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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou profunda irritação com a forma como a Polícia Federal conduziu as investigações que atingiram o ministro Dias Toffoli.

Em conversas com aliados no Palácio do Planalto, Lula desaprovou o que chamou de "investigação à revelia", ecoando as críticas de ministros do STF que classificaram o relatório da PF como um "lixo jurídico". O presidente avalia que a corporação ultrapassou os limites institucionais ao investigar um magistrado da Suprema Corte sem a devida autorização judicial prévia, o que, na visão do governo, coloca em risco a estabilidade entre os Poderes.

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Transcrição
00:00...ou surpreso com a atuação da Polícia Federal na condução das investigações que acabaram causando essa crise no STF.
00:07O que mais o presidente demonstrou um ponto que o desagradou, a manifestação do presidente em relação a isso, André?
00:18Pois é, Tiago, foi basicamente uma surpresa da parte de Lula o fato de a Polícia Federal ter investigado o
00:26ministro Dias Toffoli
00:27sem autorização do Supremo Tribunal Federal, a partir daquelas mensagens que foram encontradas no celular de Daniel Vorcaro, dono do
00:35Banco Master.
00:36Em conversas reservadas, Lula avaliou que a Polícia Federal não deveria ter cruzado informações,
00:43mas sim feito um relatório apenas informativo sobre o conteúdo encontrado no celular.
00:50A avaliação é de que o diretor-geral da Polícia Federal, André Passos Rodrigues,
00:54deveria ter primeiro submetido o material da investigação à Procuradoria-Geral da República
01:00e não ter levado esse relatório diretamente ao presidente da Suprema Corte, o ministro Edson Fachin, como acabou sendo feito.
01:08Essas informações são do portal Metrópolis, que destaca ainda que, embora tenha discordado desse método da Polícia Federal,
01:17o presidente Lula concordou que o melhor caminho para Toffoli era deixar a relatoria do caso.
01:23Até o momento, Lula não se manifestou publicamente sobre essa troca no STF.
01:28Tiago.
01:29Isso, André Nelly, com os bastidores, as últimas informações.
01:32Deixa eu chamar a Dora Kramer.
01:34Claro que isso é bastidor, não é, Dora.
01:35É muita gente que fala, ouve, mas de qualquer forma,
01:39o presidente Lula deveria entrar publicamente, se manifestar publicamente em relação a isso?
01:45Tem que esperar, porque o governo precisa acompanhar o que está efetivamente acontecendo.
01:51É como você falou, Tiago, isso é bastidor.
01:55Ele não se manifestou publicamente, porque ele não pode, a Polícia Federal é independente.
02:02Ela não é adequada, uma manifestação pública, coisa que o presidente não fez.
02:10De qualquer maneira, o Vilela é que sabe aí das formalidades.
02:14Eu não vou falar das formalidades, tá?
02:17Eu vou falar o seguinte, a Polícia Federal fez o trabalho dela, ora bolas.
02:22Porque se não fosse o povo que a gente sabe, se deve à Polícia Federal.
02:27E se ficar nessa toada de condenar a Polícia Federal,
02:30daqui a pouco vai se culpar, vai se dizer que a culpa é do investigador,
02:35e não dos investigados.
02:37Esse filme a gente já viu e sabe quem é que morre no final.
02:42É a punição dos culpados.
02:46Vamos saber das formalidades com o Cristiano Vilela.
02:48Diga, Vilela.
02:50Zé, eu vejo dois pontos aqui que eu queria salientar.
02:53O primeiro é que o governo tem feito ali uma certa propaganda da Polícia Federal
02:58em algumas operações, especialmente operações que envolvem crime organizado e tudo mais.
03:03Mas olha, no governo Lula, a Polícia Federal vai desbaratar a quadrilha disso,
03:08vai, vai, acaba pegando quem tá no andar de cima, aquela conversa toda.
03:12E agora me parece absolutamente inadequado, vai na contramão,
03:17que quando as investigações acabam chegando numa autoridade,
03:21o presidente da República vem e desaprova essa questão.
03:23Então é algo que realmente chama muito a atenção e de uma forma negativa, né?
03:27O que é bom se aproveita, o que é ruim se critica.
03:31E aí não vejo que não é o caso.
03:32Do ponto de vista formal, o trabalho foi feito pela Polícia Federal,
03:37pelo menos ao que consta até esse momento,
03:39não é um trabalho de investigação do ministro.
03:42Foi apurado, segundo as informações que vieram a público,
03:46foi apurado que na transcrição de conversas aparecem menções,
03:51algumas menções ao ministro do Supremo Tribunal Federal,
03:56que não é réu, não é investigado, não existe nenhum direcionamento ainda nesse sentido.
04:02Então é importante ter muito cuidado.
04:04Caso ele não fosse relator desse caso, seguramente a situação,
04:09ela não seria talvez tão gravosa, a pressão não seria tão grande como ela aqui esteve.
04:15Agora, o fato é que em ele sendo relator,
04:18é algo que realmente não cabe ele ser relator de um processo
04:21e ser citado nessas investigações.
04:24Falando também sobre bastidores,
04:26os bastidores indicam que o presidente Lula estaria também descontente
04:31com essa posição ou posicionamento do ministro Dias Toffoli.
04:36Aí voltaram atrás sobre quando ele foi indicado pelo próprio presidente Lula.
04:41Aí tem todo o histórico, né?
04:44Tem, e também tem as desavenças, que foi indicado pelo presidente Lula,
04:48porque ele era AGU no governo Lula,
04:51e depois teve aquelas decisões durante a prisão do presidente,
04:56do então ex-presidente Lula,
04:58sobre a ida ao enterro do irmão.
05:02Enfim, ficou ali, em tentativas do Toffoli de se reaproximar,
05:06enfim, ficou uma situação esquisita.
05:08Mas o que se sabe realmente do bastidor
05:11é que o presidente, mais de uma vez,
05:13inclusive em um jantar recente com o ministro do Supremo,
05:17manifestou essa posição.
05:19E vamos e venhamos, é a posição geral.
05:22Tanto é que resultou, insisto,
05:25na decisão de um afastamento,
05:28que não foi uma decisão de vontade própria,
05:30foi uma decisão imposta pela necessidade do colegiado.
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