00:00O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, ironiza ao dizer que está doido para ver o presidente Lula
00:07debater o tema da segurança pública com o senador e pré-candidato ao Planalto, Flávio Bolsonaro, do PL.
00:14Repórter Júlia Fermino chegando agora com as informações. Em que contexto ele deu essa declaração? Boa noite, bem-vinda.
00:23Oi, Tiago. Boa noite para você, para quem está com a gente aqui no Jornal Jovem Pan, na programação da
00:29Jovem Pan.
00:29Não é isso, né? Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, chegou a dizer que quer ver e usou
00:38o termo que está doido para ver.
00:40Então, o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva e também pré-candidato já à presidência Flávio Bolsonaro, discutindo essa
00:49questão da segurança pública aqui no país.
00:53Isso porque Flávio Bolsonaro já é o pré-candidato à presidência da República e Lula também vai concorrer à sua
01:01reeleição agora, nesse ano, nas eleições de outubro, né?
01:05E essa fala foi feita em uma entrevista na estreia do programa Alô, Alô Brasil, da rede, da rádio, aliás,
01:13nacional.
01:14A gente tem um trechinho dessa fala de bolos que foi separado pelo nosso editor Pedro Vitor. Vamos dar uma
01:19olhada?
01:19A oposição vive dizendo que quer debater segurança pública na eleição.
01:24Eu estou doido para ver o Lula debater com Flávio Bolsonaro segurança pública na eleição.
01:30Estou doido.
01:34Nessa mesma oportunidade, o ministro aproveitou para fazer alguns pontuamentos.
01:40Acusou Flávio Bolsonaro de ligação com milícias no Rio de Janeiro.
01:45Também citou o caso de Fabrício Queiroz e ainda a contratação de Adriano da Nóbrega, que seria então apontado como
01:54chefe do escritório do crime.
01:56Nessa oportunidade, bolos ainda aproveitou para falar sobre a operação na Venezuela, realizada pelos Estados Unidos ainda no começo do
02:04ano.
02:05Diz que, criticou Trump, né?
02:07E disse que o presidente norte-americano age com lógica imperialista e que seu interesse não é na Venezuela, mas
02:15sim no petróleo do país.
02:18Nessa oportunidade, também bolos destacou aí quais seriam as prioridades do governo agora no próximo semestre, no segundo semestre de
02:27dois mil e vinte e seis.
02:28Entre essas prioridades estão a escala seis por um, que propõe a mudança de quarenta e quatro horas semanais, semanais
02:36de trabalho, para quarenta horas semanais.
02:39Sem a alteração do salário do trabalhador, além da aprovação da PEC da Segurança Pública e também da regulamentação dos
02:47trabalhos por aplicativos.
02:49Volto com você, Tiago.
02:50Júlia Fermino, com a palavra de Guilherme Boulos, do ministro, hoje num programa de rádio.
02:56Deixo chamar a Dora Kramer mais uma vez.
02:57Ô, Dora, quando o Guilherme Boulos foi escolhido para assumir o ministério, na verdade bem antes, né?
03:05Quando ele vinha sendo cotado para.
03:08Esse vai ser o serviço que ele pretende fazer ao criticar o adversário do presidente Lula,
03:14falar que não vê a hora dos dois debaterem sobre a segurança pública, é o que ele vai fazer, não
03:18é, Dora?
03:19Pois é, mas dependendo pode ser contraproducente.
03:24Porque, olha só, claro que eu também estou louca para ver esse debate, mas não é prudente, nunca é prudente
03:32se menosprezar o adversário.
03:34E o tom do Boulos foi realmente de menosprezo.
03:38Claro, o presidente Lula, com a experiência de quarenta, cinquenta anos na política,
03:44com três mandatos de presidente, contra o Flávio Bolsonaro,
03:47que num debate que participou, ficou famoso até, precisou sair no meio do debate, enfim.
03:54É praticamente um novato.
03:56Mas e daí, né?
03:58O que o Boulos colocou, o que está implícito na frase dele, é esse menosprezo ao adversário.
04:05O salto alto não é um bom conselheiro, nunca foi.
04:11Não me esqueço de uma eleição que o Cristóvão Buarque, em Brasília, perdeu.
04:17A eleição ganha, perdeu no debate, em que ele procurou mostrar superioridade em relação ao oponente.
04:26Joaquim Roriz perdeu ali, exatamente no salto alto.
04:31Então, realmente, nesse caso do adversário, nunca é bom se menosprezar, porque o resultado pode ser um tiro no pé.
04:43Deixa eu dar as boas voltas, as boas-vindas aqui para Denise Campos de Toledo,
04:47que daqui a pouco também vai estar na entrevista com o Jean Paul Prats, né, do Direto ao Ponto, né,
04:51Denise?
04:52Exatamente.
04:52Denise, a discussão longa do fim da escala 6x1, o próprio ministro Guilherme Boulos colocou isso,
04:59dizendo que é uma bandeira, não só do presidente Ula, mas a tentativa de convencer o Congresso Nacional a aprovar
05:06essa discussão.
05:07Bem-vinda, Denise.
05:07Boa noite, Tiago, boa noite, Dora, boa noite a você que nos acompanha.
05:11Pois é, é uma das pautas relevantes do governo, o Hugo Mota está inclinado a colocar em discussão essa pauta,
05:18só que a gente vê toda uma mobilização das associações de classe por parte dos empresários,
05:23tentando fazer com que essa conversa seja um pouco alongada,
05:28para que se possa avaliar com cuidado as possíveis implicações negativas, inclusive para os trabalhadores.
05:34Já falamos aqui do risco, por exemplo, de aumentar a informalidade,
05:37de você ter uma redução da atividade das empresas que não tiverem como bancar novas contratações
05:44para conseguir manter a mesma oferta de bens e de serviços.
05:48Muitas indústrias não têm capacidade de contratar pessoas para cumprir todo o turno de produção.
05:54Então, tem alguns ajustes a serem feitos.
05:57A gente já vê vários acordos com sindicatos que estão ocorrendo, com jornadas inferiores, até 40 horas.
06:04Mas isso depende do ramo de atividade, do quanto que o custo da mão de obra representa no custo total
06:10da empresa
06:11e na própria capacidade da empresa de manter a produção, a produtividade diante das novas condições.
06:17Agora, é uma bandeira do governo e um apelo muito forte em anos de eleições.
06:21Obrigado, por favor.
06:21Obrigado.
Comentários