00:00candidato à presidência
00:02prefeita, prefeitura.
00:03Rolê a bola, hein? Rolê a bola.
00:04Pois é, então eu tô falando sobre isso porque o
00:07apresentador da Atena estreou em rede nacional
00:09junto com o programa
00:11que ele tá fazendo, um acordo que ele tem com
00:13o governo federal e junto com quem?
00:15Com o Boulos, né? Eles se encontraram
00:18e já tinham se encontrado
00:20antes como candidatos a prefeito
00:22e aí eles lembraram
00:23o episódio, né? Da cadeirada
00:26que ele deu no
00:27no Pablo Massal. Vamos ver o que ele
00:30falou. Eleição
00:31você conhece muito bem de eleição, muito mais
00:34do que eu, tá provado pela votação
00:36que eu tive mais uma vez. Agora,
00:37eu vou dizer a você, essas
00:40eleições poderiam atrapalhar
00:41muitas votações do Congresso, mas essa
00:44é uma votação que se o cara votar
00:46contra, ele vai ficar contra a
00:48população que tá sendo roubada,
00:50contra a população que tá sendo
00:52morta nas ruas,
00:54pega mal pra alguém votar
00:56contra essa PEC.
00:57Então, desse aspecto, acho que cê tem
00:59razão. Pode ser que a PEC
01:01passe mesmo, não sei se do jeito que o
01:02governo quer, mas vai passar.
01:04Esperamos que sim. E se me permite,
01:06Datena, você falou de, do, do, da última
01:10eleição que nós disputamos juntos.
01:12Olha, independente de qualquer
01:14votação, você fez uma, uma coisa que
01:16eu gostaria de fazer, que era lavar a
01:18alma do povo brasileiro.
01:20Vamos esquecer disso e vamos direto
01:21pra entrevista, ué?
01:24A gente tá no rádio, na rede de rádios
01:27voltando, daqui a pouco a gente tá
01:29voltando só pra atualizar quem tá na
01:31rádio. Essa risada aí diz muita coisa,
01:34né? Dos dois rindo ali, né? Nesse
01:36momento, sim, de volta à rede de rádios
01:38em todo o Brasil, Guilherme Boulos e
01:40Datena comentando o episódio da
01:42cadeirada, né? Aquela coisa que, né,
01:45atrapalhou toda a campanha ali. A gente
01:47ri, mas é algo fora do protocolo e da
01:49liturgia do cargo de um candidato a
01:51prefeito. Mas ele se encontrou, o Boulos
01:54se encontrou com o Datena, porque o
01:55Datena é apresentador de um programa
01:56da Rádio Nacional, foi contratado pelo
01:59governo pra fazer a campanha. O Henrique
02:02levantou tão animado o microfone. Eu
02:05achei que ia tomar uma microfonada.
02:07O episódio da cadeirada realmente ficou
02:09marcado, mas o Boulos faz essa piada e
02:12tem o direito de fazer essa piada mais
02:14do que ninguém, até porque ele foi
02:16vítima daquele atestado falso, né, que
02:18rodou também nas vésperas ali do
02:20primeiro turno da eleição. É lógico que
02:22a cadeirada fica nesse universo mais
02:25humorístico, assim, né, de recordação,
02:27não é algo litúrgico do cargo e nem
02:29algo que as pessoas deveriam fazer.
02:31Mas nesse momento aí do programa que
02:33essa galera assistiu, foi engraçado.
02:35E o Datena, que é uma pessoa educada,
02:37na continuação dessa entrevista, ele
02:39fala, foi uma coisa horrível, foi um
02:41dia terrível pra mim, foi péssimo, ele
02:44se arrependeu daquilo. Não é digno
02:47dele fazer isso, né? É, e o que me
02:50chama atenção é a postura do deputado
02:53federal, agora na figura de ministro,
02:56Guilherme Boulos, que enaltece o
02:59episódio. Veja que a fala dele é, você
03:02fez algo, parabéns, você fez algo que
03:05lavou a alma do brasileiro. Que eu queria
03:07fazer. É, que ele queria fazer. Então,
03:10tendo em vista isso, a gente tá também
03:12falando sobre um episódio de violência
03:14política e, independente de quem está do
03:17outro lado, legitimando, na fala de um
03:20ministro, o que aconteceu. Isso é
03:22extremamente danoso, problemático e não
03:25é uma boa postura. Diferente do Datena,
03:27que mostra arrependimento, que fala que
03:29tem vergonha disso. Guilherme Boulos
03:31trata isso como se fosse bacana, legal,
03:34vamos brincar. Quando a gente tem ali um
03:36episódio, o Brasil tá vivendo uma
03:38pandemia de violência política, um episódio
03:41desse em que alguém foi agredido. Isso
03:43não é justificado. Mas talvez não
03:45surpreenda, tendo em vista que vem da
03:48pessoa que está num partido, que
03:50expulsou da Câmara dos Deputados a
03:53chutes, né? O deputado Glauber expulsou
03:56a chutes, um cidadão que o contestava.
03:59Nós não podemos e não devemos jamais
04:02legitimar a violência política, seja
04:05pro lado A, B, C, D ou quadrado. Isso
04:07não importa, não é uma postura apropriada
04:09e menos apropriada ainda, quando a gente
04:11pensa que estamos falando de um ministro.
04:13Na verdade, é paz para os meus e violência
04:16para os demais, né? Então, assim, é a
04:18grande... Ironia. Agora, o que também o
04:21Datena disse, que ele achou que ia
04:22ganhar tudo e todos com relação a ele
04:25ser mais ponderado, entre aspas. E ele
04:27disse na fala dele, Fernando, que ele foi
04:29na verdade engolido pelos políticos. E
04:31ali mostra, né, o quão a questão da
04:34reatividade, você não ter controle sobre
04:36si, onde leva, né? E não tô dizendo
04:38nem que, né, obviamente que a gente tem
04:41ali a figura... Tivemos, né, a figura do
04:43Pablo Marçal incitando os candidatos. Foi
04:46uma maneira que ele usou para fazer a
04:49sua campanha, mas a gente observa que
04:51na política a gente precisa ter um
04:53controle emocional muito maior do que
04:55qualquer outro conhecimento acerca, né,
04:57da questão da população, dos dados
04:59econômicos. Porque se você não demonstra
05:01ter, né, ponderação, que ali é aquela
05:04crítica da reatividade. E não estou
05:06dizendo que ele não faria igual, não estou
05:08dizendo nada disso, porque como diz ali o
05:09Boulos, ele falou, ah, eu também faria. Eu
05:11acho que para você ser político, o
05:13controle, a demonstração do controle
05:15emocional, é, vai, né, leva você adiante
05:19muito mais do que você ter controle de
05:21palavras, como é o caso do Datena, que é
05:23um brilhante comunicador. Brilhante
05:25comunicador, ele disse que tomou a surra
05:26dos políticos, né, foi surpreendido.
05:29Obrigado.
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