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A possível polarização entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro na corrida presidencial de 2026 levanta o debate sobre a repetição da "guerra de rejeições". A bancada do 3 em 1 avalia se os dois nomes conseguirão furar a bolha e reduzir seus índices de imagem negativa perante o eleitorado de centro.

Assista à íntegra: https://youtube.com/live/t52oBeldvV0

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00:00Eu quero falar um pouquinho das eleições de dois mil e vinte e seis que prometem reeditar, como eu disse, a guerra de rejeições também, que foi o que vimos nas eleições de dois mil e vinte e dois por conta da disputa entre Jair Bolsonaro e o presidente Lula.
00:11Agora, há novamente essa disputa entre o Bolsonaro e o Lula, só que o Bolsonaro mudou. Mesmo assim, se mantém a polarização, né, Matheus? Que está hoje com o cabelinho na régua. Bem-vindo, meu amigo.
00:23Isso aí, meu amigo Evandro, tudo bem? Boa tarde. O cabelo, plantão de quatorze dias trabalhando, pelo menos o cabelo tem que estar bem cortado, né?
00:35Agora, falando de eleições, você mesmo disse, país polarizado gera rejeição, não tem como, né? O país dividido, um lado acaba rejeitando o outro.
00:45Assim foi em dois mil e vinte e dois, a eleição foi definida dessa forma. Desde dois mil e dezoito, a gente pode falar, né, Evandro?
00:51Em dois mil e dezoito já foi assim, dois mil e vinte e dois ainda mais. Agora, Lula e Bolsonaro de novo, só que o filho mais velho, na verdade, Flávio Bolsonaro.
01:00A rejeição pode ser algo extremamente relevante e que com certeza vai definir as eleições desse ano, antes das urnas, inclusive, até agora, na questão da escolha dos candidatos.
01:11Isso porque Flávio Bolsonaro foi o escolhido por Jair Bolsonaro para representar a direita, à frente das eleições presidenciais em dois mil e seis.
01:19Mas, ainda há muita divisão de opiniões nessa questão, nessa escolha. O nome Bolsonaro, o sobrenome Bolsonaro, ainda não é aceito por muita gente.
01:29E Flávio Bolsonaro não tem ido muito bem nas pesquisas, não, viu, Evandro?
01:32A última pesquisa da Genial Quest, que saiu na semana passada, apontou que Lula, no primeiro turno, só tem dezoito pontos de vantagem em relação a Flávio.
01:41E no segundo turno também tem uma vantagem, essa de dez pontos, mas não é só a vantagem que é levada em consideração agora, mas também a rejeição.
01:50Isso porque a mesma pesquisa apontou que Flávio Bolsonaro tem sessenta por cento de rejeição dos entrevistados pela pesquisa.
01:58Ou seja, de todos os candidatos disponíveis ou pré-candidatos, é o que tem a maior rejeição justamente pelo sobrenome.
02:05Inclusive, até o Centrão, partidos de centro-direita que apostariam, que apoiariam na direita, também já não tem ali uma certa confiança no sobrenome Bolsonaro.
02:16Era o caso que eles tinham preferido o nome de Tarcísio.
02:19Até apoiadores de Bolsonaro, que antes rejeitavam Tarcísio, como o caso do pastor Silas Malafaia, agora pede que a chapa fosse montada com o Tarcísio no comando da presidência.
02:30E Michele Bolsonaro como vice, já que ela ainda, mesmo tendo o sobrenome Bolsonaro, ela consegue atrair também os eleitores evangélicos, as mulheres e também pessoas ligadas à direita.
02:41Enquanto Tarcísio traz um pouco daquele voto mais entre o centro.
02:46A quem não quer votar nem na esquerda, nem na direita, aquele voto um pouco mais maleável ali, pode tender para Tarcísio.
02:54No caso, então, muitos criticaram essa escolha por Flávio Bolsonaro por conta dessa rejeição.
02:59Rejeição que do outro lado, do lado de Lula, também é forte.
03:02Lula tem 54% de rejeição, Tarcísio 47%.
03:08A rejeição de Lula, 6% menor que a de Flávio.
03:12Ou seja, menos rejeição, mais pontuações pela pesquisa Genial Quest.
03:17Então, aliados de Bolsonaro, inclusive, dizem que pode ser até que essa pré-candidatura não se sustente até a eleição do ano que vem.
03:24A gente vai ver, então, o que vai acontecer ao longo do ano.
03:27Tarcísio, por enquanto, como seria o nome preferido, tanto dos partidos do Centrão, como é o caso do PSD, partido de Gilberto Kassab.
03:35Tarcísio é sonho antigo de Kassab para encabeçar essas eleições, mas também de apoiadores da direita que veem essas pesquisas chegando, os números aparecendo.
03:44E Flávio Bolsonaro não sendo tão fidelizado assim pelos eleitores.
03:48Quem sabe os nomes até a eleição podem mudar.
03:51Então, a polarização, a rejeição, não é só nas urnas, viu, Evandro?
03:55É até agora, cerca de um ano antes, talvez, em outubro das eleições do ano que vem, mas agora, na escolha dos candidatos ou pré-candidatos, essa rejeição ainda é muito levada em conta, viu, meu amigo?
04:06Exatamente, meu amigo. Obrigado pelas informações. Daqui a pouco eu vou trazer alguns dados ilustrados também aqui no nosso telão.
04:11Vamos olhar para eleição e rejeição em 2022.
04:15E aí eu quero aproveitar e trazer algumas informações para vocês sobre as rejeições dos principais pré-candidatos à presidência da República.
04:23Então, vejam só o quanto essas rejeições, elas ficam, atingem os seus níveis máximos aqui, ó, nesses nomes.
04:33Veja, Jair Bolsonaro com 60% e essa rejeição acaba se transferindo para o outro Bolsonaro, o filho Flávio Bolsonaro, senador que deve ser o candidato a 2026 indicado pelo ex-presidente.
04:47Aí temos o Ciro Gomes com 56% de rejeição.
04:51Esse nome que saiu um pouquinho, digamos, dos tabloides, das manchetes nos últimos tempos,
04:58mas é um nome que está fixo na mente das pessoas, exatamente porque concorreu à presidência da República inúmeras vezes.
05:04E também é um nome bastante reconhecido na política brasileira e ele aparece aqui com 56%.
05:10Lula vem depois de Ciro Gomes com 54%.
05:13Então, a rejeição de Lula, ela está acima de 50%, mas ela ainda está abaixo do que tem Flávio Bolsonaro.
05:21Tarcísio de Freitas com 47%, Ronaldo Caiado com 40%.
05:25Vamos dar uma olhada na próxima tela também.
05:27Aí nós temos Ratinho Júnior com 39%, o Cabo Daciolo do Republicanos com 37%,
05:32Romeu Zema do Novo com 35%, o Aldo Rebelo, que já foi ministro dos governos do PT com 28%
05:39e o Renan Santos, agora do recém-criado partido Missão, pessoal que representava aqui o MBL,
05:46aparece com 21% de rejeição.
05:50É a menor rejeição entre todos os pré-candidatos para 2026.
05:54E aí, José Maria Trindade, eu queria que você trouxesse a sua análise sobre o quanto a rejeição,
06:00ela é importante quando se tem uma disputa muito apertada.
06:06Por exemplo, como a do presidente Lula, com a probabilidade de ter o Flávio Bolsonaro na oposição.
06:13O quanto essa rejeição é o que pode garantir a vitória para um desses nomes?
06:18Eu já conversei antes com alguns estrategistas e pessoal que trabalhou em campanha,
06:26e eles me mostrando a dificuldade que é para reverter uma rejeição.
06:32Em certo ponto, é impossível.
06:34E o desafio dos estrategistas de ganhar votos, que é esse o objetivo da campanha,
06:40sem perder e ao mesmo tempo conquistar outros votos que estão arredidos, estão contra.
06:47O símbolo de rejeição no Brasil sempre foi Paulo Maluf,
06:51que ele tinha aquela quantidade de votos e apoio para ir ao segundo turno,
06:57mas perdia sempre no segundo turno diante da rejeição.
07:01Só que nós vivemos agora, no momento em que o debate maior é a rejeição,
07:04o capital maior é a não rejeição.
07:08E os dois, o presidente Lula e o Flávio Bolsonaro,
07:12que herdou os votos e a rejeição do pai,
07:15vão exatamente fazer esse embate sobre rejeição.
07:21Agora é o seguinte, o Flávio Bolsonaro ainda é um desconhecido nacionalmente
07:25em termos de debate, em termos de conversa,
07:28e as primeiras andanças dele me disseram que foram até positivas.
07:32Ele mostrando que é mais, é flexível,
07:37que conversa melhor do que o pai dele, o Bolsonaro,
07:41e resumiu numa frase,
07:42eu sou melhor, um Bolsonaro melhorado.
07:46E mais, um grande objetivo nessa eleição
07:48não é a disputa entre Lula e Bolsonaro,
07:50mas sim uma tentativa de se livrar do PT e seu discurso.
07:55E é por aí que deve ir o principal discurso de Flávio Bolsonaro.
08:01A rejeição para cargo majoritário, ela sempre foi impeditiva.
08:05A novidade agora é que os adversários também têm uma rejeição muito forte.
08:10E essa rejeição significa que o candidato é conhecido.
08:14Veja bem que o representante do MBL não tem rejeição,
08:18mas também não tem voto.
08:19E aí vem aquele velho discurso,
08:22ah, mas fulano de tal é melhor ir para o segundo turno.
08:26Mas veja bem, se ele não tem força, se ele não tem votos,
08:30que é o discurso do Ciro Gomes,
08:32para ir para o segundo turno,
08:34então ele não é um bom candidato.
08:36O bom candidato é aquele que vai para o segundo turno,
08:38que tem um capital que pode enfrentar o outro.
08:41Então, assim, nós estamos vivendo uma maneira diferente de fazer política,
08:45e que é o grande desafio,
08:47é como contornar as rejeições.
08:50Pois é, Zé Maria Trindade.
08:51Eu quero até destacar isso aqui, né?
08:53Porque a gente precisa entender também
08:55como que o Centrão vai se movimentar até 2026
08:58num possível apoio a Flávio Bolsonaro
09:01diante da, digamos, recém-decepção desse grupo
09:06ao não ter a indicação de Jair Bolsonaro
09:09para o nome de Tarcísio de Freitas,
09:11que era um nome bastante bem visto pelos partidos de centro
09:15e também pelo mercado financeiro.
09:17Então, agora a gente precisa compreender também
09:19o quanto esses apoios podem modificar um pouco
09:22a situação de Flávio Bolsonaro em relação à rejeição.
09:25E esse outro detalhe que foi muito bem mencionado
09:27pelo Zé Maria Trindade,
09:28o comportamento de Flávio Bolsonaro
09:30nos debates e nas entrevistas de TV, rádio, para jornais,
09:35toda a cobertura política que acontece
09:36num ano importante como o de eleições nacionais.
09:41Então, Flávio Bolsonaro já traz em seu discurso político
09:44o fato de ser um Jair Bolsonaro melhorado,
09:47ou seja, ele é um pouco mais contido, tem moderação,
09:51pensaria um pouco mais na maneira como vai falar,
09:53porque a gente sabe o quanto Jair Bolsonaro
09:55era um candidato e uma pessoa também bastante espontânea.
09:59Então, muitas vezes, essa fala espontânea
10:02trouxe consequências negativas
10:03e Flávio Bolsonaro tenta trazer a imagem de que não,
10:07de que a espontaneidade de Jair Bolsonaro estaria presente aqui,
10:12mas de uma maneira mais organizada, planejada, digamos assim.
10:16E se a gente olhar para a próxima tela,
10:18o Zé também trouxe um destaque muito interessante
10:19que eu quero ouvir a opinião dos nossos outros amigos,
10:21que é o fato de Renan Santos ter uma rejeição baixa,
10:25só que também ser menos conhecido no país.
10:28Ou seja, quanto mais exposição se tem,
10:32maior ou maiores são as críticas e, naturalmente,
10:36as rejeições, né, Mano Ferreira?
10:39Pois é, Evandro, esse é um fenômeno bastante conhecido, né?
10:42Quando o candidato é pouco conhecido,
10:45ele tem pouca rejeição, mas também tem pouco voto.
10:48O que eu chamo a atenção, especialmente no caso do Renan Santos,
10:52é que, a depender do recorte demográfico
10:55e, sobretudo, a depender do recorte etário,
10:58ou seja, da geração que está sendo pesquisada,
11:02a performance dele é diferente.
11:04Ou seja, saiu uma pesquisa que mostra que,
11:07entre os mais jovens, aqueles ali entre 16 e 34 anos,
11:13o Renan Santos figura numa das pesquisas
11:15como o segundo candidato com mais intenção de voto.
11:19Então, isso é um recorte importante,
11:21porque pode significar uma margem de movimentação de tendência
11:27se, de fato, a gente assistir a um impulso de candidatos,
11:33de eleitores mais jovens,
11:36de fato, entrando num engajamento
11:39que seja mais, digamos assim, entusiasmado
11:42na construção dessa candidatura.
11:45É um fenômeno, por exemplo,
11:47que ocorreu na Argentina de Milley.
11:49Milley começou a crescer,
11:51antes de crescer em todos os públicos
11:54e na sociedade argentina, de forma geral,
11:56o Milley cresceu entre os mais jovens
11:59e conseguiu entusiasmá-los
12:01a ponto de gerar uma militância
12:04que, por sua vez, construiu um movimento
12:06e, com isso, a história em que todos nós conhecemos.
12:10Milley acabou vencendo uma eleição,
12:13ele que não era o candidato, digamos assim,
12:16natural da direita tradicional argentina,
12:19que já havia governado com Maurício Macri, né?
12:22Mas conseguiu, portanto,
12:24subverter as expectativas
12:26a partir dessa mobilização dos jovens.
12:29Ou seja, ainda tem muita água
12:32para passar por baixo dessa ponte
12:34e a gente precisa olhar as pesquisas hoje
12:37como uma fotografia do momento.
12:40O que importa para a eleição
12:42é o filme que está sendo construído.
12:46Exatamente, Mano Ferreira.
12:47E você, Bruno Musa, como avalia esses números?
12:50Bom, vamos lá.
12:51Eu concordo plenamente.
12:52Eu acho que é uma questão matemática
12:53bastante óbvia, né?
12:54A rejeição também tem a ver
12:56com um número menor de votos
12:59ou até mesmo do quanto eles são conhecidos,
13:01os outros, como o Renan
13:02ou até o próprio Aldo Rebelo,
13:04que ele pode ser conhecido
13:05como figura pública, política,
13:07mas não necessariamente é lembrado
13:09como candidato ali de imediato.
13:11Então, naturalmente,
13:12a rejeição acaba sendo menor.
13:14De fato, a rejeição
13:15ela é um ponto extremamente relevante
13:18para ser analisado.
13:20Até, talvez, mais do que a própria intenção de votos
13:22quando ambas são ali, digamos, parecidas.
13:25Mas tem um ponto que eu acho mais importante
13:27que é o mesmo que eu fiz analogia
13:29do meu mercado aqui,
13:30o meu mercado financeiro,
13:31que é basicamente a tendência.
13:33A gente não deve analisar
13:34única e exclusivamente os números atuais,
13:36mas sim uma tendência,
13:38digamos de,
13:39eu não vou nem dizer de longo prazo,
13:40porque um longo prazo é mais
13:42do que o tempo necessário
13:43para que cheguem as eleições,
13:45mas sim qual é a tendência
13:46de cada um dos candidatos
13:48ou pré-candidatos
13:49ou possíveis candidatos, né?
13:51A gente vê um grupo deles ali
13:53que permanece basicamente estagnado,
13:56a gente vê um determinado nível
13:58de crescimento do Flávio
13:59ao longo dos últimos dias
14:01em determinadas pesquisas,
14:02e a gente vê uma dificuldade
14:04de Lula romper a barreira
14:06dessa rejeição de 50%,
14:09romper para baixo,
14:10eu quero dizer,
14:10diminuir a sua própria rejeição.
14:12A mesma coisa do Flávio.
14:14O que eu acho
14:14é que Lula,
14:16ele basicamente,
14:17ele é o presidente,
14:19ou melhor,
14:20o PT tem a presidência
14:21em mais de 70% desse século,
14:24como eu sempre menciono,
14:25ele é um candidato natural
14:27há basicamente duas décadas e meia,
14:29ao passo que o Flávio,
14:30ele é pré-candidato
14:32há pouquíssimos dias
14:33e não começou sequer
14:35a campanha de fato
14:37ou o discurso dele
14:39de rodar o Brasil
14:40e tentar trazer isso mais ao centro
14:42para diminuir
14:43a sua eventual rejeição.
14:46Meu ponto aqui
14:47que eu quero dizer é que
14:47se houver uma mudança
14:49de tendência,
14:50me parece mais provável
14:52que essa tendência seja
14:53de um crescimento do Flávio
14:55ou de algum outro candidato,
14:57seja o Tarcísio, por exemplo,
14:58do que Lula mudar
15:00a sua própria rejeição.
15:01Afinal de contas,
15:01ele está na estrada
15:02há quantos anos?
15:03Basicamente,
15:0430 a 40 anos.
15:05Zé Maria Trindade,
15:06eu queria trazer
15:07o principal tema
15:08dessa análise
15:09que nós estamos fazendo,
15:10que é uma repetição
15:11das eleições de 2022
15:13com extrema polarização.
15:15Eu tenho percebido
15:16ao longo dos últimos anos,
15:17depois da passagem
15:19daquela eleição,
15:20o quanto ela,
15:22digamos,
15:22desgastou
15:24muitos dos grupos
15:25aqui no país,
15:26setores diferentes
15:27como agronegócio,
15:29setor industrial,
15:30setor empresarial.
15:31Em muitas das reuniões
15:32que eu faço
15:32com esses grupos,
15:34com esses setores,
15:35até com federações,
15:36eu percebo que
15:37há,
15:39por parte dos representantes
15:40desses setores
15:41que são muito importantes
15:42e que têm
15:42um grau
15:43de apoio político
15:44importante
15:45para esses candidatos
15:46também,
15:47o quanto eles
15:48já estão, assim,
15:50cansados
15:51de encarar no Brasil
15:52um cenário
15:54de tamanha polarização
15:56que sempre dificulta
15:58o crescimento,
15:59o desenvolvimento
16:00e a continuidade
16:01das coisas
16:02aqui no país.
16:03Porque,
16:04como são governos
16:05bastante opostos
16:06e, naturalmente,
16:07os planos de governo
16:08ficam muito restritos
16:10também
16:11às necessidades
16:12desses políticos
16:13de garantirem
16:14o seu posicionamento,
16:16há muitas mudanças
16:17que impactam
16:18em várias situações
16:20esses setores,
16:21trazendo bastante
16:22insegurança econômica
16:23e jurídica.
16:24O quanto
16:25a repetição
16:26desse cenário
16:28vai exigir também
16:29resiliência
16:30dos brasileiros,
16:31hein, seu Zé?
16:33Pois é,
16:33eu recebi agora
16:35há pouco
16:35uma mensagem
16:36dizendo o seguinte,
16:37aproveitem muito bem
16:38esse Natal
16:39com sua família,
16:40porque o ano que vem
16:41será um ano eleitoral
16:43e eu vou apoiar
16:44tal candidato,
16:45ou seja,
16:46confusão à vista, né?
16:48Então,
16:48é aquele recado
16:49que eu dou sempre
16:50às famílias
16:51durante esses encontros
16:53do Natal.
16:54Arranje um som alto,
16:56toque a som nas caixas
16:57que ninguém fica
16:58discutindo político,
16:59político e sabendo
17:00o que que o outro
17:01tá falando,
17:01fala,
17:01não dá pra discutir
17:03político.
17:04Então, a história é essa,
17:05som alto pra não brigar
17:06durante o Réveillon.
17:07Agora, imagine
17:08o Natal do ano que vem
17:10ali, logo depois
17:11de uma eleição também
17:12dessa que será polarizada,
17:14muito polarizada, né?
17:15E eu vi aqui
17:16o Musa falando
17:17do ambiente de negócios,
17:19né?
17:19Isso chega à racionalidade
17:21dos negócios
17:22e do mercado financeiro.
17:24E eu vejo também
17:25que as pessoas votam
17:26contra os seus interesses,
17:29né?
17:30Setores como, por exemplo,
17:31os servidores públicos
17:32e tal, não.
17:33Vou votar naquele mesmo
17:35que aquele fala
17:36em privatizar,
17:37em demitir servidor público,
17:39mas essa emoção,
17:41ela é presente
17:43na disputa eleitoral.
17:44Agora, você falou,
17:46fez uma análise
17:47muito perfeita.
17:48Eu analisei aqui
17:49que os dois melhores
17:50momentos do Brasil
17:51de recuperação
17:52de economia e tal
17:54foram no governo
17:55Itamar Franco
17:56e no governo Itamar.
17:57Qual é a característica
17:59entre os dois?
18:00É impeachment,
18:00pós-impeachment.
18:02O impeachment
18:02não é só o fim
18:03de um governo,
18:04é a formação
18:04de um novo governo.
18:05E para se fazer
18:06um impeachment
18:07é preciso
18:07uma organização política
18:09muito forte
18:09pra formar
18:10um novo governo.
18:11Então, logo depois
18:12do colo de melo,
18:13houve quase
18:14uma unanimidade
18:15em torno
18:16do Itamar Franco.
18:17E aí, o que que deu?
18:18Plano real,
18:19a economia melhorou muito.
18:21Da mesma forma,
18:22depois da Dilma
18:23ali no pós-Dilma,
18:24o Brasil estava
18:24seriamente
18:25a caminho do brejo.
18:27E chegou
18:28o Michel Temer
18:31e o que ele chama, né,
18:33de presidencialismo
18:34congressual,
18:35fez uma união partidária
18:37e o Brasil
18:38melhorou.
18:40Estava num caminho
18:40muito forte
18:41para quebrar
18:42e melhorou.
18:43Mas o que há de comum
18:44entre eles
18:45é essa união.
18:46Então, a conclusão
18:47que eu tenho
18:48é que a união
18:49melhora, sim,
18:50o país é bem melhor
18:52para a economia
18:52e melhor para tudo.
18:53Mas como vai convencer
18:55uma pessoa
18:55que está ali
18:57não diria doente,
19:00mas ali
19:01cega
19:02num determinado segmento,
19:04né,
19:04porque existem
19:04cegos dos dois lados
19:06e vai dizer
19:07ah, em nome do país
19:09então eu vou
19:10fazer uma coisa.
19:11Isso não existe, né?
19:12Eu não sei
19:13como fazer.
19:15Talvez
19:15sei lá,
19:17fazer uma palavra
19:19gasta,
19:19que é o tal pacto,
19:20o pacto não nasce
19:21ninguém nem mais
19:22fala nessa palavra.
19:23Houve um momento
19:23que todo mundo procurava
19:25o pacto de Moncloa
19:27copiado aqui no Brasil
19:28essa palavra foi tão gasta
19:30e tão ridicularizada
19:31que ninguém mais nem fala
19:32nessa possibilidade de pacto.
19:34Mas seria bom.
19:35Agora cinco horas e um minuto
19:37você que nos acompanha
19:38pela rádio
19:39sejam muito bem-vindos
19:40que bom ter vocês aqui
19:40pra gente debater
19:41e trazer informação
19:42também nessa semana
19:43próxima do Natal
19:45que já tá quase chegando.
19:46Eu sou o Evandro Cine
19:47e seguimos juntos
19:48pela próxima uma hora.
19:49Nós estamos falando aqui
19:50da polarização
19:51e do quanto
19:52no cenário de dois mil e vinte e seis
19:54a gente acompanhará
19:56uma repetição
19:57do cenário de dois mil e vinte e dois
19:59com a possibilidade
20:00de ter um Bolsonaro
20:02neste caso Flávio
20:03e o presidente Lula
20:04concorrendo mais uma vez.
20:06Bruno Musa
20:06só pra gente arrematar
20:07esse debate
20:08você é um cara
20:08que acompanha bastante
20:09esse ambiente de negócios
20:10e eu vejo que você tem
20:11o interesse genuíno também
20:13e critica bastante
20:14a insegurança jurídica
20:15e econômica
20:16que temos no país
20:17exatamente por não haver
20:18planos de Estado
20:19mas muitas vezes
20:20planos de governo
20:21que não tem continuidade
20:23que mudam
20:23e são alterados
20:24o tempo todo
20:25prejudicando bastante
20:26esse ambiente.
20:27Como é que você avalia
20:28o termo polarização
20:29pra esse setor
20:31especificamente?
20:34Claro, é porque
20:34esse é o meu mundo diário
20:36Evandro aqui dentro
20:37da minha empresa
20:38dos investimentos
20:39da alocação
20:41do portfólio
20:41dos clientes
20:42entre decidir
20:43ficar no Brasil
20:44ou mandar o capital
20:45pra fora
20:46ou estruturar
20:47uma offshore
20:47obviamente de maneira legal
20:49e mandar uma parte
20:50do capital pra fora
20:51ou saída de residência fiscal
20:52que cada vez eu vejo mais
20:54ou empresas
20:55que estão tomando
20:56a decisão
20:56de ir embora
20:57estruturar uma holding
20:58lá fora
20:59e a gente fazer
20:59os investimentos
21:00não apenas aqui no Brasil
21:01mas especialmente lá
21:02ou seja, há um real problema
21:06na base da sociedade
21:07onde nós estamos perdendo
21:09as mentes empreendedoras
21:11e as mentes geradoras
21:13não apenas da poupança
21:14que pressupõe
21:16a necessidade
21:17pra investimento
21:17mas também
21:19as mentes
21:19que geram emprego
21:21e como eu sempre falo
21:22na minha opinião
21:23o empregador
21:25precisa do empregado
21:26o empregado
21:26precisa do empregador
21:27aquela narrativa
21:28da divisão da sociedade
21:30que existia na cabeça
21:31de Marx
21:32que continua existindo
21:33na base do PT
21:34ela é uma grande
21:35de uma falácia
21:36ou seja
21:36você
21:37todos nós
21:38precisamos de todos nós
21:39o empreendedor
21:40assume
21:41o capital de risco
21:43e coloca esse capital
21:44adiante
21:45pra possibilidade
21:46de ter retorno
21:47que pode ter
21:48ou pode não ter
21:49ao passo que
21:50o funcionário
21:51ele vende a sua hora
21:52pra receber no valor presente
21:53sem uma tomada de risco
21:55que pressupõe
21:57do próprio empreendedor
21:58e não tem juízo de valor
21:59e não tem certo ou errado
22:00é uma mera decisão
22:02pessoal de cada um
22:02e capacidade
22:04de alocar
22:05o capital
22:05que foi poupado
22:06ou não
22:07é uma escolha
22:08pessoal
22:08é um perfil
22:09talvez
22:09de cada pessoa
22:11então tudo funciona
22:12de uma forma
22:13que elas se complementam
22:15quando nós entramos
22:16numa ineficiência
22:18da capacidade jurídica
22:21ou seja
22:21quando nós não sabemos
22:23a regra
22:24e no Brasil
22:24inclusive o passado
22:25pode ser alterado
22:27pense cada um de nós
22:29sem o juízo
22:30político aqui
22:31sem o espectro
22:32político
22:32de cada um
22:33você colocaria
22:34o capital
22:35em um local
22:35onde você não sabe
22:37o retorno
22:38desse capital
22:39ou até mesmo
22:39as regras
22:40que pressupõem
22:42essa alocação
22:43muitas vezes
22:44o capital
22:44ele aceita
22:45ou melhor
22:45sempre o capital
22:46aceita risco
22:47ele que não aceita
22:48é a falta de regra
22:50como é que eu vou
22:51colocar o capital
22:51num lugar
22:51se eu não sei
22:52se eu vou poder
22:52tirar de volta
22:53se eu não sei
22:54se eu terei que pagar
22:55impostos
22:56retroativos
22:57porque a regra
22:58mudou
22:58tudo isso
22:59dificulta
23:00a tomada
23:01de decisão
23:01de investimentos
23:02e a gente
23:03manda
23:03a gente manda
23:05esse capital
23:05embora
23:05a frase
23:06de uma das herdeiras
23:08da Lupo
23:09que foi embora
23:09do Brasil
23:10depois de 103 anos
23:11eu achei ela
23:12brilhante
23:12brilhante
23:13seu ponto de vista
23:14de análise dela
23:15ela falou
23:15eu não fui embora
23:16do Brasil
23:16o Brasil me expulsou
23:18e significa
23:19que ela ficou
23:19103 anos
23:21no Brasil
23:21ela passou
23:22por ditadura
23:23do Vargas
23:23por Estado Novo
23:24por governo
23:25pré-regime militar
23:26com todo aquele problema
23:27estão mais próximos
23:29ao comunista
23:30ou não estão
23:30depois regime militar
23:32hiperinflação
23:33no final dos anos 70
23:34hiperinflação
23:35dos anos 80
23:36com fisco de poupança
23:37maxi desvalorização
23:39de 99
23:39governo do Lula 1
23:42Lula 2
23:42Dilma
23:43o impeachment
23:44greve dos caminhoneiros
23:45e chega agora
23:46e ela fala
23:46não consigo mais produzir
23:48com a quantidade de impostos
23:49que nós temos
23:50e não acho
23:50mão de obra
23:51ou seja
23:52o Brasil expulsa
23:53aqueles que geram emprego
23:55e trazem
23:57obviamente
23:57uma capacidade melhor
23:59para as pessoas
24:00e trazer uma base
24:01produtiva para o país
24:02se a gente continuar
24:03dessa forma
24:04a gente vai continuar
24:04sendo um país
24:05hostil
24:06a empreender
24:07e hostil
24:07ao capital
24:08e aí
24:08a gente sabe
24:09qual é o destino
24:10desse país
24:11
24:11e aí
24:15e aí
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