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O economista Hugo Garbe explica como o recorde do Ibovespa B3 acima de 166 mil pontos está ligado ao capital estrangeiro, à queda da taxa de juros americana e ao cenário geopolítico global. Ele alerta também para a volatilidade e o impacto de discursos internacionais, como os de Donald Trump, sobre o mercado brasileiro.

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Transcrição
00:00Estou de volta. Como a gente mostrou aqui no começo do jornal, Ibovespa B3 renovou recordes hoje durante o pregão e também no fechamento, acima dos 166 mil pontos pela primeira vez.
00:13Sobre isso eu vou conversar agora com o economista Hugo Garbi, ele é fundador da Wallet Holding.
00:18Hugo, boa noite para você. Obrigada por ter aceitado o nosso convite.
00:23Olá, Cris. Boa noite. Prazer estar aqui com vocês. Sempre uma satisfação.
00:27Obrigada. Prazer é nosso. Hugo, o que levou esse recorde da Bolsa hoje? E na sua opinião isso deve continuar assim pelos próximos dias?
00:35A gente pode entrar numa sequência de recorde atrás de recorde?
00:40Sem dúvida existe uma perspectiva positiva para a Bolsa. A principal variável, ou seja, a influência que nós temos hoje por uma expectativa positiva da Bolsa são os Estados Unidos.
00:53Então, a gente sabe que os Estados Unidos, a grande parte da Bolsa brasileira, nós recebemos um fluxo grande de capital dos americanos e hoje a curva de juros americana é uma curva decrescente.
01:08O que significa isso? Ou seja, na próxima reunião do Federal resolveu um corte de 25 pontos base e esses 25 pontos base já determinam uma queda na taxa de juros e uma curva contínua.
01:22Então, isso faz com que o capital investido nos Estados Unidos procure oportunidades de investimento mais relevantes e atraentes.
01:32O Brasil é um mercado emergente ainda atraente para os Estados Unidos, porque se a gente for analisar os mercados emergentes no mundo,
01:41a Rússia passa por uma crise econômica desde a guerra com a Ucrânia.
01:48A gente tem o México, por exemplo, que tem ali um mercado um pouco mais incipiente do que o brasileiro.
01:55A África do Sul e a China ainda não são grandes parceiros pontuais ali do fluxo de capital americano.
02:04A China, sim, mas na parte industrial.
02:06Então, a gente tem, sim, uma expectativa positiva para os próximos dias.
02:10E também esse atual cenário de tensões entre Estados Unidos e Europa pode acabar abrindo espaço para mercados emergentes e o Brasil nessa também?
02:20Sem dúvida.
02:22Eu acho que quando você tem um ambiente beligerante econômico, que é o que eu falo, ou seja, nós vivemos 2025 com uma beligerância econômica muito mais capitaneada pelo Donald Trump com o Tarifácio,
02:34essa beligerância continua com invasões de Groenlândia, Venezuela.
02:39Enfim, a gente tem um cenário geopolítico que influencia na economia.
02:43Se o Brasil souber tratar e levar e conduzir de forma bastante diplomática essa relação com os Estados Unidos no curto e médio prazo, a gente pode colher, sim, bons frutos comerciais.
02:57A moeda americana, a gente está acompanhando, ela tem perdido força nos mercados internacionais, mas hoje fechou em alta aqui no Brasil. Por quê?
03:05O que acontece? Quando você tem um fluxo, então quando a gente fala de bolsa aumentando e dólar, essas duas variáveis estão no mesmo sentido.
03:18Então o que acontece? Quando você tem o americano olhando para a taxa de juros americana e falando, não, a taxa de juros vai cair,
03:24são melhores oportunidades de retorno de investimento, coloca o dólar no Brasil e a conversão do dólar, ou seja, o preço do dólar, ele é um estoque de moeda.
03:34Então o que significa? Entrou mais dólar no Brasil, eu tenho uma reserva maior de dólar no Brasil, esse preço, ou seja, esse dólar comparado com o real, acaba caindo.
03:46Então essas duas variáveis, elas estão relacionadas à entrada de dólar de investimento estrangeiro aqui no país.
03:52O investidor deve ficar de olho em quê, Hugo? Questões internas e externas também?
03:57Importante, por exemplo, a gente prestar atenção no discurso do Trump em Davos amanhã?
04:01Tem que prestar atenção no discurso do Trump, não dá para se iludir, ou seja, o mercado financeiro, a bolsa, ela é muito volátil.
04:11Da mesma forma que esse capital, ele é capital especulativo, ou seja, da mesma forma que entra, ele pode sair amanhã com alguma outra notícia ruim para o Brasil ou para o mundo.
04:22Então tem que olhar um pouco o que o Trump fala e também ter um pouco de ceticismo, ou seja, não apostar tudo na bolsa, que a bolsa vai realmente manter esse ritmo por muito tempo.
04:33Porque a gente já conhece o Donald Trump, o Donald Trump, da mesma forma que ele fala A hoje, daqui a dois, três dias ele fala B.
04:43Então assim, tem que ter essa estratégia econômica financeira para poder conseguir ter um bom resultado na bolsa de valores.
04:53Vou passar para a pergunta do Vinícius Torres Freire. Vinícius.
04:55Boa noite, Hugo. A gente tem visto agora, com mais frequência, essa situação meio anormal, pelo menos na história, de pessoas fugindo do risco americano, do dinheiro fugindo de risco americano.
05:10E pinha algum aqui, em alguns outros países do mundo, o dólar se enfraquece, etc.
05:14E a bolsa daqui até ressuscitou. Agora, essa situação é unidirecional, a gente vai ver só gente saindo do risco americano, ou se tem uma encrenca maior no mundo, pode ser até militar, ou um conflito comercial e econômico maior entre a Europa e os Estados Unidos.
05:31Pode ter um movimento contrário, está descartado esse movimento contrário, quer dizer, a confusão é tão grande que vamos fugir de novo do risco do mundo e vamos comprar título americano, ou vai ser unidirecional?
05:40É, a gente está, é muito interessante essa pergunta, porque a gente está, nesse exato momento, vivendo um momento econômico de transição.
05:50Transição, primeiro, com relação às questões bélicas, ou seja, cada vez mais nós vamos ter no mundo menos guerras, que a gente chama de oficiais, ou seja, com canhão, com tiro, e mais guerras econômicas.
06:07Ou seja, o Donald Trump, ele mostrou essa perspectiva o ano passado, quando ele anunciou o tarifácio e pegou todo mundo de surpresa com essa profundidade do tarifácio, literalmente no mundo todo.
06:19China sofreu, Brasil sofreu, Europa sofreu.
06:22Em 2026 nós vivemos um momento diferente, ou seja, a gente já vê o mundo, o resto do mundo, vamos determinar assim, Estados Unidos e o resto do mundo, buscando alternativas, se não os Estados Unidos, detrimento dos Estados Unidos.
06:36Porque já viu que não dá para confiar numa relação comercial, principalmente com o Donald Trump, à frente do governo, numa relação bilateral exclusiva com os Estados Unidos.
06:45A assinatura do acordo comercial da América Latina com a Europa, que estava há 25 anos em negociação e essa assinatura, esse avanço, agora no final de 2025 e início de 2026, já é uma demonstração que o mundo, principalmente a Europa, não quer focar relações comerciais com os Estados Unidos.
07:08A questão da moeda também é um reflexo disso, ou seja, eu, por não confiar como eu confiava no passado, eu quero diversificar investimentos e de forma bastante, como consequência, também diminuir o meu risco americano.
07:26A gente vê isso na Europa, China principalmente, que é o maior credor americano, ou seja, detentor de títulos americanos, China e Japão, e o resto do mundo.
07:34Então, essa transição do mundo que tinha os Estados Unidos como referência econômica, tenta diversificar as suas ações e os seus ativos econômicos.
07:46Hugo, muito obrigada. Sempre bom ter você aqui com a gente. Até a próxima.
07:51Eu que agradeço. Um grande abraço a todos.
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