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O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou alta de 0,33% em janeiro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, acumulou uma alta de 4,44% nos últimos doze meses. Alan Ghani, Lucas Mehero e Thulio Nassa analisaram.

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Transcrição
00:00E o IPCA registrou 0,33% em janeiro com impacto de alimentos.
00:05O Alan Gani vai trazer informações pra gente.
00:08Teve também queda no preço de passagens aéreas, Gani?
00:10Olha, basicamente não foi bem alimentos.
00:13O que pegou pra valer foi o grupo transportes.
00:16Aumento da gasolina, aumento do etanol e principalmente ônibus urbano.
00:22Houve também aumento de plano de saúde.
00:25A inflação de janeiro foi de 0,33%.
00:30Um pouquinho, ligeiramente acima das expectativas de mercado, foram de 0,32%.
00:35Agora, olha que interessante, né?
00:37Foi a mesma inflação de dezembro de 2025.
00:39Então, continua com o ritmo de alta.
00:42Lembrando que subiu 0,33% em dezembro, Evandro, e sobe mais 0,33% em janeiro.
00:48No ano, evidentemente, que a gente só tem um mês, acumula 0,33% de alta.
00:52Exatamente, alta sobre alta.
00:54Agora, olha, em janeiro de 2025, a inflação começou mais suave.
00:59Começou com uma alta de 0,16%.
01:02Então, na largada, neste ano, a gente começa com mais inflação.
01:07Mas foi, sobretudo, localizada no aumento do preço da gasolina e do etanol
01:12por conta do aumento do ICMS e também de aumento do ônibus em várias capitais brasileiras.
01:18São Paulo, Fortaleza, enfim, entre outras.
01:21Então, com isso, acabou puxando a inflação para cima.
01:24Agora, no acumulado de 12 meses, a gente tem 4,44%.
01:28Isso aqui está bem próximo do teto da meta, né?
01:30Exatamente, né?
01:31Então, estamos ali no limite, né?
01:33Então, veja que a inflação não está completamente domada.
01:37Por quê?
01:37Porque a meta, para falar a verdade, ela é 3%, como você bem colocou.
01:42O teto é 4,5%.
01:44Interessante é caminhar para esses 3%, né?
01:49A projeção do Focus, que a gente deu, sempre dá aqui na segunda-feira, demos ontem,
01:54está em 3,97%.
01:58Então, o pessoal está acreditando aí numa desaceleração inflacionária até o final do ano.
02:03Difícil, viu, Evandro?
02:04Em ano de eleição, o pessoal gasta bastante e acaba pegando na inflação.
02:08Exatamente, Alan Gani.
02:09Inclusive, eu quero aproveitar e avançar um pouquinho mais nesse tema que o Gani contou
02:12aqui para a gente, com os nossos comentaristas, Lucas Merreiro e também Túlio Nassa.
02:17O Gani encerrou da melhor maneira possível, que é deixando claro que 2026 é um ano de
02:22aumento de gastos, Túlio.
02:24E você entende que o governo tem tomado medidas políticas para, digamos, que ele não possa
02:31ficar criticando tanto a taxa básica de juros da maneira como ele faz ultimamente?
02:38Com certeza não, Evandro.
02:40Tem um jargão médico que diz que a diferença do veneno e do remédio é a dose.
02:45E é exatamente isso que tem que ser levado em consideração nesse jogo da economia.
02:49É a dose certa.
02:50Por quê?
02:51Porque se a inflação não estiver controlada, e o Gani está mostrando aí números preocupantes
02:56nesses últimos dois meses por conta do aumento do ônibus, por conta do aumento de combustíveis
03:01e também de ano eleitoral, então se não houver um controle da inflação, se ela não
03:05baixar efetivamente, não é possível reduzir a taxa de juros.
03:08Porque se houver essa irresponsabilidade do Banco Central, hoje, aparentemente, a economia
03:14está controlada, ela se descontrola rapidamente.
03:17Isso é fruto de uma política keynesianista.
03:19John Mayer Keynes, um economista, dizia que o governo precisava soltar dinheiro na economia,
03:26liberar dinheiro e isso faria a roda da economia girar.
03:29O que fez, na verdade, na história da economia, foi causar inflação.
03:32É isso que aconteceu com Venezuela, com Argentina, isso que aconteceu com o Brasil na época do
03:37programa de aceleração de crescimento.
03:39Quem não lembra do famoso PAC, que soltava dinheiro, liberava crédito sem responsabilidade?
03:45Num primeiro momento, a economia parece que vai bem, mas depois ela vai mal.
03:49Então é preciso equilíbrio e responsabilidade para que a gente possa reduzir com consistência
03:55a taxa de juros.
03:56Só reforçando aqui, são os combustíveis que acabaram puxando essa alta, portanto, do IPCA,
04:02que teve um crescimento, um acréscimo de 0,33%.
04:05E é um resultado do presente.
04:08A gente está falando agora de fevereiro de 2026, mas, Merreiro, quem for governar o país
04:14a partir de 2027 vai ter que pegar essa bucha para resolver.
04:19Porque além da inflação subindo mês após mês, quando a gente olha a tendência consolidada,
04:25nós também temos o fator da dívida pública, que alcança quase 90% do PIB.
04:30Então o próximo governante vai poder falar de herança maldita, ou se for aí uma sucessão,
04:36uma continuidade do governo Lula, vai precisar encontrar um caminho para consertar o que está
04:40fazendo no presente, né?
04:42É, essa sempre vai ser a desculpa do governo Lula, né, coitado.
04:46É sempre uma herança maldita que impede que os governos petistas obtenham um certo êxito
04:52na economia, né?
04:53Veja, o aumento da inflação vai ficar uma coisa impossível de você controlar na medida
05:02que o governo aumenta e aumenta os gastos, como o Túlio bem colocou aqui.
05:07E a gente sabe que em ano eleitoral, não só o PT, outros presidentes já fizeram isso
05:12também, né?
05:12O próprio Jair Bolsonaro tentou fazer a mesma estratégia, que eu julgo criminosa, inclusive,
05:18né?
05:18Que é você o quê?
05:19Aumentar benefício em ano eleitoral, aumentar auxílio.
05:23O Lula já falou, vai injetar, ou está injetando já, 88 bilhões de reais na economia.
05:29Então a gente vai ver essa... a aceleração da inflação vai diminuir num momento inicial.
05:36Só que essa conta vai chegar lá na frente.
05:38A partir de 2027, toda essa bolha que a gente está formando aqui, ela vai estourar, vai ficar
05:44totalmente insustentável.
05:45Ainda mais insustentável do que já está.
05:47Como você bem lembrou, Beatriz, a gente está com déficit recorde.
05:51Desde 2014, a gente não vê o Brasil com déficit tão gigantesco assim.
05:55Naquela época, foi o que levou as pessoas às ruas e retiraram a presidente do poder
06:00na época, a Dilma Rousseff, né?
06:03Infelizmente, não é o que está acontecendo agora.
06:05A gente vê uma população que está mais anestesiada, que por mais que fique indignada
06:10de certa forma, não vê meios de ação suficientes para tentar derrubar um presidente do poder.
06:16Não vê isso como uma verdadeira possibilidade.
06:19Mas, enfim, é fato que essa bolha vai estourar.
06:23O governo não tem resposta para como resolver os problemas econômicos do Brasil.
06:27A única resposta que eles oferecem é injetar mais dinheiro e aumentar imposto.
06:32O governo Lula, por meio do seu ministro da Fazenda, Fernando Haddad, notoriamente conhecidos
06:37por aumentar impostos.
06:39E veja só, mesmo aumentando imposto, o déficit continua desse tamanho.
06:43É uma panela de pressão que eu tenho medo de ver o que vem aí pela frente.
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