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A Região Metropolitana de São Paulo enfrenta o pior cenário hídrico desde a crise histórica de 2014-2015. No final de 2025 e início de 2026, os níveis dos principais reservatórios operam em volumes críticos, acendendo o alerta para riscos de desabastecimento, necessidade de medidas emergenciais e impacto direto no consumo da população. Para falar sobre o assunto, a Jovem Pan entrevista Camila Viana, presidente da SP Águas.

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Transcrição
00:00Vamos seguir ainda nessa temática, porque em 2025, a região metropolitana de São Paulo enfrentou o pior panorama hídrico desde a crise histórica de 2014 e também 2015.
00:13E a combinação da diminuição das chuvas com o aumento do consumo tem pressionado o sistema de abastecimento.
00:20Para falar mais sobre esse cenário, recebemos agora aqui no Jornal da Manhã a presidente da SP Águas, Camila Viana, a quem eu já agradeço a participação.
00:29Bom dia, Camila.
00:31Bom dia, Saraya. Bom dia, Nonato. Tudo bem? Bom dia a todos que nos acompanham.
00:35Tudo bem. Bom, diante então desses históricos de crises, aumentos de consumo, risco até de racionamento e, claro, mudanças climáticas e uma tendência de anos cada vez mais quentes e secos,
00:49o que a SP Águas está fazendo para preparar o Estado para eventos extremos cada vez mais frequentes?
00:59Obrigada pela pergunta, Saraya. Eu acho que você tocou num ponto fundamental.
01:03As mudanças climáticas, elas se fazem presentes, sobretudo, na água.
01:07Tanto na escassez, e é o que a gente tem observado em anos recentes, muito mais secos,
01:13quanto agora a gente acabou de ver nas chuvas, nos alagamentos, nas chuvas torrenciais que causam as enchentes.
01:20Então, essa, de fato, é uma constante. A SP Águas atua nesse monitoramento contínuo das chuvas, do nível dos rios,
01:28dos pontos de extravasamento, dos reservatórios, para que a gente tenha mais resiliência hídrica no Estado de São Paulo.
01:35Ou seja, para que o Estado esteja mais preparado para enfrentar esses eventos.
01:40E esse enfrentamento a gente faz com monitoramento, antecipando decisões, antecipando o planejamento,
01:47junto com a defesa civil, de forma muito integrada com outros órgãos.
01:51Hoje a SP Águas atua também ainda fazendo obras e serviços relacionados à macro-drenagem,
01:57em torno de assoreamento, aí atuando para aumentar o escoamento dos rios, piscinões.
02:03Então, é uma série de frentes para que a gente possa atravessar os próximos anos,
02:08que sem dúvida serão bastante desafiadores.
02:11Ô Camila, a gente acompanhou lá em 2015, pouco mais de 10 anos,
02:16aquele cenário de crise hídrica aqui em São Paulo, com racionamento também,
02:21em alguns locais, racionamento de água durando até um ano, no caso de Campinas, por exemplo.
02:26Há esse risco nesse momento, diante daquilo que temos hoje nos reservatórios?
02:30Ou seja, a população pode enfrentar um problema mais sério nesse ano de 2026?
02:37Olhando para a região metropolitana de São Paulo, que é abastecida pelo sistema integrado metropolitano,
02:43a gente tem um sistema muito mais resiliente do que se tinha à época,
02:47com sete sistemas produtores interligados, uma obra de transposição,
02:52que a gente fala que traz água da bacia do Paraíba do Sul aqui para o sistema Cantareira.
02:57E hoje estamos na faixa 3, que autoriza uma GDN de 10 horas.
03:03O rodízio, que a gente fala, está na faixa 7.
03:06Então a gente ainda está distante dessa etapa da faixa de rodízio
03:10e todas as medidas que estão sendo feitas e esse acompanhamento próximo do nível de reservação
03:16é justamente para que a gente não necessite de medidas mais duras ou mais restritivas em relação à demanda.
03:24Agora, Camila, para além de questões e ações regulatórias e técnicas,
03:31vocês trabalham com planejamento para aumentar até o uso consciente por parte da população?
03:37Porque a gente sabe, os eventos climáticos estão de fato cada vez mais intensos,
03:41principalmente se tratando de calor, poucas chuvas,
03:44ou quando ela vem com esses temporais que às vezes não caem exatamente no lugar certo,
03:50mas a população precisa ter essa consciência do uso consciente da água.
03:56O governo tem feito uma série de campanhas junto com as agências reguladoras,
04:03com a própria Sabesp, para trazer essa sensibilidade do momento difícil que a gente está vivendo,
04:10em que a gente não tem chuvas, tem picos de calor que levam sim ao incremento de consumo,
04:15a gente observou isso em dezembro de janeiro, para de fato que as pessoas entendam a situação,
04:21a sensibilidade e a criticidade do que a gente está vivendo e mudem seus hábitos.
04:26A mudança de hábitos é fundamental, não só para um período mais crítico,
04:30como a gente ainda está enfrentando, mas como um dado permanente e cultural,
04:36porque as mudanças climáticas já estão sendo sentidas.
04:39E é o que eu falei, a partir de agora, isso já vem sendo observado nos anos mais recentes,
04:45será uma constante.
04:46Então, não lavar calçada, não lavar carro, banhos mais curtos,
04:50fechar a torneira com escova o dente, esses pequenos hábitos fazem toda a diferença,
04:55especialmente considerando o tamanho da população da região metropolitana de São Paulo.
05:00Perfeito, conversamos então com a Camila Viana.
05:05Obrigada, viu Camila, pelas suas orientações também, pela sua participação aqui conosco.
05:10Até uma próxima.
05:12Até a próxima, muito obrigada.
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