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Um país que ajuda. O Brasil se destaca mundialmente pela cultura de doação e pelo forte senso de comunidade. Nesta edição, o Documento Jovem Pan revela os números da solidariedade em 2024: foram R$ 300 milhões doados por pessoas físicas para saúde e educação. Entenda como essa rede de apoio transforma vidas.

Assista à íntegra: https://youtu.be/WAjZY1TLSoI

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00:00Transcrição e Legendas Pedro Negri
00:05Transcrição e Legendas Pedro Negri
00:10Transcrição e Legendas Pedro Negri
00:15Transcrição e Legendas Pedro Negri
00:20Transcrição e Legendas Pedro Negri
00:25Transcrição e Legendas Pedro Negri
00:30Transcrição e Legendas Pedro Negri
00:35Transcrição e Legendas Pedro Negri
00:40Transcrição e Legendas Pedro Negri
00:45Transcrição e Legendas Pedro Negri
00:50Transcrição e Legendas Pedro Negri
00:55E 300 milhões de reais.
00:57E se transformaram em ações na saúde, educação e saúde.
01:00Educação e assistência social.
01:02Acompanhe no documento Jovem Pan de hoje.
01:05Como a solidariedade é uma ferramenta poderosa de transformação no nosso país.
01:10A primeira coisa que a gente tem que lembrar é que...
01:15O doador, ele é...
01:18A gente tem que pensar, sabe assim, quando?
01:20Se fizer uma analogia, igual, você conhece alguém hoje.
01:24Hoje você está se...
01:25Então você olhou pelo sonho do ar para o reis.
01:28Então você tem o sonho que se relaciona...
01:30Você fala, nossa, aquela pessoa é interessante, bom.
01:32Aí você sai uma vez.
01:35Primeira doação.
01:36Você até colocou ela na recorrência, né?
01:39Agora...
01:40Para esse relacionamento ficar firme e duradouro, né?
01:43Virar um casamento...
01:45Aí completar, né?
01:47Bondas de prata, bondas de ouro, etc.
01:50Eu brinco aqui, no meu trabalho a gente fala, quando a gente vai pedir uma doação,
01:53a gente fala que a gente quer que a pessoa doe até 98 anos.
01:55Que a pessoa doe até 98 anos de idade, né?
01:56Então...
01:57Porque essa é a ideia, né?
01:58Do longo prazo.
01:59Mas para que...
02:00Que isso aconteça, certo?
02:02Você tem que...
02:04Você não vai ter que cuidar...
02:05Cuidar desse relacionamento.
02:06Você não vai ter que olhar para essa pessoa, né?
02:10E fazer essa troca, né?
02:12Você vai ter que entregar valor para ela.
02:15Porque se você...
02:16A partir do momento que ela se desencanta com você, o que acontece?
02:20Você vai arrumar outro e vai melhorar, né?
02:23Então, com um doador é a mesma coisa.
02:25A gente tem que pensar, o que que fez esse doador fazer essa primeira doação?
02:30O que que encantou ele?
02:32Como é que eu mantenho essa pessoa encantada?
02:33O que que esse doador...
02:35O que o doador espera, né?
02:36Da minha organização, da minha causa?
02:39Como é que eu me conecto?
02:40Com ele, né?
02:41Então, como é que essa conversa vai acontecer?
02:44O que que...
02:45O que eu tenho que entregar para ele?
02:46Então, não é tão simples assim.
02:49Você convidou o doador...
02:50Ele começou a doar mensalmente.
02:52Você deixa ele ali e fala muito obrigado e tá tudo bem.
02:55Entendeu?
02:55Você tem que desenvolver esse relacionamento.
02:58Você tem que pensar...
03:00No doador, quando você vai fazer essa comunicação, você tem que saber...
03:05Você tem que buscar quais são as histórias que se conectam com esse doador ou com essa doadora, né?
03:10Ele é um trabalho intenso de dia a dia e que você nunca vai...
03:15E ele tem que ser muito bem feito para que a pessoa continue...
03:20E o ideal não é só que ela continue, é que ela continue e convide as amigas e o...
03:25Os amigos para se juntarem a ela, né?
03:27Então, que elas virem embaixadores da sua causa.
03:30Da sua organização.
03:32Então, ele é um processo, né?
03:35Tchau, tchau, tchau.
03:40Eu falo assim, eu não conheço ninguém que acordou hoje e falou, hoje eu vou doar.
03:45Você conhece alguém?
03:46Eu não conheço ninguém.
03:48Gordei hoje e falei, hoje eu vou doar.
03:50Só tem um momento onde a pessoa acorda e pensa isso.
03:55É quando acontece uma emergência, porque você está sendo impactado em tantos lugares...
04:00Então, mesmo que você não receba um pedido de doação, você está vendo...
04:05Toda tragédia, né?
04:07Em vários lugares.
04:08Então, a gente pode falar das enchentes, né?
04:10O Rio Grande do Sul, a gente pode ter remoto de tsunami...
04:15Você vê a tragédia, você sente, você olha e fala assim...
04:18Eu não queria passar por isso.
04:20Tem pessoas passando por isso e você se relaciona dessa forma e aí você ativamente...
04:25Busca algum lugar para você doar, né?
04:28Então, você pode ser impactado e responder...
04:30Ou você mesmo busca.
04:31É a única hora que você, de verdade...
04:35Você tem um grande número de pessoas que vão atrás, né?
04:38Para poder ajudar.
04:40E na pesquisa do ITS mostra que 60% das mais...
04:4560% das pessoas que doaram na emergência, elas tinham interesse em continuar doando para a organização.
04:50Agora, para que isso aconteça, a organização tem que estar preparada...
04:55Para fazer essa oferta, né?
04:58De continuidade.
05:00De mostrar como é que o recurso foi utilizado...
05:03Porque...
05:04Se a gente...
05:05For analisar...
05:06As pessoas voam pela emoção, né?
05:09Então, você se conecta...
05:10Emocionalmente.
05:11E você vai precisar continuar conectada emocionalmente.
05:15Mas a garantia da continuidade real...
05:18Você tem que olhar o impacto.
05:20O resultado, né?
05:21O que é que está acontecendo?
05:22É...
05:23A transparência...
05:24O que é que está acontecendo?
05:25É...
05:25A transparência, né?
05:26Ver que o seu dinheiro está sendo...
05:27O recurso que você doou.
05:28Está sendo bem...
05:29Ver...
05:30O que é que tem investido?
05:31Que tem resultado?
05:32Então, você tem que juntar todos esses fatores.
05:35Para que a pessoa continue...
05:37Engajada, né?
05:38Com a causa...
05:39Que ela continue...
05:40Doando.
05:41E que ela continue...
05:42Tendo orgulho de fazer parte...
05:44Da...
05:45Daquele movimento.
05:46O...
05:47O...
05:48O...
05:49O...
05:50O cenário da doação no Brasil está em plena transformação.
05:54Embora o brasileiro...
05:55Seja reconhecidamente solidário...
05:58E movido pela empatia...
06:00Imediata...
06:01Um amadurecimento no comportamento de quem doa...
06:04Pode ser...
06:05Observado.
06:06É o que aponta a CEO do Instituto para o Desenvolvimento...
06:10Do Investimento Social.
06:12Paula Fabiani.
06:14O brasileiro...
06:15Ele...
06:16Ele...
06:17Ele...
06:18Ele é solidário, né?
06:19Mas ele ainda...
06:20É...
06:20Ele é mais emotivo na sua doação.
06:22Então ele doa numa emergência...
06:24Ele doa para...
06:25Ali...
06:25Eliviar um sofrimento...
06:26Mas a gente já vê avanços...
06:29No comportamento de quem do distance...
06:30do brasileiro no sentido de ser um pouco mais estratégico e procurar melhor.
06:35Escolher as suas causas e escolher informações sobre as organizações.
06:40Então, nas quatro pesquisas que a gente tem, a gente vê uma evolução.
06:45Com a maioria dos doadores afirmando escolher com cuidado as causas e as organizações.
06:50Aí, acima de 80% desses doadores preocupados.
06:55Um outro dado que preocupa é que 49% já deixaram de doar.
07:00Então, mostra aí o papel da mídia.
07:05E o papel dos meios de comunicação.
07:10Com impactos, muitas vezes, até negativos em relação à prática de doar.
07:15Mas, a gente vê também que ainda temos um espaço...
07:20...para aumentar o engajamento do brasileiro na doação...
07:25...porque as organizações, elas precisam de dinheiro todo mês.
07:28Elas precisam de dinheiro recorrente.
07:30Principalmente aquelas que atuam de forma contínua.
07:35Não estou falando tanto das emergências.
07:38Mas, a gente tem menos...
07:40...mais de metade da população, 49, que tem o hábito de doar para as mesmas instituições todos os anos.
07:45E esse número caiu.
07:47Em 2015, era 69%.
07:49E aí...
07:50E a gente espera até com o PIX recorrente, que agora é possível, né?
07:54De você poder cadastrar...
07:55...o PIX de forma recorrente, e em 2024 isso não era possível, que...
08:00...a gente possa também aumentar essa fidelização do brasileiro com algumas organizações.
08:05...que acho que essa recorrência da doação é muito importante para a manutenção...
08:10...das organizações e também para você ter uma cultura de doação realmente efetiva.
08:15E aí...
08:20E aí...
08:25O World Giving Report de 2025, que é um...
08:30...estudo publicado pela Charity Aid Foundation, esqueci de falar que o ITS representa, né?
08:34A...
08:35...a Charity Aid Foundation, por isso que a gente divulga esse relatório, ele mostrou...
08:40Então, o Brasil, ele está ali entre, né, numa posição mediana em relação...
08:45...o mundo na prática da doação.
08:48Porém, o que ele...
08:50O que ele mostra também é que, vamos dizer, em termos de percentual da renda...
08:55...a gente, se a gente olhar para países europeus, o Brasil está melhor...
08:58...mas aí, em relação a países...
09:00...africanos, a gente está pior, né?
09:03E estamos ali pertinho.
09:05Em relação à renda, em relação aos Estados Unidos.
09:07Mas, quando a gente olha para o perfil dos melhores...
09:10...o Brasil tem o número 25 no ranking de milionários, ou seja, é o...
09:15...o 15º país com o maior milionário no mundo.
09:18E quanto que esses milionários...
09:20...a gente vê uma diferença, né?
09:22Quanto nos Estados Unidos, a prática da filantropologia...
09:25...a prática da doação é algo muito comum entre os mais privilegiados...
09:30...esses muitos recursos, aqui no Brasil a gente não tem essa cultura tão desenvolvida.
09:35...nas famílias de alto patrimônio.
09:37Eu acho que aí tem um espaço para a gente trabalhar.
09:40E tem aí questões culturais, né?
09:43Países de angustiação, eles...
09:45...em essa visão, né?
09:46...muito positiva da filantropia e é cobrado, né?
09:49Quem ganha...
09:50...quem tem muito, quem tem muito, ele tem que devolver para a sociedade.
09:55A Associação Médicos do Mundo, fundada há mais de uma década...
10:00...é uma iniciativa filantrópica privada com o objetivo...
10:05...de promover o atendimento de saúde às pessoas e aos animais.
10:10...em situação de vulnerabilidade social, conforme relata o...
10:15...veterinário e voluntário da Médicos do Mundo, André de Geroni.
10:20Nós fazemos uma vez por mês, é o nosso principal...
10:25...trabalho, a gente vai até o centro de São Paulo e...
10:30...multa como se fossem hospitais e escolas, tanto um hospital humano...
10:33...quanto um hospital veterinário.
10:35...e fazemos o atendimento dos vulneráveis.
10:40Com isso, a gente...
10:43...a pessoa passa por...
10:45...um atendimento, passa por uma triagem com os alunos da enfermagem...
10:50...que são tutorados pelos profissionais já formados.
10:54Com isso, eles...
10:55...são encaminhados para várias áreas que a gente tem também nessa ação.
10:58Pode ser para o...
11:00...médico, para fazer curativo, para fazer testes...
11:04...a gente trabalha com...
11:05...com testes rápidos de hepatite, covid, beta-ACG...
11:10...para ver se a pessoa está grávida, entre diversos...
11:15...também atendimento com fisioterapeutas, biomédicos...
11:20...então assim, toda área que quando a gente consegue ir para a ação...
11:22...a gente procura levar para esse...
11:24...para esse atendimento.
11:25...quando...
11:30...que são procedimentos que não são possíveis de serem feitos na rua...
11:34...nós encaminhamos...
11:35...para o sistema público, né...
11:37...é...
11:38...já vai...
11:39...já...
11:40...pré...
11:40...entriado, né...
11:41...com esse primeiro atendimento...
11:43...e dependendo da nossa...
11:45...da nossa filial, né...
11:46...a gente está em sete cidades aqui no Brasil...
11:49...é...
11:50...é...
11:50...que a gente tem parcerias com a própria prefeitura...
11:52...e ele já entra direto nesse...
11:54...nesse atendimento...
11:55...se disser de alguma coisa mais específica...
11:57...para cirurgia...
11:58...uma medicação que nós não tenhamos...
12:00...na hora...
12:01...então assim...
12:02...tem muitos que a gente faz o atendimento...
12:04...as vezes...
12:05...até...
12:06...controle aí de...
12:07...de doenças...
12:09...acompanhamos...
12:10...até...
12:13...de...
12:15...a genteグenta...
12:16então elas já
12:17o pessoal já sabe, já conhece como é que
12:20funciona a
12:21ação, às vezes a gente chega lá
12:23já tem até a fila feita
12:26ação
12:28ação
12:31a gente recebe
12:35principalmente são pessoas físicas
12:38que fazem doação
12:40às vezes a gente consegue alguma doação
12:42de alguma empresa da área de saúde, farmacêutica
12:46mas são bem pontuais
12:48então a gente está sempre precisando
12:50correr atrás
12:50dessa ajuda
12:54ela é bem
12:55flutuante
12:56por isso que assim
12:57nas nossas ações
12:58eu não consigo sempre
12:58dar uma certeza
13:00do que a gente vai
13:00ter nela
13:01a gente costuma
13:02ter a maior parte
13:03mas
13:04ela não é
13:05não é 100% constante
13:10hoje a gente
13:13tem assim
13:14a assumir prefeitura
13:15em São Paulo
13:16consegue
13:17liberar a gente
13:18para fazer
13:19essas
13:20essas
13:20essas ações
13:21mas assim
13:22é uma estrutura
13:23de uma empresa mesmo
13:24a gente está sempre
13:25correndo atrás
13:25de
13:25pessoas
13:26para fazer
13:26toda a parte fiscal
13:28a gente precisa ter
13:29precisa ter gente
13:30para os trabalhos
13:31os voluntários
13:32também
13:33a gente
13:33cortou mais
13:35a gente tiver
13:35melhor a gente
13:36consegue fazer
13:37esse trabalho
13:38tanto profissionais
13:39quanto os estudantes
13:40a ajuda financeira
13:43também
13:43que a gente precisa
13:44é
13:45algumas
13:46a gente precisa
13:47ter uma ambulância
13:48presente
13:49a gente precisa
13:50ter
13:50ajuda
13:52para a segurança
13:53então
13:53às vezes
13:54a gente
13:54tem alguns serviços
13:55que são
13:55que são pagos
13:57e a quantidade
13:58de pessoas aí
13:59animais
13:59em situação de rua
14:00eles mesmos
14:02é um volume
14:04muito grande
14:04
14:05é
14:05a gente brinca
14:06que o ideal
14:07seria a gente
14:07não ser necessário
14:08que daí
14:09a gente
14:09não teria o problema
14:10esse que é o
14:12principal ponto
14:13da
14:14é acabar com o problema
14:16porque a gente
14:17sabe que não vai
14:17mas a gente
14:18tenta
14:18atenuar
14:19o máximo
14:20ajudando um
14:22indivíduo
14:23
14:23
14:24
14:24
14:24
14:24
14:24
14:24
14:24faz parte
14:24
14:25do que a gente
14:26corre atrás
14:27de
14:29a
14:29a
14:29a
14:30a
14:30a
14:31a
14:32Em época de pandemia,
14:37o nosso atendimento no domingo das mais ou menos 10 horas da manhã.
14:42Até às 14 horas da tarde, a gente chegou a fazer 400.
14:47Hoje, a gente gira em torno de 60 a 80 atendimentos...
14:52...por ação.
14:55Na Caravolândia, que a gente faz...
14:57...também alguns sábados aí, uma vez por mês também.
15:01Também por volta...
15:02...disso, por volta de 60, 70 atendimentos, dependendo do...
15:07...do mês.
15:08Como o atendimento é feito na rua, então a gente depende muito, inclusive até...
15:12...do tempo, então dá uma variada boa.
15:17A cultura...
15:22...da solidariedade em alguns clubes de São Paulo é um pilar fundamental...
15:27...que transforma essas instituições de simples espaços de lazer...
15:32...em verdadeiros centros de impacto social.
15:35É o que relata a...
15:37...diretora de desenvolvimento social do Clube Atlético Paulistano, Cris...
15:42...a Chave do Coração é uma...
15:47...iniciativa que existe há 12 anos, quem criou foi uma senhora chamada Terezinha...
15:52...Policastro, ela já faleceu, e é uma iniciativa...
15:57...incrível que hoje é formada por 67 sócias voluntárias.
16:01A maioria são...
16:02...e o que elas fazem?
16:04Elas trabalham muito.
16:06Elas trabalham muito.
16:07E eu acho que, em resumo, elas transformam o amor e a criatividade...
16:12...em eventos e ações para ajudar quem mais precisa.
16:17Em resumo, elas têm uma agenda extensa...
16:22...que eu vou contar algumas ações durante o ano...
16:24...que com a arrecadação de todos os eventos...
16:27...que elas fazem, 100% é revertido em projetos sociais.
16:31100% do valor...
16:32...do dinheiro arrecadado, tá?
16:34Então, elas se reúnem toda segunda-feira...
16:37...elas têm uma pauta, têm uma ata, elas são divididas por...
16:42...pastas de trabalho, então cada uma lidera uma ação...
16:45...e aí elas formam a sua equipe.
16:47Com o falecimento da Terezinha, a Gilda Páscoa...
16:50... hoje é a coordenadora da Chave do Coração...
16:52...e a Adriana Dalsim é a vice-coordenadora.
16:55Além delas duas, eu tenho a Liz...
16:57...sete e a Ana no financeiro, que eu mantenho contato...
17:00...com esse núcleo, né?
17:02...como se fosse uma empresa mesmo, né?
17:04Porque 67 é difícil, né?
17:06Então...
17:07...através delas, a gente tem reuniões frequentes...
17:09...para ir tratando dos projetos.
17:11O público...
17:12...elas ajudam principalmente os idosos, mas também tem...
17:15...crianças, também tem adolescentes...
17:17...e pessoas em situações de mais vulnerabilidade, tá?
17:21Então...
17:22...eu vou dar alguns exemplos de ações.
17:24Mas antes disso, o que eu chamo de projetos sociais?
17:27...a gente tem ações, que a gente trabalha tanto o assistencialismo...
17:30...como a filantropia, né?
17:32Então o assistencialismo é aquela ajuda mais imediata...
17:35...que é a comida, produto de limpeza...
17:37...produto de higiene, as cestas básicas, que é muito importante.
17:41Mas na final...
17:42...a filantropia, ela vai além.
17:43Ela trabalha o desenvolvimento sustentável daquela instituição...
17:47...ou daquela pessoa que a gente quer trabalhar.
17:49Então são projetos mais estruturados, tá?
17:52Então...
17:53...da onde que vem a verba?
17:55Vou trazer alguns exemplos.
17:57Elas fazem evento de tranca.
17:59Então, quando você faz um evento de tranca, você cobra...
18:02...entereço.
18:03Então, para jogar, você tem que pagar.
18:05Tem um projeto enorme...
18:07...que elas fazem de desfile, que chama Desfilando Corações.
18:10O que que é isso?
18:11A gente chama marcas...
18:12...elas marcas, elas pagam para participar do desfile.
18:15Elas colocam as roupas delas.
18:17São dez looks na passarela de cada marca que participa.
18:20E as pessoas compram...
18:22...o ingresso para ver um desfile, que é um desfile realmente muito sério, né?
18:25E toda verba...
18:27...tanto dos ingressos, como das marcas que pagaram para estar ali...
18:30...é 100% revertido por...
18:32...desprojetos sociais.
18:34Além da chave do coração, a diretoria de...
18:37...desenvolvimento social do Clube Paulistano tem outra área que trabalha em...
18:42...prol de projetos sociais.
18:44Ela é chamada de Cap do Bem, que nasceu ao...
18:47...á 11 anos, com sócios que doavam sopas nas ruas.
18:52Então, vou tentar citar alguns projetos principais.
18:57A gente doou um parquinho enorme de madeira, aqueles parquinhos...
19:02...o ar livre, por uma instituição de contraturno da prefeitura.
19:06Então...
19:07...as crianças vão para a escola e no contraturno elas estudam nesse local.
19:10E não tinha nada muito de...
19:12...divertido para elas.
19:13Então, uma das doações foi essa.
19:15A outra coisa que a gente doou para uma outra instituição...
19:17...também, que vai no contraturno escolar.
19:19Uma biblioteca.
19:20Uma biblioteca.
19:22Um dos projetos que me emocionou muito, que a gente fez recentemente, foi um...
19:27Um projeto que se chama Mochilas Eletrodependentes. O que é isso?
19:30Tem crianças que dependem de uma tomada...
19:32Uma tomada para viver. Então, eletrodependente, depende de eletricidade.
19:37Elas dependem de uma tomada, especificamente desse grupo, porque elas têm ou alguma deficiência...
19:42Alguma questão no intestino. Elas estão sem o intestino, então elas não comem.
19:46Então, elas...
19:47A gente tem que ter uma alimentação parenteral, que a gente chama.
19:50Então, a maioria fica...
19:52De 16 a 18 horas, numa bomba.
19:54Então, elas estão em hospital ou elas estão em home.
19:57E a Aline, que é uma amiga minha maravilhosa, tem um filho nessa coincidência.
20:02E ela não aceitou que isso aconteça com o filho dela.
20:06Então, ela...
20:07E o marido primeiro fizeram um protótipo de uma mochila, que funcionava como uma bateria para o filho da...
20:12E ela saiu de casa.
20:13E foi, assim, uma descoberta enorme.
20:14E aí, claro, sempre aparecem os anjos da guarda.
20:17Então, ela conseguiu que patenteassem e que fizessem todos os protótipos.
20:22E hoje, essa mochila tem certificações internacionais.
20:25E ela fabrica essas mochilas.
20:27De acordo com a necessidade da criança.
20:32E esse é um prato muito bonito, porque, veja, ela é sobre...
20:37E aí, você traz vida para essas crianças.
20:42A gente chamou.
20:46Eu disse que eu queria 10 crianças.
20:47Então, a gente escolheu 10 crianças, os 10 primeiros da lista do hospital...
20:52O Menino Jesus.
20:53Então, veio elas, as famílias, para o clube...
20:57A gente fez um momento, primeiro, umas brincadeirinhas, com o tio Panda maravilhosa de bichinho...
21:02Depois, uma contação de histórias lúdicas com música.
21:05E fizemos as entregas para as crianças.
21:07Então, assim, elas podem estudar essas crianças.
21:12Elas podem ir no teatro.
21:14Então, a gente beneficia não só essas crianças, mas a família inteira.
21:17E a sociedade a se mobilizar, porque os espaços...
21:22Os espaços vão ter que estar preparados para eles também.
21:23Porque agora eles também vão ocupar os espaços.
21:25Porque os espaços também são deles.
21:27A solidariedade moderna rompeu as barreiras geográficas.
21:32E encontrou no ambiente digital um terreno fértil para crescer.
21:37Atualmente, a cultura de ajudar o próximo não depende mais apenas...
21:42...de eventos presenciais.
21:44Ela acontece em tempo real, conectando...
21:47...causas a doadores por meio de plataformas de financiamento coletivo.
21:52É o que relata o fundador e CEO do Vaquinha, Luiz Felipe Guedes.
21:57O que os dados da plataforma mostram sobre os volumes de doação e o perfil das campanhas...
22:02...é que o brasileiro realmente é muito solidário.
22:05A gente tem um volume crescente de doações.
22:07E essas doações, elas estão concentradas.
22:10Boa parte delas acontecem.
22:12...para casos emergenciais.
22:15Então, quando acontece...
22:17...alguma coisa como foram as enchentes aqui no Rio Grande do Sul...
22:20...até o tornado agora no Paraná...
22:22...esses são momentos que mobilizam muito os brasileiros.
22:26A gente tem uma mobilização...
22:27...muito rápida e muito grande em torno dessas causas.
22:32O pessoal costuma ajudar bastante.
22:34E o que a gente vê também aqui dentro do Vaquinha são...
22:37...nos casos de saúde onde, principalmente, tem tratamentos muito longos.
22:41Tratamentos...
22:42...muito relevantes, onde o custo do medicamento e o do tratamento estão muito caros.
22:47E aí essas famílias precisam de ajuda das pessoas para conseguir arrecadar esse dinheiro.
22:52Esses são os dois que mais movimentam recursos.
22:55Apesar disso, eu acho que, de novo, a gente tem...
22:57...muitas causas aqui que acabam recebendo também, mas essas são as duas...
23:02...que são as principais.
23:07E eu acho que a tecnologia, hoje em dia, ela é fundamental para ajudar a pessoa a...
23:12...para ela poder estar mais próxima da causa dela, para poder acompanhar o que...
23:17...está acontecendo, até para olhar a prestação de contas ou o impacto que ela está propiciando...
23:22...com a doação dela, então eu acho que a tecnologia ajudou bastante nesse sentido.
23:25Fica muito rápido...
23:27...e fácil de doar e os próprios meios de pagamento, eles acabaram se sofisticando bastante, né, as plataformas...
23:32...de doação também, para permitir que a doação seja cada vez mais rápida...
23:37...que a experiência do usuário seja cada vez melhor e que o impacto disso chegue na ponta também.
23:42...de forma cada vez mais rápida e seja acompanhado pelo doador de forma muito constante.
23:47Eu acho que plataformas como o Vaquinha, eles ajudam...
23:52...dão a dar muita visibilidade e potencializar as...
23:57...arrecadações, né, antes as pessoas tinham que começar essas arrecadações...
24:00...com arrecadações quando elas precisavam...
24:02...de dinheiro, muito, ficavam muito restritas aos seus amigos e quem conhecia...
24:07...essas pessoas, né, eu acho que o...
24:09...o fato de ter uma plataforma como o Vaquinha no meio do caminho...
24:12...ele entrega uma certa reputação, uma certa segurança, transparência, credibilidade...
24:17...que a pessoa precisa para saber, puxa, mesmo eu não conhecendo quem está do outro lado, quem vai receber...
24:22...esse recurso, eu tenho um ente no meio do caminho que me garante que se alguma coisa...
24:27...der errado, se eu tiver qualquer desconfiança, eu tenho que recorrer e consigo...
24:32...de alguma forma corrigir esse erro, né, então isso acaba fazendo com que mais pessoas...
24:37...se disponibilizem a doar, porque tem justamente essa segurança, essa camada extra de segurança...
24:42...entre elas e quem está recebendo o dinheiro, acho que isso...
24:47...me ajudou bastante, fora que está todo mundo enxergando ali a história que está sendo contada...
24:52...então está todo mundo atento ao que está acontecendo, fazendo uma espécie de...
24:57...a auditoria, né, acompanhando a história no momento que ela acontece...
25:02...isso é muito legal para todos os usuários, porque acaba sendo uma força coletiva, né, das pessoas...
25:07...todo mundo olhando para a mesma causa e podendo entender melhor o que está sendo...
25:12...se desenrolando ali e dá muita velocidade para a história, dá muita transparência para as histórias que acontecem aqui.
25:17A Associação de Resgate...
25:22A Associação de Resgate é a Cidadania por Amor à Humanidade, é uma organização...
25:27...de São Paulo, que é responsável pela reintegração de pessoas em situações...
25:32...de rua. Ela se destaca por não oferecer apenas um auxílio paliativo...
25:37...mas sim uma rota de saída definitiva da vulnerabilidade.
25:42É o que aponta o fundador da Arca, Luiz Felipe Sabará.
25:47E tomei a decisão de ir para a rua de madrugada, no primeiro momento...
25:52...eu fui com algumas turmas dessas que levam roupa, comida, água...
25:57...para as madrugadas, mas logo eu já percebi que não fazia muito o...
26:02...sentido para mim fazer essa ajuda momentânea de assistencialistas sem...
26:07...entregar algo mais profundo para essas pessoas que realmente transformem a vida delas.
26:12...e aí foi quando a gente criou o movimento da Arca, que quer dizer Associação de Resgate...
26:17...a Cidadania por Amor à Humanidade, e a gente começou a conectar essas pessoas...
26:22...que estão nas ruas com empresas e promover emprego para as pessoas que estão nas ruas.
26:27...a gente viu que isso fazia muito mais sentido e dava muito mais certo...
26:32...principalmente para quem está na rua, do que simplesmente fazer um...
26:37...trabalho até que necessário, mas que muitas vezes incentiva as pessoas a permanecer...
26:42...naquela situação que não é boa para elas, então às vezes até as pessoas acabam fazendo mais para...
26:47...a si mesmas do que para quem está na rua.
26:49Quem está na rua precisa de oportunidade, precisa de emprego.
26:52E foi assim que a Arca começou e foi crescendo e até hoje...
26:57...a gente continua fazendo um trabalho que já atendeu mais de 3.500 pessoas.
27:02...entirando essas pessoas das ruas e dando dignidade por meio do emprego.
27:07Bom, a Arca...
27:12...ela trabalha por meio do que a gente chama Jornada da Autonomia, que são 5 etapas.
27:17A primeira etapa delas é a abordagem na rua e a Arca tem todo...
27:22...uma técnica, uma metodologia de abordagem que ela já visa...
27:27...para fazer com que a pessoa que está na rua visualize a vida que ela pode ter.
27:32...então a gente leva um menu, um menu mesmo impresso, como se fosse de...
27:37...estaurante assim, com as vagas disponíveis de emprego e a gente mostra para essas pessoas...
27:42...muitas inclusive falam que já fui garçom, já trabalhei com limpeza, já fui...
27:47...vigilante e tal, e aí uma vez que a pessoa visualiza aquela situação...
27:52...que facilita a segunda etapa, que é o acolhimento.
27:55Então, a segunda etapa...
27:57...a gente construiu 18 espaços na cidade, chama de Centro Temporário de Acolhimento...
28:02...que são bem qualificados, tem espaço para canil, né...
28:07...o cachorro, porque muitas pessoas que estão nas ruas têm o cachorrinho...
28:10...tem espaço para estacionar as carroças.
28:12...tem sala para fazer com a computação, aula de computação para fazer um currículo...
28:17...então esse acolhimento, ele é muito importante e ele é a segunda etapa...
28:22...a terceira etapa é a qualificação, que é uma qualificação que ela começa...
28:27...com sócio emocional, trazendo para essa pessoa uma visão de mundo de não...
28:32...vítima, mas de herói, né...
28:35...contar para ela, fazer ela perceber...
28:37...que ela é uma pessoa herói, que está ali na rua, mas que venceu muitos desafios...
28:41...e que ela não...
28:42...que ela não precisa se vitimizar, que ela vai ter oportunidade e vai conseguir...
28:45...daquela situação.
28:47...sair daquela situação, né...
28:48...então essa é a terceira, é a quarta, é o emprego mesmo...
28:50...e aí que tem...
28:52...uma questão muito interessante que a Arca faz, que é transformar terrenos baldios...
28:57...da cidade, em hortas urbanas, a gente chama disso de horta social urbana...
29:02...o projeto da Arca, e aí nesses espaços que são transformados em produção...
29:07...de alimentos saudáveis e orgânicos, a gente coloca essas pessoas para trabalhar...
29:12...com emprego mesmo, elas recebem um salário...
29:14...e dali elas também são encaminhadas para outra...
29:17...mais de 200 empresas parceiras que também encaminham...
29:20...para aquela vaga que a pessoa escolheu...
29:22...alí no menu, quando ela foi abordada na rua...
29:25...e aí vem a quinta etapa, que é a moradia...
29:27...quando a pessoa foi abordada, foi acolhida, foi qualificada...
29:32...foi para o emprego e topa sair do albergue e sair da rua...
29:36...aí a gente...
29:37...faz a mobília da casa dela quando ela escolhe um espaço para morar...
29:41...e é muito legal...
29:42...porque isso completa esse ciclo de autonomia...
29:44...que começa na abordagem e vai...
29:47...finalizar ali na moradia, a pessoa ter a casa dela, né...
29:51...porque...
29:52...em inglês, inclusive, a pessoa que mora na rua é conhecida como...
29:55...homeless, né...
29:56...a pessoa que não...
29:57...tem uma casa, então a gente termina essa etapa...
29:59...fornecendo essa possibilidade desde que a...
30:02...a pessoa conquiste essa moradia...
30:03...a gente mobília e faz todo um trabalho ali para a pessoa viver bem...
30:07...e muitos acabam mudando de casa...
30:09...indo para casas melhores e tal...
30:11...é...
30:12...enfim, essa etapa para nós é muito importante...
30:14...essa jornada da autonomia...
30:16...é o que a gente...
30:17...entende que faz o projeto funcionar tão bem...
30:20...há tantos anos.
30:21I'll make a wish.
30:22...que é uma organização...
30:23...é a maior organização do mundo...
30:25...que realiza sonhos de crianças...
30:27...em tratamento de doenças graves...
30:29...ou seja, através do sonhar...
30:31...através da gente...
30:32...entregar experiências maravilhosas...
30:34...a gente promove a saúde emocional da criança...
30:37...e da sua família no momento mais importante do tratamento...
30:40...e da manutenção daquela...
30:42...ou criação da criança...
30:44...é...
30:45...é...
30:46...é...
30:47no mundo ela existe há 45 anos
30:49e no Brasil a gente fez 17 anos
30:51em outubro.
30:52E a gente está em 50 países
30:55em todos os continentes.
30:57O último continente que falta
30:59a gente tem o nosso cantinho lá
31:00é a África que com certeza...
31:02...em 2026 é onde todos nós
31:04estamos buscando alcançar...
31:07justamente no mundo todo
31:08porque a gente entende
31:09que a nossa causa
31:10é uma causa universal.
31:12Crianças em tratamento
31:13acho que não importa a etnia,
31:15a classe social...
31:17Todas essas crianças
31:18merecem e precisam ter
31:19a sua saúde emocional estimulada.
31:22Crianças se inscrevem
31:23ao nosso programa
31:24sempre através do nosso site
31:25são muitas vezes referenciados...
31:27...pelos hospitais parceiros,
31:29principalmente a equipe de psicologia...
31:32assistente social ela fomenta
31:35e estimula as famílias...
31:37...entreverem principalmente
31:37quando ela entende
31:38que aquela criança
31:39precisa de um estímulo
31:41para melhorar...
31:42saúde emocional ao receber essas crianças
31:45o que nós fazemos, né?
31:46A gente faz toda uma...
31:47validação documental
31:48de laudo médico
31:49entender qual que é o momento
31:50da doença dessa criança.
31:52Mas o mais importante
31:53a gente começa a se conectar
31:55criar vínculo com essa família...
31:57para entender qual é o sonho.
31:58Isso acontece através
31:59do nosso grupo de voluntários.
32:01Então a gente tem...
32:02tem uma comunidade no Brasil
32:03de mais de 200 voluntários ativos
32:05e no mundo são 30...
32:0786 mil voluntários atuando
32:09dessa mesma forma
32:10que é criar vínculo...
32:12mesmo com aquela criança
32:12e com aquela família.
32:14A partir desse vínculo criado
32:15a gente captura o sonho.
32:17Ou seja, a gente tem
32:18quatro tipos de sonho
32:19no meio que eu estudei ter
32:20de ser...
32:22de ir, quer dizer, de viagens
32:24e de conhecer pessoas
32:25que as inspiram.
32:26Então...
32:27dentro dessas quatro categorias
32:28a gente entende
32:29qual que é o sonho
32:30daquela criança
32:31e a gente desenha...
32:32uma jornada.
32:33A jornada de sonho
32:34é uma metodologia
32:35da Make-A-Wish
32:36que ela...
32:37baseada na psicologia positiva
32:38que ela cria pequenos doses
32:41de positividade...
32:42ao longo de um período
32:43de três a oito semanas.
32:45O que a gente está fazendo, né?
32:47A gente está criando momentos
32:48que aquela criança
32:49pare de pensar
32:50numa doença.
32:51Aquela família...
32:52pare de pensar no tratamento
32:53e ela volte a pensar
32:55no que ela quer do futuro.
32:56O que ela...
32:57o que traz alegria para ela.
33:00E toda essa jornada
33:01ela é realizada com essa...
33:02comunidade de voluntários ativos
33:03e principalmente de parceiros
33:05e donos, produtos.
33:07os serviços,
33:08as experiências
33:09para aquela família.
33:10Que isso pode ir
33:10desde o cinema,
33:11do teatro...
33:12desde doação de produtos
33:14como videogames,
33:15bicicletas...
33:17e obviamente a participação
33:18de celebridades
33:19que nos ajudam
33:20justamente a devolver...
33:22um pouco para essa comunidade
33:23a alegria que muitas vezes
33:25eles fomentam.
33:27A psicóloga Elaine Santos
33:29é voluntária da Make-A-Wish
33:31no Brasil.
33:32há quatro anos.
33:33Chamada delicadamente de fada,
33:35ela ajuda a...
33:37realizar os sonhos
33:37das Rush Kids,
33:39que são crianças
33:40em fase terminal
33:41de determinação...
33:42da doença
33:42ou as que não têm
33:44um bom prognóstico.
33:46Lembrando...
33:47que tem uma estatística
33:49dentro da Make-A-Wish
33:50nem todas as crianças...
33:52vêm falecer.
33:53Então, muitas doenças
33:54são remissivas.
33:57A proposta da Make-A-Wish
33:59é justamente envolver...
34:02essa criança,
34:02essa família no sonho
34:03para que ela tenha
34:04uma esperança.
34:05E esse papel é fundamental.
34:07porque muitas crianças
34:09a doença zero
34:10entra em remissão...
34:12precisa de algum outro cuidado.
34:14O papel da psicologia
34:15é principalmente sobre...
34:17o luto.
34:18Porque ainda é um tabu
34:19na nossa cultura,
34:21na nossa...
34:22sociedade falar sobre o luto.
34:24Por quê?
34:25Ele é dolorido.
34:26É uma...
34:27perda.
34:27Então, é importante
34:28a gente sempre cuidar
34:30dessa família.
34:32para aprender a elaborar
34:33esse luto.
34:34Porque é uma perda.
34:35E eu não digo só...
34:37uma perda da criança.
34:39Claro que é a mais importante.
34:41Mas...
34:42é uma perda também
34:43da vida social.
34:45Muitas mães
34:45ficam internadas...
34:47crianças, crianças,
34:47meses e anos.
34:49A criança não vai para a escola.
34:50Então, muitos sonhos...
34:52de um tablet
34:52ou de um smartphone
34:54para que elas possam acompanhar...
34:57a...
34:57a escola,
34:57os amiguinhos.
34:58Então, é uma perda geral.
35:00E a psicologia ajuda...
35:02essa família,
35:02essa criança,
35:03a entender
35:04aquele momento
35:05que ela está vivendo.
35:06E...
35:07principalmente,
35:07o suporte
35:08para o luto.
35:09Música
35:10Música
35:10Música
35:11Música
35:12Música
35:17Todos os sonhos
35:18são diferentes,
35:20marcam a gente muito.
35:22Mas este sonho
35:23foi especial.
35:24Era uma criança
35:25já em fase terminal.
35:27o tanto que eu realizei o sonho
35:28que eram compras no shopping.
35:31Música
35:32Ele queria compras
35:33e era uma criança
35:34que já não conseguia andar.
35:36Estava bem...
35:37na base de morfina.
35:38Muita dor.
35:40E aí fui eu e a mãe
35:41ao shopping.
35:41Aí eu...
35:42eu coloquei ele no meu ombro
35:43e a gente ficou andando.
35:45Depois um pouco no colo,
35:46ele pesado.
35:47Música
35:47no colo da mãe
35:47e a gente pegou um carrinho
35:49de...
35:50aqueles carrinhos
35:50que tem no shopping.
35:52E o pai é mecânico
35:53desses carrinhos de Fórmula 1.
35:56E o menininho...
35:57tinha uma habilidade
35:58para manobrar aquele carro
35:59que você não tem ideia.
36:00Parou o shopping.
36:02Foi uma coisa incrível.
36:03E à medida que eu fui dizendo
36:05para ele
36:05vamos comprar isso, aquilo.
36:07que eram sonhos.
36:07Ele queria bala,
36:09carrinho,
36:10um bonequinho
36:11e não...
36:12em determinado momento
36:13eu fico até emocionada.
36:15Ele começou a andar.
36:17andar e olhar pelo shopping
36:19e pelas vitrines.
36:20Gente, foi lindo demais.
36:22Daí ele parou e disse assim
36:23Mãe,
36:24eu estou andando.
36:26A gente almoçou no chão.
36:27shopping
36:27e foi em dezembro.
36:29E aí
36:30ele queria um carrinho
36:31de controle
36:31e eu falei
36:32olha, a fada não tem recurso
36:34para isso.
36:34Mas o que você acha
36:35da gente pedir
36:36para o Papai Noel?
36:37Claro que eu tinha um recurso
36:38para comprar.
36:39E aí o Papai Noel
36:40ele foi lá,
36:41conversou.
36:42fez foto com o Papai Noel
36:43a gente fez um álbum dele
36:45enfim,
36:46com toda essa...
36:47toda essa experiência
36:48e aí
36:49a gente queria
36:50que o Papai Noel entregasse.
36:52para ele
36:52para fazer tudo
36:53porque eu sabia
36:54que ele não ia chegar
36:55até dezembro.
36:57até no Natal.
36:59E aí
36:59a gente arrumou
37:00todo mundo se engajou.
37:02o pessoal da loja
37:03aí o Papai Noel
37:04falou
37:04olha, eu não posso entregar
37:05porque tem uma fila
37:06de crianças gigantesca.
37:07e a gente deu um jeito
37:08aí o Papai Noel
37:09falou que a toalete
37:10veio
37:11e ele não...
37:12no meu colo
37:12já vem cansadinho
37:13tudo realizou o sonho
37:15foi a coisa mais linda
37:16assim.
37:17sabe?
37:17de ter pessoas
37:18que também ajudaram
37:19a gente a realizar esse sonho
37:21então me marcou muito.
37:22infelizmente
37:23depois de um tempo
37:24ele faleceu
37:26mas...
37:27ficou aquela memória
37:28isso que é muito importante.
37:30A advogada Vanessa
37:32Santos é voluntária
37:33da Make-A-Wish
37:34há oito anos.
37:36Bom...
37:37Make-A-Wish pra mim
37:37é uma forma
37:39de ter um contato
37:39com um mundo diferente
37:41do mundo...
37:42em que eu tô
37:43circunscrita
37:44digamos assim
37:45é...
37:45eu tenho contato
37:46com criança...
37:47com famílias
37:48realidades diferentes
37:49e uma possibilidade
37:51também de...
37:52troca
37:53troca
37:53das minhas
37:54dos meus sentimentos
37:55do meu tempo
37:57da minha energia
37:57com essas famílias.
38:00Então...
38:00é...
38:01pra...
38:02pra mim
38:02é um trabalho voluntário
38:03que tem bastante significado
38:05e pras crianças...
38:07basicamente são crianças
38:08de 3 a 17 anos
38:09que tenham doenças graves
38:11que...
38:12coloque em risco
38:12a vida dessas crianças.
38:14Bom...
38:15é...
38:15essas crianças
38:16têm uma...
38:17rotina muito difícil
38:18hospital...
38:20tratamento...
38:22dor...
38:22remédio...
38:24porém...
38:24elas continuam sendo
38:25crianças...
38:26e...
38:27como conversamos
38:28é...
38:29a alegria
38:29é muito
38:30incitar essas crianças.
38:32elas querem continuar
38:32a ser crianças...
38:33elas querem continuar
38:34a brincar...
38:35elas querem continuar
38:35a sonhar...
38:37a ter uma vida normal...
38:39elas não entendem
38:40exatamente
38:41por que que elas estão...
38:42passando por isso.
38:43Algumas crianças...
38:44a gente tem contato
38:45com a da Valentina...
38:46ela já nasceu...
38:47com uma doença...
38:48congênita...
38:49e...
38:50enfim...
38:51nunca teve uma vida normal...
38:52mas a gente faz bastante sonho
38:53de criança que chegou
38:54a ter uma vida normal...
38:55as crianças com câncer...
38:57tudo...
38:57é...
38:58então ela não entende
38:59por que que a vida dela
39:00mudou tanto...
39:01é...
39:02o que a gente faz
39:02exatamente
39:03trazer essa...
39:04esse resgate da infância...
39:06esse resgate...
39:07da alegria...
39:07esse resgate de poder sonhar...
39:09e...
39:10sair um pouco
39:11daquele mundo...
39:12de hospital...
39:13a Make Wish realiza sonhos...
39:15então...
39:15o nosso intuito não é...
39:17simplesmente...
39:17ela quer um...
39:18um tablet...
39:19vamos lá...
39:19e manda pelo correio...
39:20tablet...
39:21a gente quer...
39:22que aquele dia seja inesquecível...
39:23é o dia...
39:24é a experiência...
39:26de ter o sonho realizado...
39:27então...
39:27essa parte da magia...
39:29quanto mais a gente consegue...
39:31trazer de...
39:32mágico...
39:32de bonito...
39:33de inesquecível...
39:35para essa criança...
39:36é um...
39:36que torna...
39:37mais importante para a gente...
39:38por exemplo...
39:39para as crianças pequenas...
39:40nós nos vestimos de fadas...
39:42porém...
39:42para as crianças maiores...
39:43a gente tenta trazer...
39:44outros elementos...
39:45e mesmo para as crianças pequenas...
39:46a gente traz outros...
39:47outros elementos...
39:47também...
39:48para tornar aquele dia...
39:48inesquecível...
39:49é...
39:50perguntando...
39:51sempre tentamos trazer...
39:52comida predileta da criança...
39:54às vezes...
39:54fazemos decoração de balões...
39:57é...
39:58ou...
39:58leva num...
40:00por exemplo...
40:00a Valentina pediu para ir...
40:02para o shopping center...
40:03levamos ela no shopping center...
40:04levamos ela na casinha do Papai Noel...
40:06andar de...
40:07de carrinho...
40:08tentamos fazer...
40:09que aquele dia...
40:10seja inesquecível...
40:11para a criança...
40:12não seja só a entrega...
40:13do objeto...
40:14que ela pediu...
40:15além de que a gente...
40:15pode fazer sonho...
40:16a gente não...
40:17faz sonho só de entrega de objeto...
40:18mas a grande maioria das crianças...
40:19pedem o objeto...
40:20e a gente tenta trazer...
40:22uma forma com que...
40:24que a gente chama de magia mesmo...
40:26que para aquele dia...
40:27seja inesquecível...
40:27para a criança...
40:28porque...
40:30até mesmo...
40:31dentro do contexto de outro...
40:32outras crianças...
40:32que estão...
40:33numa situação de saúde...
40:35mais...
40:36grave...
40:37é...
40:38é que aquele dia...
40:39seja importante...
40:42que a gente chama de magia mesmo...
40:45que a gente chama de magia mesmo...
40:47Mariana Arrobra...
40:48é fundadora e presidente...
40:50da Cabelegria...
40:51que nasceu...
40:52em 2013...
40:53o que começou...
40:54como um projeto pessoal...
40:55de Mariana e sua...
40:57sócia Milene...
40:58para doarem seus próprios cabelos...
41:00transformou-se em uma rede de...
41:02solidariedade...
41:03que já atendeu...
41:04milhares de pessoas...
41:05em todo o Brasil...
41:07a ideia inicial...
41:08era apenas uma campanha...
41:09nas redes sociais...
41:10para coletar doações de cabelos...
41:12de forma mais expressiva...
41:14o sucesso foi imediato...
41:16em menos de um mês...
41:17receberam mais de mil doações de cabelo...
41:19o grande ponto de virada...
41:21ocorreu quando...
41:22as fundadoras...
41:22perceberam que os hospitais...
41:24não tinham estrutura...
41:26para transformar...
41:27o cabelo bruto...
41:28em perucas...
41:29diante disso...
41:30elas decidiram...
41:31aprender o processo...
41:32de confecção...
41:33e buscar parceiros...
41:34para garantir...
41:35que cada doação...
41:36chega a ser...
41:37ligasse ao paciente...
41:38como uma peruca...
41:39de cabelo natural...
41:40Música...
41:42Foi em 2015...
41:44que a gente expande...
41:46o trabalho da Cadelegria...
41:47e comece a atender...
41:48mulheres...
41:49que passam...
41:50e passaram pelo tratamento...
41:52ocológico...
41:52ou que perderam...
41:53seus cabelos...
41:54por outras patologias...
41:55também...
41:56como alopecia...
41:57queimaduras...
41:57no corpo cabeludo...
41:58mulheres...
41:59que foram escapeladas...
42:00e em 2016...
42:02a Cadelegria...
42:02também...
42:03deu dois grandes passos...
42:04dentro da história...
42:05da organização...
42:07a primeira delas...
42:08foi a contratação...
42:09da nossa primeira costureira...
42:11então a gente...
42:12conseguiu ali...
42:13sair de uma mão de obra voluntária...
42:15e passar por uma mão de obra...
42:16específica...
42:17onde a gente tinha uma pessoa...
42:19dedicando seu tempo...
42:20para a produção das noções...
42:22pelucas...
42:22para a gente aumentar...
42:23a nossa produção...
42:24e foi a abertura...
42:26do nosso primeiro banco...
42:27de perucas físico...
42:28então...
42:29em parceria...
42:29com o Hospital Santa Marcelina...
42:31a gente não...
42:32inaugurou um espaço...
42:33que é onde...
42:34é praticamente...
42:35uma loja de perucas...
42:36um espaço...
42:37diversos mosturários de peruca...
42:38onde o paciente...
42:39pode entrar nesse espaço...
42:41experimentar...
42:42quantas perucas quiser...
42:43e levar gratuitamente...
42:44a peruca que mais gostar...
42:47também inauguramos...
42:48o nosso banco de perucas móvel...
42:50que é um caminhãozinho...
42:51adaptado...
42:52como se fosse praticamente...
42:55um banco de perucas físico...
42:57e ele é sobre rodas...
42:58o que facilita bastante...
42:59o nosso trabalho...
43:00de parar esse caminhão...
43:02levar ele para outros estados...
43:03parar na porta dos hospitais...
43:05e fazer a entrega e a distribuição...
43:07das perucas...
43:08gratuitamente...
43:09então...
43:10eu acho que...
43:12em resumida...
43:12a história do Cabo Alegria...
43:14é isso...
43:14hoje...
43:15a gente já também...
43:16saiu de um...
43:17escopo só de atendimento...
43:18com a doação da peruca...
43:20então...
43:20hoje a Cabo Alegria...
43:21a gente também...
43:22oferece um atendimento multidisciplinar...
43:24para os nossos pacientes...
43:26com atendimento...
43:27psicológico...
43:28com atendimento...
43:28com a nossa assistente social...
43:30também...
43:30tudo de forma gratuita...
43:32além da Cabo Alegria...
43:33também promover...
43:34oportunidades de qualificação...
43:37geração de renda...
43:38para mulheres...
43:38em situação de vulnerabilidade social...
43:40então...
43:40a gente tem um programa...
43:42que a gente qualifica mulheres...
43:43para que elas possam...
43:44aprender...
43:46toda...
43:46toda...
43:47produção da peruca...
43:48produção ali...
43:49de cabelos também...
43:50de apliques...
43:51para que elas possam...
43:52ter isso...
43:53como forma...
43:54de geração de renda...
43:55para elas também...
43:56além da Cabo Alegria...
43:57também contratar...
43:59algumas dessas costureiras...
44:00para produzir as firucas...
44:02eu falo que...
44:03com o mesmo carinho...
44:04que a gente olha...
44:05para as pacientes...
44:06e para...
44:07autoestima das pacientes...
44:08a gente também olha...
44:10para a autoestima das costureiras...
44:11que fazem...
44:12esse trabalho...
44:12com tanto amor e carinho...
44:13então a gente sabe...
44:14que a costura...
44:15é uma mão de obra...
44:16muito desvalorizada...
44:17no mercado de trabalho...
44:18então a gente...
44:19para a gente é muito importante...
44:21também...
44:21sempre...
44:22trazê-las para a mesa...
44:23junto com a gente...
44:24para entender...
44:24se a gente está...
44:25se o valor que a gente está pagando...
44:27é um valor justo...
44:28até porque a gente sabe...
44:30da importância...
44:30do trabalho delas...
44:32inclusive a gente leva...
44:33as costureiras junto com a gente...
44:34para entregar as perucas...
44:36para que elas possam...
44:37entender que o...
44:38que o...
44:38que o trabalho delas...
44:40não tem só um valor...
44:41né...
44:41um valor...
44:42um valor em espécie...
44:43mas tem um valor no propósito...
44:45que tem um propósito...
44:46atrás daquilo...
44:46elas...
44:47adoram inclusive...
44:48participar desse momento...
44:49junto com a gente...
44:52então a gente tem acesso...
44:57a gente tem diversos estudos...
44:58que diz...
44:58quando o paciente...
44:59está com autoestima elevada...
45:00isso influencia diretamente...
45:02na adesão ao tratamento...
45:03daquele paciente...
45:04então a gente tem acesso...
45:06a diversas...
45:07mulheres que param de socializar...
45:09que param de ir...
45:10para ir para a igreja...
45:12que param de sair na rua...
45:13que param de ir no mercado...
45:14porque não querem que outras pessoas...
45:16a vejam parec...
45:17mesma coisa...
45:18adolescentes que param de ir para a escola...
45:20e a peruca...
45:21para essas pessoas...
45:22faz total diferença...
45:23claro que aqui na Cabelegria...
45:24a gente sempre...
45:27levanta a bandeira...
45:28da autoestima...
45:29independente de como você...
45:30prefere passar pelo tratamento...
45:32mas eu sempre falo...
45:33que estar careca...
45:33tem que ser uma opção...
45:34e não uma condição...
45:36então se o paciente...
45:37não quiser passar pelo tratamento...
45:40careca...
45:40ele pode contar com a Cabelegria...
45:42que a Cabelegria vai doar...
45:43muito para ele...
45:44de forma 100% gratuita.
45:47Em Pardinho...
45:47a mais de 200 quilômetros...
45:49de São Paulo...
45:50a sociedade civil...
45:52se organiza...
45:52para carregar no colo...
45:54aqueles...
45:54que a sociedade...
45:55muitas vezes...
45:56vira...
45:57costas...
45:58os animais de rua...
45:59a protetora de animais...
46:00independente...
46:02Presidente da ONG...
46:03Patrulha Perte Pardinho...
46:05Juliana Gomes Freire...
46:07exemplo disso...
46:08Eu hoje atuo...
46:11na Patrulha...
46:12a Patrulha Perte Pardinho...
46:13que é uma...
46:15um grupo de proteção animal...
46:17independente...
46:18da cidade de Pardinho...
46:20é...
46:20que hoje...
46:21nós...
46:22estamos já...
46:22três anos...
46:23trabalhando com proteção animal...
46:25de forma independente...
46:27e agora...
46:27a gente está conseguindo...
46:29é...
46:29montar uma ONG...
46:31formalizada...
46:32então...
46:32vai ser...
46:33a ONG...
46:34Patrulha Perte...
46:35e Força Perte Pardinho...
46:37São dois grupos de proteção...
46:38independente...
46:39da cidade...
46:40que se juntaram...
46:42é...
46:42para formar uma ONG...
46:44formalizada...
46:45é...
46:46para poder ajudar...
46:47da melhor forma possível...
46:48os animais da cidade...
46:49em situação...
46:50tanto de rua...
46:51quanto...
46:52de maus tratos...
46:53né...
46:54e tudo isso...
46:54esse grupo que nós temos...
46:56hoje em dia...
46:57temos...
46:57200 pessoas...
46:59que fazem...
46:59mais ou menos...
47:00fazem parte do grupo...
47:01né...
47:02cada um trabalha de uma forma...
47:03cada um ajuda...
47:04como pode...
47:05então...
47:05a gente vive muito de vaquinha...
47:07de rifas...
47:08né...
47:09de doações...
47:11então...
47:11a gente...
47:12basicamente...
47:13se sustenta...
47:14e sustenta os nossos animais...
47:16porque...
47:17quando a gente resgata um animal...
47:19e ele precisa ir num veterinário...
47:22precisa de ração...
47:23medicação...
47:24então...
47:24tudo...
47:25o grupo...
47:26se junta...
47:27para fazer as vaquinhas...
47:28fazer as rifas...
47:30recentemente...
47:30a gente fez um evento...
47:31beneficio...
47:32para causa animal...
47:33a gente fez um show de prêmios...
47:35né...
47:36e foi uma tarde...
47:37linda...
47:38e...
47:38e aí...
47:39conseguimos arrecadar...
47:40bastante dinheiro...
47:41para pagar as...
47:42nossas dívidas...
47:43então...
47:43o grupo...
47:44basicamente...
47:44ele se sustenta...
47:45hoje...
47:46né...
47:47dessa forma...
47:49e com a ONG...
47:50a gente pretende...
47:52conseguir dinheiro...
47:53com o poder público...
47:54para conseguir...
47:55manter uma ONG...
47:57formalizada...
47:58e...
47:59porque você tem uma ONG...
48:00no papel...
48:01é uma coisa...
48:02você tem uma ONG...
48:03física...
48:04é outra coisa...
48:04então...
48:04você precisa de um espaço...
48:06esses...
48:07precisa de água...
48:08luz...
48:09enfim...
48:09toda a estrutura...
48:11precisa de pessoas...
48:12trabalhando...
48:12lá...
48:13né...
48:13então...
48:14a gente sabe...
48:15que esse é um passo...
48:16grande para o grupo...
48:17é um passo...
48:17grande para a cidade...
48:18do Pardinho...
48:19porque vai ser...
48:20a primeira ONG...
48:21registrada...
48:22da cidade...
48:22graças a Deus...
48:23meu...
48:24meu propósito de vida...
48:25é...
48:26realmente...
48:27assim...
48:28ajudar...
48:27os animais...
48:28eu acho que...
48:29os animais de rua...
48:30principalmente...
48:31eu acho que...
48:32são muito...
48:33é carregar no braço...
48:35aqueles...
48:36que a...
48:37associação...
48:37a sociedade vira as costas...
48:38né...
48:39a gente tem...
48:40muitos animais...
48:41domésticos...
48:42que são bem cuidados...
48:43tem...
48:44muitos animais domésticos...
48:45que são mal cuidados...
48:47e...
48:47A gente tem esses da rua que são totalmente negligenciados, né?
48:51Ninguém...
48:52A gente olha por eles, né?
48:53Muitas pessoas passam e chutam e maltratam.
48:57Cuidam veneno.
48:58Então, eu acho que é mais ajudar.
49:02Quem realmente precisa, né?
49:04Quem está ali em situação de risco, eu acho que...
49:07É uma frase do Mandela que eu gosto muito de usar.
49:11Está em nós.
49:12Em nossas mãos, fazer do mundo um lugar melhor para todos.
49:17O Instituto Animali nasceu com um propósito...
49:22Claro, ser a voz de quem não pode pedir ajuda.
49:25Em apenas um ano...
49:27No ano de estrada, eles transformaram a dor em esperança para mais de...
49:32210 vidas, convertendo situações de abandono de animais...
49:37Novas oportunidades de esperança.
49:40É o que aponta a fundadora do Instituto...
49:42Do Instituto Animali, Brenda Santos.
49:44Eu acho que o principal objetivo do projeto...
49:47De várias outras ONGs que hoje atuam com a causa animal...
49:49É justamente diminuir a incidência desses casos.
49:52Diminuir a quantidade de animais na rua...
49:54Diminuir a natalidade de animais de rua...
49:57São muitos animais nascendo todos os dias na rua.
50:02A gente resgata muitas mãezinhas grávidas ou com bebês nascidos.
50:07Então, eu acho que conscientizar sobre todos esses aspectos...
50:11O abandono...
50:12É uma adoção, uma castração responsável.
50:15Então, eu acho que de forma geral...
50:17O objetivo de uma ONG é muito mais ampla do que só resgatar e colocar para adoção.
50:21É...
50:22Dar o pensamento ali de uma cadeia de pessoas ali...
50:27De um grupo de pessoas mesmo.
50:32A caridade, para mim, ela é se doar.
50:35A caridade, para mim, é você não olhar...
50:37Exclusivamente para aquilo que importa no seu dia a dia.
50:42É ter empatia, é olhar para o outro...
50:44Não necessariamente, no meu caso, para animais, né?
50:46Principalmente...
50:47Mas olhar para outras pessoas...
50:49Às vezes tem gente passando nesse estágio na nossa frente e a gente não vê.
50:52Sabe?
50:53A gente, hoje, na rotina que é...
50:56Principalmente em grandes cidades...
50:57Como São Paulo...
50:58A gente não enxerga mais as pessoas, né?
51:01A gente é...
51:02A gente anda, às vezes, muito corrido...
51:04Às vezes, dentro de um transporte público sem conseguir...
51:07Olhar para a cara do outro, lendo, mexendo no celular...
51:09E a gente não olha, às vezes, o que está na nossa frente.
51:11E eu acho...
51:12Eu acho que a caridade é muito olhar o que está na nossa frente e se expor mesmo...
51:16Para ajudar outras pessoas...
51:17Para ajudar animais...
51:18Para ajudar tanta gente que precisa, hoje em dia.
51:21Então, eu acho que...
51:22É principalmente...
51:23É...
51:24Abdicar de você mesmo e...
51:26Eu falo isso como fundador...
51:27De ONG, que abdico de muitos finais de semana...
51:29Com a minha família, com os meus amigos...
51:31Para...
51:32Para cuidar dos animais no abrigo...
51:34Para tirar foto de animais no abrigo...
51:36Para ir atrás de parceria...
51:37Para fazer reunião com parceria...
51:38Para fazer evento...
51:39Então...
51:40É...
51:41É...
51:42A gente, às vezes...
51:43Fica em falta, né...
51:44Com essas pessoas que estão ali ao nosso redor...
51:46Justamente...
51:47Para se doar...
51:48Para uma causa maior...
51:49Música...
51:51Música...
51:52Música...
51:52Johanna Pellmann...
51:53Diretora executiva do Instituto Caramelo...
51:56Ressalta o poder...
51:57Com o professor das redes sociais...
51:58Para a adoção de animais de rua...
52:00Música...
52:01Música...
52:02Música...
52:03E eu acho que uma das coisas mais importantes...
52:05Que a gente vê no Instituto hoje...
52:07Quando...
52:07Eu te falo sobre transparência...
52:08Sobre conversa com os doadores...
52:10É a geração de conteúdo...
52:12Então...
52:13O material...
52:14A gente conseguir filmar...
52:15Do resgate...
52:16Ao tratamento que a gente faz dentro...
52:17De casa...
52:18Até esse animal saudável...
52:19É onde a gente cria essas histórias...
52:21Nas redes sociais...
52:22As pessoas se apaixonarem...
52:23E poderem adotar...
52:24Então...
52:25Hoje a gente faz muitas adoções...
52:26Via...
52:27As redes sociais...
52:28A gente também faz eventos de adoções...
52:29Uma vez por mês...
52:30Em grandes centros comerciais...
52:32De São Paulo...
52:33A gente...
52:34Às vezes a pessoa se apaixona por um animal...
52:35A gente leva a 400...
52:37500 quilômetros de São Paulo...
52:39Quando a adoção...
52:40A gente sente que aquela adoção...
52:41Vale a pena da gente...
52:42Fazer essa mobilização...
52:43De logística mesmo...
52:45Mas o desafio...
52:46É muito grande...
52:47Porque são muitas histórias...
52:49Nem todas tem todo esse material...
52:50Então a gente está sempre quebrando a cabeça...
52:52De como a gente conta...
52:53Para os seguidores...
52:54Essas transformações...
52:57Que a gente fala isso muito...
52:59No Instituto a gente não consegue...
53:00Dar o final feliz...
53:01A gente consegue dar um...
53:02Começo...
53:03Então a gente recolhe esse animal...
53:04Dá uma condução...
53:06Cuida da saúde...
53:07Das feridas da alma...
53:08Também que a gente chama...
53:09Porque a gente faz um trabalho comportamental...
53:11Mas quem dá o...
53:12Final feliz...
53:13São os nossos seguidores...
53:14São os amantes da causa animal...
53:15E assim...
53:16A adoção é...
53:17Realmente é a melhor forma de ajudar...
53:19Um trabalho que...
53:20Hoje cuida de animais...
53:21Não tem dúvida...
53:22Um abraço!
53:24Um abraço!
53:25Um abraço!
53:26Um abraço!
53:27financeira é muito grande porque a demanda reprimida é enorme então a gente recebe sem
53:32centenas de pedidos de resgate por dia infelizmente a gente é incapaz de atender todos
53:37eles por uma questão regional às vezes geográfica às vezes uma questão de espaço interno
53:42interna o Instituto Caramelo conta com um hospital veterinário dentro do nosso trabalho do nosso
53:47abrigo todas as entradas são via hospital e é um desafio enorme é um trabalho que a gente
53:52eu falo que é um trabalho de cultura mesmo que a gente tem para fazer no Brasil para manter as
53:56organizações vivas
53:57iniciativas que é o trabalho da cultura de doação né do lado dos doadores e do lado da gente também da
54:02organização de pedir porque eu tenho o costume de perguntar para as pessoas quantas vezes no
54:05último mês uma organização de pedir
54:07de uma doação então o fortalecimento dessas culturas é muito importante para a gente conseguir
54:12manter esse trabalho vivo e o nosso relacionamento com os doadores é sempre muito próximo
54:17então a gente quer que a pessoa que doa para a gente entenda que aquele a gente tem até algumas campanhas que a partir
54:22de cinco reais você já faz a diferença e é verdade sim a recorrência da doação é mais
54:27mais importante às vezes do que o valor do que a quantidade né o teu contato direto é
54:32é então a gente tem um relacionamento muito próximo com os nossos doadores e a gente tenta fazer isso
54:37de uma forma bem assim pessoal né é mas o desafio é enorme
54:42é muito muito muito grande mesmo
54:47e eu acho que doar o tempo é uma coisa muito preciosa
54:52a gente valoriza muito os nossos voluntários no Instituto Caramelo eles são essenciais a gente não conseguiria fazer
54:57diversas ações que a gente faz inclusive eventos de adoção quando a gente vai uma vez
55:02por mês por mês em algum centro comercial os voluntários são parte essencial disso
55:07e os nossos irmãos vão até o abrigo também nessa interação ali com os animais de banho de brincadeira
55:12também né de tempo de qualidade a saúde mental também a gente precisa trabalhar isso
55:17neles então esse time de voluntários que a gente está sempre recrutando novos
55:22né para quem quiser ser voluntário do Instituto é só mandar um e-mail para a gente também que a gente
55:27que a gente faz essas reciclagens né de novos grupos são assim
55:32extremamente essenciais e como eu falei né doar tempo é a coisa mais precisa
55:37ansiosa que a gente tem na nossa vida é o nosso tempo então a gente é completamente apaixonado
55:42por esses voluntários e eles também né pelo nosso trabalho e eles sabem que sem eles é
55:47né era impossível a gente fazer tudo que a gente faz completamente é sem chance da gente fazer
55:52com todos esses braços assim que ajudam a gente não tem dúvida
55:57e aí
56:02e aí
56:07o momento Jovem Pan fica por aqui assista a esse a outros programas no canal do YouTube
56:12da Jovem Pan e no aplicativo Panflix uma ótima noite para você e até
56:17mais
56:19e aí
56:22Legenda Adriana Zanotto
56:27Legenda Adriana Zanotto
56:32Documento Jovem Pan
56:37A opinião dos nossos comentaristas não reflete nesse...
56:42...necessariamente a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação.
56:47Realização Jovem Pan
56:52Legenda Adriana Zanotto
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