00:00Um levantamento importante mostrou que, olha só, os estados com maior índice de violência do Brasil
00:06têm uma semelhança entre eles.
00:09Eles são governados, comandados por governos de esquerda.
00:13Esse cruzamento de dados foi feito pelo jornal Poder 360, com informações do Ministério da Justiça.
00:20E aí, o que a gente vê? Que dos dez estados com maior taxa de homicídios,
00:24oito são governados por partidos mais alinhados à esquerda ou centro-esquerda.
00:30Isso é uma coincidência?
00:33Não é uma coincidência e contra fatos não há argumentos.
00:38E qual é o fato que está por trás disso?
00:40O fato que está por trás disso é o fato que eles não olham para questões, muitas vezes,
00:45correlacionadas ao endurecimento das não apenas leis, mas também das formas de abordagem do tratamento.
00:53As narrativas, elas exercem um poder muito forte.
00:56Qual que é o poder que elas exercem?
00:58A partir do momento em que eu tenho um partido, um grupo,
01:01que fala que a gente tem que olhar mais para o benefício do preso do que para a segurança do policial,
01:07eu estou, sim, tendo um discurso de impunidade.
01:10Eu estou, sim, tendo um discurso que cria uma sensação de auxílio e, na própria população,
01:16uma sensação de que mais vale a vida do bandido do que a do policial,
01:20que mais vale o direito do bandido do que o direito de quem foi assaltado,
01:25de quem teve seu bem sequestrado, roubado.
01:28Então, quando a gente olha para esse dado, a gente vê que onde o discurso
01:32de toda a consideração de combate ao crime, da segurança pública, é mais forte que hoje,
01:38eu acho que é inegável que é isso na direita, as taxas também estão sendo melhores.
01:43Mas ninguém defende o crime, né?
01:47Eu queria ouvir o Henrique, porque os números são muito eloquentes, Henrique.
01:52Desses dez aí, como eu disse, oito são governados por...
01:57E também tem outra questão geopolítica aqui.
02:00Todos esses oito, né?
02:02Todos esses oito estão falando de Ceará, Pernambuco, Alagoas, Maranhão, Bahia.
02:06O Maranhão tem o PSB, mas é mais um viés à esquerda, o Carlos Brandão.
02:11Aí tem Rondônia, Amapá.
02:14Rondônia, no sexto, tem Rondônia, que é o Marcos Rocha, do União Brasil.
02:18Depois Amapá, Rio Grande do Norte, o Pará, Paraíba.
02:22E só depois, em décimo primeiro, o Rio de Janeiro, com o Cláudio Castro.
02:26Tirando o Rio de Janeiro, são estados do norte e nordeste do Brasil.
02:30São regiões historicamente mais desfavorecidas no sentido da União, né?
02:36O nordeste teve ali, principalmente a Bahia, né?
02:38Já foi capital do Brasil, já teve seus momentos de grandes investimentos.
02:42Mas, infelizmente, essa questão de investimentos nessas regiões acabou sendo deixada de lado.
02:48Isso não é uma coisa recente, é uma coisa histórica do Brasil.
02:51Inclusive, a região nordeste e norte acabaram tendo mais investimentos em tempos recentes agora, né?
02:57Dos anos 2000 pra cá.
02:59Mas são regiões historicamente desfavorecidas nesse sentido.
03:01A questão da renda per capita dessa população, dessas regiões, também acaba prejudicando.
03:07E a gente sabe que quando há uma menor renda, infelizmente, às vezes, acaba tendo maiores índices de criminalidade.
03:14É nisso que os projetos sociais, os programas sociais, acabam colaborando e muito.
03:19Fora que região norte e nordeste são rotas históricas do tráfico, do narcotráfico, como vocês trouxeram, né?
03:24Mas você não acha que é uma coincidência também, não?
03:26A questão dos governantes serem de esquerda ou não, eu acho que é uma questão de coincidência mesmo,
03:31porque há governadores aí que são do centrão.
03:34A culpa não pode ser imputada diretamente a um partido de um governador por uma coisa que é um...
03:40Mas olha o tanto que o Henrique tem dois pesos.
03:42A gente pode chamar de incoerência.
03:43Não, mas um detalhe, dois pesos e duas medidas.
03:45Quando foi sobre o roubo de celulares, aí não.
03:48Aí era o governador de São Paulo.
03:49Aí a culpa é do governo.
03:50Agora, não, agora não é.
03:53É que acontece uma questão de renda, acontece uma questão correlacionada à história.
03:59A gente não pode culpar o governo da Bahia por ter péssimos índices de segurança históricos
04:05e ter, historicamente, nessas últimas décadas, sido administrado por partidos de esquerda.
04:11E como se o governo federal, que é quem destina a maior parte das verbas, muito bem apontado pelo Henrique,
04:17nos últimos 24 anos, a gente não tivesse tido pelo menos 18 anos governados pelo PT.
04:24Então isso mostra, no mínimo, uma incoerência.
04:27Eu invisto no assistencialismo para criar uma relação de dependência com o cidadão,
04:31mas eu não invisto em criar autonomia.
04:33E o que é autonomia?
04:34É eu não precisar mais de você, mais da ajuda de ninguém.
04:37Como que a gente alcança isso?
04:39Investindo em educação, investindo em geração de empregos,
04:42levando empresas que vão investir nas comunidades.
04:46Por quê?
04:46A pessoa, de fato, e o Henrique tem toda razão quando ele diz que uma renda baixa,
04:51ela acaba motivando as pessoas a recorrerem a outros tipos de fontes de renda, inclusive ao crime.
04:57Então, é uma incoerência, na verdade, pensar que se a gente tem um histórico,
05:02majoritariamente, de governo do PT nos últimos 18 anos,
05:05por que não foi feito, então, um investimento massivo em mudar essa realidade local,
05:11não através da relação de dependência e do assistencialismo burro,
05:16mas do assistencialismo que mira a promoção da dignidade,
05:19para que essa pessoa não precise mais depender do governo,
05:22muito menos de entrar para o tráfico ou entrar para o crime.
05:26Muito bem.
05:27A gente está com uma discussão muito boa aqui.
05:29Eu quero saber a sua opinião.
05:30Então, fale aí o que você está achando do programa, desse debate,
05:34de também o seu posicionamento.
05:36A gente quer muito te ouvir.
05:37Você faz parte do nosso programa também.
05:40Entre nos canais da nossa internet também,
05:42como você está acompanhando, ou então pelo WhatsApp.
05:44Olha que beleza.
05:46Você pode discar 11-9132-58055.
05:52Minha querida manager, vamos para o break.
05:56Vamos para um break agora da rádio.
05:59Pessoal da rádio, pessoal que acompanha a gente pelas ruas de São Paulo,
06:02do Brasil e do mundo também, pelo rádio.
06:05A gente faz um rápido intervalo e a gente continua por aqui na TV.
06:08Então, vamos lá.
Comentários