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  • há 1 dia
In 2006 Mexico declared war on drug trafficking and since then, violence spread like wildfire throughout the country. Until today more than 120,000 people have died violently and thousands were forced into exile, kidnapped or disappeared.

Director Matías Gueilburt

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Notícias
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00:00:00A CIDADE NO BRASIL
00:00:30A CIDADE NO BRASIL
00:01:00A CIDADE NO BRASIL
00:01:02A CIDADE NO BRASIL
00:01:04A CIDADE NO BRASIL
00:01:06A CIDADE NO BRASIL
00:01:08A CIDADE NO BRASIL
00:01:10A CIDADE NO BRASIL
00:01:12A CIDADE NO BRASIL
00:01:14A CIDADE NO BRASIL
00:01:16A CIDADE NO BRASIL
00:01:18A CIDADE NO BRASIL
00:01:20A CIDADE NO BRASIL
00:01:22A CIDADE NO BRASIL
00:01:24A CIDADE NO BRASIL
00:01:26A CIDADE NO BRASIL
00:01:28A CIDADE NO BRASIL
00:01:30A CIDADE NO BRASIL
00:01:32A CIDADE NO BRASIL
00:01:34A CIDADE NO BRASIL
00:01:36A CIDADE NO BRASIL
00:01:38A CIDADE NO BRASIL
00:01:40A CIDADE NO BRASIL
00:01:42A CIDADE NO BRASIL
00:01:44A CIDADE NO BRASIL
00:01:46Y A CIDADE NO BRASIL
00:01:47SOCIALES
00:01:49A CIDADE NO BRASIL
00:01:50A POSTE
00:01:52A POLICIENDO
00:01:53UNA POTACIÓN
00:01:54O UNA ACTITUD
00:01:55DE...
00:01:57LA PALABRAS SERÍA
00:01:59DE ASUMIR
00:02:00EL DESTINO
00:02:01COMO ALGO QUE TE CAY
00:02:02ENCIMA Y QUE NO PUEDES
00:02:03EVITAR, ¿NO?
00:02:04
00:02:06QUE RESTABLECER
00:02:07LA SEGURIDAD
00:02:08NO SERÁ FÁCIL
00:02:09NI RÁPIDO
00:02:10QUE TOMARÁ TIEMPO
00:02:11ME COSTARÁ MUCHO DINERO
00:02:12E INCLUSO
00:02:13Y POR DESGRACIA
00:02:14VIDAS HUMANAS
00:02:15vidas humanas.
00:02:16Mas tenham-se por seguro.
00:02:18Esta é uma batalha
00:02:19em que eu estaria ao frente.
00:02:22É uma batalha que temos que liberar
00:02:24e que, unidos, os mexicanos,
00:02:27vamos ganhar a delincuência.
00:02:45O que é isso?
00:03:15O que é isso?
00:03:45O que é isso?
00:04:14O que é isso?
00:04:24Eu estava precisamente
00:04:27neste espaço, nesta capilla.
00:04:30Eu celebrava uma eucaristia
00:04:31para umas pessoas
00:04:32que vinha de fora,
00:04:34em uma reunião que tinham
00:04:35eles, anual,
00:04:36de sua família.
00:04:38Quando estava terminando a eucaristia,
00:04:41comecei a sentir um certo desasosiego
00:04:44porque notei eu o que eu escutava,
00:04:46que algo estava acontecendo no povo.
00:04:49Veículos a alta velocidade,
00:04:51aqui afuera,
00:04:52as lantas tallavam,
00:04:54os veículos rechinavam,
00:04:56um pouco de gritos.
00:04:59Logo, imediatamente fui
00:05:00a tomar minha caminhoneta
00:05:01e me fui
00:05:02para o lugar
00:05:03onde já havia sido a masacre.
00:05:06e a minha caminhoneta
00:05:10e fui tomando o aire
00:05:13porque havia um escenso
00:05:13de a lo lejos se veia
00:05:15lamentável.
00:05:16A gente ia chegando,
00:05:18correndo,
00:05:19chorando,
00:05:21muita gente histérica,
00:05:23gritos.
00:05:26Me fui acercando
00:05:27e aquilo era
00:05:28uma cena dantesca.
00:05:31Cuerpos tirados por todas partes,
00:05:33masas encefálicas
00:05:34no piso,
00:05:36vizos abertos,
00:05:38um bebe
00:05:38de ano,
00:05:39quatro meses,
00:05:41nos braços de seu padre
00:05:42com os olhos abertos
00:05:43e o tiro de gracia na frente.
00:05:46Algumas pessoas me dijeron
00:05:48em onde está Deus?
00:05:51Me dijeron
00:05:51em onde está Deus?
00:05:53Me acuerdo que les dije
00:05:54quem sabe onde está Deus?
00:05:56Aqui está dentro de nós
00:05:57gritando e lamentando-se
00:05:59por o que acaba de ser o homem.
00:06:01Isto não é o projeto
00:06:02de vida de Deus.
00:06:16Eu estava aqui na casa
00:06:26e então
00:06:26empecé a escuchar
00:06:28muitos disparos.
00:06:29Primeiro que nada
00:06:30le marque a Daniel
00:06:30e me mandou
00:06:31timbrar o telefono
00:06:33porque não me contestava.
00:06:35Então,
00:06:35eu falei para o meu esposo
00:06:36e disse,
00:06:36algo está acontecendo
00:06:37e tenho muito medo.
00:06:39Mas por que?
00:06:39Me disse,
00:06:40se nós não nos dedicamos
00:06:41a fazer nada malo,
00:06:42nunca me podemos fazer nada mal
00:06:43a ninguém.
00:06:44Por que você tem medo?
00:06:45Não sei,
00:06:46mas eu senti uma angustia
00:06:46muito grande.
00:06:48Eu saí correndo
00:06:48e cheguei até lá
00:06:50onde estavam tirados todos.
00:06:52E eu digo,
00:06:53eu só vi os tênis
00:06:53e digo,
00:06:54aqui está meu filho,
00:06:54este é.
00:06:56Então,
00:06:56eu me enquei no suelo,
00:06:59o toquei
00:07:00a ver se estava vivo,
00:07:00mas não,
00:07:01eu comecei a tocar,
00:07:03a tocarle
00:07:03pois o coração
00:07:05assim latia.
00:07:06E não,
00:07:06já não estava vivo.
00:07:14Desde o 2007,
00:07:162008,
00:07:16que eu comecei a fazer
00:07:17histórias de víctimas
00:07:19da violência
00:07:19porque me parecia
00:07:20que elas mereciam falar,
00:07:21que se falava
00:07:22demasiado de os sicarios.
00:07:23Vais,
00:07:24tocas um lugar
00:07:25como Sinaloa
00:07:26ou como Tijuana
00:07:27ou como Juárez
00:07:28e regresas ao DF,
00:07:30que te perguntam
00:07:31como te foi
00:07:31e dices,
00:07:32tremendo,
00:07:33conheci a unha senhora
00:07:34a que le mataron
00:07:35a dois filhos,
00:07:36denunciou
00:07:36e le mataron
00:07:37a os outros dois
00:07:38ou as famílias
00:07:39de Krill
00:07:40que estão já
00:07:40na posição suicida,
00:07:42não importa que as matem,
00:07:44o cáncer está matando
00:07:45a um deles
00:07:46porque a unha nos escuta.
00:07:48E quando contas
00:07:48essas histórias,
00:07:49a gente se queda
00:07:51perpleja,
00:07:52não sabe
00:07:53o que dizer.
00:07:55E nada mais
00:07:56a vezes
00:07:57é assim como
00:07:58que desagradável,
00:07:59já cambiamos de tema,
00:08:00outras vezes,
00:08:01não te estará
00:08:03afectando também
00:08:03a ti,
00:08:04já deixa de escrever
00:08:05de isso.
00:08:06Há uma guerra,
00:08:08não só a lei,
00:08:11de fato,
00:08:11senão a lei
00:08:12porque foi
00:08:13señalada assim
00:08:16ao princípio
00:08:17de seu regime
00:08:18por o presidente
00:08:19Felipe Calderón.
00:08:21Todos os dias
00:08:23há uma lista
00:08:26de baixas,
00:08:30o catálogo
00:08:32da crueldade
00:08:33alcança
00:08:34dimensiones
00:08:36inimagináveis,
00:08:39o número de mortos
00:08:40já não se sabe
00:08:42exatamente
00:08:42quanto é,
00:08:43a última cifra
00:08:45aceitada
00:08:46foi de 60 mil,
00:08:47mas há quem
00:08:48diz que chega
00:08:48já a 100 mil.
00:08:51A guerra contra o narco
00:08:53em México,
00:08:54que se conhece
00:08:54como a guerra contra o narco,
00:08:56é uma abominação.
00:09:00Foi diseñada
00:09:02em um momento
00:09:05de
00:09:06megalomania,
00:09:09loucura,
00:09:11delirio
00:09:12por o presidente
00:09:14da república
00:09:15e sua equipe
00:09:16mais cercana,
00:09:16com uma lógica
00:09:21que, hoje por hoje,
00:09:23não acabamos
00:09:24de tratar de descobrir,
00:09:25mas repleta
00:09:29de agujeros.
00:09:37Se sente
00:09:38como se
00:09:39arrancaram algo
00:09:41de seu corpo,
00:09:42como que
00:09:43um espaço
00:09:44que sente
00:09:46um vazio
00:09:47muito grande.
00:09:51Ela é que se sente
00:09:52demasiado
00:09:52o dolor.
00:09:54era
00:10:0013
00:10:02escenas
00:10:03diferentes,
00:10:04mas que
00:10:04tinham
00:10:05o denominador
00:10:06comum,
00:10:06que era o dolor,
00:10:07o llanto,
00:10:08a rabia,
00:10:08a impotência,
00:10:10o llanto
00:10:11muito forte
00:10:11que foi
00:10:13calmando
00:10:13pouco a pouco.
00:10:20Eu me lembro
00:10:20muito,
00:10:21essa primeira
00:10:22despertada.
00:10:24Nem sequer
00:10:24o logras
00:10:25assimilar
00:10:26ainda.
00:10:27Nem sequer
00:10:28o logras
00:10:28entender.
00:10:31Já na
00:10:31da manhã
00:10:32me lembro
00:10:32que eu estava
00:10:34despertada
00:10:34e, enquanto
00:10:35escutei o primeiro
00:10:36ruído da casa,
00:10:37saí da cama.
00:10:38e era o meu pai,
00:10:40o llanto
00:10:41do meu pai,
00:10:43como eu
00:10:44o vi assim,
00:10:44desesperado,
00:10:46que entrou
00:10:46ao quarto
00:10:47do meu irmão
00:10:47e levantou
00:10:48as cobijas
00:10:50da cama
00:10:51e procurando
00:10:52do seu filho.
00:10:53E, enquanto,
00:10:54me disse,
00:10:55vamos ver
00:10:56como amaneceu
00:10:56o meu filho.
00:10:56este negocio
00:11:07era de meu filho.
00:11:12Pois,
00:11:12em vista
00:11:13de que já
00:11:13não o temos,
00:11:14de que ele
00:11:14não o
00:11:15arrancou
00:11:17a vida,
00:11:18o destino,
00:11:20temos um altar.
00:11:21E, com o propósito
00:11:22de que
00:11:23quem entre aqui
00:11:24ou quem pregunte
00:11:26com toda
00:11:27a satisfação,
00:11:29podemos dizer
00:11:31que meu filho
00:11:33era um
00:11:33deputado,
00:11:35um deputado,
00:11:36um deputado,
00:11:36um deputado,
00:11:37um deputado,
00:11:38um deputado.
00:11:45Cada dia,
00:11:47pois,
00:11:48sofremos
00:11:49mais a ausência
00:11:50e, te digo,
00:11:52esperando
00:11:52a justiça
00:11:53de Deus,
00:11:53porque
00:11:54a de quem,
00:11:56de os homens,
00:11:57de as autoridades,
00:11:57não existe.
00:12:04É um dor
00:12:05tremendo
00:12:06cada vez que tu
00:12:06escutas que
00:12:07se perde
00:12:08uma vida mais.
00:12:10Todos conhecemos
00:12:11a alguém
00:12:11que já teve
00:12:12um evento
00:12:12violento.
00:12:14Todos temos,
00:12:14de alguma maneira,
00:12:15sido víctimas
00:12:16de isso também.
00:12:17Perder a vida
00:12:17de um ser querido
00:12:18através da violência,
00:12:20através de um
00:12:21hecho violento,
00:12:22e isso é o que
00:12:23é devastador.
00:12:25Devastador
00:12:26para todos,
00:12:27não somente
00:12:28para as famílias
00:12:29das víctimas,
00:12:29mas para todos
00:12:30nós como sociedade.
00:12:31nos desgasta,
00:12:36nos consume,
00:12:38nos aniquila,
00:12:39nos entristece
00:12:41muito.
00:12:42A aviança
00:12:42é um fenômeno
00:12:43que vai producendo
00:12:44horror em espiral.
00:12:46Eu mato três,
00:12:48tu matas
00:12:49a minha irmã.
00:12:51Eu corto a cabeça
00:12:52a tua irmã
00:12:53e te la pongo
00:12:53no jardim
00:12:54de tua casa.
00:12:55Tu violas
00:12:55a minhas filhas.
00:12:58Esta espiral
00:12:58de violência
00:12:59creciente
00:13:00vai producendo
00:13:01niveis de horror
00:13:02cada vez
00:13:02mais grandes.
00:13:05A confrontação
00:13:05entre as bandas
00:13:06que provocou
00:13:07o aparato do Estado
00:13:08foi generando
00:13:09este tipo
00:13:10de violência
00:13:11em espiral.
00:13:12E esta espiral
00:13:13não termina nunca.
00:13:14o que ocorreu
00:13:17já este sexenio
00:13:18em 2006
00:13:19é algo
00:13:22que primeiro
00:13:23que a todos
00:13:23nos deixou
00:13:24e nos deixa
00:13:25perplexos
00:13:26asombrados.
00:13:27Os periodistas
00:13:28não sabemos
00:13:28ou nos costou
00:13:30muito trabalho
00:13:31ver como se cubre
00:13:32isso,
00:13:32não entender
00:13:35o país
00:13:35e não saber
00:13:36como que fazer
00:13:37e de onde vem
00:13:38e que é isso
00:13:40e quem mata a si
00:13:41e por que
00:13:42cortan cabezas
00:13:43e por que
00:13:44despellejam
00:13:45a gente
00:13:46e tudo isso
00:13:48era algo
00:13:49que não era
00:13:51como de nossa
00:13:52normalidade.
00:13:53Me pareceria que não.
00:13:55E de repente
00:13:56já agora
00:13:57em esses anos
00:13:58já se nos fez
00:13:59normal.
00:14:00A violência
00:14:00se está convidindo
00:14:01em um código
00:14:02social
00:14:02com o qual
00:14:04se estão
00:14:04dirimendo
00:14:05muitos
00:14:05conflitos.
00:14:06Quando tu
00:14:07estudias
00:14:08como se vão
00:14:10comportando
00:14:11os homicidios
00:14:11ao longo do país
00:14:13nos últimos anos,
00:14:14a extensão
00:14:15da violência
00:14:16asemeja
00:14:17muitos
00:14:18dos modelos
00:14:19de diseminação
00:14:20das epidemias.
00:14:22Hoje em Sinaloa
00:14:2313 pessoas
00:14:24foram
00:14:24ejecutadas.
00:14:25As vítimas
00:14:26eram
00:14:26presuntas
00:14:27de Tamaulipas
00:14:28vive hoje
00:14:28um
00:14:29Viernes
00:14:29Rojo.
00:14:30Esta madrugada
00:14:31foram abandonados
00:14:32os cuerpos
00:14:32de 9
00:14:33pessoas
00:14:33e as cabezas
00:14:34de outras
00:14:3414
00:14:35em plena
00:14:36vía pública.
00:14:37de Tamaulipas
00:14:37violentos
00:14:38aterrorizando
00:14:38a comunidade
00:14:39do Valle
00:14:40de Juárez
00:14:40onde
00:14:41sujeitos
00:14:41armados
00:14:42acribuíaron
00:14:43ante a
00:14:43mirada
00:14:44de decenas
00:14:44de pessoas
00:14:45em
00:14:45cidade
00:14:45Juárez
00:14:46na madrugada
00:14:47de este dia
00:14:47foram
00:14:48massacradas
00:14:4813
00:14:49pessoas
00:14:4911
00:14:49de elas
00:14:50menores
00:14:50de edad
00:14:51em uma casa
00:14:51ubicada
00:14:52ao sur
00:14:52da cidade
00:14:53na coluna
00:14:53em vários
00:15:01lugares
00:15:01e
00:15:02zonas
00:15:03que são
00:15:04como
00:15:04povos
00:15:04fantasmas
00:15:05lugares
00:15:05que já
00:15:06se estão
00:15:07quedando
00:15:07vacíos
00:15:07há lugares
00:15:24que perdieron
00:15:24a mitad
00:15:25de sua
00:15:25población
00:15:26e eu acho
00:15:26que até
00:15:27mais
00:15:27há lugares
00:15:28onde
00:15:28chegam
00:15:28e não
00:15:29encontram
00:15:29a
00:15:29ninguém
00:15:29talvez
00:15:30uns
00:15:31velhos
00:15:31que não
00:15:31puderam
00:15:32sair
00:15:32que se
00:15:32quedaram
00:15:33
00:15:33mas
00:15:34tu
00:15:34veis
00:15:34até
00:15:35as
00:15:35camionetas
00:15:35abandonadas
00:15:36assim
00:15:36como se
00:15:37tiverem
00:15:37saído
00:15:37correndo
00:15:38as
00:15:38casas
00:15:39quemadas
00:15:39os
00:15:39animais
00:15:40sueltos
00:15:40este é
00:15:44nosso
00:15:44barrio
00:15:44aqui
00:15:45vivimos
00:15:46pocas
00:15:46familias
00:15:47se
00:15:47quedaram
00:15:47solos
00:15:48todo
00:15:48aqui
00:15:49as
00:15:50as
00:15:50casas
00:15:50as
00:15:50casas
00:15:51são
00:15:51pocas
00:15:51que
00:15:51habitadas
00:15:53esta
00:15:57cuadra
00:15:57foi
00:15:58uma
00:15:58que
00:15:58pegou
00:15:59a
00:15:59violência
00:16:00aqui
00:16:05na
00:16:05quadra
00:16:05Dizemos que é a quadra das viúdas, porque todos estamos solas.
00:16:35Esa noite estava muito calorosa e ele estava jogando em shorts, ele estava vendo os jovens na rua.
00:17:05E alguém me ligou por telefone e ele disse que não sei o que, ele disse que ia sair um pouco.
00:17:16Era 15 minutos para as 12 horas da noite.
00:17:21Ele disse que agora eu volto em meia hora, 30 minutos, estou de regreso.
00:17:26Ele disse que não saia porque há tanta violência, você não tem medo.
00:17:30Ele disse que matam os malos, eu não sou malo, eu não sou narco, a mim não vai acontecer nada.
00:17:34Ele disse que não te vai desvelar porque na manhã temos que sair.
00:17:39Não, não, prometeu voltar e já não voltou, já não voltou.
00:17:46E cada vez que ves na televisão e nos periódicos e nas notícias, cada vez que ves algo assim,
00:17:56te conmueve e ves como as coisas vão em aumento.
00:18:02E depois se faz tanta rotina que depois já te adaptas.
00:18:08Llega o momento em que todos os mexicanos nos adaptamos a o que está acontecendo e de repente já não é novedade o que acontece.
00:18:19Eu acho que todos os mexicanos sentimos, igual que eu e igual que todos os outros,
00:18:24sentimos tudo o que acontece a nosso país, a nossa gente.
00:18:30Eu acho que o mais difícil que tens que combatir é que te acostumbras a a violência.
00:18:38Porque, de fato, a empiezas a tolerar.
00:18:41Me preocupa muito que se empiece a dar por sentado,
00:18:45em várias sociedades do país, que assim é a vida.
00:18:48E já não importa se matam 8, se matam 11, se matam 20.
00:18:51E que te digam, é que foi uma ejecução.
00:18:56E não se investigue.
00:19:00E ninguém sabe o que aconteceu, por que mataram essas pessoas, quem as matou.
00:19:04Então, põe em tela de juízo todo o sistema de justiça.
00:19:18Aqui já não há mais.
00:19:21Para ser...
00:19:22Já chegamos, Héctor.
00:19:25Como estás?
00:19:26Mira, mamás, como está sequito.
00:19:28Ela, sim.
00:19:30Como estás sequito, tu, agora?
00:19:33Não te trajimos tu whisky.
00:19:40Ai, gordo.
00:19:43Ai, aqui estás descansando.
00:19:47E, gordo.
00:19:47Ai, tis pacientes te siguen extrañando.
00:19:54En la clínica não han quitado tu título, está pegado aí todavía.
00:19:58Tu música te sigue aí esperando, aí estão guardados tus discos, tus zapatos verdes que compraste, tan feos zapatos verdes, e aí estão guardaditos.
00:20:14Nós não nos quisimos tirar.
00:20:16Não, as chamarras de cuero.
00:20:18As chamarras.
00:20:19Aí estão.
00:20:19Todas tuas coisas siguen guardadas, Héctor.
00:20:25Assim como sigues tu em nosso coração.
00:20:30Aunque me pusieras la música tan alto.
00:20:32E não deixarás dormir de todos nós, te extrañamos.
00:20:42Te extrañamos, gordo.
00:20:45Sim, te extrañamos muito.
00:20:49Por que te fuiste tan gordo?
00:20:51Não, não, não, não.
00:21:21Não, não, não, não.
00:21:25Descidete a tua pai, minha filha.
00:21:28Te quero muito, muito.
00:21:31Te mando um abraço e um abraço.
00:21:33Donde quira que estés.
00:21:41Vamos, gordo.
00:21:44Cuidado muito.
00:21:45E cuidamos de onde estés.
00:21:47Nos cuidas.
00:21:48A guerra que é um estado de terror
00:22:17a uma docena de estados de la república
00:22:19com niveis de violência brutais,
00:22:21porque o método que se utilizou
00:22:23foi agarrar um palo e pegarlo a um avispero.
00:22:26Al confrontar as bandas umas com outras,
00:22:28se generou uma tendência continua
00:22:31a venganzas.
00:22:33Cada vez mais elaboradas,
00:22:34cada vez mais salvagens.
00:22:35ao pactar com uns contra outros,
00:22:38se involucrou
00:22:39ao aparato do estado
00:22:40em estas venganças.
00:22:41Ao utilizar
00:22:43informação proveniente
00:22:45de uma das bandas
00:22:46para pegarles a nós.
00:22:47E o fato é que
00:22:48há seis anos de governo
00:22:51se a potenciado a narco,
00:22:54não se a debilitado.
00:22:5580 mil mortes
00:22:58praticamente anônimas.
00:23:00Não há ministérios públicos
00:23:02que as estén procesando.
00:23:04Se les leva a juicio
00:23:05no momento em que se les detiene,
00:23:07se les presenta públicamente
00:23:08como culpables
00:23:09sem que tenha participado
00:23:11o ministério público,
00:23:12o juiz.
00:23:13Então,
00:23:13há muitas correções
00:23:14que temos que fazer em México.
00:23:16quando se rompen
00:23:18nas sociedades
00:23:19os vínculos
00:23:21que articulan
00:23:23a conducta
00:23:24de todos os cidadãos
00:23:25com a autoridade,
00:23:27e quando se rompen
00:23:29os códigos
00:23:30da convivencia
00:23:32mais civilizada,
00:23:34se rompe também
00:23:35o que outros investigadores
00:23:37chamam
00:23:38o tabu
00:23:39da sangue
00:23:40e do homicidio,
00:23:42que costou
00:23:42siglos
00:23:43a civilização moderna
00:23:44estabelecer.
00:23:46Sinto eu
00:23:47que nós estamos
00:23:49bordando
00:23:50essa ruptura
00:23:52de tabu
00:23:53em muitos lados.
00:23:54A violência
00:23:55ha ido em aumento,
00:23:57se ha ido incrementando,
00:23:58porque os grupos
00:23:59criminales
00:24:00querem mandar
00:24:01señales
00:24:01ao grupo
00:24:02contrário
00:24:03de que
00:24:04têm
00:24:04mais potência,
00:24:06mais força,
00:24:06mais violência,
00:24:07que podem causar
00:24:08maior dança.
00:24:10Como o coche-bomba
00:24:11de Ciudad Juárez.
00:24:12Já falam por telefone
00:24:13de que
00:24:14em um veículo
00:24:14há uns lesionados.
00:24:16Llegan os serviços médicos,
00:24:18chega a policia
00:24:18e, quando se estão
00:24:20acercando ao carro,
00:24:21voam o carro.
00:24:23Com isso,
00:24:23quem dos serviços médicos
00:24:25e da policia
00:24:26vai voltar
00:24:27a atender
00:24:28uma chamada
00:24:29de emergência
00:24:30da população
00:24:31que chega
00:24:32aos números
00:24:33onde isto se reporta?
00:24:34Pois ninguém.
00:24:35Por quê?
00:24:36Porque o mensagem
00:24:37de terror
00:24:38vai dirigido
00:24:39precisamente
00:24:40a autoridade
00:24:42e vai dirigido
00:24:43a os que atenden
00:24:44esses serviços médicos.
00:24:46há mais
00:24:48uma estratégia
00:24:49no trabalho
00:24:50dos grupos
00:24:51criminales
00:24:52que uma estratégia
00:24:53do Estado
00:24:54para combatir
00:24:55a violência
00:24:56que estão
00:24:57generando
00:24:57esses grupos
00:24:58criminales.
00:24:59Começamos o noticiero
00:25:00com as caras
00:25:01dos cinco detenidos
00:25:02em México
00:25:03que,
00:25:03segundo as autoridades,
00:25:04são os responsáveis
00:25:05da masacre
00:25:06de Monterrey
00:25:06em que morreram
00:25:0752 pessoas.
00:25:09Descinden os individuos,
00:25:10aí se ve,
00:25:11esses objetos
00:25:12estão armados,
00:25:13para este momento
00:25:14já han descendido
00:25:15três objetos
00:25:16que sacaram
00:25:17três garrafones,
00:25:19começam a sair
00:25:20por esta zona.
00:25:22As pessoas
00:25:22que acudiram
00:25:23esse dia
00:25:23ao casino,
00:25:24esses objetos
00:25:25abordan
00:25:25o último veículo,
00:25:27já se retira
00:25:27o minicúper
00:25:28blanco
00:25:28que lhes mencionava.
00:25:30Como podem observar,
00:25:31o humo
00:25:32começa
00:25:33a expandir.
00:25:34O que é?
00:25:58o que é?
00:26:06O que é?
00:26:07A CIDADE NO BRASIL
00:26:37A CIDADE NO BRASIL
00:27:07A CIDADE NO BRASIL
00:27:37A CIDADE NO BRASIL
00:27:39A CIDADE NO BRASIL
00:27:41A CIDADE NO BRASIL
00:27:45A CIDADE NO BRASIL
00:27:47A CIDADE NO BRASIL
00:27:49A CIDADE NO BRASIL
00:27:53A CIDADE NO BRASIL
00:27:55A CIDADE NO BRASIL
00:27:57A CIDADE NO BRASIL
00:27:59A CIDADE NO BRASIL
00:28:01A CIDADE NO BRASIL
00:28:03A CIDADE NO BRASIL
00:28:05A CIDADE NO BRASIL
00:28:07A CIDADE NO BRASIL
00:28:09A CIDADE NO BRASIL
00:28:11A CIDADE NO BRASIL
00:28:13A CIDADE NO BRASIL
00:28:15A CIDADE NO BRASIL
00:28:17A CIDADE NO BRASIL
00:28:19A CIDADE NO BRASIL
00:28:21A CIDADE NO BRASIL
00:28:23A CIDADE NO BRASIL
00:28:27A CIDADE NO BRASIL
00:28:29A CIDADE NO BRASIL
00:28:31A CIDADE NO BRASIL
00:28:33A CIDADE NO BRASIL
00:28:35A CIDADE NO BRASIL
00:28:37A CIDADE NO BRASIL
00:28:39A CIDADE NO BRASIL
00:28:41A CIDADE NO BRASIL
00:28:43A CIDADE NO BRASIL
00:28:45A CIDADE NO BRASIL
00:28:47A CIDADE NO BRASIL
00:28:49A CIDADE NO BRASIL
00:28:51A CIDADE NO BRASIL
00:28:53A CIDADE NO BRASIL
00:28:55A CIDADE NO BRASIL
00:28:57Então, isso afeta a uma circunferência amplia, a morte de uma pessoa.
00:29:03Nós, quando começamos a documentar tudo isso de violência,
00:29:10havia gente que se parava nos kioscos do periódico e que veia...
00:29:14e que veia as fotos, que são fotos muito sangrientas,
00:29:18e que dizia, mas isso não tem nada...
00:29:20ou seja, é igualito ao que aconteceu na Revolução.
00:29:22De fato, há muitas fotos dos colgados dos puentes
00:29:25que te evocam a os colgados, este... em os árbores.
00:29:30Claro que a violência agora foi como bestial e mais brutal e mais sem sentido.
00:29:37Eu tenho uma secção que se chama Parte de Guerra todos os dias.
00:29:42Desde há seis anos, quase seis anos.
00:29:50Honestamente, ao longo desses cinco ou seis anos,
00:29:54eu pensei em...
00:29:57em dar esse tipo de notícias de outra maneira, não agrupadas em uma parte de guerra.
00:30:03Mas...
00:30:05as circunstâncias me impediram fazer isso.
00:30:09Existe isso.
00:30:11Existem...
00:30:13todos os assassinatos que ocorrem em diferentes lugares do país.
00:30:17e agrupo as coisas dentro de esta secção.
00:30:20E todos os dias eu tenho.
00:30:23Mas sim, parece que é cíclico o que estamos vivendo.
00:30:27Incluso, quem são os que estão cometendo...
00:30:30ou os que entrenaram a estes violentos,
00:30:32são os mesmos que nos setentas.
00:30:34Não foram castigados, os mesmos que nos setentas desapareceram gente.
00:30:38Os mesmos que nos...
00:30:40os mesmos que nos...
00:30:41os mesmos que nos setentas foram enviados a Estados Unidos
00:30:44a prender métodos de tortura.
00:30:46Então...
00:30:47é como cíclico e é parte...
00:30:49de isto que estamos passando e vivendo agora, não?
00:30:52O presidente da República decide declarar uma guerra contra o narco.
00:30:57E não toma em conta algo que todo mundo sabia.
00:31:00Que eram os instrumentos para uma guerra do aparato do Estado.
00:31:04Estão em poder do narco.
00:31:06Ou seja, seu sistema de inteligência...
00:31:10sabíamos pouco depois, todos os mexicanos,
00:31:12que estive dominado por o chapo Guzmán na primeira etapa.
00:31:16De tal maneira que...
00:31:17o que ele dizia onde pegas e a quem pegas...
00:31:20a través do controle de funcionários do Ministério Público,
00:31:24jefes de policía...
00:31:26estava em manos do narco.
00:31:29Isto teria que haberlo sabido.
00:31:32E a Procuraduría de Justicia de Nuevo León
00:31:35investiga a morte do jovem Jorge Otilio Cantú.
00:31:38Outro caso de Fuego Cruzado...
00:31:41outra equivocación de las Fuerzas Públicas.
00:31:44O jovem assassinado por error por la Policía de Nuevo León
00:31:47o lunes passado, lá em Monterrey.
00:31:49O Lune.
00:31:51O Lune.
00:31:52O Lune.
00:31:53Mostra do povo!
00:31:56O Lune.
00:31:57O Lune.
00:31:58O Lune.
00:31:59O Lune.
00:32:00A Prime.
00:32:01A CIDADE NO BRASIL
00:32:31A CIDADE NO BRASIL
00:33:01A CIDADE NO BRASIL
00:33:31Llegan a la camioneta
00:33:33Y le dan 5 disparos
00:33:35Directamente en la cara
00:33:36A 70 centímetros de distancia
00:33:40Esos son
00:33:44Los militares que honran
00:33:47Sus códigos de honor
00:33:486 balazos para acabarlo de rematar
00:33:51Que saña
00:33:54Que sangre fría
00:33:55Se necesita
00:33:57O andar drogado
00:33:59O yo no sé en qué condiciones
00:34:01Puede alguien
00:34:02Cometer
00:34:03Un asesinato
00:34:05De esa magnitud
00:34:06En esas circunstancias
00:34:08Y todavía no contentos con eso
00:34:11Eso lo ocultan
00:34:13Lo primero que dijeron
00:34:21Era que
00:34:22Él les había disparado
00:34:24Entonces le sembraron un arma
00:34:27Dentro de la camioneta
00:34:28Le pusieron
00:34:30Casquillos percutidos
00:34:32Dentro de la camioneta
00:34:33Le pusieron un arma
00:34:34Entre sus piernas
00:34:35Para creer
00:34:36Hacer creer
00:34:37Que él era
00:34:39Un criminal
00:34:40O que era un sicario
00:34:41En las investigaciones
00:34:43Que te digo
00:34:45Afortunadamente
00:34:46No se perdieron los videos
00:34:47Pues ahí se demuestra todo
00:34:49Se ve todo
00:34:50Todo
00:34:52Todo
00:34:54Hasta cuando levanta la mano
00:34:57Y se está rindiendo
00:34:59Y hasta cuando le dan
00:35:03Los balazos en la cara
00:35:04Eso está filmado
00:35:07Eso está filmado
00:35:09¿Quién puede negar eso?
00:35:18Te cuentan
00:35:19Anécdotas
00:35:21Una y otra
00:35:22Y otra
00:35:22Y otra
00:35:23De esta descomposición
00:35:24De las fuerzas
00:35:26De orden público
00:35:26Las fuerzas de choque
00:35:28En la guerra contra el narco
00:35:29Un traslado de presos
00:35:33Una patrulla adelante
00:35:34Una atrás
00:35:34Dos camionetas
00:35:35Dos homies del ejército
00:35:37De repente
00:35:38Ligaron una esquina
00:35:39En la noche
00:35:39La patrulla adelante
00:35:41Hace doble cambio de luz
00:35:42Aprieta el acelerador
00:35:44Y a 160 km por hora
00:35:45Desaparece
00:35:46La patrulla de atrás
00:35:47Doble cambio de luz
00:35:49Y los soldados
00:35:52Que no conocen la zona
00:35:53¿Sí?
00:35:56Están sometidos de repente
00:35:57A un tiroteo de fuegos cruzados
00:35:59Desde hace años
00:36:00Cuando se reportaba
00:36:02Una extraña matanza
00:36:04Aparecían
00:36:05Tres policías judiciales
00:36:07Dos policías estatales
00:36:08Un policía
00:36:09Muertos
00:36:10Y uno decía
00:36:11Bueno
00:36:11Y
00:36:12Y la respuesta era
00:36:14Bueno
00:36:14Es que los estatales
00:36:15Trabajaban para esta banda
00:36:17Los otros
00:36:17Trabajaban para la otra
00:36:18Con esas
00:36:21Fuerzas de orden público
00:36:22¿Cómo carajo
00:36:23Te atreves
00:36:24Seguimos a ir a una guerra
00:36:24América Latina
00:36:41Paga sus guerras sucias
00:36:42Contra las guerrillas
00:36:44Y contra la izquierda
00:36:46En general
00:36:46La paga
00:36:47En el crimen organizado
00:36:49Es decir
00:36:50Ese entrenamiento
00:36:52Que se le da
00:36:53A las fuerzas armadas
00:36:54A las fuerzas policiacas
00:36:56Para controlar
00:36:57Políticamente
00:36:59A un grupo ideológico
00:37:00Después
00:37:01Es usado
00:37:02Las mismas técnicas
00:37:02Para el crimen organizado
00:37:04La estrategia
00:37:05De detener
00:37:07Al líder
00:37:08De una estructura criminal
00:37:10No lo es todo
00:37:12Porque una vez
00:37:13Que tú detienes
00:37:14A un líder
00:37:15De una estructura criminal
00:37:16Hay cinco más
00:37:17Queriendo ocupar ese lugar
00:37:19Porque no le quitaste
00:37:20Ni el dinero
00:37:21Ni las casas
00:37:22Ni las rutas
00:37:23Ni la droga
00:37:23O sea
00:37:23Toda la estructura
00:37:25Con la que se mueve
00:37:26Y con la que
00:37:27Se desarrolla el narcotráfico
00:37:29Sigue ahí
00:37:29Lo único que hiciste
00:37:30Fue quitar la cabeza
00:37:31Cuando tú confrontas
00:37:33A una mafia
00:37:33Y no la destruyes
00:37:34Esta mafia
00:37:36Se fortalece
00:37:37En términos de violencia
00:37:38Y de capacidad de combate
00:37:40Y luego
00:37:42Hay que mantener
00:37:44Lo que levantó
00:37:45O sea
00:37:46Si tú reclutas
00:37:47Mil chavos
00:37:48Con celulares
00:37:48En Monterrey
00:37:49En Monterrey
00:37:49Para que te den alertas
00:37:51Para protegerte
00:37:52Luego tienes que darles trabajo
00:37:54Y entonces la mafia
00:37:55Se mueve
00:37:56Del tráfico de drogas
00:37:57A los secuestros
00:37:58A la extorsión
00:38:00A la venta
00:38:00De piso
00:38:01¿No?
00:38:02A la protección
00:38:04A la prostitución
00:38:05Tú destruyes una banda
00:38:07Y la banda que está abajo
00:38:09Toma su espacio
00:38:10Pero además
00:38:12Se multiplica
00:38:13En la medida
00:38:14En que el dinero
00:38:14Sigue fluyendo
00:38:15Un par de personas
00:38:17Perecieron
00:38:18En plena vía pública
00:38:19Después de ser acribillados
00:38:21Junto a otro hombre
00:38:22Por un comando armado
00:38:23En la colonia Salbarca
00:38:24Fueron dos granadas
00:38:25De fragmentación
00:38:26Una de ellas
00:38:27En la plaza
00:38:27Melchor Ocampo
00:38:28Y otra
00:38:29En la esquina
00:38:29De las calles
00:38:30Madero Poniente
00:38:31Y Quintana Roo
00:38:32En vista de otros
00:38:33Implicados
00:38:33En el incendio
00:38:34Del casino
00:38:34En Monterrey
00:38:35Que mató a 52 personas
00:38:37Sale a relucir
00:38:38Un nuevo personaje
00:38:39Ayer
00:38:40Si ustedes recuerdan
00:38:41Presentamos
00:38:41Como lo hacemos
00:38:42Todas las noches
00:38:43Nuestro reporte
00:38:44Del número de ejecutados
00:38:45Y luego lo tuvimos
00:38:46Que modificar
00:38:46Porque llegaron más
00:38:48A fin de cuentas
00:38:49Ayer hubo 52 ejecuciones
00:38:50Roberto
00:38:51El día más violento
00:38:52Del año
00:38:53Del sexenio
00:38:54Del año y del sexenio
00:39:02El 19 de marzo
00:39:15A las 7 de la mañana
00:39:16Me hablan por teléfono
00:39:17Para avisarme
00:39:18Que mi hijo
00:39:18Se lo habían llevado
00:39:19Investigando
00:39:21Cómo fue toda la situación
00:39:22Así que a las 1.45 de la mañana
00:39:26Se lo llevan
00:39:26Van por su patrón
00:39:27Él vendía discos piratas
00:39:29Copias de discos
00:39:31En un lugar aquí
00:39:32Que es Vallarta
00:39:33Y Cuauhtémoc
00:39:34Él trabajaba
00:39:35En el turno de la noche
00:39:36Vaya
00:39:36Y a esa hora
00:39:38Van por su patrón
00:39:39Preguntan por la moto
00:39:41Que está ahí
00:39:41Que era del patrón
00:39:44Y de ahí
00:39:45Él no quiere dejar
00:39:46Le dicen que se vaya
00:39:47Pero él no quiere
00:39:48Dejar los discos
00:39:49O sea
00:39:49El negocio solo
00:39:50Porque
00:39:51Pues era una cantina fuerte
00:39:52No es dinero
00:39:53Y pues él le dio miedo
00:39:54Dejar ahí
00:39:55Pues porque sabía
00:39:56Que le iba a pagar
00:39:57En un momento dado
00:39:58Eran tres personas
00:39:59Varones
00:40:00Los tres
00:40:00Y lo empiezan a golpear
00:40:03Él se saca su cinturón
00:40:04Y se quiere defender
00:40:06De esos golpes
00:40:07Pero lo que me han contado
00:40:09Que una de las personas
00:40:10Va
00:40:10A este
00:40:12Al vehículo
00:40:13Donde vienen
00:40:14Y sacan una pistola
00:40:16Y se lo llevan
00:40:17Entonces desde esa hora
00:40:23No hemos vuelto a saber
00:40:24Nada de Cristian
00:40:25Nada
00:40:26Absolutamente nada
00:40:28A dar cuenta
00:40:28Que se retragó la tierra
00:40:29Ahí
00:40:31Hijos sin padres
00:40:34Madres sin hijos
00:40:36Esposas sin esposos
00:40:38Está el pueblo desecho
00:40:41Yo creo que no hay
00:40:43Dolor más grande
00:40:45Y dolor más devastador
00:40:47En la vida de una persona
00:40:49Yo he perdido
00:40:50A mi padre
00:40:51A mi madre
00:40:53A hermanos
00:40:54A parientes
00:40:55Pero perder un hijo
00:40:57Perder un hijo
00:40:58No tiene paradigma
00:41:00Todo duele
00:41:01Duele la muerte del vecino
00:41:04Duele la muerte del amigo
00:41:05Duele la muerte
00:41:07De cualquier persona
00:41:09De un soldado
00:41:11Duele la muerte
00:41:12Pero la muerte de un hijo
00:41:15Eso no tiene paradigma
00:41:18No tiene paradigma
00:41:19Es
00:41:20El dolor
00:41:22Más devastador
00:41:24Que puede tener
00:41:25Un ser humano
00:41:26Y yo
00:41:28Yo
00:41:29Pues te imaginas
00:41:30Su esposa
00:41:32Mi esposa
00:41:34Sus hermanos
00:41:36Su familia
00:41:37Es terrible
00:41:39Estas gentes
00:41:40No miden el dolor
00:41:41No miden
00:41:43No saben de dolor
00:41:44Yo me enfrenté
00:41:46Con ellos
00:41:46En la corte militar
00:41:48Tuve que ir
00:41:49A la corte militar
00:41:49Ninguno se le veía
00:41:51Arrepentimiento
00:41:52De nada
00:41:53De nada
00:41:54Ni lo tienen
00:41:55Ni lo van a tener
00:41:56Es gente entrenada
00:41:57Para eso
00:41:58Para matar
00:41:59Pero
00:42:00Pero no para cuidarnos
00:42:03Afectó
00:42:09Hasta mis nietas
00:42:12Hasta mi nieta
00:42:14Mi nieta
00:42:14Tuvo que recibir
00:42:15Tratamiento
00:42:16Psiquiátrico
00:42:18Y psicológico
00:42:19Todos lo recibimos
00:42:20Gracias a la Comisión
00:42:22Nacional de Derechos Humanos
00:42:23Que nos
00:42:23Han
00:42:24Dado
00:42:25Su apoyo
00:42:26Incondicional
00:42:27Y ellos
00:42:29Pero
00:42:30Dentro de
00:42:32Todos
00:42:33Sus
00:42:33Sus sobrinos
00:42:36Había una
00:42:39Muy en especial
00:42:40Que él
00:42:42La tenía
00:42:43Y que la paseaba
00:42:43Y la llevaba
00:42:45De un lugar
00:42:45A otro
00:42:46Y
00:42:46La sentía
00:42:48Como propia
00:42:48Como si fuera de él
00:42:51Esa niña
00:42:55Sufrió
00:42:56Terrible
00:42:57Sufrió terrible
00:42:59Ella sabía
00:43:01Que su tío
00:43:01Coque
00:43:01Ya no estaba
00:43:03Ella sabía
00:43:05Que su tío
00:43:06Coque
00:43:06Le había pasado algo
00:43:08Porque ella no lo veía
00:43:10Ella nos preguntaba
00:43:11Y porque no veo
00:43:13A mi tío
00:43:13Coque
00:43:13Si siempre venía
00:43:14Conmigo
00:43:15Porque ahora
00:43:16No está aquí
00:43:17Hasta que
00:43:20Tuvo que explicarle
00:43:23La psicóloga
00:43:23A la psiquiatra
00:43:24Que
00:43:25Su tío
00:43:26Coque
00:43:26Ya no estaba
00:43:26Con nosotros
00:43:27Pero que
00:43:28Le seguía cuidando
00:43:29Donde estaba
00:43:30Te amo
00:43:38Te amo
00:43:40Te amo
00:43:40Te amo
00:43:40Te amo
00:43:41A CIDADE NO BRASIL
00:44:11A CIDADE NO BRASIL
00:44:41A CIDADE NO BRASIL
00:44:43A CIDADE NO BRASIL
00:44:45En algunas de las poblaciones, si no es que la mayoría, donde ha intervenido el ejército, la gente no quiere que se vaya el ejército.
00:44:55Porque si se sale el ejército, quedan a merced de los grupos criminales. Y entonces sí, los secuestros, el cobro de derecho de piso y la tasa de homicidios se les van para arriba.
00:45:10Ahí, por ejemplo, lo que pasó en Juárez, en 2007, ellos tenían 300 asesinatos al año. Para 2008, cuando llegué al ejército, ya fueron 1.680, ¿no? De 300 a 1.680.
00:45:22En 2009 fueron 2.500 y en 2010 ya fueron 3.111, más o menos. Y el día que se fueron, el mes que se fueron, se redujo la violencia y empezó a reducirse, a reducirse, a reducirse al más del 60%. Eso pasó ahí y luego ha pasado en otros lugares.
00:45:44Hay todo, digamos, un estudio que hizo el Colegio de México el año pasado que decía que la presencia del ejército estaba desbordando la violencia, ¿no?
00:45:54Ahí donde había ejército, ahí llegaba el crimen organizado a enfrentarse contra ellos, ¿no?
00:45:59Pues lo que necesitas hacer es cambiar la política de guerra. Es otro paradigma. No es nada más que digas voy a acentuar algunas cosas distintas.
00:46:09Es una concepción distinta y un paradigma diferente para sacar al país de la guerra en la que lo metiste.
00:46:16En ningún momento considero que es posible que una de las facciones vaya a ganar.
00:46:22En esta guerra va a ganar la ley.
00:46:28La presencia del ejército aquí aumentó la criminalidad, aumentó la violencia y aumentó las muertes.
00:46:39Ya sabíamos que eso lo había llevado gente.
00:46:46Entonces era así como que el pedir ayuda, pero nadie te hacía caso, nadie te escuchaba, ¿no?
00:46:51Y era la desesperación, te digo, eso fue sábado 1 a 45 de la mañana.
00:46:57Domingo 6 de la mañana yo ya estaba pegando carteles y a mí no me importaba si me lo entregaban ciego, si me lo entregaban sin lengua, si me lo entregaran como me lo entregaran, pero que me lo entregaran y que yo lo iba a sacar de México.
00:47:11Yo recibo una llamada, ¿no? Después, como a la semana, donde me dicen, pues, de que ya iban por mí, ¿no?
00:47:19Que tendría cuidado porque yo estaba haciendo mucho escándalo, muchas cosas.
00:47:24Ese día mi papá, pues, todo el mundo me decía, pues, vete, o sea, vete porque tienes los otros hijos, ¿no?
00:47:30O sea, llévatelos y vete.
00:47:31Pues, ya no se íbamos a ir, ¿no?
00:47:33Y, pero, pero, pues, gracias a Dios ahora sí que al último decidimos el quedarnos, o sea, enfrentar el miedo porque yo le decía a mi mamá, es que yo no me puedo ir.
00:47:43Yo tengo que, tengo que esperar a que él aparezca vivo o muerto, ¿verdad? Yo tengo que estar aquí.
00:47:49Alguien hizo comentario que no, pues, se los llevaron los narcos, ¿no? Se los llevaron a Saltillo, a Culiacán, se los llevan.
00:48:07Dicen que a los jóvenes se los llevan para tenerlos esclavizados allá, para, para tenerlos en los grupos delictivos, ¿no?
00:48:20Los delictivos y, este, y empacar la droga o entregar droga.
00:48:26Eso estuvimos nosotros investigando todo esto con los demás y decían que se los llevaban y como no les pagaban y los tenían amenazados de muerte,
00:48:36que si ellos se escapaban, venían a matar a toda la familia.
00:48:40No pierdo las esperanzas que quizás de una manera u otra yo lo llegue a ver, ¿sí?
00:48:48El cinturón, te digo, este llega a mis manos el mismo día, 19, como la tarde, no recuerdo, fue mi prima a entregármelo.
00:49:01Fue lo único que recibí, es lo único que tengo.
00:49:05Y sus fotografías.
00:49:12Los cooptan como sicarios, si alguien no quiere, le dan un arma y le dicen, mátalo.
00:49:19Si no lo mata, a él lo asesinan y si lo matan, inmediatamente ya cruzó esa línea y poco a poco lo van convirtiendo en un sicario.
00:49:27Si analizas, en los seis años del presidente Calderón, fueron 80 mil jóvenes que murieron, y recalco jóvenes, entre 15 y 25 años.
00:49:42Esos jóvenes no nacieron criminales. Esos jóvenes no llevan la criminalidad en sus genes.
00:49:48El gobierno dejó de informar desde 2010.
00:49:59No hay ningún registro que nos diga a la actualidad cuántos son los muertos, de qué edades.
00:50:07No hay esa información.
00:50:08En los seis años de Felipe Calderón, el Semanario Z contabilizó más de 83 mil ejecutados.
00:50:16En los primeros 100 días del presidente Enrique Peña Nieto, en el Semanario Z lo publicamos más de 4 mil 500 ejecutados.
00:50:23Llevan un ritmo en ascenso el número de muertos en México.
00:50:2880 mil muertos es cuatro veces lo que hubo en Irak cuando estaban en guerra.
00:50:35Es mucho más que los desaparecidos en Argentina, en Chile, en solo seis años.
00:50:43Hay zonas enteras silenciadas.
00:50:45En Tamaulipas me tocó ir a las fosas comunes al rescate cuando sacaban unos 200 cadáveres.
00:50:51y la mayoría de la gente, había filas de cientos de personas tratando de que les hicieran la prueba de ADN.
00:50:58Y lo que me llamó mucho la atención es que la mayoría de la gente no había denunciado porque tenía miedo
00:51:02o porque en el Ministerio Público les dijeron que no lo hicieran.
00:51:05Y era la primera vez que decían, después de un año, dos años, que al hijo les faltaba o al papá.
00:51:15Estamos desamparados. Estamos verdaderamente abandonados a nuestra suerte.
00:51:21Y se habla mucho, aunque no ha habido hasta estos momentos, manera de probarlo,
00:51:27de que en ciertos sectores se crearon grupos paramilitares
00:51:31que actuaban por la libre y que ejecutaban a quien le daba la gana.
00:51:35Entonces se generó los desaparecidos de nuevo.
00:51:40Padre, que estás en el cielo, santificado sea tu nombre.
00:51:44Venga a nosotros tu reino.
00:51:46Haga tu voluntad en la tierra como en el cielo.
00:51:50Sanoso es nuestro pan de cada día.
00:51:52Perdona nuestras ofensas como también nosotros perdonamos a los que nos ofenden.
00:51:56Que no nos dejes caer en tentación y viviéramos de todo más.
00:52:00Madre, mi santísimo, te pedimos por mis hijos que no están aquí comiendo.
00:52:16Te pedimos que si en algún lugar ellos te encuentran,
00:52:20les den un taco para que ellos sobrevivan.
00:52:23Que los ayudes y los cuides donde quiera que ellos se encuentren.
00:52:28A mi esposo, que él está discapacitado, que no puede, que le den un taco.
00:52:33Él no puede comer por sus propias manos.
00:52:36Damos gracias, Señor, por esta comida que nos diste el día de hoy.
00:52:41Madre, mi padre, mi padre, mi padre, mi padre, mi padre, mi padre, mi padre.
00:52:44Nosotros somos en la familia tres hombres, tres mujeres, papá y mamá.
00:52:54Siempre nos hemos dedicado al campo.
00:52:57Una familia demasiado unida, demasiado alegre.
00:53:00Y nos gusta convivir con la gente de manera sana y bonita.
00:53:08Nosotros salíamos al campo a eso de las 6 de la mañana,
00:53:11cuando íbamos toda la familia, porque todos apoyábamos para el cultivo de las huertas.
00:53:20Dentro de ellas se cultivaba únicamente el aguacate,
00:53:25pero se tenían frutales como naranjas, guayabas, ciruelas, caña.
00:53:33Y a mi papá no le gustaba cortar esas para venderlas,
00:53:37sino él las cortaba y se las regalaba a todos los vecinos.
00:53:41Para que no se echaran a perder.
00:53:44Pero era así como llegar al campo y libertad, ¿no?
00:53:55El 20 de diciembre, como a las 10 de la noche,
00:53:59ya nos encontrábamos todos dormidos en casa.
00:54:03Militares irrumpen nuestro domicilio tumbando la puerta.
00:54:07Entonces, cuando nos damos cuenta, ya estábamos rodeados completamente toda la manzana.
00:54:15Tratan de extorsionar a mi papá y le dicen,
00:54:18danos 200 mil pesos y te dejamos a tu hijo.
00:54:22Mi papá les dice, yo no tengo por qué darles nada.
00:54:24Mi hijo no es un delincuente.
00:54:26Mi hijo no debe nada, ni están encontrando nada en esta casa.
00:54:29Además, no trae ni orden de cateo que permita que ustedes entren al domicilio.
00:54:37Se llevan preso a mi hermano, presentándolo como uno de los sicarios más buscados
00:54:43por posesión ilegal de armas y droga.
00:54:49Mi papá, en la lucha por sacar a mi hermano de prisión,
00:55:00en el año 2008,
00:55:03es detenido, desaparecido mi papá, Leonel Oroz Cortís,
00:55:07por personas paramilitares que igualmente llegan a mi domicilio,
00:55:12lo suben a su camioneta
00:55:14e, pues, no se ha vuelto a saber de él.
00:55:18Nosotros pusimos la denuncia aquí en la Procuraduría General del Estado,
00:55:23pero, pues, nunca hubo ningún dato que arrojaran estas investigaciones
00:55:28para dar con el paradero.
00:55:30El objetivo, en lo general, en las desapariciones forzadas,
00:55:34es atemorizar a la sociedad, a la población.
00:55:38Y, pues, es contra la gente, ¿no?
00:55:42Para hacer creer que son narcotraficantes
00:55:45o la delincuencia organizada los que se están llevando a estas personas.
00:55:50Y lo que nos estamos dando cuenta es que, pues, realmente no es cierto, ¿no?
00:55:53O sea, es el mismo Estado.
00:55:55Desde el momento en que desaparece mi papá,
00:56:01implementamos como una búsqueda de
00:56:04tu pregunta por allá, tu pregunta por acá, este...
00:56:08Busquémoslo, posiblemente...
00:56:12esté muerto, pero esté en algún lugar.
00:56:14Hay ya expedientes, por ejemplo, de Tamaulipas que se han publicado
00:56:32y de Coahuila,
00:56:33donde los militares que están en la cárcel
00:56:36o los militares informantes
00:56:39dicen que el general desapareció
00:56:44o pidió que se deshicieran de una persona
00:56:47porque le gustó su camioneta.
00:56:53Entonces, en el año de 2009,
00:56:56mi hermano Leonel Orozco Medina
00:56:58llegó de trabajar a eso de las 5 de la tarde
00:57:01y fue a regar las plantas
00:57:05de la casa de mi hermano que estaba preso.
00:57:09Y como a las 6 y media de la tarde,
00:57:13vecinos nos informan
00:57:15que mi hermano había sido detenido
00:57:19por personal de la AFI
00:57:21o personas que andaban vestidos de AFI.
00:57:25Tres días y nadie llamaba.
00:57:27Hasta el tercer día nos llamaron
00:57:29y nos dijeron que ellos tenían a mi hermano
00:57:33y que no nos lo iban a entregar
00:57:36hasta que no diéramos una cantidad de dinero por él.
00:57:39Y en todo caso,
00:57:41querían una propiedad de mi papá,
00:57:44una huerta de aguacate
00:57:46de al menos 10 hectáreas.
00:57:49La misma que querían
00:57:51cuando fue detenido mi papá.
00:57:54Las desapariciones
00:58:03es como una nebulosa.
00:58:08¿Para qué?
00:58:08Bueno, pues para
00:58:09también romper el espíritu de la gente.
00:58:12O sea, como cuando la gente se está organizando,
00:58:14cuando la gente está muy brava.
00:58:15O sea, una desaparición.
00:58:17El quedarse en ese estado de
00:58:19¿Qué pasó?
00:58:21Porque primero no entiendes
00:58:22¿Qué pasó?
00:58:22Es un secuestro,
00:58:23no es
00:58:24¿Va a regresar?
00:58:25¿Lo tienen?
00:58:27Si hablo,
00:58:28¿Le va a pasar algo?
00:58:29¿Va a estar en riesgo?
00:58:31Eso hace que
00:58:32como que desactiva, ¿no?
00:58:33Desactiva todo tipo de protesta,
00:58:36desactiva,
00:58:37como rompe el espíritu de la comunidad.
00:58:40Y es un miedo tremendo, ¿no?
00:58:42Que es muy diferente
00:58:43a cuando alguien es asesinado.
00:58:46Tenemos miles de personas desaparecidas,
00:58:48no se saben ni los nombres,
00:58:50menos los motivos,
00:58:52razones móviles,
00:58:53responsables
00:58:54de los homicidios.
00:58:57Entonces,
00:58:57hay mucho desazón,
00:59:01tristeza
00:59:03desde el punto de vista
00:59:04de la dimensión humana
00:59:05de las personas que han sufrido esto.
00:59:09Después de la detención,
00:59:11desaparición de
00:59:12de Leonel,
00:59:13mi hermano menor,
00:59:15el más chico,
00:59:16este,
00:59:16que nosotros dejamos trabajando
00:59:18a hermanos de mi mamá,
00:59:22nuestras propiedades.
00:59:25Entonces,
00:59:26al ellos estar trabajando,
00:59:28un día llegan
00:59:29paramilitares
00:59:32al domicilio de mis tíos
00:59:34y les quitan
00:59:35todos nuestros títulos
00:59:37de propiedad.
00:59:38Escrituras,
00:59:39minutas,
00:59:42pólizas,
00:59:44facturas de las camionetas,
00:59:47absolutamente todo.
00:59:49Entonces,
00:59:49ahorita, pues,
00:59:50ya tienen
00:59:50posesión
00:59:52de nuestras propiedades.
00:59:54Lugares donde,
00:59:55pues,
00:59:55donde hemos compartido
00:59:56nosotros
00:59:57tantas alegrías,
00:59:58sufrimientos,
00:59:59cansancio
01:00:00y sacrificios
01:00:01por tenerlas.
01:00:06Después de esto,
01:00:07pues,
01:00:08mi hermano
01:00:09Moisés dijo,
01:00:10no,
01:00:10pues,
01:00:11ahora son dos,
01:00:13ya no es uno.
01:00:14Yo asumo
01:00:15mi responsabilidad
01:00:16y voy a buscarlo
01:00:17donde lo encuentre,
01:00:19¿no?
01:00:19él decía,
01:00:21yo tengo una familia,
01:00:23pero me duele
01:00:24mi papá y mi hermano.
01:00:27El día 22 de mayo
01:00:29mi hermano
01:00:29me llama en la noche
01:00:31y me dice,
01:00:33me dice,
01:00:35lo último que él me dice
01:00:42es,
01:00:43este,
01:00:46es,
01:00:46pide ayuda
01:00:47porque
01:00:47la policía municipal
01:00:49me está siguiendo
01:00:50y,
01:00:52y pues,
01:00:53me van a desaparecer.
01:01:12y ahora es lo mismo
01:01:35que me dicen a mí,
01:01:36¿no?
01:01:37O sea,
01:01:37ya no sigas,
01:01:39ya no sigas
01:01:41buscando a tus hermanos
01:01:43y a tu papá
01:01:44porque a ti te puede pasar
01:01:45lo mismo.
01:01:51¿Por qué a mí?
01:01:53¿Por qué yo?
01:01:54¿Por qué mi hijo?
01:01:57¿Por qué nosotros?
01:01:59No somos gente mala,
01:02:01somos gente trabajadora.
01:02:02¿Por qué?
01:02:05Y el no tener respuestas,
01:02:08el tener que decir,
01:02:10el tener que,
01:02:11aceptar y pedirle
01:02:12a Dios,
01:02:16¿no?,
01:02:17el que te ayude
01:02:17hasta dejar de creer en Él,
01:02:23cosas muy contradictorias.
01:02:29Estoy rota,
01:02:31estoy deshecha.
01:02:32si mi hijo hubiera muerto
01:02:36en un accidente,
01:02:37pues a lo mejor
01:02:38nosotros dijéramos,
01:02:39este,
01:02:40Dios así lo quiso,
01:02:43Dios se lo llevó.
01:02:44De lo contrario,
01:02:45pues tenemos
01:02:46mucho rencor
01:02:48en contra de las gentes
01:02:49que nos lo mataron,
01:02:51tenemos odio.
01:02:52no podemos olvidar
01:02:59ni podemos quitarnos
01:03:01las lágrimas,
01:03:02hemos llorado mucho,
01:03:05pero
01:03:05trataremos y tratamos
01:03:09poco a poco
01:03:09de ir recordando
01:03:14sus momentos
01:03:15de alegría
01:03:18las que vivimos con Él
01:03:19aquí,
01:03:20aquí,
01:03:21en este lugar
01:03:22donde estamos ahorita.
01:03:23aquí le hicimos a Él
01:03:26una despedida
01:03:28veinte días
01:03:30antes de su muerte.
01:03:37Alguien que pierde
01:03:38a su mujer
01:03:38es un viudo,
01:03:42alguien que pierde
01:03:42a sus padres
01:03:44es un huérfano,
01:03:46pero ni siquiera
01:03:47la humanidad
01:03:47ha podido concebir
01:03:48un nombre
01:03:49para nombrar
01:03:50el Estado
01:03:51en la que un padre
01:03:52o una madre
01:03:53viven cuando
01:03:54se hace una inversión
01:03:58de lo natural
01:03:59la muerte de un hijo.
01:04:06Mientras
01:04:07una sola víctima
01:04:09de la violencia
01:04:09es suficiente
01:04:10para que a todo mundo
01:04:11nos alerte,
01:04:16es suficiente
01:04:17para que sea
01:04:18la prioridad
01:04:18más importante
01:04:19de cualquier persona
01:04:20que quiera conducir
01:04:21los destinos
01:04:21de un país.
01:04:22No, no,
01:04:23disculpenme,
01:04:24estoy en el caso.
01:04:26Yo no le puedo decir
01:04:27bienvenido
01:04:28porque para mí
01:04:29no lo es.
01:04:30Nadie lo es
01:04:31porque aquí
01:04:32son más de dos años
01:04:34que se está cometiendo
01:04:35asesinatos.
01:04:37Yo quiero que
01:04:38esto se haga bien,
01:04:40que Juárez
01:04:40sea el Juárez
01:04:40de antes.
01:04:42Aquí Juárez
01:04:42está en luto.
01:04:44No es justo
01:04:45que mis pechitos
01:04:47estaban en una fiesta.
01:04:48ahora
01:04:49quiero que usted
01:04:51diga lo que usted
01:04:52se restrate
01:04:53de lo que hicieron.
01:04:54Diga lo que usted
01:04:55dijo
01:04:55que era
01:04:56un parmillero
01:04:57mentira.
01:04:58Mis hijos,
01:04:59mi hijo de mis hijos
01:05:00estaban en Inahuay
01:05:01y a los puestados
01:05:03en la prepa
01:05:04estudiaban
01:05:05y trabajaban.
01:05:07Le apuesto
01:05:08que si usted
01:05:09le hubieran matado
01:05:10un hijo,
01:05:11usted debajo
01:05:12de las piedras
01:05:13buscaba
01:05:13al asesino,
01:05:14diciendo que
01:05:15como yo no tengo
01:05:16los recursos,
01:05:17yo no los puedo
01:05:17buscar.
01:05:20No, no,
01:05:21siempre dicen
01:05:22lo mismo,
01:05:23señor presidente.
01:05:24El perril,
01:05:25la esa,
01:05:26todos dicen
01:05:27lo mismo
01:05:27y aquí no se arregla
01:05:29nada.
01:05:30Todos dicen
01:05:30que ya,
01:05:32es la verdad.
01:05:33Pero verdad,
01:05:34si usted
01:05:34las señores
01:05:34no dicen nada.
01:05:36Ah,
01:05:37pero que bien
01:05:37aplauden al presidente
01:05:38porque vino.
01:05:39Qué bueno,
01:05:40pues sí.
01:05:42Quiero que se ponga
01:05:43en mi lugar
01:05:43ahorita
01:05:44lo que yo estoy sintiendo.
01:05:45no digo
01:05:47por supuesto,
01:05:48presidente.
01:05:48Háganos por Juárez,
01:05:50que Juárez
01:05:51sería sumante
01:05:52ser a Juárez.
01:05:53No,
01:05:53como el sangrito
01:05:54que está ahorita.
01:06:01El momento
01:06:02en el que
01:06:03Felipe Calderón
01:06:05habló de que
01:06:05todos estos muertos
01:06:07involuntarios
01:06:08eran daños colaterales,
01:06:10pues era manera
01:06:10de decir
01:06:11que esos
01:06:13jóvenes
01:06:14eran sacrificables
01:06:16y era parte
01:06:18del sacrificio
01:06:18que había que hacer
01:06:19para que la seguridad,
01:06:21como dice
01:06:22su propaganda,
01:06:23esté con tus hijos
01:06:25y la droga
01:06:25no llegue
01:06:26a tus hijos.
01:06:27Es decir,
01:06:28de alguna manera,
01:06:30hay una,
01:06:30en el discurso mismo,
01:06:32hay una segregación,
01:06:34una separación,
01:06:35una diferenciación
01:06:36clara
01:06:38entre
01:06:38a los que hay
01:06:40que proteger
01:06:41frente a los que
01:06:42hay que sacrificar,
01:06:43¿no?
01:06:44Entonces,
01:06:45creo que
01:06:45desde esa perspectiva
01:06:47nuestro propio
01:06:49holocausto
01:06:50nos muestra
01:06:51como en un espejo negro
01:06:54todo lo que nosotros
01:06:56hemos construido,
01:06:59mal construido,
01:07:01de nuestra convivencia
01:07:03como ciudadanos,
01:07:05como vecinos,
01:07:06como personas.
01:07:07Monterrey,
01:07:08Juárez,
01:07:09el estado
01:07:10Tamaulipas,
01:07:11Veracruz,
01:07:12el punto de encuentro
01:07:13entre Acapulco
01:07:14y Puerto Diamante
01:07:15en Guerrero,
01:07:16toda la zona rural
01:07:18de Michoacán,
01:07:20Sinaloa,
01:07:21Morelia,
01:07:23algunas otras ciudades
01:07:24de Morelia,
01:07:26Torreón,
01:07:27algunas partes
01:07:28de Durango,
01:07:29son
01:07:30ciudades
01:07:31que están
01:07:32viviendo ya
01:07:34para el estado fallido.
01:07:35El principal
01:07:36campo de combate
01:07:37ha sido
01:07:38el territorio
01:07:38de México
01:07:39porque tenemos
01:07:40una frontera
01:07:41de 3 mil kilómetros
01:07:42con los Estados Unidos.
01:07:45Deberíamos empezar
01:07:46por
01:07:47tener en cuenta
01:07:48esa realidad.
01:07:50El consumo
01:07:51en Estados Unidos
01:07:52es el que genera
01:07:53un mercado
01:07:54espectacular,
01:07:55gigantesco,
01:07:57de más de 50 mil
01:07:58millones de dólares
01:07:59que recogen
01:08:00los carteles
01:08:01de la venta
01:08:02de drogas
01:08:02en Estados Unidos.
01:08:05Es una guerra
01:08:05que tiene que ver
01:08:06con el consumo
01:08:07de la droga
01:08:07de manera
01:08:08exorbitante
01:08:09en Estados Unidos.
01:08:11Y sin embargo,
01:08:12Calderón Valles
01:08:12ofrece a los norteamericanos
01:08:14una guerra
01:08:15en territorio nacional.
01:08:17Aquí hay 60 mil
01:08:18muertos
01:08:18del lado
01:08:19allá,
01:08:19150.
01:08:19y en Estados Unidos.
01:08:22Y en Estados Unidos
01:08:22nos reconocen
01:08:22nuestras responsabilidades.
01:08:24Nosotros entendemos
01:08:24que la causa
01:08:25de la causa
01:08:27de la violencia
01:08:27que está sucediendo
01:08:28aquí en México
01:08:29por la cual
01:08:31tantos mexicanos
01:08:31han sufrido
01:08:32es la demanda
01:08:33de drogas
01:08:33en los Estados Unidos.
01:08:35Yo he preguntado
01:08:36y sinceramente
01:08:38no creo
01:08:39que legalizar drogas
01:08:40es la respuesta,
01:08:40pero yo creo
01:08:41que una
01:08:43comprensiva
01:08:44no solo
01:08:45la administración
01:08:46sino la educación
01:08:47y la prevención
01:08:47y la prevención.
01:08:48Eso es lo que tenemos que hacer.
01:08:50¿Dónde está la DEA?
01:08:51¿Dónde está la CIA?
01:08:52¿Dónde está el FBI?
01:08:55¿Dónde están
01:08:55todas las instituciones
01:08:56de seguridad
01:08:57de aquel país?
01:08:59¿Por qué la droga
01:09:00se mueve libremente
01:09:01una vez que cruza
01:09:03la frontera
01:09:03a los mercados
01:09:05de Chicago,
01:09:05de Nueva York,
01:09:06de Washington,
01:09:07de Seattle,
01:09:08de San Francisco?
01:09:10Toda la Unión Americana
01:09:11está inundada
01:09:12de drogas.
01:09:13Entonces hay una grave
01:09:14responsabilidad
01:09:15de aquel lado.
01:09:16Y mientras la oferta
01:09:17de armas
01:09:18también continúe
01:09:20por parte
01:09:22de los productores
01:09:23y comerciantes
01:09:24de armas
01:09:24de los Estados Unidos
01:09:25para proveer
01:09:27las mafias
01:09:29que operan en México,
01:09:32pues va a ser muy difícil
01:09:33terminar con ello.
01:09:36Usted no puede terminar
01:09:37una inundación
01:09:38si los diques
01:09:40siguen rotos.
01:09:40y también reconocimos
01:09:43que la mayoría
01:09:44de las armas
01:09:44utilizadas
01:09:45para cometer
01:09:45violencia
01:09:45aquí en México
01:09:46vienen de los Estados Unidos.
01:09:47cuando los carteles
01:09:48tienen 50 mil millones
01:09:51de dólares
01:09:51en sus manos,
01:09:53pues tienen
01:09:53para comprar armamento
01:09:55lo más moderno
01:09:56que te puedes imaginar,
01:09:57tienen para contratar
01:09:58los mejores fiscalistas,
01:10:00los mejores financieros,
01:10:03los mejores capacitadores,
01:10:05entonces son como
01:10:05una organización
01:10:06empresarial
01:10:08y por tanto
01:10:10no es fácil
01:10:10dar la batalla
01:10:11contra ellos.
01:10:12El narco
01:10:13es fundamentalmente
01:10:14una estructura económica,
01:10:15es una economía paralela,
01:10:18genera inmensos niveles
01:10:20de ganancias,
01:10:22mueve montones
01:10:23de billetes
01:10:24de un lado
01:10:25a otro
01:10:26de la frontera,
01:10:27ese dinero
01:10:28se mueve
01:10:29en redes
01:10:30ilegales
01:10:30pero también aparece
01:10:31en la sociedad,
01:10:33se convierte
01:10:33en casas,
01:10:35propiedades,
01:10:37préstamo,
01:10:38no hubo
01:10:41o no quiso
01:10:42haber
01:10:42una investigación
01:10:44económica
01:10:45del narco,
01:10:47de cómo operaba
01:10:48económicamente,
01:10:49por lo tanto
01:10:49no había manera
01:10:50de cortarle
01:10:51su sustento fundamental
01:10:52o no se quiso.
01:10:55Mientras no haya
01:10:56una estrategia integral
01:10:58que investigue
01:11:00el lado de dinero,
01:11:01que les quite,
01:11:02les congele
01:11:03sus cuentas,
01:11:03que les congele
01:11:04a las empresas
01:11:05donde están lavando dinero,
01:11:06que les cierre
01:11:06las carreteras
01:11:08y las rutas
01:11:09que les confisque
01:11:10su droga,
01:11:10pues todo va a seguir
01:11:11igual,
01:11:11porque van a tener
01:11:12los elementos
01:11:13para seguir
01:11:14con su ilícito negocio.
01:11:16Hace años
01:11:17conocí un mail
01:11:18de un gerente
01:11:18de una sucursal
01:11:19bancaria
01:11:20en Laguna
01:11:20que le mandaba
01:11:22y le mandaba
01:11:22a su gerente
01:11:24en la Ciudad de México
01:11:24un mail
01:11:25diciendo
01:11:25hemos estado
01:11:26recibiendo
01:11:26dineros
01:11:26de origen
01:11:27oscuro,
01:11:27¿qué hago?
01:11:29Y la respuesta
01:11:29del gerente
01:11:30de la Ciudad de México
01:11:31en el mismo mail
01:11:32era
01:11:34money is money,
01:11:36el dinero
01:11:36es dinero.
01:11:37usted sabe
01:11:38que
01:11:39el triunfo
01:11:42tiene muchos padres
01:11:43y la derrota
01:11:45es huérfana,
01:11:45de modo que
01:11:48frente a
01:11:51la realidad
01:11:52de que
01:11:53el narco
01:11:54no ha
01:11:55sido derrotado
01:11:57e incluso
01:11:58tal vez
01:11:59ha crecido,
01:11:59pues debemos
01:12:01aceptar
01:12:03que por lo menos
01:12:04en parte
01:12:05la estrategia
01:12:06no ha sido eficaz.
01:12:08México siempre
01:12:09era el de la revolución mexicana,
01:12:12el Pancho Villa,
01:12:14México siempre
01:12:14era el pobre
01:12:15pero honrado
01:12:15de las películas
01:12:16de los cuarentas
01:12:17de Pedro Infante,
01:12:18México
01:12:18era los muralistas
01:12:20mexicanos,
01:12:21Diego Rivera,
01:12:22Orozco,
01:12:22Siqueiros,
01:12:23pero cuando el Estado
01:12:25se empezó a desmontar,
01:12:26desmontaron esa parte
01:12:27del proyecto
01:12:28de Nación
01:12:29e agora
01:12:30non somos nada,
01:12:31estamos a la deriva
01:12:32e o que
01:12:32necesitamos forjar
01:12:34é un propósito
01:12:36como nación.
01:12:38A esperanza está
01:12:39en que realmente
01:12:41se restablezca
01:12:43a la justicia
01:12:43pero
01:12:44con un pueblo
01:12:46en movimiento.
01:12:48Eu considero
01:12:49que
01:12:49que no
01:12:51a nadie
01:12:52por
01:12:53pues a
01:12:55nadie
01:12:56nadie tiene
01:12:57tiene que ser
01:12:59desaparecido.
01:13:04Incluso
01:13:05luego la impotencia,
01:13:08el coraje,
01:13:09como
01:13:10te comentaba,
01:13:12yo creo que
01:13:12yo podría matar
01:13:14pero nunca
01:13:15desaparecerlos.
01:13:16es
01:13:18que
01:13:18no
01:13:19no
01:13:19no
01:13:19no
01:13:19ni
01:13:20ni
01:13:20ni
01:13:20ni
01:13:21ni
01:13:21ni
01:13:22ni
01:13:22ni
01:13:22ni
01:13:22Tchau.
01:13:52Tchau.
01:14:22Tchau.
01:14:52Edgar Lee Masters, todos están durmiendo en la colina, les trajeron hijos muertos de la guerra e hijos e hijas destrozados por la vida y sus chiquillos huérfanos llorando, todos, todos están durmiendo, durmiendo en la colina.
01:15:18Por todos aquellos que duermen en las colinas, en las casas de refugiados, les pido ponerse de pie y guardar un minuto de silencio.
01:15:48Tchau.
01:15:50Tchau.
01:15:51Tchau.
01:15:52Tchau.
01:15:53Tchau.
01:15:54Tchau.
01:15:55Tchau.
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01:16:00Tchau.
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01:16:03Tchau.
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01:16:05Tchau.
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01:16:07Tchau.
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01:16:19Tchau.
01:16:20Tchau.
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01:16:23Tchau.
01:16:24Tchau.
01:16:25Tchau.
01:16:26Tchau.
01:16:28Amalia, Tarazas Moreno, Elsa Martínez Pérez, María de Los Ángeles Pérez Patlán, Flor María González Gómez, María Del Carmen Martínez Grimaldo.
01:16:40A Gustana Moreno.
01:16:42Presente.
01:16:44Rino! Presente!
01:16:50Guillermo Augustano! Presente!
01:16:55Raria 20! Presente!
01:16:58Raria 20! Presente!
01:17:02Castel! Presente!
01:17:0568! Presente!
01:17:08Ocho Mario Boneto! Presente!
01:17:11Miguel Ángel Loera! No debió morir!
01:17:17Elsa Martínez P. No debió morir!
01:17:22Marielena Moreno Luna! No debió morir!
01:17:28José Isidro Pérez García! Presente!
01:17:32José Luis y Francisco! Presente!
01:17:36Javier Beltrán Beltrán!
01:17:39Perla Lisbeth Vega! Presente!
01:17:42Francisco Alfredo González! Presente!
01:17:46Laura Isela Márquez Vineira! Presente!
01:17:50José Luis Elías Román! Presente!
01:17:54Fernando Pantoja Arguello! Presente!
01:17:57Patricia García Torres! Presente!
01:18:00Carlos Aarón Marcenas! Presente!
01:18:04Miguel Muñoz Valles! Presente!
01:18:07Francisco Piña Cruz! Presente!
01:18:09Francisco Piña Cruz! Presente!
01:18:11Juan Velo Cecilia! Presente!
01:18:15Deja!
01:18:20Do You Of Us!
01:18:26Ande Velo Cecilia!
01:18:30Amém.
01:19:00Amém.
01:19:30Amém.
01:20:00Amém.
01:20:30Amém.
01:21:00Amém.
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