:48Uma última pergunta,
00:51:51Ricardo,
00:51:52até que ponto
00:51:53o casamento
00:51:54com a Tabata,
00:51:55justamente pelo seu perfil
00:51:57que o Duda traçou agora,
00:51:58soma
00:51:59num momento
00:52:00de disputa eleitoral
00:52:01como é 2026,
00:52:02até que ponto
00:52:03isso pode influenciar
00:52:05positivamente
00:52:06ou negativamente,
00:52:06vai saber,
00:52:07na votação
00:52:08do João Campos
00:52:09esse ano?
00:52:11Eu acho que pesa,
00:52:12de certa forma,
00:52:13principalmente em relação
00:52:15à questão
00:52:16do marketing,
00:52:17de como
00:52:18os operadores
00:52:21da propaganda
00:52:22eleitoral
00:52:23vão tratar isso,
00:52:24porque de certa forma
00:52:24ele é muito novo,
00:52:26João Campos tem 32 anos,
00:52:27muita gente até diz
00:52:28que ele deveria esperar
00:52:29daqui a quatro anos
00:52:30terminar o mandato
00:52:31de prefeito
00:52:32para ser candidato
00:52:32a governador,
00:52:33mas você vê que agora
00:52:35de certa forma
00:52:35é uma postura
00:52:37mais séria,
00:52:38é uma postura
00:52:39que passa
00:52:40um pouco
00:52:41de maior maturidade,
00:52:43passa um pouco
00:52:44de uma certa forma
00:52:46de confiança também,
00:52:48até porque se ele ganhar
00:52:49o governo de Pernambuco
00:52:51ele vai ter
00:52:52a Tabata
00:52:53como primeira dama.
00:52:54A única questão
00:52:55que eu acho
00:52:55que talvez
00:52:56vá ser explorada
00:52:57pelos adversários
00:52:59do prefeito
00:53:00é essa questão
00:53:01de que
00:53:01será que esse casamento
00:53:03até que ponto
00:53:04por conta
00:53:05do que eu falei,
00:53:08Tabata
00:53:08vai ser eleita
00:53:09deputada federal
00:53:10ou vai tentar
00:53:12a reeleição
00:53:12de deputada federal.
00:53:13Então imagine
00:53:13a seguinte situação,
00:53:15João Campos ganha
00:53:16para governador
00:53:17de Pernambuco
00:53:18e Tabata
00:53:18se elege
00:53:19como deputada federal.
00:53:21Vai ter essa barreira
00:53:22geográfica.
00:53:23Como é que vai ser?
00:53:25Exatamente,
00:53:26então vai ficar
00:53:27um pouco complicado.
00:53:29E nós vamos acompanhar.
00:53:31Muito obrigado,
00:53:32Ricardo,
00:53:32pela sua participação
00:53:34aqui,
00:53:34Ricardo Antunes.
00:53:35espero contar com você
00:53:36em outras ocasiões
00:53:37aqui no meio-dia.
00:53:38Obrigado, gente.
00:53:39Foi um prazer.
00:53:40Valeu.
00:53:41E nós vamos fazer
00:53:42um rápido intervalo,
00:53:44mas vamos voltar
00:53:45logo depois
00:53:45falando sobre
00:53:47mais assuntos
00:53:48de política.
00:53:50Volte conosco
00:53:50rapidinho.
00:54:00E para você
00:54:01que está nos acompanhando
00:54:02no nosso YouTube,
00:54:03muito obrigado
00:54:04pela sua audiência.
00:54:06Espero que você
00:54:06já tenha dado
00:54:07a curtida
00:54:07no nosso canal.
00:54:08Você já se inscreveu
00:54:09no nosso canal.
00:54:10Ó,
00:54:10são dois cliques.
00:54:11Um é para se inscrever
00:54:13no canal
00:54:13aqui no nosso YouTube.
00:54:15Sem você se inscrever,
00:54:17que é só um clique,
00:54:17não tem que fazer mais nada,
00:54:18não tem que preencher nada,
00:54:19você automaticamente
00:54:20habilita o chat
00:54:21onde está a nossa enquete
00:54:23que você pode votar.
00:54:24A nossa enquete de hoje,
00:54:25como nós já falamos
00:54:27no começo do programa,
00:54:28é
00:54:28Qual deveria ser
00:54:29a prioridade
00:54:30do primeiro prefeito
00:54:31de Gilmarlândia?
00:54:33Voo direto
00:54:33para Lisboa?
00:54:35Franquia do resort
00:54:36Itaiaiá?
00:54:37Firmar acordo
00:54:38com a CBF
00:54:39ou sediar
00:54:40o Gilmar Palusa?
00:54:42Se você não está
00:54:43inscrito no canal,
00:54:44não aparece
00:54:45a votação
00:54:46da nossa enquete.
00:54:47E eu repito,
00:54:47para se inscrever
00:54:48é só um clique.
00:54:49E também você pode
00:54:50deixar o seu comentário,
00:54:52pode deixar a sua crítica,
00:54:53o seu elogio,
00:54:54o seu pedido,
00:54:54a sua sugestão,
00:54:55a sua opinião,
00:54:57que nós lemos
00:54:58sempre aqui
00:54:59nos nossos intervalos.
00:55:00Vou ler daqui a pouco,
00:55:01porque antes eu quero ver
00:55:01como é que estamos
00:55:02de curtida,
00:55:03como é que estamos
00:55:03de joinha.
00:55:04Olha, pessoal,
00:55:05realmente o número
00:55:06é bastante ínfimo
00:55:08diante da nossa audiência
00:55:09expressiva
00:55:10no dia de hoje.
00:55:11Posso contar com o seu like,
00:55:12com o seu joinha?
00:55:13É só clicar
00:55:15naquele joinha
00:55:16que tem bem embaixo
00:55:17do título
00:55:18da nossa transmissão
00:55:19no nosso YouTube.
00:55:21Você vê lá o
00:55:22STF
00:55:22quer se livrar
00:55:23do escândalo
00:55:24master
00:55:24barra
00:55:25meio de em Brasília
00:55:26embaixo,
00:55:27tem um joinha
00:55:28branco.
00:55:28Se você clica,
00:55:29ele fica preenchido
00:55:31e você automaticamente
00:55:32está ajudando o canal
00:55:34a continuar crescendo
00:55:35no YouTube
00:55:36e ao meio de em Brasília
00:55:37chegar cada vez mais
00:55:38para pessoas inteligentes
00:55:40como você.
00:55:41Vamos ver o que é
00:55:42que vocês estão dizendo?
00:55:43O Jônatas diz
00:55:45para variar
00:55:45o ministro
00:55:46de cento e vinte e nove
00:55:48milhões
00:55:48é quem vai julgar.
00:55:50O Jorge Dotti
00:55:51diz
00:55:52caro deputado
00:55:53os três poderes
00:55:54estão totalmente
00:55:55para que vocês escolham
00:55:57aí
00:55:57e a gente vai mostrar
00:55:58daqui a pouquinho.
00:56:00Vejamos o que
00:56:01que diz Adriano Araújo
00:56:02achei estranho
00:56:03que convidaram
00:56:03um xandão
00:56:04para o casamento
00:56:05só faltou ser
00:56:06o padrinho.
00:56:07A Lúcia
00:56:08Colnag
00:56:09diz que um casamento
00:56:10nos moldes
00:56:11conservadores
00:56:12para um casal
00:56:13dito progressista.
00:56:14Vamos voltar agora
00:56:16com mais um bloco
00:56:17você continue
00:56:18com a gente
00:56:19porque é muito
00:56:21importante também
00:56:21o seu like.
00:56:26Voltamos com
00:56:27meio dia em Brasília
00:56:28um programa
00:56:29do portal
00:56:30O Antagonista
00:56:31exibido também
00:56:32na TV BMC
00:56:34e agora
00:56:35o assunto é o seguinte
00:56:36os presidentes
00:56:38dos principais
00:56:38órgãos da República
00:56:39se reuniram
00:56:40nessa terça-feira
00:56:41vulgo hoje
00:56:42na sede
00:56:43do STF
00:56:43para discutir
00:56:44medidas relacionadas
00:56:46ao ajuste
00:56:47institucional
00:56:48e ao respeito
00:56:50ao teto
00:56:50constitucional.
00:56:52Tem aquela
00:56:52questão toda
00:56:53do ministro
00:56:54Flávio Dino
00:56:55tiveram outras
00:56:56decisões agora
00:56:57do Gilmar Mendes
00:56:58o encontro
00:56:59foi conduzido
00:57:00pelo presidente
00:57:01do STF
00:57:02Edson Fachin
00:57:03Wilson Lima
00:57:05o que que se sabe
00:57:06dessa reunião
00:57:07algo de concreto
00:57:08foi decidido
00:57:09vão acabar
00:57:10os penduricalhos
00:57:11ou ao contrário
00:57:12vão ser
00:57:13legitimados?
00:57:17Inácio
00:57:17tivemos um
00:57:18acordão
00:57:19daqueles com
00:57:20A maiúsculo
00:57:21a verdade é
00:57:22seguinte
00:57:22depois desse
00:57:23encontro
00:57:24foi estabelecida
00:57:24uma regra
00:57:25de transição
00:57:25entre aquilo
00:57:26que o ministro
00:57:27Flávio Dino
00:57:27decidiu
00:57:28e aquilo
00:57:29que o Congresso
00:57:29quer
00:57:30então no final
00:57:31das contas
00:57:31foi definido
00:57:32o seguinte
00:57:32vai se tramitar
00:57:34um projeto
00:57:34um projeto
00:57:35de lei
00:57:35que vai ser
00:57:36elaborado
00:57:37nos próximos dias
00:57:38e a partir
00:57:38desse projeto
00:57:39você vai ter
00:57:40uma transição
00:57:40para regulamentar
00:57:42os penduricalhos
00:57:43essa que é
00:57:44grande verdade
00:57:44assim
00:57:45vão utilizar
00:57:45alguns termos
00:57:47ah não
00:57:47mas aqui
00:57:48vamos acabar
00:57:48com o penduricalho
00:57:49mas na verdade
00:57:49o que vai acontecer
00:57:51é o seguinte
00:57:52vão legalizar
00:57:53tudo
00:57:54só que agora
00:57:55com lei
00:57:55no Congresso
00:57:56tudo bonitinho
00:57:57para que ninguém
00:57:57reclame
00:57:58e detalhe
00:57:59Inácio
00:58:00é que hoje
00:58:01o ministro
00:58:01Gilmar Mendes
00:58:02ele também
00:58:02tomou uma decisão
00:58:04barrando
00:58:05penduricalhos
00:58:06até do Ministério Público
00:58:08sendo
00:58:09os casos
00:58:10em que não havia
00:58:11uma previsão
00:58:12de lei
00:58:14federal
00:58:14na decisão
00:58:16do Gilmar Mendes
00:58:17ele estabelece
00:58:17lei federal
00:58:18porque alguns casos
00:58:19alguns desses penduricalhos
00:58:21eles eram regulamentados
00:58:22com base
00:58:22em leis estaduais
00:58:24no caso
00:58:25aí o Gilmar
00:58:26já resolveu
00:58:28dar um fim
00:58:31para essa
00:58:32para essa pedalada
00:58:34digamos assim
00:58:34essa pedalada regimental
00:58:35que alguns tribunais
00:58:36algumas cortes
00:58:38estavam utilizando
00:58:39para poder regulamentar
00:58:40o penduricalho
00:58:40então é isso Inácio
00:58:41agora vai ter
00:58:42penduricalho
00:58:43e penduricalho
00:58:44legalizado
00:58:45pelo Congresso Nacional
00:58:46ou seja
00:58:47mudou mas não mudou muito
00:58:48pois é
00:58:49mas vai mudar
00:58:50para o bolso
00:58:50de quem está nos assistindo
00:58:52para o nosso bolso
00:58:53porque é nós
00:58:53que vamos pagar
00:58:54todos esses penduricalhos
00:58:56federais
00:58:57estaduais
00:58:58depois também
00:58:59certamente
00:58:59municipais
00:59:00porque sempre
00:59:01quando alguém
00:59:02abre a margem
00:59:03o outro poder
00:59:04do lado
00:59:05fala
00:59:05opa
00:59:06mas se ele tem
00:59:06eu também quero
00:59:07daí o outro fala
00:59:08uai
00:59:08mas se os dois tem
00:59:09eu também quero
00:59:09e aí
00:59:10isso sempre vai
00:59:11extravasando
00:59:11para os níveis estaduais
00:59:12depois chega municipal
00:59:13e você
00:59:14que está em casa
00:59:15nos assistindo
00:59:16que já deixou
00:59:16a sua curtida
00:59:17já se inscreveu
00:59:18no canal
00:59:19tem mais motivos
00:59:20para perder o sono
00:59:22e ser tributado
00:59:24cada vez mais
00:59:25por todos os governos
00:59:26que entram
00:59:27de qualquer partido
00:59:28e campo político
00:59:30que seja
00:59:31vamos ver agora
00:59:32o resultado
00:59:33da nossa enquete
00:59:34eu perguntei
00:59:35qual deveria ser
00:59:36a prioridade
00:59:36do primeiro prefeito
00:59:38da Gilmarlândia
00:59:3946%
00:59:41acho que seria
00:59:41sediar o próprio
00:59:43Gilmar Palusa
00:59:43mas daí perde
00:59:44o trem da alegria
00:59:45para Portugal
00:59:46puxa vida
00:59:47isso não vai acontecer
00:59:4829%
00:59:50acho que seria
00:59:50um voo direto
00:59:51para Lisboa
00:59:52aí talvez
00:59:53franquia do Taiaia
00:59:55a 20%
00:59:55e 4%
00:59:56acordo com a CBF
00:59:58vamos terminando
00:59:59mais essa edição
01:00:00espero vocês
01:00:01amanhã
01:00:02um ótimo dia
01:00:03a 20%
01:00:36Obrigado.
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