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No Visão Crítica, a professora de Relações Internacionais Karina Calandrin analisa a nova onda de protestos no Irã, destacando que as manifestações não são um fenômeno novo, mas agora atingem proporções maiores.

De acordo com a especialista, a população iraniana sempre se manifesta, mesmo diante de um ambiente marcado por forte repressão estatal. O que diferencia o momento atual é a intensificação dos atos, que amplia a pressão sobre o regime e evidencia um descontentamento social persistente.

Confira o programa na íntegra em: https://youtube.com/live/d6XLxrb_vv4

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Transcrição
00:00Professora Karina Calandri, justamente a mesma questão, professora,
00:04para a senhora também foi uma surpresa, está sendo uma surpresa esses últimos acontecimentos, vira?
00:10Eu acho que a surpresa se dá na magnitude desses protestos,
00:15porque nós já vimos, até como o professor sinalizou, a gente já viu protestos em 2009, em 2022,
00:21mais recentemente, que foram também protestos grandes e que foram, lembrando, liderados por mulheres,
00:28na época em solidariedade a uma mulher que foi morta pelo regime por não ter usado o véu de maneira correta
00:36de acordo com o próprio regime, e não com a fé islâmica, deixando claro isso,
00:41e levou a uma movimentação da sociedade iraniana, inclusive começando com as mulheres,
00:48mas também com a aderência de homens, contra a opressão do regime como um todo.
00:54Então, foram grandes manifestações em 2022 e vemos agora manifestações ainda maiores.
01:01Então, eu acho que a surpresa é essa, não dos iranianos se manifestarem,
01:06porque a população iraniana, ela sempre se manifesta quando possível, apesar da repressão,
01:12apesar do governo, apesar do regime do Ayatollah sempre reprimir, usando a força,
01:19usando a sua polícia contra os manifestantes, contra a sua própria população,
01:24os iranianos sempre se manifestam.
01:26Então, isso não é novidade.
01:28Mas a surpresa é o alcance que essas manifestações têm tomado,
01:32em número de pessoas, em número de cidades, não está restrito a Teheran, não está restrito a capital.
01:38E o número de semanas, porque começou em dezembro de 2025,
01:42e agora já estamos em meados de janeiro e continuamos a ver as manifestações
01:48e elas não parecem que vão arrefecer.
01:51Então, mesmo o regime dizendo que não vai recuar,
01:54mesmo o regime cortando a internet, cortando meios de comunicação,
01:58mesmo o regime dizendo que vai dobrar a aposta,
02:00que vai se tornar cada vez mais truculento,
02:04a população não tem recuado.
02:07Então, eu acho que a surpresa é essa.
02:08Por conta, eu acho que todo o aspecto, é claro, geopolítico,
02:13que o próprio professor citou,
02:14corrobora para o enfraquecimento do regime,
02:18e a população deve ter visto isso como um momento agora
02:20de talvez lutar pela queda desse regime.
02:23Mas o principal é uma exaustão.
02:26É um regime que surge em 79,
02:28na época apoiado pela população,
02:30exatamente porque o regime do chá,
02:32como bem citado o professor Vila falou,
02:34o chá, agora o filho do chá,
02:36tem surgido como incitando manifestações,
02:40mas é um oportunista, ao meu ver,
02:42não há nenhum indício de que ele voltaria ao poder,
02:45de que a monarquia seria restaurada.
02:47O sistema da época, a monarquia, era muito criticada,
02:51era um sistema muito, também visto como ruim para a população,
02:55e que viu como alternativa a Revolução,
02:57a Revolução Islâmica.
02:58Então, é um sistema que está desde 79,
03:02mas se mostrou muito opressor.
03:05E opressor, e que, se por um lado,
03:07teve momentos de bonança econômica,
03:09principalmente na exploração do petróleo,
03:12a criação de parcerias internacionais,
03:16desde, né, desse financiamento dos proxys no Oriente Médio,
03:20desde, né, do isolamento do Irã,
03:22por conta das sanções econômicas impostas pelo Ocidente,
03:26pelos Estados Unidos,
03:28isso tem pesado agora no bolso dos iranianos.
03:30Por isso que as manifestações, elas começam pelos comerciantes,
03:32pela classe média,
03:33e se estende agora a outros grupos sociais,
03:36como os estudantes, os jovens,
03:37que agora não lutam apenas por pautas econômicas,
03:40mas também por pautas sociais,
03:42de direitos civis, entre outras.
03:45É, é bem interessante essa discussão.
03:48Professor Helena Schirin,
03:49primeiro agradecendo que a senhora tenha aceito o nosso convite,
03:52eu estendo, a senhora tem a mesma pergunta,
03:55ou seja, dentro do seu acompanhamento dos acontecimentos do Oriente Médio,
04:00em especial do Irã,
04:02foi uma surpresa essas manifestações que se intensificaram em dezembro do ano passado,
04:07se mantém agora, parece que,
04:09em intensidade muito maior do que no final do ano?
04:12Obrigado.
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